2.3. İnovasyon Kavramı Ve Seyahat Acentalarında İnovasyon
2.3.6. Turizmde İnovasyonun Özellikleri
A transformação econômica mundial libertou o mercado para a iniciativa privada e abriu as portas a este novo ator, de enorme influência no Estado. Formada por uma faixa importante do
empresariado privado, que em mediados da década de oitenta se definiu como a nova elite latino-
anos opositora do intervencionismo estatal na economia, que manifestava abertamente seu discurso anti-governamental para se defender da discriminação que se dizia vítima.
Na sua percepção, se considera-se o agente que resgatou da quebra aos paises da região. Sustenta que a economia só funciona se direcionada pelas mãos privadas, porque responde á lógica da inversão direta no aparelho produtivo sem desviar recursos desproporcionados às esferas públicas – avaliadas improdutivas-, como acontece em uma economia estatizada. Socialmente indispensável, por ser a grande geradora de emprego e sua missão pública se concentrar em participar no direcionamento das políticas econômicas do Estado, baseada no seu conhecimento das regras do mercado e as finanças.
As fontes de seu poder econômico residem na concentração do capital, dos instrumentos da produção e dos mecanismos de distribuição, e na conexão direta que estabelecem com a empresa transnacional e a reprodução das determinações econômico-financeiras globalistas. Um outro fator determinante da hegemonia alcançada é a capacidade de coordenação que desenvolvem: as associações de empresários permitiram, no passado, confrontar e sobreviver á intervenção estadual na economia, e, hoje, a organização coletiva fortalece o sentido da sua identidade, se convertendo em atores indispensáveis na reestruturação capitalista.
Como exemplo podemos citar o caso do México, onde estes atores constituem uma organização eficientemente estruturada chamada de Conselho Coordenador Empresarial, CCE, que abrange todos os ramos da empresa privada.219 Suas ações se dirigem primeiro a fortalecer a dinâmica
própria das empresas: pactuar estratégias para melhor qualidade e competitividade, foros de discussão, estudos e pesquisas sobre temas inovadores, etc., apesar destas atividades serem exercidas principalmente por cada uma das associações membros. O que constitui a atividade principal do conselho é a representação política do empresariado, se definindo-se como a voz oficial das posturas, inquietações e demandas unificadas, para defender a economia do mercado livre e garantir um regime de direito e com instituições que preservem a liberdade da empresa privada, participando
219 O CCE: < www.cce.org.mx>, articula as poderosas organizações de diferentes áreas produtivas: a indústria na
CONCAMIN (Confederación de Cámaras Industriales de los Estados Unidos Mexicanos); comércio e serviços na CONCANACO-SERVYTUR (Confederación de Cámaras Nacionales de Comercio, Servicios y Turismo) e agropecuárias no CNA (Consejo Nacional Agropecuário). Também articula as organizações de Bancos, ABM (Asociación de Bancos de México, A.C.) e finanças AMIS (Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros, A.C. ) Também a COPARMEX (Confederación Patronal de la República Mexicana) e o CMHN (Consejo Mexicano de Hombres de Negocios). O seu poder político se manifesta em campanhas públicas, como foi demonstrado no último processo eleitoral, quando o chamado “Ciudadanos em Movimiento” (que diz representar os empresários privados), manifestou-se abertamente contra o candidato da esquerda Andrés Lopez Obrador.
sobre tudo na elaboração de leis (Documentos CEE, objetivos).220 Nos foros que organizam, sempre há
representantes dos poderes executivo e legislativo, no tempo em que poderosos empresários são sempre convidados anos grandes eventos dos governos federal e estadual. O CCE é um ator fundamental no NAFTA, determinando diretamente as ações dos empresários mexicanos que participam nos chamados comitês, que segundo os quais estabelecem que os procedimentos são as instâncias chaves de decisão das políticas comerciais.221
O processo de reestruturação capitalista na América Latina e complementada com a formação da burocracia tecnocrata que incorpora os princípios empresariais no governo. Evidentes desde os anos oitenta, os tecnocratas constituem o ator intermediário dos empresários e do Estado. São elites administradoras formadas fundamentalmente na escola privada e até no exterior. Sua motivação é assegurar que a política seja um instrumento que construa nexos eficientes entre atores que garantam a eficiência e a eficácia econômica como requisito da funcionalidade das instituições estatais. O exemplo da de surgimento dessas elites está no Chile durante a ditadura pinochetista.222
Os complexos processos de inovação tecnológica, mercados financeiros globais, competitividade mundial e flexibilidade produtiva interna, fizeram necessária a intermediação de mecanismos técnicos, por isso a racionalidade dessa elite administradora é o calculo técnico entre médios-fins acima do discernimento sóciopolítico: concentrar as estratégias de desenvolvimento em na melhorar da capacidade exportadora e o no controle férreo dos recursos públicos, especialmente aqueles dirigidos ás políticas sociais. Uma das suas estratégias chaves é a organização da integração econômica regional sob os critérios da abertura mercantil.
A administração tecnocrata tem como principal problema o estancamento das estruturas produtivas nacionais, obstáculo também para agilizar a integração. O crescimento de setores
220 Nesse sentido é relevante a sua participação no direitista Partido Ação Nacional (PAN) como deputados, além de
prefeitos e governadores estarem, hoje, assumindo diretamente secretarias (ministérios) de Estado, como as de Gobernación, Agricultura y Ganaderia, Economia, Energia, Hacienda, Turismo, por exemplo.
221 Ver parte 5, especificamente o ponto 5.2.1 no que se descreve o funcionamento do NAFTA, e o organograma 2.
222 Administradores conhecidos como “Chicago Boys”, economistas formados através do convênio entre a Pontifícia
Universidade Católica de Chile e a Universidade de Chicago, berço das teorias neoliberais do professor Milton Fridman que aplicou o programa de privatização e redução do gasto fiscal para conter a inflação e crise econômica gerada no governo de Salvador Allende (1970-1973).
exportadores sócios do globalismo não é suficiente para fazer crescer a economia geral. A inconsistência na distribuição da riqueza e na participação desigual dos atores econômicos constitui problemas a serem resolvidos de imediato, ainda que se continue responsabilizando à persistência das estruturas produtivas tradicionais. Empresários e tecnocratas, como novas elites dirigentes, têm o desafio de dinamizar a integração regional e responder às demandas crescentes da sociedade emergente.