1. BÖLÜM
2.2. Turizm Sektöründe İstihdam Yapısı
Dentre as diferentes teorias que buscam encontrar alternativas de soluções para os conflitos que fazem parte da vida nas diversas dimensões, há a chamada Teoria dos Jogos.
Teoria dos Jogos é o estudo das tomadas de decisões entre indivíduos quando o resultado de cada um depende das decisões dos outros, numa interdependência similar a um jogo. Estuda cenários onde existem vários interessados em otimizar os próprios ganhos, às vezes em conflito entre si. A base da teoria é colocar-se na posição do outro e raciocinar o que você faria em cada situação, modelando todas as interações com benefícios/prejuízos de ambos, e daí escolherem a melhor ação estratégica. A teoria dos jogos é a aplicação da lógica matemática no processo de tomada de decisões nos jogos, utilizada na economia, na política, na guerra e caracterizadas, como nos jogos, por conflitos de interesse, determinando a melhor estratégia para cada jogador.
Os estudos sobre a teoria da probabilidade tiveram início com o filósofo, matemático e físico francês Blase Pascal, juntamente com o matemático francês Fermat, que através desses estudos desenvolveram a teoria da probabilidade em jogos de azar, utilizando regras matemáticas. Em seguida, Antoine Augustin Cournot (1801-1877), matemático francês, com estudo da análise do ponto de equilíbrio nas estratégias de jogos, formalizou um conceito específico de equilíbrio, ou seja, aplicados em casos particulares, que mais tarde foi generalizado por John Forbes Nash Jr. Mas o marco inicial da teoria dos jogos foi quando John Von Neumann (1903-1957), matemático húngaro-americano, provou o teorema
minimax. Segundo este teorema, há sempre uma solução racional para um conflito bem definido entre dois indivíduos cujos interesses são completamente opostos, teorema deixado aberto pelo matemático francês Émile Borel (1871-1956).
O defensor dessa teoria é Robert Aumann, matemático israelense, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2005. Ele usa a Teoria dos Jogos para analisar o conflito no Oriente Médio e suas teses ajudam a compreender os princípios que regem os conflitos e como se consegue convencer adversários a cooperar entre si.
É uma ciência que examina situações em que dois ou mais indivíduos ou entidades lutam por diferentes objetivos, nem sempre opostos. Cada jogador tem consciência de que os outros também agem de forma a atingir as próprias metas. Um exemplo óbvio são os jogos recreativos ou esportivos, como o xadrez, o pôquer e o futebol, em que todos os participantes possuem metas próprias. No xadrez, cada peça movida por um jogador desencadeia uma série de reações no adversário. É importante destacar que o adversário faz o exercício de se colocar no lugar do outro e desenvolver sua próxima ação. Ou seja, toda ação leva em conta o outro.
Nessa teoria, um conceito importante é o de equilíbrio, que significa o ponto em que cada jogador encontra sua maneira ideal de atuar no jogo. Cada um, portanto, cria sua melhor estratégia possível, levando em conta o que o outro está fazendo. Para cada tipo de situação há fórmulas diferentes a ser aplicadas. A ação de cada jogador acaba contendo ou revelando o processo do jogo inteiro. Ou seja, nenhuma ação pode ser tomada como independente da outra, mas todas estão inter-relacionadas. A idéia da repetição ajuda para a elaboração de estratégias, o que favorece o desenvolvimento da compreensão do processo.
Comparando com as experiências mundiais de resolução de conflitos, se percebe que não é o fato de fazer o que o outro deseja que estabelece a paz ou o consenso. Ao contrário, a solução vem das alternativas construídas, mesmo que para isso tenham que se fazer muitas repetições do jogo ou da negociação. Sendo assim, a Teoria dos Jogos possibilita a compreensão do processo de educação que é necessário para a resolução dos conflitos e que a solução não está pronta, ela precisa ser construída.
Ao destacar alguns dos fios produzidos a partir da modernidade, é possível perceber que a cultura de violência está presente. Ela se dá, sobretudo, pela forma dicotômica de entender o ser humano e as relações produzidas por ele. Porém, ao lado da constatação da violência produzida na modernidade, destacam-se possibilidade de educação de forma a conduzir a uma educação para a não-violência e de uma maior integração dos elementos que constitui o ser humano, como foi possível perceber na tessitura deste capitulo. O estudo da
cultura escolar, da aprendizagem da ação comunicativa, do princípio da não-violência, do conceito de violência apresentado por Hannah Arendt, da teoria dos jogos, são alguns fios teóricos que ora subsidiam o prosseguir dessa investigação.
Com o intuito de chegar mais perto do objeto em questão – o conflito na escola – outros fios são necessários para que o objetivo possa estar cada vez mais próximo. Já está incorporado nessa construção que o caminho se faz ao caminhar, por isso a escolha metodológica se dá pelas vias do pensamento complexo, sabendo, de antemão, que não será possível encontrar respostas prontas e acabadas para todas as perguntas que emergem nessa construção. Porém considera-se importante que a busca continue com rigor metodológico e o máximo de coerência possível para esse estágio do trabalho.
3 FIOS METODÓLOGICOS