2. TURİZM PAZARLAMASI VE TURİSTİK ÜRÜN KAVRAMI
2.4. Turizm Pazarlama Karması Unsurları
2.4.2. Turizm Pazarlaması Karma Elemanı Olarak Dağıtım
Os dados do painel usado estão na forma país-ano e cobrem o período 1968- 2004 para um conjunto de 216 países. A coleta fez-se a partir de variadas fontes e, por isso, tiveram que ser estruturados em uma nova base. O que fiz foi complementar uma base inicial feita pelo CAENI. Essa base possuía dados sobre adesão a tratados de segurança, e nela foram então incluídas as variáveis adicionais que nos permitiam fazer alguma inferência sobre o pensamento liberal e o pensamento realista. Vejamos então que hipóteses podemos derivar sobre a adesão a tratados de segurança, tendo em perspectiva as reconstruções racionais dos capítulos anteriores e o que a base de dados pode nos dizer a respeito.
Uma tese importante do programa liberal desde Grócio e Kant na Paz Perpétua6 é a tese da paz democrática. Essa tese foi encampada pelos
liberais modernos, e diz basicamente que democracias tendem a não guerrear entre si, isto é, a cooperação é mais comum que o conflito. Há trabalhos mostrando que democracias cooperam mais economicamente entre si do que regimes autoritários7 e há trabalhos mostrando que democracias aderem
menos a tratados de direitos humanos8, meu trabalho tenta contribuir na
área de segurança, i.e., investigo se as democracias cooperam mais na forma de adesão aos tratados. Vimos na reconstrução do programa liberal que regimes internacionais são facilitadores de cooperação. Uma lógica liberal complementar da adesão democrática vem pelo fato da abertura dessas sociedades. As democracias seriam indutoras de cooperação, por duas vias. Diretamente, a população em um regime democrático pode exigir a adesão à um tratado, ameaçando a permanência do líder no poder. Indiretamente, a população em um regime democrático pode se fazer ouvir pela comunidade internacional mais facilmente do que a população de um regime autoritário. Essas manifestações podem ganhar apoio externo, reforçando a pressão sobre o líder para que adira ao tratado. Mais ainda, democracias recentes que anteriormente eram rivais, podem cooperar mais facilmente, dado que as suas populações podem se comunicar, e enviar sinais claros aos líderes de que almejam a adesão. O líderes podem ser mais refratários à cooperação com antigos rivais num primeiro momento, mas a pressão interna pode acelerar o
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Ver Grócio ([1625] 2004) e Kant ([1795] 2013). 7
E.g.Milner e Rosendorf (1997).
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processo.
O realismo, por trazer um auto-interesse mais competitivo nessa área, embalado pelo dilema de segurança9, buscando ganhos relativos, e não
distinguindo entre regimes domésticos, permite-nos pensar que a forma política interna de um país não influencia a adesão a tratados de segurança. Já o liberalismo, tocado mais pelo mote do comércio10, daria a entender
que democracias, por serem em geral mais liberais que regimes autoritários, cooperam mais também nos regimes de segurança. Se virmos uma tensão entre dois países como um custo às transações comerciais e, como afirma Keohane, se os regimes são facilitadores, diminuidores de custos, os países preferiram aderir a um regime de segurança, para diminuir os custos de transação, e poder buscar mais livremente seu principal interesse, os ganhos comerciais. É imediato concluir também, nessa lógica, e lembrando das vantagens comparativas de Ricardo, que quanto maior a economia de um país, maior será seu intento de ultrapassar barreiras ao comércio. Note que quanto mais rico é um país, mais ele perde, em termos absolutos, com a ausência de cooperação, assim, quanto maior o produto interno bruto do país, maior é a expectativa de cooperação11. Como medida de democracia usei a
classificação do ACLP P roject12. Os valores são de 0 para democracias e 1
para autocracias.
Por outro lado, a cooperação em termos de segurança para os realistas pode ser motivada de outra forma. Programas armamentistas são custosos. Caso dois ou mais países notem que não extrairão mais vantagens de um tal programa, poderão cooperar, aderindo a um tratado. Mas não farão isso enquanto sua posição relativa nessa corrida for inferior. Portanto, entendo que o seguinte pensamento caberia na rationale realista: quanto mais poder eu tenho, mais eu posso cooperar. Para medir o poder militar utilizo o Composite Index of National Capability (CINC) Score do Correlates of War Project13. Este índice varia de 0 a 1 e agrega seis componentes: a produção
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Este dilema diz que, ao buscaram mais segurança, se armando cada vez mais, os países acabam por se tornar menos seguros, ao fazer com que os outros também se armem cada vez mais.
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É famosa passagem do autor liberal Bastiat, para quem se os produtos comerciais não cruzarem as fronteira, as tropa militares o farão.
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Para o produto interno bruto usei os dados do Quality of Government Project, http://www.qog.pol.gu.se/. Variável codificada como wdi_gdp.
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Dados do ACLP P roject, http://www.u.arizona.edu/∼mishler/PrzeworskiCodebook.PDF. Variável REGIME.
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de aço e ferro, os gastos militares, o número de militares, o consumo de energia, a população total e a população urbana. Quanto maior o score maior o poder militar do país, pois é uma medida de proporção de seu poder em relação ao poder internacional total.
A terceira variável explicativa é a idade do regime doméstico14. A
interpretação do pensamento realista aqui é um pouco mais livre. Penso que estados em situação ruim, na perspectiva realista, não desejam perpetuar o status quo. Seria melhor consolidar o regime, ou próprio estado primeiro, e depois cooperar em tratados que cristalizam relações de poder. Minha noção intuitiva é que regimes domésticos novos são mais fracos, por estarem ainda se consolidando internamente, e, por isso, tenderiam a aderir menos aos tratados de segurança.
Podemos testar a ideia da balança de interesses por meio da região em que os países se encontram. Países de regiões conflituosas tenderiam a aderir mais lentamente aos tratados de segurança. A classificação usada aqui é aquela do Quality of Government Project15, onde se encontra as seguintes
regiões: (i) Europa Oriental e pós União Soviética (incluindo Ásia Central); (ii) América Latina (incluindo Cuba, Haiti e República Dominicana); (iii) África do Norte e Oriente Médio (incluindo Israel, Turquia e Chipre); (iv) África Subsaariana; (v) Europa Ocidental e América do Norte (incluindo Austrália e Nova Zelândia); (vi) Leste Asiático (incluindo Japão e Mongólia); (vii) Sudeste Asiático; (viii) Sul Asiático; (ix) Pacífico (excluindo Austrália e Nova Zelândia) e (x) Caribe (incluindo Belize, Guiana e Suriname, mas exclindo Cuba, Haiti e República Dominicana).
Duas variáveis complementares à noção de democracia são a separação de poderes e o rule of law16. No banco temos uma variável binária para a
existência de um poder judiciário independente, com valores 1 para ocorrência e 0 para ausência. Da mesma forma, temos uma estimativa para o rule of law, uma variável contínua com valores negativos indicando ausência de cumprimento de contratos e valores positivos indicando sua presença. Indo no sentido da teoria liberal, de descentralidade na aplicação da lei, ou seja, um governo mais democrático, devemos ter que a presença de judiciário independente e rule of law influenciem positivamente a adesão.
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Dados do ACLP P roject. Variável AGER. 15
Variável ht_region. 16
Outra variável interessante é a extensão territorial17. Isso porque ela não
entra no cálculo de poder da variável cinc, e há uma vertente do pensamento realista que afirma ser fator decisivo na balança de poder18 devido aos
recursos naturais. Espera-se, de acordo com a teoria realista, que quanto maior a extensão territorial, maior o poder de um país e, portanto, mais “apto” ele está a cooperar.
A última variável explicativa analisada é a ocorrência de conflito19. Uso
uma dummy defasada de um ano para a ocorrência de conflito. O valor 0 indica que o país não esteve envolvido em conflito no ano anterior e 1 caso contrário. Os dados foram buscados também no Correlates of War Project. O realismo nos diria que o envolvimento em conflito seria um desincentivo à adesão. Segundo a teoria realista, num ambiente de instabilidade, insegurança ou mesmo guerra um país preferirá poder dispor de todos os meios possíveis e necessários para garantir sua segurança.
A tabela 6.1 sintetiza o efeito esperado das variáveis independentes.
Tabela 6.1: Efeito sobre a adesão esperado pela teoria
variável efeito programa
REGIME (democracia) positivo liberal
wdi_gdp (PIB) positivo liberal
cinc (capacidade nacional) positivo realista AGER (idade do regime doméstico) positivo realista ht_region (região) negativo para realista
regiões instáveis
h_j (judiciário independente) positivo liberal wbgi_rle (rule of law) positivo liberal wdi_area (extensão territorial) positivo realista
ucdp_loc (conflito) negativo realista