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TURİZM SEKTÖRÜ KAMU KESİMİ YATIRIMLARI

Aceita terapêutica prescrita;

Progressivamente maior envolvimento nas

atividades terapêuticas de grupo – contudo a

necessitar de mediação constante por parte do enfermeiros nas interações que estabelece com os seus pares;Procura o quarto dos colchões em situações de maior tensão/frustração;

Avaliação e discussão - teoria de médio alcance de Afaf Meleis

Apresentada a fundamentação teórica e explanadas as três dimensões, faz agora sentido discuti-las e compreender os fenómenos de transição presentes, no cliente T.M.

No que concerne à natureza das transições, de saúde-doença, verifica-se uma diminuição considerável quanto à funcionalidade do T.M. A escalada de comportamentos agressivos, inviabilizaram por completo o estabelecimento de relação interpessoais. A presença de comportamentos agressivos e violentos podem prejudicar a habilidade de formar relações funcionais saudáveis. À medida que as crianças com estes comportamento transitam para a fase da adolescência, apresentam maior risco de apresentarem sintomas de ansiedade, depressão e comportamento suicida (Liu, Lewis, Evans, 2013).

A vivência de uma situação de internamento pode ser considerada como uma transição situacional. O T.M., apresenta acompanhamento anterior, em regime de ambulatório. Em situação de crise, optou-se por estabilização do quadro clínico, em regime de internamento.

No caso concreto da criança e adolescente existem as próprias transições do ponto de vista desenvolvimental (Liu et al., 2013), que concorrem para o que define Meleis, a possibilidade de ocorrerem múltiplas transições num dado período de tempo.

Relativamente às condições da transição de ordem pessoal, destacamos como fatores facilitadores a presença de crítica e insight que o T.M apresenta. O insight é, sem dúvida, um fenómeno complexo e multidimensional. Na última década, os investigadores aumentaram a sua atenção perante este fenómeno, ajudando a clarificar a sua correlação com a presença de doença mental (Cardoso, 2008). “Um não reconhecimento persistente e grave da doença pode transtornar não apenas a relação da pessoa afectada com aqueles que ama e com profissionais de saúde mental, como também as suas oportunidades de recuperarem e levarem vidas mais satisfatórias e produtivas.” (Cardoso, 2008).

Entende-se, portanto, que o fato do T.M. apresentar juízo crítico e insight em relação às suas dificuldades atuais, representam fatores protetores e facilitadores no processo de transição.

Quanto aos fatores inibidores, a impulsividade marcada e a baixa tolerância à frustração produzem efeitos negativos no processo de transição e dificultam a possibilidade de recuperação de bem estar mental e redução do sofrimento psíquico.

No que diz respeito às condições de transição da comunidade e sociedade, a articulação permanente com a Clínica da Encarnação e a equipa do Serviço de Internamento do Hospital Dona Estefânia contribuem para o sucesso terapêutico do T.M. Mais se acrescenta que o enfermeiro que realiza acompanhamento em regime ambulatório, presta cuidados igualmente na Unidade de Internamento. Pode, no meu ponto de vista, contribuir para que o espaço de internamento seja menos constrangedor. Para além disso, o fato das equipas se manterem em constante articulação, facilita a passagem de informação e troca de opiniões clínicas que ajudam no processo de transição situacional – internamento para o regime ambulatório.

O processo de cuidar do cliente não cessa aquando da alta hospitalar. É urgente sensibilizar as esquipas multidisciplinares para a necessidade de articulação entre os cuidados prestados em regime hospitalar com os prestados em ambulatório, na garantia de diminuir substancialmente o fosso existente entre as duas realidades. Augusto (2002) destaca que muitos clientes, aquando da alta hospitalar, encontram-se mais fragilizados e dependentes do que na altura da admissão, não havendo em muitos casos, uma correta planificação e trabalho de

background que permita a reintegração familiar e social. Particularmente o processo

de articulação entre as equipas assume grande relevância, uma vez que traduz ganhos significativos para a saúde: a continuidade dos cuidados diminui o número de re-internamentos e consequentemente as despesas relativas aos cuidados. (Chuang, Shwu-Chong, Sandra, YU-Hui, Chen-Long,2005).

O fato da escola atual apresentar poucos recursos especializados que vão de encontro às necessidades de saúde do T.M., constitui um fator inibidor do processo de transição. Todavia, a equipa multisdisciplinar do Serviço de Internamento de Pedopsiquiatria, esteve atenta a esta variável importante e procurou soluções neste âmbito. Foi discutido com os pais a possibilidade do T.M. ingressar num Extrenato que recebe frequentemente crianças e adolescentes com problemas de conduta. Os pais, embora apreensivos, aceitaram o recurso da comunidade. O T.M. será inserido neste Extrenato, ainda no decorrer deste ano letivo.

É largamente reconhecido, as crenças e esteriótipos existentes em torno da doença mental. Ao longo dos anos, as pessoas com patologia mental eram consideradas como loucas, aberrações da natureza ou seres possuídos por entidadades demoníacas, em que o seu tratamento passava pelo isolamento total da restante sociedade. Felizmente, ao passo que a investigação científica evoluiu, também a perspetiva e olhar sobre estes doentes melhorou. No entanto, crenças e representação menos positivas continuam a estar ligadas a este tipo de clientes, o relatório da Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental (CNRSSM), de 2007, documento de inegável valor, refere mesmo que “os mitos sobre a doença mental e a estigmatização do doente continuam a persistir, mesmo entre profissionais da área de saúde” (p. 12), indiciando o modo negativo como a sociedade vê os doentes mentais.

No caso particular do T.M., acrescenta-se o fato da própria mãe apresentar crenças em torno da doença mental e seu tratamento. Apesar de se ter realizado pesquisa bibliográfica, não se encontrou nenhum documento que referisse especificamente as crenças relacionadas com o tratamento médico, nomeadamente psicofarmacologia. Durante as entrevistas, a mãe do T.M., demonstrou-se desesperançada com o regime terapêutico “a medicação só lhe faz efeito durante dois ou três dias, depois ele começa-se a habituar e aquilo já não lhe faz nada.” (sic). A mesma, reporta-se para a sua experiência pessoal “eu já tomei medicação, mas já se sabe como é que é. Começa-se por tomar um comprimido, depois já são dois, e cada vez mais. Às tantas, já estamos a tomar uma mão cheia de medicamentos e depois já não fazem nada. Só criam habituação.” (sic).

Por útlimo, apresentam-se os padrões de resposta face às transições, o terceiro domínio da Teoria das Transições. A necessidade de sentir-se ligado, a pessoas significativas e aos profissionais de saúde, aos quais o cliente pode fazer questões e esclarecer dúvidas são um indicador de uma experiência positiva. O T.M., mostra-se próximo dos pais, contudo utiliza pouco o enfermeiro para retirar dúvidas quanto aos seus processos de transição. Em situações em que apresenta dificuldade, tem demonstrado que recorre pouco à estratégia de pedir ajuda, na resolução de problemas (Meleis, 2007). De acordo com a mesma autora, o estabelecimento de interações também representa um excelente indicador de experiência positiva de transição. Como tem sido abordado, o T.M. apresenta

melhorias significativas no que diz respeito ao estabelecimento de relações interpessoais, contudo é importante não esquecer que foi exatamente essa dificuldade que motivou o seu internamento no serviço. Estamos perante um pré- adolescente que apresenta estratégias de coping ineficazes, imbuídas numa impulsividade marcada do comportamento, com grande dificuldade em gerir a frustração.

Por norma, os indicadores de resultado não se verificam na fase inicial da transição, pelo que, muitas vezes, as respostas obtidas estão relacionadas com os indicadores do processo. O que se tem verificado é que os padrões de resposta do T.M têm progressivamente vindo a ser alterados e que, em situações de maior tensão, procura um espaço contentor, onde, juntamente com o enfermeiro, possa dar significado às suas emoções e pensamentos decorrentes.

DIAGNÓSTICOS

Benzer Belgeler