• Sonuç bulunamadı

I XVII YÜZYILDA KONYA ŞEHRİNDEKİ DÂRÜ’L-HUFFÂZLAR HAKKINDA GENEL BİLGİLER

II. XV YÜZYIL KONYA DÂRÜ’L-HUFFÂZLAR

14- Turgudoğlu Pir Hasan Bey Dârü’l-Huffâzı

As variáveis do estudo foram obtidas por um único examinador através do emprego de instrumentos de coleta específicos os quais foram: ficha clínica específica para registro dos dados relacionados a integridade da fibromucosa e ocorrência de falhas e complicações protéticas. Os exames foram realizados nas clínicas do Departamento de Odontologia da UFRN.

3.8.1 Dados pessoais e clínicos

Foram coletados dados pessoais referentes a nome, telefone, data de nascimento, idade, gênero, etnia, profissão, endereço, estado civil, profissão, cidade, estado, naturalidade e nacionalidade. A ficha clínica de cada paciente continha ainda espaço para registro de informações sobre tempo de edentulismo e de uso de próteses, número de dentes remanescentes, características do rebordo residual e para marcação das ocorrências relacionadas aos tempos de controle das próteses após a instalação das mesmas.

3.8.2 Presença de úlceras traumáticas após dois meses de instalação da PPR

A integridade da fibromucosa foi avaliada nas sessões de controle periódico. Após a instalação das próteses parciais removíveis foram realizados controles com 24 horas, 7, 15, 30, 60 dias (momento a partir do qual os registros para a presente pesquisa começaram a ser realizados), 6 meses e outras sessões necessárias para o ajuste adequado da prótese após a instalação. A úlcera traumática é comum e nesse caso normalmente localizada na região de fundo de saco (MILLER, 1973; BUDTZ-JORGENSEN, 1981). Os controles tinham a finalidade de observar a presença de áreas ulceradas, bem como o local para que fosse realizado o ajuste dessas lesões que podiam estar relacionadas a movimentos horizontais originados durante a mastigação devido ao uso de próteses com instabilidade oclusal. Logo após a observação e verificação da presença de úlcera traumática o ajuste da prótese era realizado. Especificamente neste estudo o registro da presença de úlcera utilizado foi o de 60 dias após a instalação da PPR, visto que esta ocorrência após dois meses de instalação foi considerada como uma complicação protética (TAYLOR; MORTON, 1991). Esta relação foi feita considerando-se a influência que a biomecânica desfavorável de uma PPR de extremo

livre, a qual pode potencializar o surgimento de úlceras quando em contato traumático com fibromucosa muito flácida e/ou rebordo muito reabsorvido.

Figura 16 – Úlcera traumática no rebordo inferior.

3.8.3 Ocorrência de falhas e complicações protéticas

Antes da fase reabilitadora do tratamento, todas as outras necessidades do paciente, assim como tratamento periodontal e restaurador foram satisfeitas. Após a instalação e verificação da estabilidade das próteses alguns ajustes poderiam ser feitos seguidos de adequado acabamento e polimento das áreas relacionadas. Os pacientes receberam instruções de higiene oral e de uso e manutenção das próteses. Os dados relacionados à prótese e aos tecidos adjacentes foram registados imediatamente depois da inserção e instalação das próteses parciais (baseline).

Para a avaliação da ocorrência de complicações relacionadas à prótese parcial removível inferior os pacientes foram acompanhados ao longo do tempo, por meio da determinação de retornos periódicos para controle e manutenção das próteses e todas as informações coletadas nessas consultas foram registradas na ficha clínica de cada paciente. Os controles para avaliação das complicações aconteceram em tempos pré-determinados, os quais foram: 2, 6, 12, 24, 36 e 41 meses após a instalação das próteses. Os participantes da pesquisa foram orientados a buscar atendimento por meio do contato com os pesquisadores responsáveis por este estudo, na Universidade, diante de qualquer intercorrência relacionada ao tratamento reabilitador.

Parâmetros de aferição clínica

Para análise e registro da presença de complicações as mesmas foram divididas em 9 categorias iniciais, incluindo a presença de úlceras traumáticas, já descrita anteriormente, as quais estão demostradas na Tabela 1. Diante da não ocorrência de alguma complicação o observado também foi registrado na ficha clínica do paciente. Para efeito da avaliação e análise estas categorias foram posteriormente divididas em “presença” ou “ausência” de complicações.

Tabela 1 - Critérios para registro das falhas e complicações relacionadas à prótese parcial removível inferior. Natal-RN, 2014.

Critério Fator observado durante o

exame clínico Classificação

Presença de úlcera traumática (após dois meses

de uso da prótese)

Presença de ulcerações nos

tecidos orais adjacentes a PPR Presença de úlceras traumáticas: Sim ou não

Ausência de retenção

Perda de retenção da prótese com fácil retirada da mesma, movimentação dos grampos

de retenção no sentido cérvico-oclusal sem impedimento ou diagnóstico

da perda de área retentiva anteriormente criada por meio

da inserção de resina composta

Perda de retenção: Sim ou não

Fratura de nicho ou cárie sob o nicho

Observação de perda de continuidade ou da ausência de nicho anteriormente criado

ou de lesão cariosa sob o nicho

Fratura de nicho ou cárie sob o nicho

Fratura ou descolamento dos dentes artificiais

Observação de fratura (separação do dente em duas

ou mais partes) ou de descolamento do dente da

base da prótese

Fratura ou descolamento de um ou mais dentes artificiais:

Sim ou não

Fratura do conector maior

Observação da perda de continuidade da estrutura

metálica

Fratura do conector: Sim ou não

Fratura de grampo (De retenção e/ou de

oposição)

Observação da perda de continuidade do grampo, em

qualquer parte do mesmo

Fratura do grampo: Sim ou não

Fratura de apoio

Observação da perda de

continuidade do apoio Fratura de apoio: Sim ou não

Suporte deficiente

Observação de desajuste entre a base da prótese e rebordo

residual ocasionando deficiência no suporte e maior

movimento da prótese em direção ao rebordo na extremidade livre quando a

mesma era submetida a compressão

Necessidade de reembasamento: Sim ou não

Fratura da base da prótese

Observação da perda de continuidade da base acrílica da prótese em qualquer ponto

ou área da mesma

Fratura da base da prótese: Sim ou não

As avaliações foram realizadas por três protesistas experientes. Diante da ocorrência de alguma das complicações acima citadas os pacientes eram encaminhados para realização do procedimento adequado a cada situação. A complexidade da ocorrência foi tratada neste estudo como a influência que a mesma tem sobre o prognóstico do tratamento e possibilidade de reparo. Diante da impossibilidade de reparo o paciente era encaminhado para confecção de nova prótese. Quando o reparo era possível o paciente poderia continuar na amostra do estudo e, ao contrário, se uma nova prótese fosse confeccionada o paciente era considerado como perda para os próximos controles.

Benzer Belgeler