• Sonuç bulunamadı

Em alguns solos a profundidade dos limites dos horizontes ou camadas, varia dentro do mesmo perfi l. Deve-se então registrar a profundidade e espessura verifi cadas na parte do perfi l que é mais comum ou representativa no local do exame. A profundidade do limite inferior de um horizonte coincide com a do limite superior do horizonte subjacente.

Após a separação dos horizontes ou camadas, efetua-se a medida de suas profundidades e espessuras de acordo com os seguintes critérios:

- A profundidade é obtida colocando-se uma fi ta métrica ou trena na posição vertical, fazendo-se coincidir o zero da mesma com a parte superior do hori- zonte ou camada superfi cial do solo e fazendo-se a leitura de cima para baixo a partir da marca zero. Para cada um dos horizontes ou camadas, anota-se então a medida observada nos seus limites superior e inferior. No caso de horizontes ou camadas com limites de transição ondulada ou irregular, anota-se o valor médio, conforme exemplos abaixo. Deve-se juntamente anotar a unidade utili- zada, preferencialmente centímetros.

- A espessura por sua vez, deve ser anotada ao fi nal da descrição morfológica, sempre que se tratar de horizontes ou camadas com transição ondulada, irregular ou quebrada e deve conter as espessuras dos limites máximos e mínimos.

Nota: Sempre que a profundidade do último horizonte examinado for além da profundidade de observação, utilizar o sinal “+”, para indicar que o mesmo se estende a maiores profundidades. Exemplo: 78-110cm+.

Figura 3 - Exemplo de tomada de profundidades e espessuras para solos

com transição plana e ondulada

Profundidade dos Horizontes

Horizonte A - 0 - 28cm Horizonte E - 28 - 56cm Horizonte EB - 56 - 78cm Horizonte B - 78 - 110cm+

Espessura dos Horizontes

Horizonte A - 28cm Horizonte E - 22 - 33cm Horizonte EB - 17 - 28cm Horizonte B - 32cm+

A

E

EB

B

Para caso de horizontes ou camadas apresentando transição ondulada ou irre- gular em seus limites superior e inferior, e em razão disto, com profundidades variáveis em cada um deles, registra-se para as profundidades o valor médio e para a espessura, adota-se os valores mínimos e máximos, considerando-se ambos os limites, conforme exemplo abaixo.

Figura 4 - Exemplo de tomada de profundidades e espessuras para

solos com mais de um horizonte ou camada apresentando transição ondulada ou irregular

Profundidade dos Horizontes

Horizonte Ap - 0 - 9cm Horizonte Bi - 9 - 42cm Horizonte BC - 42 - 58cm Horizonte Cr - 58 - 90cm Camada R - 90 - 140cm+

Espessura dos Horizontes

Horizonte Ap - 9cm Horizonte Bi - 30 - 37cm Horizonte BC - 9 - 24cm Horizonte Cr - 16 - 45cm Camada R - 40 - 51cm+

Ap

Bi

BC

Cr

R

Figura 5 - Exemplo de tomada de profundidades e espessuras para solos com transição descontínua ou quebrada,

entre horizontes ou camadas

Nota: O limite inferior do horizonte Cr varia predominantemente entre as profundidades de 44 e 91cm,

havendo porém, línguas que se estendem até o fi nal da trincheira (150cm).

Profundidade dos Horizontes

Horizonte A - 0 - 18cm Horizonte Bi - 18 - 38m Horizonte Cr - 38 - 91cm Camada R - 91 - 150cm+

Espessura dos Horizontes

Horizonte A - 18cm Horizonte Bi - 20cm Horizonte Cr - 6 - 112cm+ Camada R - 59 - 106cm+

A

Bi

Cr

R

R

No caso de horizontes com limites complexos, como por exemplo, transição descontínua ou quebrada, deve-se registrar o fato no campo Observações conforme nota abaixo e proceder de acordo com exemplo.

No caso de horizonte com transição descontínua ou quebrada, ocorrendo disperso dentro de outros horizontes (lamelas por exemplo), registrar o fato no campo Observações e para tomada de profundidade e espessura, proceder como indicado abaixo, sendo que as lamelas deverão ter as suas principais características morfológicas registradas separadamente, tomando-se por base a unidade/ocorrência mais representativa.

No campo Observações, registrar o somatório das espessuras de todas as lamelas, conforme nota abaixo.

Figura 6 - Exemplo de tomada de profundidades e espessuras

para solos com ocorrência de lamelas

Profundidade dos Horizontes

Horizonte A - 0 - 43cm Horizonte E/Bt1 - 43 - 115cm Horizonte Bt2 - 115 - 200cm+

Espessura dos Horizontes

Horizonte A - 43cm Horizonte E/Bt1 - 72cm Horizonte Bt2 - 85cm+

Nota: Presença de lamelas (Bt1) no horizonte E/Bt1, totalizando 25cm de espessura, com as seguintes características: bruno-amarelado (10YR 5/6, úmido); franco-argilosa; moderada média blocos subangulares; ligeiramente dura, friável, plástica e pegajosa.

Cor

As cores dos solos, são mais convenientemente defi nidas por meio de com- paração com cartas de cores. Normalmente se utiliza para determinação de cores de solos, parte da coleção de cores do livro Munsell (Munsell book of color). Esta parte do livro, também denominada Munsell soil color charts, contém somente aquela porção de cores necessária para a caracterização dos solos.

As principais ou mais comuns edições do Munsell soil color charts, contêm sete cartas (correspondentes a sete notações de matiz) que somam 199 padrões de cores, organizados com base nas variáveis matiz, valor e croma, apresentados na forma de caderno ou caderneta.

As notações de matiz em número de sete, são representadas pelos símbolos 10R, 2,5YR, 5YR, 7,5YR, 10YR, 2,5Y e 5Y, que são formados pelas iniciais em inglês das cores que entram em sua composição (R de red - vermelho; Y de yellow - amarelo e YR de yellow-red - vermelho-amarelo), precedidos de algarismos arábicos de 0 a 10, organizados a intervalos de 2,5 unidades. Dentro de cada composição de matiz (R, YR ou Y), os algarismos crescem da esquerda para a direita da caderneta, representando o aumento da participação do amarelo em detrimento da participação do vermelho. O ponto 0 de cada composição de matiz, coincide com o ponto de máxima participação da composição anterior e não é representado. Assim os sím- bolos de matiz variam sempre de 2,5 a 10 para cada composição, sendo 5 a posição central.

As notações de valores indicam a maior ou menor participação do branco ou do preto (claridade ou escurecimento) em relação a uma escala neutra (acromática) e variam de 0 a 10, posicionadas em escala vertical no lado esquerdo das páginas das cartas, aumentando a intervalos regulares da base para o topo. A notação zero corresponde ao preto absoluto e o 10 ao branco absoluto.

As notações de cromas indicam o grau de saturação pela cor espectral. São representadas horizontalmente no fundo das páginas das cartas, aumentan- do de 0 a 8 (no caso das cartas de solos). O croma zero, corresponde a cores absolutamente acromáticas (branco, preto e cinzento) e na sua representação a notação de matiz é substituída pela letra N de neutra.

Em síntese, os cadernos ou cadernetas de cores para solos, contêm comumente sete cartas ou cartões de cores, correspondentes a sete notações de matiz, sendo cada uma delas constituída de duas páginas, ambas contendo o respectivo símbolo em sua parte superior. Na página da direita constam os vários padrões de cores pertinentes àquela notação de matiz, junto a perfurações em forma de círculo, que têm o objetivo de facilitar a comparação das amostras com os diversos padrões de cores. Na página da esquerda, constam os códigos de notação de valor e croma correspondentes a cada padrão de cor, junto ao nome da cor em inglês.

Para a seleção correta da carta ou cartão de matiz no qual a cor da amostra está inserida, aconselha-se posicionar a amostra do lado direito da caderneta de cores aberta, e alternando-se as páginas das várias cartas, proceder a com- paração da cor da amostra com o conjunto de padrões de cores constantes em cada notação de matiz.

Figura 7 - Arranjamento de notações e padrões de

cores em uma carta de cores para solos

Após selecionada a carta do matiz, obtém-se as notações de valor e croma por comparação direta da amostra de solo com cada um dos padrões de cores constantes na mesma. Para isto, deve-se aproximar a amostra do verso da página que contém os padrões de cores e proceder a comparação posicio- nando a mesma nas perfurações existentes, até se detectar o padrão de cor

mais parecido. Em poucos casos, a cor da amostra será exatamente igual à da carta, deve-se então anotar a cor mais próxima.

Foto 6 - Exemplo de tomada de cores

Os seguintes procedimentos são recomendados:

- Fazer a determinação da cor em amostra úmida para todos os horizontes do perfi l.

- Para os horizontes “A” deve-se registrar as cores determinadas em amostra úmida e seca, objetivando a distinção entre os vários tipos.

- No caso de dúvida para identifi cação de horizonte E, deve-se fazer também a determinação da cor em amostra seca para o mesmo.

- Deve-se especifi car se a determinação da cor foi feita em amostra seca ou úmida. Se houver registro somente de uma notação de cor, fi ca subentendido que este se refere à cor determinada em amostra úmida.

- Para horizontes hísticos, somente a cor em amostra úmida é sufi ciente. - Nas descrições de perfi s, o registro das cores deverá obedecer ao seguinte

padrão: nome da cor em português (conforme quadro 2) e, entre parênteses, notações de matiz, valor e croma, seguido da condição em que foi determi- nada a cor, usando sempre a seqüência: úmido, seco. Exemplo: bruno-escuro (10YR 3/3, úmido) e bruno (10YR 5/3, seco).

- Anotar nas descrições de perfi s, no item Observações, se o perfi l foi descrito com chuva, em época seca ou chuvosa, céu nublado, à sombra, dentro da mata, ou seja, informar as condições de luminosidade.

- Restringir ao máximo a interpolação de cores.

Quando estritamente necessário interpolar matizes, procurar fazer o registro fi nal da interpolação com números inteiros que mostrem as tendências de evolução da cor no perfi l do solo. Exemplo: Interpolação de matizes 2,5YR e 5YR, porém tendo o perfi l tendência para o amarelo, registrar 4YR.

Para interpolação de valores e cromas, usar o valor médio, porém registrar apenas o nome da cor de maior tendência no perfi l. Exemplo: Interpolação de cromas: 2,5YR 4/6 e 2,5YR 4/4, com tendência para 2,5YR 4/6, registrar vermelho (2,5YR 4/5).

No quadro 22 (Apêndice 8), pode ser encontrada uma correspondência entre o nome das cores em português e os códigos constantes na Munsell soil color charts.

- Mosqueados

Um horizonte pode ter cor única ou apresentar multiplicidade de cores. No caso de haver predominância de uma cor sobre as demais tem-se os mosqueados, e quando não se pode distinguir uma cor como sendo de fundo (matriz), tem-se a coloração variegada. Para os mosqueados, descreve-se a cor da matriz (cor de fundo), a(s) cor (es) do(s) principal (is) mosqueado(s) e a caracterização dos mosqueados, conforme especifi cado a seguir:

Quantidade:

Pouco - menos de 2% da área é mosqueada

Comum - de 2 a < 20% da área é mosqueada Abundante - 20% ou mais da área é mosqueada

Fonte: Lemos, R. C. de; Santos , R. D. dos. Manual de descrição e coleta no campo. 3 ed. Campinas: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo; Rio de Janeiro: Embrapa, Centro Nacional de Pesquisa de Solos, 1996.

Nome Correspondência em Português Nome Correspondência em Português

Black Preto Ligth reddish brown Bruno-avermelhado-claro

Bluish gray Cinzento-azulado Ligth reddish gray Cinzento-avermelhado-claro

Bluish black Preto-azulado Light yellowish brown Bruno-amarelado-claro

Brown Bruno Olive Oliva

Brownish yellow Amarelo-brunado Olive brown Bruno-oliváceo

Dark bluish gray Cinzento-azulado-escuro Olive gray Cinzento-oliváceo

Dark brown Bruno-escuro Olive yellow Amarelo-oliváceo

Dark gray Cinzento-escuro Pale brown Bruno-claro-acinzentado

Dark grayish brown Bruno-acinzentado-escuro Pale green Verde-claro-acinzentado

Dark grayish green Verde-acinzentado-escuro Pale olive Oliva-claro-acinzentado

Dark greenish gray Cinzento-esverdeado-escuro Pale red Vermelho-claro-acinzentado

Dark olive Oliva-escuro Pale yellow Amarelo-claro-acinzentado

Dark olive gray Cinzento-oliváceo-escuro Pink Rosado

Dark red Vermelho-escuro Pinkish gray Cinzento-rosado

Dark reddish brown Bruno-avermelhado-escuro Pinkish white Branco-rosado

Dark reddish gray Cinzento-avermelhado-escuro Red Vermelho

Dark yellowish brown Bruno-amarelado-escuro Reddish black Preto-avermelhado

Dusky red Vermelho-escuro-acinzentado Reddish brown Bruno-avermelhado

Gray Cinzento Reddish gray Cinzento-avermelhado

Grayish brown Bruno-acinzentado Reddish yellow Amarelo-avermelhado

Grayish green Verde-acinzentado Strong brown Bruno-forte

Greenish black Preto-esverdeado Very dark brown Bruno muito escuro

Greenish gray Cinzento esverdeado Very dark gray Cinzento muito escuro

Light bluish gray Cinzento-azulado-claro Very dark grayish brown Bruno-acinzentado muito escuro

Light brown Bruno-claro Very dusky red Vermelho muito escuro-acinzentado

Light brownish gray Cinzento-brunado-claro Very pale brown Bruno muito claro-acinzentado

Light gray Cinzento-claro Weak red Vermelho-acinzentado

Light greenish gray Cinzento-esverdeado-claro White Branco

Light olive brown Bruno-oliváceo-claro Yellow Amarelo

Light olive gray Cinzento-oliváceo-claro Yellowish brown Bruno-amarelado

Ligth red Vermelho-claro Yellowish red Vermelho-amarelado

Tamanho:

Pequeno - eixo maior inferior a 5mm Médio - eixo maior de 5 a 15mm Grande - eixo maior superior a 15mm

Contraste:

O Quadro 3, contém a defi nição das classes de mosqueados em função do contraste com a cor da matriz do solo.

Figura 8 - Exemplos de percentuais de mosqueados

Fonte: Schoeneberger e outros (1998).

2% 20%

Quadro 3 - Caracterização de mosqueados quanto ao contraste

Adaptado de Schoeneberger e outros (2002).

¨ Valor ¨ Croma Classes ¨ Valor ¨ Croma Classes ¨ Valor ¨ Croma Classes

0 ” 1 Difuso 0 ” 1 Difuso 0 0 Difuso

0 2 Distinto 0 2 Distinto 0 1 Distinto

0 3 Distinto 0 • 3 Proeminente 0 • 2 Proeminente

0 • 4 Proeminente 1 ” 1 Difuso 1 ” 1 Distinto

1 ” 1 Difuso 1 2 Distinto 1 • 2 Proeminente

1 2 Distinto 1 • 3 Proeminente • 3 - Proeminente

1 3 Distinto 2 ” 1 Distinto 1 • 4 Proeminente 2 2 Distinto ” 2 ” 1 Difuso 2 • 3 Proeminente ” 2 2 Distinto • 3 - Proeminente ” 2 3 Distinto ” 2 • 4 Proeminente 3 ” 1 Distinto 3 2 Distinto 3 3 Distinto 3 • 4 Proeminente • 4 - Proeminente A classe é proeminente, exceto para cores com baixos cromas e valores

Proeminente

1Exceção: Se ambas as cores tem valor ” 3 e croma ” 2, a classe é difusa, independente

da diferença em matiz.

Mesma matiz (¨m = 0) Matiz diferente por 2 unidades (¨m = 2)1

Matiz diferente por 3 ou mais unidades (¨m • 3)1 Matiz diferente por 1 unidade

Na caracterização da cor de horizonte com mosqueado, deverá ser usada a seguinte seqüência: primeiramente se determina a cor de fundo (matriz), em seguida a cor do(s) mosqueado(s) que deve(m) ser registrado(s) na seguinte ordem: quantidade, tamanho, contraste, nome da cor em português e notação Munsell do mosqueado, conforme exemplo a seguir: bruno-amarelado (10YR 5/6), mosqueado comum, pequeno e difuso, bruno-amarelado-claro (10YR 6/4). Quando os mosqueados não forem conseqüência de drenagem restringida, registrar a sua natureza no item Observações.

- Coloração variegada

Na caracterização de horizonte com coloração variegada, deve-se fazer o re- gistro conforme exemplo que segue:

Coloração variegada constituída de: bruno-acinzentado (10YR 5/2), bruno-forte (7,5YR 5/8) e bruno-oliváceo-claro (2,5YR 5/4).

No caso de ocorrência de coloração variegada com manchas de tamanho pe- queno e muito pequeno e arranjamento complexo, pode-se registrar estima- tivamente as cores mais prontamente perceptíveis, usando-se denominações genéricas aproximadas, conforme exemplo abaixo:

Coloração variegada, com mescla de cores avermelhadas, acinzentadas e esbranquiçadas.

Benzer Belgeler