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2. TRAFİK İŞARETLERİNİ TANIMA SİSTEMİ

2.3 Trafik İşaretini Tanımanın Zorlukları

Nos congressos, após o debate dos temas, são planejadas as atividades

38necessárias para conquistar tais reivindicações. Entre as atividades, destacam-se:

Manifestação do Dia Internacional das Mulheres – É realizada no dia 8 de

março e abre o ano para as mobilizações. Nessa atividade, a CMP é parceira e se articula com diversas entidades feministas, como a Sempre Viva Organização Feminista (SOF), por exemplo.

Grito dos Excluídos – Acontece todos os anos, no dia 7 de setembro, mesma data em que se comemora a Independência do Brasil. Organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com outras entidades, como a CUT, a CMP, o MST , o evento é realizado desde 1995 e tem por objetivo denunciar a exclusão social e cobrar providências do governo. A CMP foi uma das principais articuladoras da comemoração no período em que foi decidido realizar manifestações em outros lugares que não apenas a Basílica localizada no Município de Aparecida do Norte (SP).

Conferência Internacional da ONU (Habitat II) – Aconteceu em Istambul, na

Turquia, em 1996. Nela, foi discutida a questão da habitação no mundo.

38 Mais detalhes sobre as atividades da CMP consultar: CARVALHO, Sônia Regina Ribeiro. A central

de movimentos populares e o processo brasileiro de democratização: uma trajetória em construção-

1993-2003. Tese apresentada ao Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), São Paulo, 2007.

Marcha Nacional Reforma Agrária, Emprego e Justiça – Organizada pelo

MST, chegou à capital federal quando completava um ano do massacre dos sem-terra, ocorrido em abril de 1996, em Eldorado dos Carajás (PA). Na chegada, houve apoio de pelo menos 60 mil pessoas de outros movimentos, sindicatos e partidos de oposição ao governo FHC.

Atividade do Fórum Nacional de Luta por Terra, Trabalho e Cidadania –

Aos gritos alternados de "Fora" e "Basta de FHC", em defesa do impeachment e até da renúncia do presidente Fernando Henrique Cardoso, partidos de oposição e entidades da sociedade civil promoveram, em agosto de 1999, a maior manifestação contra o governo, em quase cinco anos, organizada por entidades e partidos de oposição. Contou com representantes das entidades que integravam o Fórum Nacional de Luta por Terra, Trabalho e Cidadania, como o próprio MST, a CUT, a CMP e as pastorais sociais da CNBB. A principal reação do presidente e de seus assessores foi classificar os manifestantes de “sem-rumo e golpistas”.

VI Encontro da Frente Continental de Organizações Comunales (FCOC) –

Realizado em outubro de 1997, em Porto Alegre (RS).

Campanha do Tribunal da Dívida Externa – Teve início no plano

internacional, pedindo a revisão radical das dívidas externas de países pobres e ganhou muitos adeptos. Imbuído desse propósito, o próprio papa João Paulo 2o, seguindo a tradição cristã do perdão sistemático das dívidas, lançou a campanha Jubileu 2000. No Brasil, várias entidades, como a CNBB, a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), a Cáritas, o MST, a CMP e o Instituto dos Advogados do Brasil (IAB) promoveram campanha para julgar política, econômica e eticamente esses débitos.

Movimento Brasil: 500 anos – de Resistência Indígena, Negra e Popular –

As atividades foram realizadas em abril de 2000, em contraposição às comemorações oficiais dos 500 anos de descobrimento do Brasil. A principal articulação de luta contra a história oficial do “descobrimento” e da história dos 500 anos, o movimento divulgou um manifesto no qual afirma fazer “uma leitura da nossa história a partir de um lugar

bem definido, o dos que sofreram e lutaram contra a espoliação colonial e a exploração de classe, dos condenados da terra, das periferias das cidades e da história oficial”.

Depois de lembrar que os povos indígenas vêm sofrendo um processo de extermínio ao longo de cinco séculos e que os povos africanos viveram neste país a afronta de um sistema de produção já condenado pela historia, o documento fala dos setores populares, “protagonistas maiores da nossa recente luta contra a ditadura militar e contra a implantação entre nós do modelo neoliberal”.

Nosso movimento, afirma,

pretende celebrar as vitórias e conquistas ao longo dos séculos, através das lutas coletivas, através das iniciativas populares, plenas de heróis anônimos, que nunca terão seus nomes inscritos nos livros de história; vamos celebrar sim, as vitórias que nos custaram tanto sangue e tantos mártires, tanto sofrimento e esperança nos corações de gente que nada tinha para lutar, senão sua fé num mundo menos desumano.

Consta ainda que:

no marco destes 500 anos, vamos celebrar também o futuro, pois somos herdeiros de um passado de resistência e luta, trazemos a certeza de que, apesar de tantas desigualdades e injustiças que permanecem, construiremos uma sociedade livre e justa, marcada pela igualdade e pela fraternidade, sociedade sonhada que tanto buscamos e que tantos buscaram antes de nós.

Plebiscito Nacional sobre a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e sobre a implantação de uma base aérea americana no território de Alcântara (MA)

– A campanha teve como metas retirar o Brasil das negociações da Alca, barrar sua entrada no Brasil e no continente e conservar a base de Alcântara sob o controle nacional.

Foi realizado em todos os 27 Estados da Federação, em quase 4 mil municípios, e envolveu centenas de organizações populares, movimentos sociais do campo e da cidade, igrejas, sindicatos, federações sindicais, entidades estudantis, movimentos de mulheres, associações profissionais, ONGs e partidos políticos. Desde o início, incontáveis debates públicos foram promovidos em todo o País, durante os quais a população foi informada sobre as propostas da Alca e sobre Alcântara e convidada a

se manifestar livremente no Plebiscito realizado na Semana da Pátria, de 1o a 7 de setembro de 2000.

No último dia de votação, foi celebrado o Grito dos Excluídos, com manifestações massivas sob o lema Soberania não se Negocia. O plebiscito teve 10.149.542 votantes, sendo que, do total, 98% - 9.979.964 pessoas -, disseram não à assinatura do acordo com a Alca. Entre os votantes, apenas 1% - 113.643 mil votantes - manifestaram-se a favor da adesão do Brasil ao bloco econômico defendido pelos Estados Unidos.39

Dia Nacional de Luta por Políticas Públicas com Participação Popular –

Comemorado em 31 de maio, está dentre as datas importantes para a CMP.

Nos anos 1990, a CMP atuou em parceria com outras entidades e movimentos sociais, e embora cada uma desenvolvesse a sua luta específica, estavam juntas nas grandes mobilizações. Com a formação do Fórum Nacional de Lutas40, foram várias as atividades, como a marcha dos Cem Mil e o Abra o Olho Brasil.41 As organizações parceiras que participaram no período foram o MST, a CUT, as Pastorais Sociais da Igreja Católica, os partidos de esquerda e a SOF, entre outras.

39 Disponível em: www.pime.org.br/noticias/noticiasbrasil48.htm. Acesso em: 1o fev. 2010.

40 Entre os dias 2 e 4 de abril, foi realizada em Brasília a Conferência Nacional em Defesa da Terra, do

Emprego e da Cidadania, dando origem ao Fórum Nacional de Lutas. No dia 17 de abril, aconteceu o Dia Nacional de Lutas, marcado por manifestações, paralisações e um ato em Brasília com mais de 50 mil pessoas. (Disponível em: www.cut.org.br/content/view/13217/309/. Acesso em: 1o fev. 2010.

41Já existe estreita parceria do MST com a CMP. Ambos realizaram a marcha de 25 de julho, que

culminou em manifestação na Avenida Paulista, a principal de São Paulo (ALMEIDA, SANCHES. Lutas Sociais nº 5 pág.89).

Benzer Belgeler