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Trabzon Hasırı Örücülüğü ve Kazazlık Tekniği Öğrenimi İle İlgil

Na Escola Alfa, foram convidados a participar da pesquisa respondendo a um pequeno questionário, 6 professores de matemática que trabalham no turno da manhã em que as turmas pesquisadas A e B estudam. Infelizmente dois professores não colaboraram com a pesquisa e não devolveram seus questionários respondidos. Nos apêndices deste trabalho encontram-se os questionários respondidos na íntegra pelos professores que participaram.

A pesquisa com os professores, apesar de ter sido realizada com poucos, expõe um retrato bem definido das turmas do período diurno da Escola Alfa, pois os professores pesquisados respondem por cerca de 80% das turmas da escola no período da manhã incluídas as turmas A e B.

Entre os pesquisados, existe um professor com 28 anos de magistério na Escola Alfa, outro com 7 anos também na Escola Alfa, um com 10 anos trabalhados em diversas escolas estaduais e um último com cinco anos de trabalho, todos na Escola Alfa.

Em uma das perguntas, pediu-se para que cada professor relatasse com poucas palavras a atual situação da escola em que trabalham. Falta de respeito dos alunos com eles próprios e com os professores, o desinteresse dos alunos e a ausência de uma participação mais efetiva dos pais na educação dos seus filhos, foram as respostas dadas.

Pais que atualmente

trabalham Com alguma qualificação 12

4 21

3

Pais que atualmente estão trabalhando

44 Constata-se então que claramente existem divergências entre o que dizem os pais e os alunos e o que relatam os professores. Nas turmas A e B pesquisadas, 66,6% dos alunos declararam que gostam de estudar, 77% dos pais ou responsáveis das turmas pesquisadas disseram participar ativamente da vida escolar de seus filhos e todos os alunos e responsáveis pesquisados consideram estudar importante para um futuro melhor.

É fato que os dados acima aferidos na pesquisa, produziriam a escola pública dos sonhos de qualquer professor e lecionar nesta escola seria o máximo. Porém, esta pesquisa mostra que os resultados das turmas pesquisadas estão em total oposição as declarações de pais e alunos.

Resultados medíocres em avaliações que podem ser consideradas fáceis, reforçam as respostas dadas pelos professores da Escola Alfa em relação ao comportamento real de pais ou de alunos.

Segundo respostas dos professores com relação à matemática em particular, a defasagem dos alunos em conteúdos anteriores que deveriam servir de base aos novos conteúdos propostos e o total desinteresse dos mesmos, representam uma catástrofe educacional em qualquer ano de escolaridade e infelizmente esta pesquisa tem revelado isto para o nono ano do ensino fundamental.

Professores completamente desmotivados com a realidade na qual estão inseridos, certamente não encontram razões para inovar. De acordo com esta pesquisa, entre os 66 alunos das turmas A e B, existem 57 celulares sendo 54 conectados à internet. É possível que a eficiência das conexões não seja boa, porém o celular é uma realidade que poderia contribuir com aulas mais diversificadas e atrativas pelo simples fato dos alunos usarem o aparelho como pré-requisito nas aulas.

Durante a pesquisa, em conversa informal, um professor da Escola Alfa relatou que seu aluno o questionou sobre como calcularia porcentagens usando o símbolo de porcentagem da calculadora. Ou seja, um excelente momento para se construir uma ponte entre o celular e as aulas de matemática. Mas, o profundo comportamento de desânimo e sensação de que nada adianta, acabam por estagnar professores que deixam pequenas ações reais de mudanças de lado.

De maneira geral, este capítulo procurou expor a realidade de alunos, pais e professores da Escola Alfa mediante a análise das respostas dadas pelos mesmos às perguntas da pesquisa. Constatando-se que possivelmente as respostas de pais e alunos são em sua maioria fantasiosas, pois os resultados na avaliação do Saerjinho não condizem com elas. Por outro lado, constatam-se professores se eximindo da maior parte das culpas pelos fracassos e atribuindo única e exclusivamente toda responsabilidade aos alunos, pais e governo em geral.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Segundo este estudo, nos capítulos 2 e 3 foram aferidos os níveis de aprendizado em conteúdos de primeiro bimestre previstos para as turmas de nono ano do ensino fundamental em todo Estado do Rio de Janeiro para os anos de 2013 e 2014. Infelizmente para o primeiro bimestre dos referidos anos, os resultados se mostraram abaixo da média.

Entre as seis habilidades presentes, citadas insistentemente nos capítulos 2, 3 e 4 deste trabalho, observa-se que nenhuma delas alcançou o nível de acertos que a própria SEEDUC define como adequado, ou seja, 50% de acertos nas questões propostas sobre cada habilidade.

Já no ano de 2015, onde os resultados pesquisados restringiram-se à região Metropolitana I, Nova Iguaçu, Queimados e Japeri, não foram observadas grandes mudanças positivas. Em nenhuma das habilidades cobradas o percentual de acertos se colocou em nível adequado de ensino e infelizmente o percentual de acertos na habilidade que trata das operações com números reais, habilidade diretamente associada ao cotidiano dos alunos em situações problemas, diminui.

Como as provas do Saerjinho, onde foram computados estes resultados, são provas com baixo nível de dificuldade, os resultados acabam se tornando mais alarmantes.

Para melhor aferir as consequências diretas destes resultados, nos capítulos 2, 3 e 4, esta pesquisa mostrou os percentuais de acertos para seis turmas de nono ano do ensino fundamental de uma escola no município de Queimados, duas em 2013, duas em 2014 e duas em 2015 para observar os resultados nas provas do Saerjinho dos respectivos anos.

Infelizmente constatou-se resultados muito ruins, pois nas seis turmas pesquisadas os percentuais de acertos novamente se mostraram abaixo do nível considerado adequado. Se as provas do Saerjinho fossem consideradas como nota bimestral, apenas 5,5% de todos os alunos considerados nas turmas pesquisadas teriam notas acima de 5,0 em matemática no primeiro bimestre. Ou seja, mantida esta tendência, cerca de 95% dos alunos em suas respectivas turmas seriam reprovados em matemática.

Observou-se a postura de pais, alunos e professores mediante a aplicação de questionários que revelaram algumas contradições por parte das declarações de pais e alunos. Alunos que em sua maioria declararam gostar de estudar e pais que segundo as pesquisas disseram acompanhar ativamente seus filhos na escola, mediante todos os resultados expostos nesta pesquisa, são algumas das respostas que possivelmente representam inverdades.

Professores exaustos, paralisados, sem saber o que fazer e como fazer, desanimados com o desinteresse de pais e alunos, insatisfeitos com remunerações e com ações do governo que em nada agradam a classe e em nada melhoram a qualidade da educação, representam uma realidade na escola pesquisada.

Ao longo de um ano esta pesquisa foi sendo construída e a realidade na qual está fundamentada é desanimadora. Este trabalho constatou de perto que as ações educacionais por parte das autoridades competentes tais como: sistema de avaliação do Estado do Rio (Saerjinho), programas de aperfeiçoamento de professores, gratificações salariais, reforço escolar, não apresentaram resultados satisfatórios no que diz respeito à melhoria da educação para o nono ano do ensino fundamental em 2013, 2014 e 2015 segundo esta pesquisa.

46 Acredita-se que um dos grandes desafios da educação fundamental no Brasil, sobretudo pública, é estimular de maneira objetiva a dedicação dos alunos aos estudos. Que providências severas sejam tomadas, pois para reconstruir é necessário que o velho modelo do "jeitinho brasileiro" seja deixado de lado e consequentemente exposta a real situação da educação pública no Brasil.

É bem verdade que existem ações por parte do Governo que demonstram a tentativa de incentivar que o aluno esteja na escola ou na universidade. Bolsa Família, Programa Universidade para Todos (PROUNI), Financiamento Estudantil ( FIES), Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Porém, pelo que se pode notar, tais ações não têm sido suficientes para incentivar alunos, pais e professores. O aumento na quantidade de acessos a escolas e universidades não significa melhoria na qualidade da educação.

Existe muito trabalho a ser realizado para que melhores resultados surjam na educação escolar brasileira, porém, não desanimar significa certeza de esperança em dias melhores para a educação no Brasil, pois do contrário, não faria o menor sentido continuar trabalhando.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMADA, Cassius. Cálculo: matemática para todos. Entrevista concedida, Edição 34, novembro de 2013.

COELHO, Maria Inês de Matos. Vinte anos de avaliação da educação básica no Brasil: Aprendizagens e desafios. Ensaio: Aval. pol.públ. Educ., Rio de Janeiro, v. 16, n. 59, p. 229-258, abr./jun. 2008.

OLIVEIRA, Vânia Lucia de; LEAL, Cristianni Antunes; PEREIRA, Carlos Alexandre da Silva; QUIRINO, Maria José da Silva de Oliveira. Políticas Curriculares: uma breve crítica ao Currículo Mínimo implantado no Estado do Rio de Janeiro. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), Mestrado Profissional em Ensino de Ciências, Nilópolis, Rio de Janeiro, Brasil, 2011.

ESTEVÃO, Edna Aparecida Dos Santos. A Importância da Participação Familiar no Rendimento Escolar da Criança. Curso Razão LTDA, Leopoldina, Minas Gerais, 2012.

GARCIA, Lenize Aparecida Martins. Competênias e Habilidades: Você sabe lidar

com isso ? Disponível em

˂http://www.educacao.es.gov.br/download/roteiro1_competenciasehabilidades.pdf>. Acesso em : 04 Mai. 2015.

SALGADO, Jacymar de Almeida. Reflexões quanto à importância das Construções Geométricas no ensino da Geometria Plana.Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Prograna de Mestrado Profissional em Matemática, Seropédica, Rio de Janeiro, Brasil, 2013.

SEEDUC – Secretaria Estadual de Educação-RJ. Carta de apresentação do currículo

mínimo. Disponível em,

<http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/downloads/matematica_livro.pdf>. Acesso em 10 de julho de 2015.

_________. Currículo Mínimo. Disponível em:

<http://www.rj.gov.br/web/seeduc/exibeconteudo?article-id=374742>. Acesso em 10 de julho de 2015.

_________. SAERJ. Disponível em:

<http://www.saerj.caedufjf.net/repositorio/saerj/pdf/matrizes_todas_2012.pdf>. Acesso em 10 de julho de 2015.

________. Saerjinho. Disponível em: <http://www.saerjinho.caedufjf.net/diagnostica>. Acesso em 10 de julho de 2015.

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APÊNDICES

Apêndice I: Questionário preparado pelo autor para ser respondido

pelos alunos das Turmas A e B da Escola Alfa

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Mestrado em Rede Nacional PROFMAT

Caso aceite responder, informamos que os dados deste questionário serão

utilizados em uma pesquisa de Dissertação de Mestrado. Não há

identificação de pessoas. Sua colaboração é muito importante para nós.

Desde já agradecemos sua colaboração.

Questionário para os alunos

1) Quantos anos você tem? 2) Qual a sua série?

3) Em que escola você estuda? Por que escolheu esta escola?

4) Na sua opinião, estudar é importante para a construção de um futuro melhor para você ? Por quê?

5) Qual a profissão que deseja ter no futuro? Por quê?

6)Você considera satisfatória sua dedicação à escola? Por quê? 7) Você gosta de estudar ? Por quê?

8) Tem preferência por alguma disciplina ? Por quê? 9) O que você gosta de fazer quando não está na escola?

10) Você tem alguma disciplina que não gosta? Quais e por quê?

11) Você possui celular? Seu aparelho tem acesso à internet? Se sim, diga como costuma fazer uso da internet em seu telefone.

12) Você costuma fazer uso do celular durante as aulas? Caso afirmativo, diga como usa o celular em sala.

13) Se você pudesse mudar alguma nas aulas de matemática para que a mesma fosse mais atrativa para você, o que mudaria?

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Apêndice II: Questionário preparado pelo autor para ser respondido

pelos pais ou responsáveis das Turmas A e B da Escola Alfa

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Mestrado em Rede Nacional PROFMAT

Caso aceite responder, informamos que os dados deste questionário serão

utilizados em uma pesquisa de Dissertação de Mestrado. Não há

identificação de pessoas. Sua colaboração é muito importante para nós.

Desde já agradecemos sua colaboração.

Questionário para os pais

1) Quantos anos você tem?

2) Qual a sua escolaridade, ou seja, até que série você estudou? 3) Você está trabalhando atualmente ?

4) Informe sua profissão ou a função que costuma exercer. 5) Quantos filhos você possui?

6) Seu(s) filho(s) está ou estão matriculado(s) na escola? 7) Em que escola seu(s) filho(s) estuda(m) ?

8) Na sua opinião, estudar é importante para a construção de um futuro melhor? Por quê?

9) Como você classificaria a escola em que seu(s) filho(s)estuda(m)? 10) Por que escolheu matricular seu(s) filho(s) nesta escola?

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Anexos

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Benzer Belgeler