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TR Problem Bulma

Para veriicar a efetiva ação da política de incentivo adotada para os municípios menos desenvolvidos do Estado, se observou variações em

indicadores selecionados, tendo como base os indicadores utilizados no Prêmio Ceará Vida Melhor. A escolha desses indicadores deveu-se ao fato de estarem intimamente relacionados com as áreas que o Prêmio objetiva atingir: educação, saúde e renda. Contudo, apesar do Prêmio ser direcionado apenas para os municípios menos desenvolvidos, este trabalho leva em consideração todo o Estado, sem discriminar participantes ou não do Prêmio, apenas apontando em quais circunstâncias os municípios envolvidos no Prêmio realmente apresentaram resultados diferenciados.

A análise dos indicadores foi individual, porém com o objetivo de facilitar a leitura dos resultados. Primeiro foram analisados os indicadores relacionados à saúde, em seguida os relacionados à educação e por último os relacionados à renda.

O primeiro indicador analisado foi a taxa de cobertura de abastecimento d’água que indica a percentagem da população beneiciada com água adequada (ligada à rede geral) com relação à população total. A importância desse indicador para a saúde pública é considerável, pois boa parte da prevenção de doenças passa por um abastecimento de água adequada. A média de variação deste indicador foi de 33% e o desvio padrão de 33,70%.

Tabela 8 – Médicos por mil habitantes, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará –2002-2006

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 93,06% 21 11 2 De 21,76% até 93,06% 51 17 3 De -49,54% até 21,76% 93 34 4 Abaixo de -49,54% 14 9

Fonte: Elaboração Própria

Tabela 7 – Taxa de Cobertura de Abastecimento d’água, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará – 2002-2006

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 66,70% 19 10 2 De 33,00% até 66,70% 49 21 3 De -0,70% até 33,00% 109 38 4 Abaixo de -0,70% 2 2

Fonte: Elaboração Própria

A maior variação no período (2002-2006) ocorreu no município de Itatira, 236,91%. De fato, em 2002 a taxa de cobertura de abastecimento de água não chegava a 9% da população e em 2006 passou dos 27%, ainda longe do ideal, mas um grande avanço. O Estado do Ceará tem 73,06% de sua população atendida com água adequada.

O indicador médicos por mil habitantes mostra o número de médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para um contingente de mil habitantes, muito importante na área de saúde e bastante ilustrativo da intervenção direta da administração pública na melhoria da saúde da população. Para o Estado em 2006, o número de médicos por mil habitantes era de 1,86 e o município que atingiu o maior número foi Granjeiro, com 6,66 médicos por mil habitantes. A média deste indicador foi de 21,76% e o desvio padrão de 71,30%.

Houve município, como Santana do Acaraú, com aumento de 508,61%, no número de médicos, pois em 2002 tinha 0,56 médicos por mil habitantes e em 2006, 3,38 médicos por mil habitantes. Por outro lado, em 77 municípios houve diminuição do número de médicos.

A Taxa de Mortalidade Infantil é o número de óbitos de crianças com menos de um ano de idade em cada grupo de mil nascidos vivos no período considerado. Para garantir coniabilidade estatística, calculou-se a taxa de mortalidade infantil com base nos dados de três períodos de anos, 2000 a 2002, 2002 a 2004 e 2004 a 2006. Somando-se os nascimentos e os óbitos de três anos, pois alguns municípios apresentam anualmente número de nascidos vivos inferior a 500, para só então obter a taxa para cada município a partir da divisão da soma dos óbitos pela soma dos nascidos vivos e multiplicada por 1.000, nos períodos considerados.

Este indicador é parte integrante do cálculo do Índice que determina o Prêmio, e de suma importância para avaliar a eicácia da política. Ao analisar o comportamento do indicador no Estado do Ceará, nota-se uma queda de 28,73% no período estudado, a saber: no primeiro período (2000/2002) o Estado do Ceará apresentava uma taxa de mortalidade infantil de 26,09%, e no último período (2004/2006) a taxa chegou a 18,59%5 . A média de variação do

indicador nos municípios foi de -22% e o desvio padrão de 34,61%.

Dentre os sete municípios que apresentaram maior variação da taxa de mortalidade infantil no Estado do Ceará, cinco são participantes do Prêmio, e todos os cinco têm taxa de mortalidade infantil bem abaixo daquela mostrada 5 Ou seja, no período 2000/2002 de cada mil crianças nascidas vivas, cerca de 26 morriam e no Tabela 9 – Taxa de Mortalidade Infantil, número de município e número

de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará – 2000-2006

Intervalo de Classes ∆ Número de Municípios Participantes do Prêmio

Abaixo de -56,61% 16 7

De -56,61% até -22,00% 96 31

De -22,00% até 12,62% 45 22

Acima de 12,62% 22 11

Tabela 10 – Equipamentos de informática por escola, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará – 2002-2006

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 232,49% 20 8 2 De 93,51% até 232,49% 42 17 3 De -45,48% até 93,51% 113 45 4 Abaixo de -45,48% 4 1

Fonte: Elaboração Própria

Tabela 11 – Percentual de função docente no ensino fundamental com grau de formação superior, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará – 2002-2006

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 620,82% 11 7 2 De 181,63% até 620,82% 31 13 3 De -257,56% até 181,63% 137 51 4 Abaixo de -257,56% 0 0

Fonte: Elaboração Própria

pelo Estado, 18,59%. Podendo-se citar Antonina do Norte com 8,52% e Choró com 5,33% que inclusive apresenta a menor taxa do Estado.

O primeiro indicador da área de educação a ser analisado será equipamentos de informática por escola que resulta da divisão do número total de

computadores e impressoras nas escolas pelo total de escolas.

Este indicador teve uma variação média de 94% e desvio padrão de 139%. A altíssima variação deveu-se ao nível inicial muito baixo de alguns municípios. Os cinco municípios de maior variação foram participantes do Prêmio.

O percentual de função docente no ensino fundamental com grau de formação superior é calculado dividindo-se o total de docentes do ensino fundamental com grau de instrução superior pelo total de docentes do ensino fundamental.

Tabela 12 – Bibliotecas, salas de leitura e laboratório de informática por escola, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará –2002-2006

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 303,19% 10 7 2 De 69,27% até 303,19% 33 13 3 De -164,65% até 69,27% 136 51 4 Abaixo de -164,65% 0 0

Fonte: Elaboração Própria

A média de variação foi 181,63% e o desvio padrão 439,19%. Arneiroz obteve a maior variação, atingindo 4.653,06%. Esse e outros sete municípios participantes do Prêmio, também com altíssima variação, estavam no período inicial, em 2002, com níveis muito baixos de função docente com grau de formação superior.

O indicador Bibliotecas, salas de leitura e laboratório de informática por escola é obtido pela divisão do número de escolas com biblioteca e/ou sala de leitura e/ou laboratório de informática pelo total de escolas do município. Sua média de variação foi de 69,27% e o desvio padrão de 233,92%.

Dos dez municípios de altíssima variação, os pertencentes à classe 1, sete participaram do Prêmio, o que sugere a alta variação, ocorre devido ao baixo nível inicial da maioria deles.

O indicador Taxa de aprovação no ensino fundamental se refere ao percentual de alunos matriculados na série k no ano n que em n+1 se matricularam na série k+1. A média de variação desse indicador foi negativa, -2,84%, e o desvio padrão 8,12%. Os municípios de altíssima variação não obtiveram variação tão expressiva quanto nos outros indicadores, pois no período inicial a taxa não era tão baixa.

Tabela 13 – Taxa de aprovação no ensino fundamental, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará – 2002-2006

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 5,28% 28 15 2 De -2,84% até 5,28% 63 25 3 De -10,96% até -2,84% 67 25 4 Abaixo de -10,96% 21 6

Fonte: Elaboração Própria

Tabela 14 – Taxa de escolarização no ensino médio, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará – 2002-2006

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 119,01% 25 15 2 De 70,87% até 119,01% 44 21 3 De 22,74% até 70,87% 92 33 4 Abaixo de 22,74% 18 2

Fonte: Elaboração Própria

Houve uma queda considerável especiicamente no último período, e dos que mais pioraram apenas seis participavam do Prêmio. Em contraste, dentre os que melhoram, mesmo com a piora geral do Estado, que passou de 80,84% em 2002, para 79,02% em 2006, quinze participaram do Prêmio.

O último indicador da área de educação a ser analisado foi a Taxa de escolarização no ensino médio que indica a percentagem de matrículas da população de 15 a 17 anos no ensino médio em relação à população na mesma faixa etária. A justiicativa para a inclusão desse indicador foi o fato de que se o ensino fundamental, que foi o foco principal do Prêmio, for bem trabalhado deverá reletir no avanço das matrículas no ensino médio. O indicador Taxa de escolarização no ensino médio obteve média de variação de 70,87% e desvio padrão de 48,14%.

Tabela 15 – Percentual do produto interno bruto do setor industrial, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará – 2001-2005

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 52,87% 23 9 2 De 27,09% até 52,87% 66 30 3 De 1,31% até 27,09% 70 29 4 Abaixo de 1,31% 20 3

Fonte: Elaboração Própria

Observa-se que entre os municípios de altíssima variação, estão aqueles que partiram de um patamar muito baixo, e desses, quinze são participantes do Prêmio. O de mais alta variação, Graça, registrou em 2002 uma taxa de escolarização de ensino médio de 6,94% e em 2006 passou a 23,56%. Pode-se citar também o município de Salitre que foi retirado da amostra, por não ter ensino médio em 2002. Em 2006, contudo, a taxa de escolarização foi de 15,98%.

O percentual do produto interno bruto do setor industrial é medido pela participação do PIB do setor industrial no PIB total do município. Tal indicador apresentou uma variação média de 27,09% com desvio padrão de 25,78%. Os municípios nos quais se veriicou um pico no crescimento saíram de um patamar muito baixo, portanto qualquer incremento signiica muito.

Outros municípios acompanharam a tendência do Estado que é de aumento do PIB do setor industrial, devido, principalmente, às políticas de atração de investimento que o Ceará pratica, embora esses investimentos ainda se concentrem na Região Metropolitana de Fortaleza.

O Produto Interno Bruto per capita é o valor monetário dos bens e serviços inais produzidos por habitante.

Tabela 16 – Produto Interno Bruto per capita, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará – 2003-2005

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 32,13% 25 7 2 De 16,77% até 32,13% 83 35 3 De 1,42% até 16,77% 40 13 4 Abaixo de 1,42% 31 16

Fonte: Elaboração Própria

Tabela 17 – Receita orçamentária per capita, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará – 2001-2006

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 180,59% 22 4 2 De 113,07% até 180,59% 62 26 3 De 45,56% até 113,07% 70 35 4 Abaixo de 45,56% 25 6

Fonte: Elaboração Própria

A variação média deste indicador foi 16,77% e o desvio padrão 15,36%. Apenas sete municípios participantes do Prêmio estão entre os de mais alta variação, a maioria deles teve queda no PIB per capita.

A Receita orçamentária per capita é a receita orçamentária municipal dividida pelo número de habitantes. A variação média deste indicador foi de 113,07% e o desvio padrão de 67,51%.

A maioria dos municípios participantes do Prêmio esteve próxima da média de variação. A variação do Estado foi alta no período, portando a maioria dos municípios teve uma alta variação.

Tabela 18 – Percentual de trabalhadores do emprego formal com

rendimento superior a 2 salários mínimos, número de município e número de Participantes do Prêmio segundo as classes de variação – Ceará – 2001-2006

Classes Intervalo de Classes ∆ Número de

Municípios Participantes do Prêmio 1 Acima de 588,92% 2 0 2 De 65,26% até 588,92% 23 12 3 De -458,40% até 65,26% 154 59 4 Abaixo de -458,40% 0 0

Fonte: Elaboração Própria

Prêmio está na classe 3, 50% dos municípios da classe são do Prêmio, e no geral do Estado 19,55% dos municípios do Prêmio estão na classe 3.

O percentual de trabalhadores do emprego formal com rendimento superior a dois salários mínimos é a proporção de trabalhadores com rendimento maior que dois salários mínimos em relação ao total de trabalhadores com emprego formal. A variação média foi 65,26% e o desvio padrão 523,66%. Dois municípios, General Sampaio e Senador Sá, tiveram variação, respectivamente de, 5.879,01% e 3.540%, tendo em vista que saíram de um patamar muito baixo, 0,30 e 0,51 em 2001, para 17,9 e 18,67 em 2006, respectivamente.

A maioria dos municípios acompanhou a tendência do Estado que foi de queda no número de trabalhadores do emprego formal com rendimento superior a dois salários mínimos. Os municípios participantes do Prêmio foram os mais atingidos por essa tendência.

Estatísticas

Indicadores

MÉDIA MÁXIMO MÍNIMO DESVIO-

PADRÃO Variação do PIB do Setor

Industrial sobre PIB total 2003- 2005

27,09% 106,65% -65,11% 25,78%

Variação do % de trabalhadores do emprego formal recebendo mais de 2 salários mínimos 2001-2006

65,26% 5879,01% -97,08% 523,66%

Variação do PIB per capita 2003- 2005

16,77% 63,29% -40,11% 15,36%

Variação da Receita orçamentária

per capita (R$) 2001-2006

113,07% 328,42% -16,08% 67,51%

Variação da Taxa de cobertura de abastecimento de água 2002- 2006

33,00% 236,91% -22,19% 33,70%

Variação do Número de Médicos por 1.000 hab. 2002-2006

21,76% 508,61% -66,87% 71,30%

Variação da Taxa de mortalidade infantil (por 1.000 nascidos vivos) 2000-2006 -22,00% 144,45% -83,38% 34,61% Variação do Número de equipamentos de informática por escola 2002-2006 93,51% 1166,21% -57,64% 138,98%

Variação % de função docente com grau de formação superior no ensino fundamental 2002- 2006

181,63% 4653,06% -40,97% 439,19%

Variação Biblioteca, salas de leitura e laboratório de informática por escola 2002- 2006

69,27% 2626,28% -80,56% 233,92%

Variação Taxa de aprovação no ensino fundamental (%) 2002-2006

-2,84% 22,37% -40,07% 8,12%

Variação Taxa de

escolarização no ensino médio (%) 2002-2006

70,87% 239,47% -21,71% 48,14%

5 – CONCLUSÃO

O objetivo do trabalho foi averiguar a eicácia da política de incentivo do Estado do Ceará para os municípios de menor desenvolvimento do Estado.

Ao incentivar a administração municipal, as dimensões escolhidas foram, educação, saúde e renda.

Não se pode airmar que os municípios envolvidos no Prêmio, premiados ou não, tenham alcançado altos níveis de desenvolvimento, mas alguns, hoje, superam o Estado nos indicadores trabalhados, como pode ser visto na análise de resultados.

O principal foco do Prêmio é atuar nos setores que afetam diretamente a educação, em nível fundamental, a saúde infantil e a renda familiar, criando-se estímulos para o maior comprometimento dos participantes em melhorarem as condições socioeconômicas de suas localidades.

Pelo observado, nos indicadores de Saúde dentre os municípios cearenses com altíssima variação, na classe 1, mais de 50% são participantes do Prêmio, e nos indicadores de Educação mais de 60% são participantes do Prêmio. Mas, para os indicadores de Renda o desempenho dos participantes do Prêmio não foi o mesmo, talvez por ser uma área onde as prefeituras de pequenos municípios, como é o caso dos municípios envolvidos no Prêmio, tenham pouca condição de atuação no curto prazo.

Um indicador de educação que chamou atenção foi a Taxa de escolarização no ensino médio, pois é indicativo do bom andamento do nível fundamental, o que mostra que a educação está sendo afetada como um todo.

A teoria econômica aborda desenvolvimento como mudança estrutural, e mais recentemente como liberdade democrática e é senso comum a ideia de que educação é base para que qualquer região se proponha a algum desenvolvimento que possa se sustentar ao longo do tempo. Dentro desta perspectiva, veriica-se que a política aqui analisada lançou uma boa semente na área de educação e saúde.

Outras áreas afetadas pela política não puderam ser observadas pelos dados, apesar disso é possível vislumbrar que se existem nessas localidades mais jovens e crianças com nível de instrução melhor, é provável que num futuro próximo os níveis de renda tendam a melhorar também.

A melhoria da infraestrutura escolar, com bibliotecas, computadores, brinquedotecas e diversas benfeitorias implementadas pelas administrações municipais no afã de alcançar o Prêmio vão conectar esses estudantes com um mundo do qual ninguém mais vai poder tirá-los. O capital social criado depois disso não poderá mais ser dissolvido pelo próximo prefeito, e o tempo e o trabalho da comunidade vai aos poucos trazendo os outros benefícios.

Os municípios envolvidos no Prêmio Ceará Vida Melhor são os menos desenvolvidos do Estado, ou ainda, os mais pobres. Este método de incentivo é uma tentativa de retirar esses municípios de uma armadilha da pobreza, pois a situação em que se encontram está além de problemas econômicos.

Conforme foi visto no referencial teórico, a privação de capacidades, ou seja, as barreiras que cada pessoa precisa transpor para desenvolver seus potenciais são mais importantes como critério do que o baixo nível de renda, pois a renda é apenas instrumentalmente importante e seu valor derivado depende de muitas circunstâncias sociais e econômicas.

Essas barreiras podem ir desde o nível de escolaridade até as proibições impostas pela religião que cada um escolhe, pode depender de uma ação direta do Estado, disponibilizando transporte escolar para crianças do meio rural cheguem à escola, ou depender da conscientização da sociedade para que todos respeitem as limitações de cada um.

Apesar da melhoria alcançada por esses municípios não ter sido tão substancial, deve-se levar em consideração o patamar de onde a maioria deles saiu. Os problemas enfrentados por esses municípios são, em muitos casos, o relexo de uma administração pública aquém do desejável em termos de compromisso com a população, possivelmente em virtude do despreparo de alguns prefeitos e vereadores eleitos.

O bem-estar social só será alcançado se houver um envolvimento de toda a comunidade. Políticas como o Prêmio Ceará Vida Melhor estimulam esse envolvimento, pois fomentam a concorrência entre os municípios e aquele sentimento de pertencimento, que cada um tem dentro de si, surge em defesa de cada localidade.

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AGaDECIMENTOS

A monograia que serviu de base para a elaboração deste artigo teve como orientadora a Profa. Dra. Eveline Barbosa Silva Carvalho e como participantes da Banca Examinadora o professor Raul dos Santos Filho e a analista de

Benzer Belgeler