İnsanın, insan olmanın en önemli özelliği, onun diğer canlılarla arasındaki o büyük ayırımdır Bu ayırımın en önemli özelliği ise sadece sahip olunan akıl değil,
1 4 TOTALİTARİZM, ANTİSEMİTİZM, EMPERYALİZM
1- Gênero
Há uma tendência bastante considerável em acreditar que a forma dos pais educarem é diferente da forma como as mães educam. Para essa pesquisa, não houve significância estatística (p ≥ 0,005) em relação as respostas aos construtos de pais e de mães. Entretanto, isso pode ter sido influenciado, matematicamente, pelo fato de que o número de mães participantes (683) representar 80% da amostra. Conforme foi anunciado nos procedimentos da pesquisa, os dados foram colhidos nas escolas, durante momentos de reunião de pais, e, desse modo, a participação das mães nesses momentos ainda é maioria.
Ainda que se tenha passado por tantas transformações no conceito de família, e atualmente existam famílias “co-parentais”, “recompostas”, “biparentais”, “multiparentais”, “pluriparentais”, “monoparentais”, enfim, uma difusão de terminologias derivada do termo “parentalidade”, explicados por Roudinesco (2003, p.155); a questão da educação dos filhos parece ainda ser uma responsabilidade feminina.
Com relação às pesquisas norte-americanas, a diferença de gênero é bastante presente nos resultados. Inclusive, há uma tendência bem maior de que os adolescentes conversem por exemplo mais com as suas mães, do que com os seus pais. (Youniss e Smolar, 1985); e como há uma tendência de se encontrar diferenças nas questões de gênero em relação ao relacionamento parental com os adolescentes, surpreendentemente, há poucas pesquisas incluindo pais, ou examinando a influência de pais e mães no desenvolvimento do adolescente. (Smetana, Campione-Barr, Metzger, 2006).
Para essa pesquisa também houve bastante dificuldade para conseguir a opinião dos pais. Devido o procedimento utilizado, ou seja, a realização da pesquisa na escola, não se pôde controlar a equiparação do número de pais ao número de mães participantes.
Com relação aos estudos de desenvolvimento moral, especialmente, a questão do gênero foi amplamente discutida especialmente pelas pesquisas de Gilligan (1982, 1988). A idéia da abordagem da autora criou bastante controvérsia. Outros estudos foram realizados a respeito de maturidade moral e orientação moral, entretanto, não se encontrou diferenças de gênero para a maturidade moral e apenas uma tendência maior das meninas adolescentes para uma orientação moral voltada para o cuidado. Porém, não há evidências de que o gênero induza a alguma diferença no desenvolvimento moral. (Lehalle, 2006, p. 129).
2- Estado Civil
A mesma observação pode ser realizada com respeito ao estado civil dos participantes e a relação entre eles e as respostas aos construtos: não houve significância estatística (p ≥ 0,005). Existe uma tendência também, especialmente por parte das escolas, de culpabilizarem as famílias pelos problemas de indisciplina das crianças. Dessa forma, os professores costumam afirmar que os filhos de famílias “problemáticas” ou “atípicas”, costumam apresentar maiores dificuldades de convivência nos ambientes escolares. (Sayão e Aquino, 2006, p. 101).
Com relação a essa amostra não houve comprovação de que pais divorciados, por exemplo, pensassem diferentemente sobre as relações de respeito, obediência, justiça e autonomia. Entretanto, a amostra foi composta de 71,3% de pais casados. Não se buscou investigar nesses participantes se suas famílias eram de primeira, segunda ou terceira união, ou compostas de pais homossexuais, por exemplo.
A única relação com significância estatística que se observou foi à diferença no modo de pensar o respeito (p = 0,008) e a justiça (p = 0,000), dos pais solteiros em relação aos pais casados. Desse modo, para essa amostra houve uma tendência de que os solteiros respondessem menos a justiça e ao respeito que os casados. Portanto, a média das respostas dos pais solteiros aos construtos de justiça e respeito, é menor que a média das respostas dadas pelos pais casados aos mesmos construtos.
Segundo um estudo realizado por Dornbusch et al (1985), utilizando uma amostragem nacional de adolescentes norte-americanos que investigou as inter relações entre a estrutura familiar, modelos de tomadas de decisão na família e desvios de comportamento entre adolescentes, os resultados não foram diferentes.
Há que se considerar que os objetos das pesquisas são diferentes, bem como a amostra é também de países diferentes. Entretanto os dados do estudo norte-americano revelaram também uma dificuldade maior para os pais solteiros (a pesquisa investigou, na maioria, mães biológicas que educam sozinhas os seus filhos, e não questionou a presença de um padrasto; em comparação com famílias que contam com os dois pais biológicos). Segundo os resultados, há um aumento dos comportamentos de desvio dos jovens nas casas de mães solteiras e parece que o principal motivo é a ausência do segundo adulto. (Dornbusch et al, 1985, p.332). O estudo ainda revelou que há uma tendência para o impacto da estrutura
familiar ser mais forte sobre os adolescentes do sexo masculino e que as relações entre mães solteiras e suas filhas, tendem a ser mais estáveis.
3- Idade dos Participantes
Outra variável para qual não se encontrou significância estatística (p ≥ 0,005) em relação às respostas aos construtos foi à idade dos participantes. 79,9% dos participantes têm entre 30 a 49 anos. Essa pesquisa não investigou diferentes respostas aos construtos com relação à idade dos filhos adolescentes dos participantes. Apenas avaliou as relações com respeito à idade dos participantes, sendo essa uma sugestão pertinente para pesquisas posteriores, uma vez que a questão da idade do jovem é bastante significativa em vários estudos atuais a respeito do desenvolvimento do adolescente. Conforme a revisão teórica e empírica de Smetana, Campione-Barr, Metzger (2006, p.258):
Muitas pesquisas têm dividido a adolescência em três períodos de desenvolvimento, implicando em início da adolescência (idade entre 10 e 13 anos), média adolescência (idade entre 14-17 anos) e final da adolescência (18 anos até os primeiros 20 anos). É comum dizer que a adolescência começa na biologia e termina na cultura, porque a transição para adolescência é feita pelas dramáticas transformações biológicas da puberdade, enquanto a transição para a idade adulta é menos claramente demarcada.
A questão da importância da idade dos adolescentes é tão discutida atualmente que há inclusive estudos que propõem que o período entre 18 e 25 anos seja tratado como um período específico do desenvolvimento. Todavia a maioria das pesquisas sobre o desenvolvimento adolescente tem focado especialmente o início e o meio da adolescência e encontra diferenças a respeito, por exemplo, do aumento das discussões e conflitos com os pais no início da adolescência em detrimento as outras fases da adolescência. (Smetana, Campione-Barr, Metzger, 2006, p.258).
Portanto, mais importante do que a idade dos adultos (pais e mães) parece ser a idade dos adolescentes, enquanto variável significativa para os resultados de novas investigações.
4- Número de filhos
A última variável para qual não se encontrou diferenças significativas estatisticamente (p ≥ 0,005), foi a relação entre as respostas dos genitores e o número de filhos. Para essa amostra, pode se afirmar que os brasileiros têm em média 2 filhos (46,3% da amostra). A
idéia de que cada vez mais há a tendência dos adultos terem filhos únicos ou não terem filhos não se comprovou nessa amostra. Essa pode ser uma realidade de uma porcentagem pequena de pais brasileiros que compõem a classe média ou a classe alta desse país.
Com relação à idéia bastante disseminada de que a classe baixa continua tendo um número grande de filhos, também não se confirmou. Essa amostra conta com 32,2% dos seus participantes com renda familiar de até dois salários mínimos e o número de participantes com mais de 4 filhos para essa amostra, representou apenas 0,8% dos pais pesquisados.
Entretanto, conforme Steinberg (2001, p. 5) em um estudo intitulado: “Nós sabemos algumas coisas: relação pais e adolescentes em retrospectiva e perspectivas”, o autor afirma que as pesquisas revelaram que pais, mães e adolescentes podem experimentar as interações de uns com os outros de diferentes formas, e que estudos sobre as relações com os irmãos demonstram que dois irmãos podem experimentar o contexto familiar de diferentes formas. Desse modo as investigações a respeito das relações entre pais e adolescentes, em relação ao número de filhos, bem como a posição do filho (filho único, primeiro filho, caçula, filho do meio, etc) e o desenvolvimento moral, são sugestões bastante importantes como tipos de pesquisas que ainda não foram realizadas no Brasil.