3.3. Veri Toplama Araçları
3.3.1. Torrance Resimlerle Yaratıcılık Testi
Em abril de 1998, o Projeto de Lei e os resultados da pesquisa foram apresentados à 36ª Assembléia Geral da CNBB, cujos participantes decidiram apoiar o lançamento da coleta de assinaturas para o projeto. A decisão não havia sido unânime, mas foi aprovada. Trinta e duas das entidades que acompanhavam o trabalho também concordaram em apoiar e as folhas de coleta de assinaturas foram preparadas, com a indicação das entidades apoiadoras e a justificativa do projeto. Mais entidades aderiram no decorrer do processo, totalizando 55 ao final. As pessoas que haviam participado da campanha pró-participação popular na Constituinte foram chamadas a participar.
Em Audiência Pública no dia 11 de maio de 1998, em Fortaleza (CE), a campanha de coleta de assinaturas foi lançada. No mesmo mês foi realizada mais uma Audiência em São Paulo (SP), em junho em Curitiba (PR) e em Goiânia (GO), em julho em Santos (SP), todas com coleta de assinatura.
A campanha demandava um esforço muito grande, pois enfrentava o mesmo tipo de desafio da campanha na constituinte: tratava-se de uma reivindicação de modificação institucional, e não de uma reivindicação setorial imediata; o que se propunha mudar era a maneira do processo funcionar.
A campanha recebeu diversos apoios, como impressão de cartazes, produção de vídeos e espaço para divulgação na Rede Vida e na Rede Católica de Rádio. Em setembro, as Presidências da CNBB, do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs – CONIC e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB deram uma entrevista coletiva à imprensa lançando a Semana Nacional de Coleta de Assinaturas, de 7 a 13 daquele mês. Em outubro, durante o processo eleitoral, divulgou-se o apoio dado ao projeto pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Da base surgiu o slogan ―Voto não tem preço, tem consequências‖, que passou a ser usado nacionalmente.
O objetivo da coleta de assinaturas era alcançar um milhão de signatários até o final de 1998, protocolar o projeto no Congresso no início de 1999, para aprovar a lei até 1º de outubro, de forma que valesse já nas eleições do ano 2000. Em abril de 1999, entretanto, o movimento tinha obtido somente metade do total de assinaturas. Segundo relato de um dos participantes entrevistados, pensou-se em desistir.
Na 37ª Assembléia Geral da CNBB, em 1999, foi apresentado um balanço da campanha, bem como as dificuldades enfrentas pela coleta de assinaturas (MCCE, 2009). Entre elas, a principal era a necessidade de dados do título de eleitor, um documento que as pessoas em geral não costumam levar consigo. Segundo os organizadores da campanha, em média a cada quatro ou cinco pessoas que se dispunham a assinar o projeto, somente uma tinha o título de eleitor em seu poder no momento. Outras dificuldades que chamam a atenção eram o medo de represálias e a negativa de populações mais carentes que dependiam de cestas básicas dadas pelos políticos.
A campanha, que vinha então sendo feita principalmente por capilaridade das instituições participantes, ganhou um novo e decisivo reforço: os meios de comunicação de massa. O interesse da mídia pelo projeto surgiu por força da circunstância. Anteriormente, o movimento havia tentado contato com a mídia para divulgar a iniciativa, mas não tinha obtido sucesso. Um escândalo na Câmara Municipal de São Paulo, entretanto, em que muitos vereadores foram implicados, conhecido como a ―Máfia dos Fiscais‖, estava sendo intensamente divulgado no jornal televisivo SPTV da Rede Globo. A denúncia era a de que os fiscais abordavam estabelecimentos e obras alegando diversas irregularidades e cobrando
propina para que fossem liberadas. A Rede Globo e outros canais cobriam e apoiavam uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara Municipal para apurar o envolvimento de vereadores no esquema.
Havia denúncias de que muitos desses vereadores tinham sido eleitos com o uso de corrupção eleitoral, sendo que um deles já havia até mesmo sido condenado à prisão por aliciamento de eleitores por meio da oferta de transporte gratuito em ambulâncias (MCCE, 2009).
Certo dia, assistindo ao jornal televisivo da rede Globo apresentado pelo jornalista Chico Pinheiro, que falava da CPI, clamando para que a população ficasse atenta e exigisse a apuração das denúncias, o então presidente da CBJP, Francisco Whitaker, que conhecia pessoalmente o jornalista, ligou para ele dizendo que embora a campanha pela CPI fosse importante, não resolveria, já que esses vereadores voltariam depois. Estando convencido a apoiar a iniciativa popular, o jornalista pediu que as informações sobre o projeto lhe fossem encaminhadas imediatamente, pois colocaria na pauta da edição do SPTV do dia seguinte. Na matéria que foi veiculada, foi informado o telefone da Cúria Metropolitana para aqueles interessados em assinar o formulário. A linha ficou imediatamente congestionada e foi necessário arrumar mais 15 telefones de outras paróquias.
O assunto foi então levado ao Jornal Nacional. No dia 8 de junho de 1999 foi ao ar uma matéria de três minutos e meio sobre a campanha. Nas 24 horas seguintes à reportagem a página da CBJP saltou de cinco acessos por dia, em média, para 5.000 visitas diarias.
As avaliações eram de que não apenas a campanha não deveria esmorecer, aproveitando esse reforço, como de que, pelo seu caráter educativo e de conscientização, a campanha de coleta deveria seguir em frente. Um novo esforço de coleta foi lançado com a mensagem ―vamos juntos buscar o meio milhão de assinaturas que faltam‖. Um jornal foi distribuído com apelos da Pastoral da Juventude aos jovens, da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas aos idosos, da CUT aos trabalhadores, da Associação de Educação Cristã aos professores, da Federação Nacional dos Jornalistas aos jornalistas e da Pastoral da Criança às lideranças comunitárias. As Dioceses, as grandes centrais sindicais, a OAB, todos intensificaram seus esforços, mobilizando suas redes em diferentes
regiões do país. Em três meses as 500 mil assinaturas que faltavam foram conseguidas, totalizando um ano e três meses de campanha.