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2. KURAMSAL TEMELLER

2.3. Tornalama İşlemlerinde Takım Geometrisi ve Kesici Takım Malzemeleri

“...evolução segue uma lei, a lei do hábito...”307

Desde o século XIX a palavra “evolução” é geralmente usada como referência à evolução biológica e mudanças características da vida; porém, evolução é qualquer processo de crescimento, mudança e desenvolvimento, evidenciando a sugestiva raiz da palavra, provinda do Latim evolutio, que significa “desabrochamento”.

A experiência como segundidade se impõe filtrando falsas idéias, isto é, nos mostrando nossos desvios da verdade, ou de forma menos eufemística, nos apontando nossas errôneas interpretações e atuações. Mas o fato de nossas ações (o que inclui pensamento)

305 EP 2:358 – 1905 (Pragmaticism consist in holding that the purport of any concept is its conceived bearing

upon our conduct. […] whenever we set out to do anything, we “go upon”, we base our conduct on facts already known, and for these we can only draw upon our memory. […] the Past is the sole storehouse of all our knowledge)

306 Cf. EP2:374 – 1906.

estarem sujeitas ao erro é extremamente estimulante e produtivo para o desenvolvimento humano e conseqüentemente para o crescimento da racionalidade concreta. Segundo Peirce:

É uma verdade merecedora de meditação que todo o desenvolvimento intelectual do homem repousa na particularidade que todas as nossas ações estão sujeitas ao erro. [...] Esta tendência ao erro, quando você a coloca sob o microscópio da reflexão, é vista como consistindo em variações fortuitas de nossas ações no tempo. Mas é propenso a escapar de nossa atenção que em tais variações fortuitas nosso intelecto é nutrido e cresce. Pois sem tais variações fortuitas a aquisição de hábitos seria impossível; e intelecto consiste em plasticidade de hábito.308

Na dinâmica da evolução até o que é percebido como não-atrativo e não-desejável, como os erros humanos, parece ter um papel se não exatamente admirável pelo menos em direção ao admirável. E neste movimento que parece tender em direção ao admirável a evolução não se compõe de forma exatamente homogênea; Peirce levantou a hipótese de que:

as divergências entre acaso lei estão perpetuamente agindo para o incremento da variedade no mundo e são testadas por uma espécie de seleção natural [...] de tal forma que o resultado geral pode ser descrito como “heterogeneidade organizada”, ou melhor, racionalizada variedade.309

Vejamos que esta hipótese sugerida pelo autor se alinha com sua hipótese de que a evolução em seus estágios mais elevados é tecida pelo autocontrole, em suas precisas palavras: “em seus estágios mais elevados a evolução acontece mais e mais amplamente através do autocontrole, e isto dá ao pragmaticista um tipo de justificação para considerar significado racional como geral”.310

O pragmaticismo se refere à ação propositada e à evolução e como o próprio autor observou “um propósito essencialmente envolve crescimento”.311 Mas em prol de um propósito que envolve crescimento, e portanto, terceiridade, é preciso abrir mão de boa parte

308 CP 6.86 – 1898 (It is a truth well worthy of rumination that all the intellectual development of man rests upon

the circumstance that all our action is subject to error. […] This tendency to error, when you put it under the microscope of reflection, is seen to consist of fortuitous variations of our actions in time. But it is apt to escape our attention that on such fortuitous variation our intellect is nourished and grows. For without such fortuitous variation, habit-taking would be impossible; and intellect consists in a plasticity of habit.)

309 CP 6.101 – 1902 (…the chance divergences from law are perpetually acting to increase the variety of the

world, and are checked by a sort of natural selection […], so that the general result may be described as “organized heterogeneity”, or, better, rationalized variety.)

310 CP 5.433 / EP 2:343 – 1904 (In its higher stages, evolution takes place more and more largely through self-

control, and this gives the pragmaticist a sort of justification for making the rational purport to be general.)

da primeiridade e provavelmente por isto o autor também observou que “o desenvolvimento da mente humana tem praticamente extinguido todos os sentimentos [...] pois desenvolvimento essencialmente envolve uma limitação de possibilidades”.312

Podemos afirmar que à medida que a evolução vai se solidificando em autocontrole qualidades de sentimento vão se fazendo cada vez mais escassas, apesar de nunca se ausentarem completamente. Mas mesmo com esta afirmação devemos paradoxalmente lembrar que o autor demonstrou que sentimentos realmente têm influência no processo de autocontrole, caso contrário as resoluções no mundo interno não afetariam as determinações e os hábitos no mundo externo.313

Crescimento e autocontrole são dois processos que, mesmo tendo muitos pontos de interseção, se confrontam, pois o primeiro está mais sintonizado com variedade, novidade e possibilidades enquanto o segundo é regido por regularidade, padronização e necessidade. E independente de suas diferenças ambos os processos – crescimento e autocontrole – são argumentos e alvos do pragmaticismo, e desta forma Peirce enunciou que:

o pragmaticista não faz o summum bonum consistir na ação, mas, ao contrário, o faz consistir naquele processo de evolução no qual o existente é capaz, cada vez mais, de incorporar aquelas leis gerais que [...] dissemos ser destinados, que é o que nos esforçamos por exprimir ao denominá-las razoáveis. Em seus graus mais elevados, a evolução se dá mais amplamente através do autocontrole.314 (Os grifos são do autor.)

312 CP 6.132 – 1892 (The development of the human mind has practically extinguished all feelings [...] For

development essentially involves a limitation of possibilities.)

313 Cf. CP 5.493 – 1905; EP 2:419 – 1907.

314 CP 5.433 / EP 2:343 – 1904 (the pragmaticist does not make the summum bonum to consist in action, but

makes it to consist in that process of evolution whereby the existent comes more and more to embody those generals which were just now said to be destined, which is what we strive to express in calling them reasonable. In its higher stages, evolution takes place more largely through self-control, and this gives the pramaticist a sort of justification for making the rational purport to be general.)

Benzer Belgeler