3. MATERYAL ve METOT 1 Çalışmanın Yapıldığı Yer
4.14. Toplumsal Katılım ile Değişkenler Arasındaki İlişkinin İncelenmes
As CVA são estruturadas por meio de um compromisso, com prazo determinado ou não, em função de decisões e normas negociadas, que se apoiam em uma necessidade identificada, razão primeira por que se formam as comunidades virtuais, conforme ressaltam Palloff e Pratt (2002). Questiona-se se é possível criar um sentimento de comunidade sem nunca ter havido contato prévio entre os participantes. Conseqüentemente, as normas seriam negociadas, no
3 Como experiência vivenciada em Comunidade Virtual de Aprendizagem, a pesquisa
bibliográfica a seguir foi apresentada originalmente para a construção do Texto Coletivo, atividade proposta pela disciplinaCCVAeP, que pode ser consultado no endereço <http://bpassarelli.futuro.usp.br/pos/>
Editoria: responsável pelas funções de editar e preparar os textos para a publicação - Izabel Leão, Sueli Pitta, Adriana Borges, Cristina Beskow e Anita Bliska. Redação: responsável pelas funções de selecionar os textos resenhados e redigir o texto coletivo- Sueli Pitta, Cristina Beskow, Adriana Borges, Davi Machado, Izabel Leão.
Pesquisa: responsável por preparar os instrumentos de coleta de dados, promover o levantamento, apresentar e analisar os dados coletados, elaborar as conclusões a partir dos dados encontrados, relacionando-os com o referencial teórico - Midiam Gomes, Nadia Moraes, Izabel Leão, Cristina Beskow, Davi Machado, Iara Castelani, Svea Moreira, Alfredo Lewin, Anita Bliska e Sueli Pitta.
Relatoria: responsável por organizar e relatar as discussões nos momentos presenciais, estruturando-as em making-of e disponibilizando-as no Blog especificamente criado para a disciplina - Anita Bliska
ambiente online, da mesma forma que em uma comunidade ou em um grupo social presencial.
Palloff e Pratt (2002) distinguem ciberespaço de comunidades virtuais. Segundo eles, pode-se definir o ciberespaço como um espaço conceitual em que palavras, relacionamentos humanos, dados, riqueza e poder são manifestados pelas pessoas que usam essa infra-estrutura tecnológica. Já as comunidades virtuais são agregações culturais que emergem quando um número suficiente de pessoas encontra-se no ciberespaço. Para eles, as comunidades são definidas e redefinidas a partir do modo como as pessoas têm interagido com o crescimento da Internet.
Com o desenvolvimento acelerado da comunicação eletrônica e da realidade virtual, fica cada vez mais difícil determinar o que realmente significa a palavra comunidade, pois elas se diversificam e têm, cada vez mais, atributos variados.
As CVA surgem não apenas como possibilidade de aprimorar ou completar a aprendizagem que se realiza nas instituições e comunidades escolares, como também, segundo alguns especialistas, para transformar as tradicionais formas de ensino e até mesmo as formas de pensar e de construir conhecimento.
Gómez (2004) afirma que a Internet está conseguindo desmontar certezas e modificar as formas de produção, de relacionamentos sociais e educativos e, com isso, a maneira de ser e estar no mundo. O espaço virtual parece existir só a partir da confluência produzida na interconexão dos computadores e pela imersão na rede. Por meio da Internet, criam-se outras narrativas em que a mediação é o suporte do processo educativo, artístico, tecnológico e científico nela gerado.
Uma das maneiras de se desenvolver a comunidade é por meio da negociação mútua das diretrizes referentes ao trabalho conjunto do grupo. Iniciar um curso pelo envio de apresentações e incentivar os participantes a buscar áreas de interesse comum são boas formas de começar uma comunidade virtual. Esta precisa ser capaz de abrir espaço para questões pessoais. Deve ser algo que se faz deliberadamente e que se estimula durante um curso. Caso não se abra esse espaço, é provável que os participantes busquem outras formas de interação pessoal, seja por e-mail, seja pela inserção de questões pessoais na discussão de conteúdos. “A coesão do grupo numa comunidade de aprendizagem virtual só sobrevive com o conflito como também com a ajuda na qualidade do resultado do processo de aprendizagem.” (Palloff e Pratt, 2002, p.52).
Assim, comunidades que conseguem dar vitalidade aos vínculos estabelecidos entre os participantes para que se mantenham em aprendizagem – e supram, de alguma forma, as necessidades individuais e coletivas das pessoas envolvidas – têm mais do que um foco ou temática aglutinadora. Para Kenski (2001), a comunidade virtual ativa desperta o desejo e a necessidade de colaboração entre seus membros, à medida que eles se sintam acolhidos e reconhecidos pelas suas contribuições e participações. O comportamento individual na comunidade virtual é resultado de diferentes motivações psíquicas e sociais. As CVA são, segundo a citada autora, flexíveis, abertas, dinâmicas e atuantes. Em suas práticas, é possível que se explicitem novas regras de atuação democrática e igualitária. Novas formas de participação, de relacionamento e interação entre as pessoas que ensinam e aprendem são criadas.
Gomez (2004) acredita que a comunicação pela linguagem escrita nos debates, nos bate-papos, nos fóruns, no design gráfico e nas páginas web constitui um ato político. É nesses atos que o homem, sendo um ser de relações e não de simples contatos, procura criar identidade na rede. Essa afirmação envolve ações concretas, de modo a abrir espaços para lazer, estudo, leitura, trabalho e relacionamento. Neste sentido, os espaços da Internet são espaços de cultura e objetivam os atos da fala, da leitura e da escrita na sua dimensão emancipadora.
As atividades realizadas pelos seres humanos em comunidade serão tanto mais satisfatórias quanto mais estiverem claramente dirigidas a esses objetivos, contemplados todos os integrantes da comunidade em questão. Palloff e Pratt (2002) afirmam que a eficácia deste vínculo será garantida na medida em que, no ambiente onde se estabelece a mediação nesta comunidade, prevaleçam os princípios da ética.
A construção de um vínculo em comunidades pode ser colocada como fator de sociabilidade humana. Isso se dá a partir da comunicação. Esta é uma ação natural e espontânea de qualquer indivíduo que, como ser social, não se dissocia em hipótese alguma do corpo social do qual faz parte, tendo em vista que sua própria consciência é formada na interação com este grupo.
A participação ativa do grupo propicia o estabelecimento de relações e vínculos afetivos entre os componentes da comunidade, para os quais devem ter liberdade completa para desdobramentos dessas relações grupais em subgrupos e pares. Os recursos comunicativos proporcionados pelo ambiente virtual podem estimular essas ações. A atuação na comunidade de aprendizagem, seguindo estes
princípios, tende a resultar num comprometimento maior de todos os integrantes da mesma.
No ciberespaço, a união de cidadãos conectados, segundo Kenski (2001) agrupados virtualmente em torno de interesses específicos, pode constituir uma comunidade a partir do momento em que estabelece regras, valores, limites, usos e costumes, a netiqueta, as restrições e os sentimentos de acolhimento e pertencimento ao grupo. A construção social passa pelo desejo coletivo de pertencer a um determinado grupo e sobreviver enquanto houver interesse de seus participantes em desfrutar desse espaço como membros, pessoas, cidadãos.
Segundo Palloff e Pratt (2002), os indicadores de que uma comunidade online está em formação são expressos pelos seguintes resultados desejados:
• Interação ativa, envolvendo tanto o conteúdo da disciplina quanto a comunicação pessoal;
• Aprendizagem colaborativa, evidenciada pelos comentários dirigidos mais de um estudante a outro do que de um estudante ao professor;
• Significado construído socialmente, evidenciado pelo acordo ou pelo questionamento;
• Compartilhamento de recursos entre os alunos;
• Expressões de apoio e de estímulo trocadas entre os alunos, além de vontade de avaliar criticamente o trabalho dos colegas4.
Para que as novas tecnologias sejam colocadas a serviço da educação é preciso investir em projetos pedagógicos bem definidos, ao contrário dos interesses de muitos fabricantes e fornecedores. Se, por um lado a multimídia, viabiliza a
4 Trabalho coletivo da turma da disciplina CCVAeP, 2005, publicado em
interligação dos conteúdos e promove a troca de idéias e experiências entre indivíduos, por outro há que se pensar que existe o perigo de que cada um pode gerar uma falta de comunicação em escala global, a ponto de cada indivíduo construir sua própria enciclopédia do saber. As ferramentas associadas aos recursos da multimídia podem se definir como instrumentos inovadores para a prática do ensino e da aprendizagem. No entanto, a escola ainda mantém sua visão paroquial, localizada, ao ignorar as profundas alterações que os meios e TI introduzem na sociedade contemporânea. Precisamos buscar formas para a construção de pontes que permitam fazer a transição do conhecimento disciplinar para o conhecimento transdisciplinar. O conhecimento disciplinar caracteriza-se por voltar-se para o mundo exterior; já o transdisciplinar preocupa-se com a correspondência que deve haver entre o mundo exterior e o interior. (PASSARELLI, 2002).
3 DEMARCAÇÃO DO TERRITÓRIO PARA O CAPITAL SOCIAL
EM CVA
No últimos anos, a idéia do capital social tem crescido nas Ciências Sociais, e constitui objeto de estudo no Banco Mundial. Com experiências em mais de quinze países, a instituição vem aplicando o conceito, o que vem contribuir para o avanço da reflexão sobre o que medir e como, processo que acaba por construir um conjunto de pressupostos orientadores.