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Toplumsal Cinsiyetle İlgili Kavramların Alan Yazındaki Tanımları

Esta reflexão final pretende expressar os resultados desta nossa experiência de ensino, considerando as nossas perceções com professor e as dos alunos, bem como referir algumas questões relevantes que este modelo curricular coloca relativamente á nossa conceção do ensino da EF escolar.

A realização desta experiência de ensino representou um elemento muito importante no nosso processo de formação inicial e mais concretamente neste período de estágio. E dizemos importante não só pelo fato deste ter sido o nosso primeiro contato com o MED numa situação real de ensino, obrigando-nos a um intenso e preocupado trabalho relacionado com a sua planificação, organização e implementação, mas fundamentalmente pelas questões que nos levantou relativamente ao nosso posicionamento como professor e ao que deverá ser o ensino da EF na Escola.

O nosso reconhecimento da importância e potencialidades pedagógicas e educativas do MED, os nossos constrangimentos e dificuldades relacionadas com a sua implementação, fizeram-nos perceber, como estagiário e como futuro professor, a necessidade de uma reflexão futura sobre a EF que queremos nas Escolas ou que os alunos querem, uma análise sobre a adequação dos modelos curriculares vigentes bem como a importância que deverá significar a inovação pedagógica na intervenção docente. Esta, talvez, a nossa primeira consideração ou ilação sobre esta nossa experiência de ensino.

Considerar e destacar, globalizando este nosso estudo, o valor educativo do MED, que se apresenta como estratégia pedagógica indiscutível no quadro das teorias construtivistas da aprendizagem. As suas caraterísticas estruturais (nomeadamente o trabalho em equipa que se mantém durante toda a época desportiva, a competição enquanto elemento integrante das aulas, o desempenho e o assumir de outros papéis e responsabilidades para além das do praticante, o clima de festividade e o evento culminante como fatores representativo da celebração do desporto) promovem o desenvolvimento de competências pessoais e sociais através do incremento da motivação, autonomia, responsabilização e cooperação.

Reconhecer a cooperação como elemento central do MED, promovida pelo trabalho em grupo e pelo estabelecimento de metas comuns, onde o sucesso depende sobretudo da necessidade dos alunos colaborarem entre si o que contribui para o desenvolvimento das suas competências sociais.

Realçar o empenhamento dos alunos no cumprimento dos diversos papéis e responsabilidades, onde a multiplicidade de funções desempenhadas e o trabalho em prol de um objetivo comum (a equipa trabalha toda para o mesmo fim) foram fundamentais para lhes permitir o desenvolvimento de outras competências desportivas para além das motoras. Muitos alunos, apresentando algumas dificuldades nas habilidades motoras, ao ser-lhes atribuídas outras funções e responsabilidades, que desempenharam cabalmente, sentiram que havia espaço para eles e que poderiam ser úteis.

Daí, o reconhecimento das potencialidades inclusivas do modelo em aproximar alunos com diferenças entre si, à partida com menores competências e que normalmente apresentam desempenhos mais fracos. Alunos que ao fazerem parte de uma equipa, melhoraram os seus níveis de empenho e participação e os seus níveis de desempenho, e contribuíram, como membros de uma equipa para o sucesso da mesma na época desportiva.

Referenciar que a importância da afiliação, do sentimento de pertença a uma equipa, do sentimento de responsabilidade e autonomia percecionado e vivido pelos alunos, tende a ultrapassar o âmbito das aulas de EF, projetando-se para o desejo de organização e implementação de outras atividades organizadas pelos alunos, no contexto da Escola, fora da Escola e mesmo fora dos horários escolares.

Esta capacidade de os alunos gerarem as “suas” atividades associativas autónomas,

de saberem utilizar os meios fundamentais para à fruição dos benefícios proporcionados pelas práticas desportivas, poderá e deverá legitimar o valor educativo do MED bem como

“responsabilizá-lo” pelo eventual aumento da prática desportiva associativa dos jovens na

Escola, na comunidade e outros locais.

Relativamente à eficácia pedagógica do MED, podemos reconhecer que durante esta experiência de ensino os alunos revelaram alguns níveis de aprendizagem mais elevados em comparação com o modelo de instrução direta, sendo este aspeto mais evidente quando nos referimos a alunos apresentando mais dificuldades, sendo assim favorecidos com a aplicação deste modelo.

Esta constatação resulta, em nossa opinião, do maior entusiasmo dos alunos na participação nas aulas, tendo em conta a forma como são apresentadas as atividades e que possibilitam ganhos significativos de aprendizagens percebidas. Outro fator a considerar resulta do fato de, ao organizar-se o ensino a partir de grupos/equipas em que todos procuram atingir os mesmos objetivos, se está a possibilitar maior igualdade de oportunidades entre todos os elementos da turma, promovendo-se assim, um ambiente mais motivante e encorajador do que as abordagens mais tradicionais do ensino do desporto.

Durante a realização desta nossa experiência de ensino, foram muitas as questões e problemas com que fomos confrontados. Problemas e constrangimentos que sentimos, que ultrapassámos e sobre os quais refletimos, sendo que esta mesma reflexão de vivência do MED no posicionamento de professor estagiário se afigura como fundamental. Só assim, poderemos salvaguardar futuras experiências que não comprometam não só a funcionalidade do MED como ainda o seu potencial formativo.

A nossa pouca experiência de ensino, dada a condição de professor estagiário, o fato de ser a primeira experiência que realizámos de aplicação deste modelo, acrescido de ser aplicado numa unidade de ensino de Badminton, modalidade com singularidades próprias, e de serem muito poucas as experiências e referenciais de aplicação do MED no Badminton, o pretendermos indagar sobre as perceções que os alunos têm sobre a implementação e caraterísticas do modelo, questões que habitualmente não lhes são colocadas e que poderá ter tido o efeito de constrangimento, o fato de o estudo incidir sobre uma única turma, sem grupo de controlo que nos permitisse a comparação objetiva de resultados e o fato de este estudo implicar algumas alterações nas rotinas metodológicas, levam-nos a aceitar eventuais fragilidades e insuficiências do estudo.

No entanto, não deveremos ignorar e desvalorizar os resultados do mesmo, principalmente os consequentes da análise das perceções que os alunos demonstraram quanto à vivência de uma situação de ensino-aprendizagem desenhada segundo a estrutura do MED, pelo que representou para nós, assim como quanto às dificuldades que se nos colocaram relacionadas com a sua implementação.

O fato da organização curricular em EF considerar a lecionação por blocos, com unidades didáticas/temáticas que integram normalmente 10 aulas, constitui uma limitação na aplicação do MED, na medida em que o mesmo exige mais tempo para a organização

adequada das atividades (época desportiva, treinos, quadro competitivo, evento final) e mais tempo para permitir maior consolidação das aprendizagens.

As elevadas exigências ao nível da organização e gestão de alunos e atividades, bem como a preparação dos mesmos para trabalharem de forma mais autónoma, exige uma preparação escrupulosa por parte dos professores, antes da aplicação deste modelo.

Na implementação do MED, a variedade e complexidade das tarefas e funções que se propõem aos alunos, requerem tempo de adaptação, dado que não possuíam qualquer vivência ou experiência anterior. O elevado protagonismo e autonomia concedido aos alunos no processo de ensino-aprendizagem, o colocar os mesmos a assumir decisões e resolver problemas, exige a sua responsabilização em todas as tarefas desenvolvidas sob o risco de se verificarem comportamentos inapropriados.

Assim, para o aumento da competência e orientação dos alunos na realização das diversas funções é de extrema importância a implementação de sistemas de accountability (definição de normas-padrão) que regulem e estabilizem as diferentes funções a desempenhar pelos alunos (Hastie, de Ojeda & Luquin, 2011).

Torna-se assim fundamental que o professor, para além da competência concetual, possua as competências pedagógicas e habilidades de liderança dos alunos, saiba utilizar o questionamento como estratégia fundamental ao desenvolvimento adequado da sua autonomia, para que dessa forma estes possam desempenhar as diferentes funções como experiências providas de elevado significado. Os requisitos ao nível da organização das atividades e gestão de alunos, bem como da preparação dos mesmos para o desempenho dos diversos papéis e para trabalharem de forma mais autónoma, o elevado potencial do MED, sobretudo na otimização da socialização dos alunos, em detalhes relacionados como domínio da instrução, do questionamento e dos conteúdos dependem criticamente do conhecimento pedagógico do conteúdo que o professor possui a respeito deste tema.

Ter em conta, como aspeto relevante, o risco de uma excessiva valorização do resultado da competição, da elevada centralização dos alunos no resultado, da ânsia da vitória, que poderá enviesar e desvirtuar os propósitos do MED.

Concluindo, queremos referir a importância que poderão representar o aumento dos níveis de prática de atividades físicas e desportivas por parte dos nossos alunos, seja em contexto escolar ou fora dele. Pretendemos que a EF escolar contribua claramente para a autonomia dos alunos, possibilitando-lhes a prática de exercício e atividades físicas e desportivas, o desenvolvimento da sua Condição Física e o desenvolvimento de

habilidades de autoavaliação e de autogestão. A utilização de metodologias de ensino inovadoras, centradas no aluno, como o MED, podem inequivocamente contribuir para essas finalidades. Assim a orientação e perceção profissional dos professores vá nesse

7.

REFLEXÃO

FINAL

Benzer Belgeler