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2. GENEL BİLGİLER

3.4. Veri Toplama Araçları

Vamos abordar neste capítulo o desenvolvimento da criança, nos seus múltiplos aspectos – físico, psicológico, afectivo, relacional, cognitivo, linguístico, perceptivo e motor – bem como as necessidades e atitudes dos bebés.

Numerosos são os trabalhos e obras que nos falam do desenvolvimento físico e psicológico da criança, assim como da importância do seu desenvolvimento, principalmente nos primeiros anos de vida.

O bebé apercebe-se do mundo através de tudo quanto a mãe faz com o rosto, a voz, o corpo ou as mãos. O decorrer contínuo dos actos da mãe fornece ao bebé o princípio da sua experiência com o material da comunicação e das ligações humanas, sendo estas as primeiras interacções sociais entre a criança e o mundo que a rodeia. Tais interacções serão diferentes dependendo da cultura onde a criança se insere. Como

afirma Ramos (1990), a necessidade de dependência no início da vida é inerente à espécie:

“A criança tem necessidade de dependência no início da vida, realidade que se inscreve no passado biológico da espécie. É a partir desta necessidade de dependência que se elaboram os laços de vinculação e o sentimento de segurança, tão importantes como indispensáveis para a vida futura do indivíduo” (Ramos, 1990: 317).

Em todo o mundo, as crianças crescem segundo uma mesma sequência. Algumas parecem voar muito rapidamente em direcção a certos “marcos” do desenvolvimento, enquanto outras são mais lentas. A maioria das características que fazem de cada indivíduo um ser único resulta da interacção entre o “modelo” biológico já presente no óvulo fertilizado e as vivências da criança em crescimento (Sylva e Lunt, 1994).

Paralelamente ao crescimento emergem os organizadores psíquicos, sendo o primeiro, como aponta Garvey (1992), o sorriso. Porém, os sorrisos de um lactente são ténues e passageiros e surgem independentemente de um estímulo externo. Um sorriso mais evidente, respondendo de forma mais directa às estimulações externas, começa a aparecer em estados de vigília cerca das três semanas de idade. O sorriso de um bebé surge por volta dos três meses e é habitualmente superinterpretado pela mãe como significando “ele reconhece-me”:

“O sorriso progride desde um leve esgar até à ampla careta. Risadas, risos, risos à socapa, gargalhadas sonoras, aparecem mais tarde, mas evidentemente não substituem o sorriso” (Garvey, 1992: 33).

Durante o primeiro mês de vida, o sorriso pode começar a aparecer em situações muito diferentes. O bebé aprende rapidamente que o sorriso é uma outra forma de chamar para junto de si as pessoas que lhe são significativas (Brazelton e Sparrow, 2004).

Mazet e Stoleru (2003), citando Spitz, referem que o sorriso no rosto humano, o primeiro comportamento social segundo ele, se manifesta por volta da 8.ª semana.

Para Brazelton e Sparrow (2004), o bebé reconhece a voz da mãe aos 4 dias, o rosto aos 7 dias e a voz e o rosto do pai aos 14 dias.

Fonseca e Mendes (1977), citando Wallon (1956), referem que, entre o indivíduo e o seu meio, há uma unidade indissolúvel. Não há separação possível entre o indivíduo (homem) e o meio (sociedade), ou melhor, não há oposição entre o desenvolvimento psicobiológico e as condições sociais que o impulsionam. A sociedade é para o homem uma necessidade orgânica que determina o seu desenvolvimento (a sua inteligência) e em que a aquisição do conhecimento é um património extra biológico do grupo onde vai evoluir e existir. No ser humano, o desenvolvimento biológico (a sua maturação nervosa e psicomotora) e o desenvolvimento social (apropriação da experiência social) são condição um do outro.

Segundo Stommen (1986), todos os aspectos do desenvolvimento de uma criança estão inter-relacionados. Muitos comportamentos só aparecem quando as estruturas necessárias já se desenvolveram. O desenvolvimento psicológico pode influenciar o desenvolvimento físico, assim como ser influenciado por este.

Para o autor citado, os atributos físicos têm os seus efeitos indirectos sobre o desenvolvimento psicológico das crianças. As crianças que apresentam estereótipos associados a diferenças físicas ou de constituição corporal esbarram com reacções negativas às suas constituições corporais, já a criança de constituição física média encara-as com reacções positivas.

Sprinthall e Sprinthall (1994) sustentam que as deficiências graves na nutrição podem afectar negativamente a inteligência e produzir mesmo crianças mentalmente atrasadas. Se as deficiências de nutrição ocorrem na primeira infância, os danos na inteligência podem ser bastante acentuados, mesmo que o défice em proteínas seja inferior ao necessário para produzir o síndroma de Kwashiorkor. Estudos recentes levam-nos a pensar que quantidades insuficientes de proteínas impedem o desenvolvimento pleno do cérebro, especialmente das áreas relacionadas com a memória.

Para que o crescimento global da criança se verifique, é necessário que se construam condições favoráveis para o seu desenvolvimento. Se não se envolver a criança em condições emocionais positivas, o seu sistema muscular tende a atrofiar-se e os sistemas circulatório, respiratório e endócrino podem apresentar insuficiências funcionais e fisiológicas, que se virão a reflectir num desenvolvimento desarmónico e, por vezes, aberrante (Fonseca e Mendes, 1977).

Ainda segundo estes autores, a formação do psicológico passa pela formação do biológico, ou melhor, a formação do pensamento na criança assenta no ajustamento dos seus movimentos. Não podemos esquecer que a formação de qualquer das condutas da criança exige, pois, a presença do adulto. Sem ele, a criança não poderia integrar uma determinada experiência sócio-histórica.

Neste sentido, Ramos (1993), citando Ainsworth (1979), refere que são os bebés que beneficiam de mais contactos físicos com os adultos durante os três primeiros trimestres de vida aqueles que têm mais autonomia no início do primeiro ano de vida:

“A necessidade de contacto e dependência da criança, sobretudo no início da vida, é uma realidade que se inscreve no passado biológico da espécie, sendo a partir desta necessidade biológica e primária de dependência, contacto, protecção e afecto que se elaboram os laços de vinculação, a competência social e o sentimento de segurança, fundamentais na estruturação psíquica da criança e no desenvolvimento e saúde futuros” (Ramos, 2004:164)

No desenvolvimento da criança é fundamental como vamos ver a seguir o desenvolvimento afectivo e relacional.

Benzer Belgeler