6.5. DMYP Deneylerinin Hata Analizi
6.5.4. Toplam hataların analitik ifadeleri
Conforme já informado anteriormente, duzentos e cinqüenta questionários, cujo modelo é apresentado no Apêndice II, foram distribuídos em escolas públicas, estaduais e municipais, na cidade de Vitória da Conquista, que atendem à modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na tentativa de determinar um padrão dos professores que atuam no programa. Obteve-se como resposta 109 questionários, sendo que 57 foram respondidos por professores da EJA no município e outros 52 também por professores de jovens e adultos, no entanto, da rede estadual.
Segundo Irene, entrevistada como representante da Divisão de EJA do Estado, subsessão de Vitória da Conquista, esses professores que responderam ao questionário estavam distribuídos em 15 escolas da Zona Urbana, uma vez que a Direc 20 tem EJA apenas em uma escola localizada em outro município – Caetanos – perfazendo um total de 16 estabelecimentos de ensino para pessoas jovens e adultas.
Ainda com base nos dados fornecidos por Irene, durante o ano de 2006, das quinze escolas estaduais do município de Vitória da Conquista que atendiam a modalidade de EJA I, apenas três36 atendiam a uma clientela de 281 alunos do ensino fundamental menor, distribuídos entre sete turmas.
Além do ensino fundamental menor, o REAJA, o Estado tem oferecido, no município em estudo, 125 turmas de EJA II, correspondente ao fundamental maior, distribuídas em quinze escolas estaduais, atendendo a um total de 3.258 alunos. Para atender a clientela de EJA III, correspondente ao ensino médio, o Estado disponibilizou, em 2006, 31 classes, distribuídas em sete escolas, atendendo um total de 1742 alunos.
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As escolas que atendiam EJA I no ano de 2006 eram: Escola Cavalheiros do Oriente, Escola Estadual Adelmário Pinheiro e Escola Agrotécnica Sérgio de Carvalho.
Em relação aos docentes que trabalham com EJA, o Estado vem buscando viabilizar a formação continuada desses profissionais, a fim de qualificá-los especificamente na área de educação de jovens e adultos. Assim, desde o ano de 2005, o Programa de Formação Continuada de Professores do Ensino Fundamental de EJA atende a cinco professores da EJA I e 130 professores da EJA II atuantes no município. Esse programa de formação, em linhas gerais, se divide em duas partes: uma parte presencial e a outra mediante vídeo- conferência. Os participantes do programa são mediadores e cada um deles atende a três escolas conveniadas. O encontro entre os professores para repasse se dá no horário de Atividades de Coordenação - AC (4h/s).
Atualmente, o Curso de Aceleração é denominado de EJA, mudança esta de nomenclatura que se deu desde o ano de 2005. Já a CPA continua como Supletivo. Assim, a Direc 20 tem os seguintes programas do Governo Estadual, além dos mencionados acima: EJA I, II e III; Formação de Professores; AJA Bahia mediante execução de Universidades e Municípios e ligados ao Programa Brasil Alfabetizado; e uma turma no Colégio Adélia Teixeira do Programa Tempo de Aprender I e no colégio Cleber Pacheco Tempo de Aprender II.
Apesar de todos os professores do município declararem que são docentes do ensino fundamental menor, REAJA, apenas 21 atuam na zona rural e os outros 36 atuam na zona urbana. Enquanto na zona rural há a predominância do aprendizado multisseriado, ou seja, alunos com diversos níveis de aprendizagem na mesma classe, uma realidade corrente mesmo após décadas de reformas educacionais, na zona urbana os professores ensinam em turmas específicas, que variam entre os Módulos I e IV.
A amostragem permite identificar que a formação dos professores atende às exigências do SMED feitas na Proposta Pedagógica de organização do ensino noturno das escolas municipais de Vitória da Conquista Seguimento I e II da educação de jovens e adultos,
divulgada pela SMED (2005, p.13), em 2005, quando afirma que “o coletivo de professores do seguimento I será composto, preferencialmente, por professores com Magistério, pedagogos, podendo também atuar os de outras licenciaturas”.
O quadro de docentes no município conta com 54 professores formados apenas no Curso Magistério, um pedagogo, um estudante de História e um terceiro professor com curso superior incompleto. A massiva presença de formados no Curso Normal Médio certamente preenche a proposta divulgada pela SMED, contudo, o declínio da formação em Magistério exige o investimento em formação e capacitação dos futuros docentes do REAJA.
Não obstante, observa-se que, segundo as pesquisas, 50% dos professores já atuam no programa há mais de dez anos (os outros 26 professores têm um tempo de profissão entre três meses e nove anos). Com base nesses dados, presume-se que a renovação do corpo docente está próxima, devido às possíveis aposentadorias. Além disso, no contexto de Vitória da Conquista, dos 57 questionários respondidos, 38 correspondem a professores que atuam há menos de dois anos no REAJA, no ano de 2005. Com isso, duas questões são pertinentes: a primeira delas no que diz respeito à capacitação dos novos professores, uma referência tanto àqueles que ingressaram recentemente quanto àqueles que farão parte do programa, possivelmente com Curso Superior que, por si só, não garante a qualidade de ensino; e de qual é o investimento feito pela SMED para que esses novos docentes estejam efetivamente aptos a atender às necessidades de trabalhar com o ensino fundamental menor de pessoas jovens e adultas.
O município, como já foi mencionado, atende às normas da SMED para seleção e contratação de professores, assim como o Estado que conta com profissionais Magistrados para atuar no ensino fundamental menor, ou EJA I, graduados para aqueles que atuam no ensino fundamental maior (EJA II), sendo que dos 21 docentes que atuam nesse nível apenas dois ainda estão cursando graduação, enquanto outros dois já têm pós-graduação no nível
especialização concluída. O mesmo requisito vale para aqueles que atuam no ensino médio, o qual conta com todos os professores graduados (09 em Letras, 08 em Geografia, 10 em História, 01 em Música, 07 em Matemática, 02 em Biologia e 06 em Pedagogia).
O período de melhor desempenho do REAJA foi, segundo três professores que estão no programa desde sua implantação e outros cinco que o integram há mais de cinco anos, da sua criação até o ano de 2000, momento este de maior investimento em capacitação e recursos de diversas ordens.
Os mesmos oito professores denunciam a atual falta de prestígio do REAJA junto à SMED. Segundo eles, desde 2001, não existe suporte adequado às atividades extra-classe, ausência de livros, escassez de investimento em capacitação, além do descaso com a produção e publicação dos livros escritos pelos próprios alunos do programa e com os planejamentos pedagógicos.
Outra questão relevante é que há uma predominância de professoras na Rede Municipal: são 54 em contraste com somente três homens. Enquanto isso, na Rede Estadual a amostragem revela um outro quadro: do total de 52 professores que responderam ao questionário, quinze eram homens, sendo que três deles atuam na EJA I e são formados em Magistério; dos nove professores estaduais que atuaram na primeira etapa do Programa EJA da SEC-BA, sete têm formação inicial em Magistério e outros dois têm curso superior, um em Letras e outro em Pedagogia.