BÖLÜM 11: Toksikolojik bilgiler
11.1 Toksik etkiler hakkında bilgi Olası maruz kalma yolları
A leitura realizada na escola assume, primordialmente, duas modalidades explícitas: aprender a ler e ler para aprender, contudo, para formar leitores que não apenas saibam ler, essa ação deve exercer certo fascínio nos alunos. Isso acontece quando o leitor mais experiente e competente do ambiente escolar mostra-se como quem descobriu uma alegria e partilha essa felicidade com suas crianças nos momentos de mediação da leitura por prazer, para fruição dos ouvintes, leitores em potencial.
Para Magda Soares, a partir do momento em que a literatura entra na escola como um objeto de conhecimento, seja no livro didático, seja em textos da tradição oral reproduzidos na escrita, torna-se escolarizada. A autora defende que, “[...] não há como evitar que a literatura [...] ao se tornar “saber escolar”, se escolarize, e não se pode atribuir, em tese [...] conotação pejorativa a essa escolarização, inevitável e necessária; não se pode criticá-la, ou negá-la, porque isso significa negar a própria escola” (SOARES, 2001, p. 21, grifo da autora).
Entretanto, a própria autora admite que seja possível usar essa escolarização em benefício de uma prática pedagógica que valorize as nuances e dimensões do texto literário ao afirmar, sensivelmente, que “[...] se é inevitável escolarizar a literatura infantil, que essa escolarização obedeça a critérios que preservem o literário, que propiciem à criança a vivência do literário, e não de uma distorção ou uma caricatura dele.” (SOARES, 2001, p. 42). Cabe ao professor, portanto, em sua prática, conferir à literatura seu caráter lúdico, prazeroso, a fim de revelar às crianças o potencial transformador do texto literário. Por meio da sua leitura fluente e sedutora, criando momentos em que se leia por deleite, sem negligenciar o aprendizado, mas estabelecendo uma relação com a leitura que lida com os sentimentos e as emoções, fazendo assim com que as crianças percebam essas características, uma vez que “[...] uma relação com a literatura que se obriga a ser apenas pedagógica
dificulta o potencial da criança para se tornar um leitor literário.” (OLIVEIRA, 2010, p. 43). E esse não é o objetivo da escola. Para Yunes (1995, p. 188),
Ler é, pois, interrogar as palavras, duvidar delas, ampliá-las. Deste contato, desta troca, nasce o prazer de conhecer, de imaginar, de inventar a vida. O mundo é representação de linguagem, hoje sabemos. Nada há que esteja fora das palavras, e o mundo real tem tantas formas quantos discursos há. Neste caleidoscópio de perspectivas, o horizonte se rasga, vivemos muitas vidas e conhecemos melhor a história cotidiana. Nasce do prazer de ouvir ─ as histórias da primeira infância nos povoam de densidades e mistérios para sempre ─ até que possamos nós mesmos brincar com as palavras, jogar seu jogo pesado, matar e fazer viver com elas.
Se na rotina diária há espaço planejado para a leitura fruitiva, tem-se uma grande potencialidade de se formar leitores proficientes que realmente tenham gosto ao ler e venham a fazê-lo de forma autônoma. Inicialmente, por intermédio do professor nos momentos planejados em sala. Com isso, um dos principais problemas da escola poderá ser sanado ou, pelo menos, minimizado. Conforme Magnani (2001, p. 11), “A falta de hábito da leitura tem sido apontada como uma das causas do fracasso escolar do aluno e, em consequência, do seu fracasso enquanto cidadão [...]” e, com esse fracasso, toda a sociedade é comprometida.
Para Walty (2001, p. 51), “[...] Literatura e escola são duas instituições e é como tal que também estão em constante interação. Interação que discutimos aqui em nome da relação literatura e escola. Logo, tal relação não é apenas inevitável, antes pode ser fecunda e estimulante.” Portanto, as crianças têm o direito de conhecer e usufruir da potencialidade da literatura na escola, especialmente aquelas oriundas de ambientes familiares não letrados, com pouco ou nenhum referencial leitor fora da escola.
Nas turmas de Educação Infantil, a contação e leitura de histórias como deleite, com o simples objetivo de inserção na cultura letrada e no universo das narrativas, poesias, textos literários é prática comum e constante na rotina diária, nomeada “a hora do conto, roda de história, tempo de fantasia”. No 1º ano do Ensino Fundamental, essa prática deveria continuar a fim de prosseguir com o objetivo da formação do gosto e do leitor autônomo e proficiente. Nesse sentido, convém, caso não haja, criar na rotina de atividades diárias esse momento a fim de promover o encantamento e o deleite que a literatura promove.
Contudo, é na mediação do professor que esse potencial vai se materializar e possibilitar o desenvolvimento da competência leitora nas crianças, mesmo que ainda não saibam ler convencionalmente. Chartier (2001) é categórica ao expor a possibilidade de convívio entre as leituras para aprender e as leituras para ter prazer, o que também constitui um aprendizado. Ela assevera que “A fronteira entre leituras livres e leituras escolares não é
intransponível. As leituras livres divertem, mas para instruir o leitor de maneira leve, os manuais devem instruir, mas ‘sem lágrimas’ e até mesmo ‘com risos’” (CHARTIER, 2001, p. 62, grifos da autora).
Tendo em vista o principal objetivo da escola de formar leitores e bons leitores, a leitura literária mediada pelo professor experiente e competente é de fundamental importância nas turmas de crianças em fase de alfabetização, pois é nesse momento que reside a gênese do leitor. Esse tempo é relevante e o professor faz a diferença na classe, ele pode revelar para as crianças uma faceta agradável, atraente e prazerosa da leitura ou destituí-la de sentido e de prazer, revelando-a como um ato enfadonho e desestimulante.
Ao ser envolvido na fantasia e emoção proporcionadas pela leitura como deleite, o aluno pode ser encantado e ter vontade de aprender a ler o que tem naqueles livros para além das imagens. Ele pode ser motivado a buscar outras leituras e não ficar restrito àquelas lidas pela professora em sala, pode ler o que quiser: os livros disponíveis na biblioteca da sala de aula, da biblioteca da escola ou de outros ambientes que tiver acesso. Os professores alfabetizadores, dessa forma, necessitam discernir entre as funções da leitura, a fim de manter o equilíbrio entre o uso da literatura com fins a aprendizagem da leitura propriamente dita e a leitura deleite que desperta o desejo de ler para inserir-se no mundo de fantasia e imaginação.