3. JİROSKOP
3.3. Jiroskop Çeşitleri
3.3.1. Mekanik Jiroskoplar
3.3.1.2 Titreşen Yapılı Jiroskoplar
Nesta seção do capítulo de metodologia, explicito os procedimentos de análise e interpretação dos dados coletados por meio dos questionários, entrevistas, diários reflexivos e produções finais dos alunos.
Ainda durante o período de coleta de dados, todos os questionários e diários reflexivos foram digitalizados por mim, por meio do programa Microsoft Word; depois de selecionados os alunos focais e identificadas as informações que precisavam de mais esclarecimentos, realizei as entrevistas e, posteriormente, as transcrevi.
A partir da coleta de todos os dados, dei início ao processo de análise e interpretação dos mesmos. Conduzi a análise, tendo em mente minhas perguntas de pesquisa, portanto, examinei separadamente aspectos sobre as percepções dos alunos acerca do material e de sua aprendizagem; minhas percepções sobre o material e a aprendizagem dos alunos; e a relação dos pressupostos teóricos e a implementação da unidade didática.
A seguir, descrevo como procedi com os dados em cada um desses segmentos. Primeiramente, apresento os procedimentos adotados para analisar e interpretar as percepções dos alunos, em segundo lugar, as percepções da professora-pesquisadora e, por último, a unidade e seus pressupostos teóricos.
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De posse de todos os dados coletados por meio dos questionários e das entrevistas, iniciei a análise das percepções dos alunos sobre o material e sua aprendizagem, agrupando suas respostas por instrumento. Criei um arquivo no programa Microsoft Word para cada instrumento, 7 questionários e entrevistas, perfazendo um total de 8 arquivos nos quais eu posicionava as respostas dos alunos do lado esquerdo e, do lado direito, ressaltava assuntos recorrentes e registrava minhas observações sobre cada um deles. Com o intuito de ilustrar essa primeira análise apresento um excerto dos dados e a interpretação que dele realizei:
Paulo: As figuras do exercício 3 facilitaram muito, aaa – Elementos facilitadores e assistir as propagandas na televisão ajudou muito
também.
O próximo passo foi um maior refinamento dos dados e das interpretações. Nessa fase, organizei arquivos no mesmo programa de computador, porém agrupados pelos assuntos encontrados anteriormente. Nesses arquivos, do lado esquerdo, eu apresentava excertos das respostas dos alunos que evidenciassem o assunto e, do lado direito, eu reunia, quantificava e escrevia uma interpretação inicial sobre o que tais excertos significavam. Treze arquivos foram criados, cada um abordando um assunto diferente, porém todos evidenciando as percepções dos alunos. Por fim, interpretei o que todos esses dados poderiam significar à luz do meu embasamento teórico e de que maneira poderiam responder minha primeira pergunta de pesquisa. Para exemplificar o refinamento das interpretações, apresento o seguinte recorte da análise acerca dos elementos facilitadores:
Kelly: Dá pra professora ajudar mais, e os aaa – Ajuda da professora
próprios colegas podem ajudar também. aaa – Realizar atividades em dupla Na seqüência, passei para a análise e interpretação de minhas percepções sobre a unidade e a aprendizagem dos alunos. Com meus diários reflexivos, realizei o mesmo procedimento feito com os questionários e entrevistas. Primeiramente, juntei todos os diários e destaquei assuntos recorrentes; posteriormente, criei 3 arquivos no computador, cada um relacionado a um desses assuntos. Esses arquivos também continham excertos dos diários e uma breve interpretação de seus significados.
Ainda para compreender aspectos relacionados à aprendizagem, direcionei minha atenção à unidade didática e às produções dos alunos. Comecei analisando os objetivos de cada seção da unidade e o que cada uma delas pretendia ensinar. Uma atenção maior foi
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conferida à última atividade, de produção final, visando saber claramente o que ela solicitava que os alunos fizessem. Feita essa breve análise do material, examinei as propagandas escritas em inglês criadas pelos alunos com o objetivo de perceber se haviam cumprido a tarefa requisitada e se haviam utilizado características da organização textual estudada.
A análise e interpretação realizada a partir dos diários reflexivos e das produções finais dos alunos foi o que, tendo como pano de fundo a fundamentação teórica, levou-me a responder minha segunda pergunta de pesquisa.
Para responder a terceira pergunta de pesquisa, segui três caminhos distintos, porém complementares. Na primeira instância de análise, retomei os critérios de avaliação de material didático apresentados por Cunningsworth (1984:5-6), bem como os aspectos que, conforme Graves (1996, 2000), deveriam ser levados em consideração quando da elaboração de um material; criei, então, uma lista com dez questionamentos que guiaram minha avaliação da unidade didática em estudo. É relevante enfatizar que não pretendo propor novos critérios para a avaliação de material didático, apenas me apóio nos autores supracitados para elencar aspectos pertinentes à avaliação do material utilizado nesta pesquisa. Os dez questionamentos que guiaram minha avaliação da unidade são:
A unidade didática em estudo... 1 – tem relação com seus objetivos?
2 – considera a relação entre língua, o processo de aprendizagem e o aluno? 3 – considera o contexto no qual será utilizada e o contexto de vida dos alunos?
4 – considera o conhecimento prévio dos alunos e as necessidades que terão fora da escola? 5 – promove o engajamento na descoberta e solução de problemas?
6 – desenvolve habilidades e estratégias específicas?
7 – fornece foco intercultural e desenvolve consciência social crítica? 8 – aborda aspectos relevantes da língua alvo?
9 – utiliza materiais autênticos e variados?
10 – conta com atividades autênticas, com diferentes propósitos que permitam variar os papéis e formas de agrupamento?
Quadro elaborado a partir dos critérios de Cunningsworth (1984) e Graves (1996, 2000)
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Na segunda instância de análise, referente à terceira pergunta de pesquisa, busquei na unidade didática elementos ou escolhas que haviam sido feitas durante a elaboração do material, por conta dos conhecimentos dos professores envolvidos nesse processo (Prabhu, 1990; Freeman, 2001). Na última instância, analisei a implementação da unidade em sala de aula, à luz dos dois principais aportes teóricos que a embasavam, os Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Estrangeira (Brasil, 1998) e a teoria sócio-histórico-cultural (Vigotski, 1930/1998, 1934/2005).
Após ter descrito a abordagem metodológica, o contexto da pesquisa, os procedimentos e instrumentos de coleta, bem como os procedimentos de análise e interpretação dos dados, passo para o capítulo de apresentação e discussão dos resultados.
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