• Sonuç bulunamadı

1. BÖLÜM

3.1.1. Tipografinin Kullandığı Mekân

A obtenção do mapa de vulnerabilidade ambiental do município de Guamaré foi operacionalizada em duas etapas. A primeira consistiu no cruzamento de mapas do banco de dados desse trabalho, resultando no mapa de vulnerabilidade natural. Na segunda etapa, com base no mapa de vulnerabilidade natural, realizou-se um segundo cruzamento que gerou o mapa de vulnerabilidade ambiental.

Os mapas utilizados para a confecção do mapa de vulnerabilidade natural foram: mapa de unidades geomorfológicas, mapa simplificado de geologia, mapa de associação de solos e mapa de vegetação.

O cruzamento dos mapas foi baseado no conceito de estabilidade de cada unidade considerando-se o conceito de análise ecodinâmica de Tricart (1977), onde a estabilidade é classificada conforme a Tabela 3.7.

Tabela 3.7 – Valores de estabilidade de unidades de paisagem. (Fonte: Motta et al.,

1999, modificada de Tricart, 1977).

Unidade Relação pedogênese/morfogênese Valor

Estável Prevalece a pedogênese 1,0

Intermediária Equilíbrio entre pedogênese e morfogênese 2,0

Instável Prevalece a morfogênese 3,0

As classes identificadas em cada mapa receberam valores numéricos conforme Barbosa (1997), que estabeleceu um modelo com 21 classes de vulnerabilidade à erosão, distribuídas entre as situações de predomínio dos processos de pedogênese (os quais se atribuem valores próximos de 1,0), passando por situações intermediárias (as quais se atribuem valores ao redor de

morfogênese (as quais se atribuem valores próximos de 3,0) (Tabela 3.8).

Tabela 3.8 – Classes de vulnerabilidade de unidades de paisagem. (Fonte: Motta et al.,

1999).

O grau de vulnerabilidade estipulado a cada classe foi distribuído em uma escala de 1,0 a 3,0 (Tabela 3.9), com intervalo de 0,5. No valor 1,0 prevalece a pedogênese, o 2,0 um equilíbrio entre pedogênese e morfogênese, e no 3,0 prevalece a morfogênese. Esse critério foi utilizado para os mapas de unidades geomorfológicas, de geologia simplificada e de associação de solos. Para o caso do mapa de vegetação o critério estabelecido foi: 1,0 para ambientes com baixa diversidade de espécies/formações incipientes, normalmente de pioneiras; 2,0 para ambientes com média diversidade de espécies, correspondendo a formações em estágio intermediário; e por último, 3,0 para formações em estágio avançado- clímax, isto é, com alta diversidade de espécies.

No caso do mapa de sensibilidade, elaborado por Silveira (2002), foi necessário realizar uma adaptação de escala, pois nele é aplicada a norma técnica do Ministério do Meio Ambiente, que define uma graduação de 1 a 10 para os Índices de Sensibilidade do Litoral (ISL).

Para a porção da imagem que corresponde ao espelho d’água dos canais de maré foi determinado um grau de vulnerabilidade de 3,0 para os mapas de unidades geomorfológicas, de geologia simplificada, de associação de solos, de trafegabilidade dos solos e de sensibilidade ambiental. Para os mapas de vegetação e de uso e ocupação do solo foi concedido o grau 1,0 de vulnerabilidade.

O cruzamento dos mapas foi realizado utilizando-se o módulo Geoprocessing Wizard do software Arcview® GIS 3.2, que possibilita o cruzamento entre dois mapas. Primeiramente foi realizado o cruzamento entre os mapas de unidades geomorfológicas e de geologia simplificada, posteriormente entre os mapas de associação de solos e de vegetação. Na seqüência, foram cruzados os dois mapas resultado dos cruzamentos anteriores e calculou-se a média aritmética dos valores de vulnerabilidade de cada classe. O resultado da média aritmética foi distribuído em seis classes de vulnerabilidade natural:

1 - sem classificação (menor ou igual a 0,9), 2 - muito baixa (de 1,0 a 1,3),

3 - baixa (de 1,4 a 1,7), 4 - média (de 1,8 a 2,2), 5 - alta (de 2,3 a 2,5), e

6 - muito alta (maior ou igual a 2,6).

Para a obtenção do mapa de vulnerabilidade ambiental foi realizado o cruzamento entre o mapa de vulnerabilidade natural e o mapa de uso e ocupação do solo do ano de 2001.

O critério estipulado para o mapa de uso e ocupação do solo teve como foco principal o grau e tipo de antropização encontrados no município. Para o cruzamento adotou-se a mesma escala aplicada anteriormente, isto é, de 1 a 3,

Tabela 3.9 – Grau de vulnerabilidade das classes dos mapas temáticos.

MAPA TEMÁTICO / CLASSE VULNERABILIDADE GRAU DE GEOLOGIA

Formação Jandaíra 1,5

Formação Barreiras 2,0

Depósito eólico (Dunas Fixas) 2,0

Depósito de Planície de Maré 3,0

Depósitos Flúvio-marinhos 3,0

Depósitos Flúvio-estuarinos 2,5

Depósito eólico (Dunas Móveis) 3,0

Depósitos Aluvionares 2,5

Depósitos de sedimentos de praia recentes. 3,0 GEOMORFOLOGIA

Superfície de Aplainamento e/ou Tabuleiro Costeiro 1,0

Planície interdunar 2,0 Dunas fixas 2,0 Dunas móveis 3,0 Planície de deflação 3,0 Planície aluvionar 2,5 Zona de estirâncio 3,0 Planície de maré 3,0 Intermaré 3,0 Supramaré 3,0 Terraço flúvio-estuarino 2,5 Terraço marinho 3,0 Ilhas Barreiras 3,0

Barras arenosas emersas 3,0

Barras arenosas submersas. 3,0

ASSOCIAÇÃO DE SOLOS

Areias quartzosas distróficas (AQd) 2,0

Areias quartzosas marinha distróficas (AQmd) 2,5

Solonchak solométzico (SS) 3,0

Podzólico vermelho-amarelo eutrófico latossólico (PVAEL) 1,5 VEGETAÇÃO

Vegetação de mangue 3,0

Vegetação de caatinga arbórea arbustiva fechada 3,0 Vegetação de caatinga arbustiva arbórea fechada 2,5 Vegetação de caatinga arbustiva aberta 2,0 Outro tipo de vegetação (gramínea, agrícola, pioneiras em geral) 1,5

Sem vegetação 1,0

SENSIBILIDADE AMBIENTAL PARA DERRAMES DE ÓLEO

Superfície de aplainamento (Tabuleiro Costeiro) – ISL 2 1,0

Dunas fixas – ISL 3 1,5

Dunas móveis – ISL 3 1,5

Planície de deflação – ISL 4 1,5

Banco arenoso exposto na baixa-mar – ISL 7 2,5 Banco arenoso exposto na preamar – ISL 7 2,5 Banco de lama exposto na baixa-mar – ISL 9 3,0

Terraço flúvio-estuarino – ISL 7 2,5

Planície de inundação – ISL 7 2,5

Planície aluvionar – ISL 6 2,0

Planície de maré – ISL 9 3,0

Lagoa – ISL 10 3,0

Lagoa temporária – ISL 10 3,0

Tabela 3.10 – Grau de vulnerabilidade das classes do mapa de uso e ocupação do solo.

CLASSE Açude

Estuario

Planície de inundação / Maré Terra árida

Área úmida Assentamento

Vegetação de Caatinga arbustiva aberta

Vegetação de Caatinga arbórea arbustiva fechada Vegetação de Caatinga arbustiva arbórea fechada Produção de camarão marinho

Campo salino Cidade

Cultura temporária

Pólo Petrolífero de Guamaré Área inundável na preamar Lagoa temporária

Vegetação de Mangue Área de pastagem

Poços de extração de petróleo Praia - Área de lazer

Vegetação de dunas GRAU DE VULNERABILIDADE 2,0 1,0 1,0 1,5 1,5 3,0 1,5 1,0 1,0 3,0 1,5 3,0 2,5 3,0 1,0 1,0 1,0 2,5 3,0 1,0 1,5

Para o caso do mapa de vulnerabilidade ambiental, após o cruzamento, calculou-se a média aritmética dos valores de vulnerabilidade de cada classe, sendo distribuídos em seis classes de vulnerabilidade ambiental:

1 - sem classificação (menor ou igual a 0,9), 2 - muito baixa (de 1,0 a 1,3),

3 - baixa (de 1,4 a 1,7), 4 - média (de 1,8 a 2,2), 5 - alta (de 2,3 a 2,5), e

6 - muito alta (maior ou igual a 2,6).

Na tentativa de se obter um mapa de vulnerabilidade ambiental que representasse mais fielmente as peculiaridades do Município de Guamaré, foi aplicado o método de ponderação de fatores, que permite a possibilidade de compensação entre os fatores através de um conjunto de pesos que indicam a

importância de qualquer fator em relação aos demais.

Diversos cruzamentos com diferentes pesos compensatórios foram realizados, destacando-se em alguns cruzamentos o fator vulnerabilidade natural e em outros o fator uso e ocupação do solo. As combinações de pesos testados são apresentadas na Tabela 3.11.

Tabela 3.11 - Pesos calculados para cada fator na análise de vulnerabilidade ambiental

Teste Fator

Vulnerabilidade natural Uso e ocupação do solo

T1 0,2 0,8 T2 0,8 0,2 T3 0,3 0,7 T4 0,7 0,3 T5 0,4 0,6 T6 0,6 0,4

Geomorfologia Geologia Solos Vegetação Uso e ocupação do solo

T7 0,3 0,1 0,1 0,1 0,4

T8 0,2 0,1 0,1 0,1 0,5

3.2.5.4 Ensaio preliminar sobre a vulnerabilidade a acidentes do entorno das

Benzer Belgeler