2 KAVRAMSAL ÇERÇEVE
2.3 Myers-Briggs Tip Belirleyicisi
2.3.1 Tip Kombinasyonlarının Öğrenme Tercihleri
A opção pela abordagem da análise ergonômica do trabalho (AET) deve-se ao fato dessa metodologia ter como seu ponto central o estudo da interação entre os trabalhadores e o sistema de trabalho por meio das atividades dos operadores nos seus aspectos físico, mental e de comunicação.
Através do estudo de todos os componentes envolvidos numa situação de desempenho produtivo e relacionando-os da mesma forma que se processam no cotidiano da empresa, a análise ergonômica apresenta uma possibilidade de compreensão mais abrangente da situação de trabalho. Sendo assim, a AET tem por objetivo a análise das exigências e condições reais da tarefa e análise das funções efetivamente utilizadas pelos trabalhadores para realizar sua tarefa (LAVILLE, 1977).
A análise do trabalho e a análise da atividade revelam aspectos que permanecem obscuros dentro das necessidades, aplicações e operação que alguém pode ter de um determinado instrumento, produto, ou processo produtivo. A AET evidencia a atividade real do trabalho e revela a lacuna (gap) existente entre esta e a representação predominante do trabalho que orienta os designers e condutores de processos de inovação, causando ineficiência, erros e prejuízos de concepção.
Segundo Wisner (1987) a metodologia da análise ergonômica do trabalho, é uma abordagem do trabalho real e aparece então como o instrumento de medida da distância entre o trabalho prescrito e o trabalho real. A metodologia da AET comporta fases em sua ação, entretanto a sequência dessas fases não se dá de uma forma linear, mas sim direcionadas de acordo com a peculiaridade dos dados observados e da situação analisada. Corrobora dessa visão Guérin et al. (1991) que argumenta que os acontecimentos e a própria dinâmica das situações analisadas podem levar o ergonomista a realizar micro e macro ajustes.
A AET compreende a análise da demanda, a análise da tarefa e a análise da atividade.
Compreender a demanda representa um aspecto crítico da intervenção ergonômica. É nessa etapa que o analista define o problema, analisa a representatividade do autor da demanda, a perspectiva de ação, os meios disponíveis, confronta a origem real e a demanda formal. Nessa fase é colocada em
discussão com os interessados a pauta de intervenção que se transformará em contrato de intervenção ergonômica (GUÉRIN et al., 2004; WISNER, 1987).
A demanda pode originar-se de interlocutores diferentes (direção geral, serviços técnicos e de pessoal, trabalhadores e seus representantes) e sua formulação inicial pode ser mais ou menos admissível ao ergonomista. Sendo assim, a análise e a reformulação da demanda representam um aspecto essencial da intervenção ergonômica. (GUÉRIN et al., 1991).
A partir de definido o problema com todos os interessados ele se transformará em um contrato de intervenção ergonômica. A análise da demanda consiste, portanto, em definir o problema a ser analisado, delimitar o objeto de estudo e esclarecer as finalidades do estudo.
A tarefa pode ser definida como o modo de apreensão concreta do trabalho com o objetivo de reduzir ao máximo o trabalho improdutivo, e otimizar o trabalho produtivo. As eliminações das formas nocivas de trabalhar, bem como a pesquisa de métodos mais eficientes, permitem atender a estes objetivos.
A tarefa pode ser entendida ainda como um princípio que impõe um modo de definição do trabalho em relação ao tempo. Este conceito de tarefa implica na necessidade de estabelecer métodos de gestão que permitem definir e medir a produtividade decorrente da relação entre os gestos dos operadores e os meios mecânicos de produção.
Os mesmos autores definem tarefa como o conjunto de objetivos designados aos operadores e um conjunto de prescrições, definidas pela empresa para atender a seus objetivos particulares (GUÉRIN et al., 1991). Ela integra a definição dos modos operatórios, as instruções, as leis de segurança e define as características do dispositivo técnico, do produto a transformar, ou do serviço a realizar e o conjunto dos elementos disponíveis para atender aos objetivos fixados.
A característica principal dos processos de elaboração da tarefa é sua exterioridade em relação aos operadores envolvidos. Em consequência, a tarefa tende com frequência a não considerar as particularidades dos operadores e suas opiniões sobre as escolhas realizadas e impostas pela empresa.
A fase da tarefa inclui ainda a coleta sistemática de informações sobre a situação de trabalho em questão, recorrendo-se a levantamentos junto aos trabalhadores e diversos serviços da empresa que estejam relacionados ao problema. Esses levantamentos são feitos através de entrevistas e/ou questionários
e permitem identificar os aspectos técnicos da situação de trabalho e as dificuldades existentes. Permitem ainda a identificação da população que ocupa o posto ou postos de trabalho em análise (idade, nível educacional, tempo médio de permanência no trabalho ou na empresa, etc.) e queixas em geral relatadas pelo grupo de trabalhadores.
Desse modo, através da análise da tarefa os ergonomistas buscam entender a proposta da performance exigida, os objetivos a serem alcançados, as normas empresariais a serem obedecidas bem como os critérios de seleção/recrutamento que definem os pré-requisitos do cargo/função em estudo.
Segundo Ferreira (s.d), "se a ergonomia se preocupa com as relações que ocorrem entre o homem e a situação de trabalho, sua unidade de análise só pode ser a atividade porque a atividade é exatamente a mediação que existe entre o homem e o que ele vai produzir ou quer modificar". A mesma autora considera a atividade um fio condutor que se desenrola à medida que a análise progride, e que traz consigo todos os aspectos da situação de trabalho e dos próprios trabalhadores. Montmollin (1984) considera que a atividade é o que se faz realmente enquanto a tarefa indica o que deve ser feito. Desse modo a atividade sugere o modo que o sujeito encontra para realizar as ordens Guérin et al. (1991) afirma ser a atividade o elemento central organizador e estruturante dos componentes da situação de trabalho. A atividade representa uma resposta às condicionantes determinadas exteriormente ao operador, simultaneamente suscetível de transformá-las. Para Abrahão (1993):
a atividade de trabalho significa o trabalho real efetivamente realizado pelos indivíduos, a forma pela qual ele consegue desempenhar suas tarefas. É resultado das definições impostas pela empresa em relação à sua tarefa, e das características pessoais, experiência e treinamento do trabalhador. Sendo assim, a abordagem ergonômica é centrada sobre o estudo da atividade real de trabalho, a globalidade das situações e como os operadores avaliam as condições e execução das suas atividades e as conseqüências dela resultantes.
De modo geral, a análise ergonômica da atividade, busca apreender a atividade em situação real de trabalho considerando os seguintes aspectos:
- A variabilidade da situação (em suas dimensões materiais, organizacionais e humanas);
- A descrição detalhada do modo operatório dos trabalhadores;
- A organização dinâmica da atividade explicitando processos de decisão, conhecimentos informais, estratégias e regulações internas (LIMA, 1992).
Juntamente com a análise da demanda e da tarefa, a análise da atividade permite identificar os problemas presentes na situação de trabalho e conseqüentemente os efeitos destes sobre a saúde e bem estar do trabalhador.
Os ergonomistas interessam-se por esta diferença entre o trabalho prescrito e trabalho real devido à conseqüências diversas que acarretam para pessoas, empresas e para própria comunidade. Além disso, porque acreditam que não é possível considerar uma transformação qualquer das condições de trabalho sem encarar a realidade das características dos trabalhadores, bem como dos sistemas técnico-organizacionais. (DANIELLOU et al., 1989).
A mudança na perspectiva tradicional da ergonomia predominante, baseada no estudo dos fatores humanos a partir de uma relação de forma estática entre o homem e seu trabalho, para uma perspectiva de “apreender as relações dinâmicas entre o indivíduo que trabalha e a situação de trabalho, ambos os termos mutáveis no tempo e no espaço”, oferecida pelas proposições da ergonomia francofônica, construiriam melhores espaços para o entendimento das situações de trabalho e conseqüentemente para as inovações e modificações a serem implementadas, (LIMA, 1998).
Através de uma análise considerando ao mesmo tempo as características dos trabalhadores observados e os elementos do ambiente de trabalho e como estes elementos se apresentam e são percebidos pelos operadores podemos desvendar causas das não confiabilidades e formular questões e soluções necessárias. (PAVARD, B., MARMARAS, N., 1999).