• Sonuç bulunamadı

I.3 Başlıca İstikrar Politika Çeşitleri

I.3.3 IMF tipi / Yapısal İstikrar Programları

I.3.3.4. Ticaret politikası

O estudo de caso segundo Marconi e Lakatos (2010) e Gil (2010) é uma metodologia qualitativa que permite o estudo aprofundado de um determinado caso, reunindo informações que descrevem a natureza complexa de um fenômeno.

Para Yin (2005) a utilização do método do estudo de caso é recomendada quando a forma da questão de pesquisa refere-se ao ―como, porque‖ e não há necessidade de controle sobre eventos temporais, focando os acontecimentos contemporâneos tratados nesta dissertação.

Nesta perspectiva, Cesar (2011) apresenta uma discussão corroborando com Yin (2005), ao complementar que a seleção do método do estudo de caso é também atribuída a natureza das situações que conferem baixo controle pelo pesquisador, bem como a incapacidade de aplicação de um estudo experimental devido a complexidade dos fenômenos sociais envolvidos.

Embora a utilização do método seja identificada na literatura por diversos autores como Leidner, Alavi e Kayworth (2006), Park (2004); Sciascia et al (2006) e Geenhuizen e Soetanto (2006), existem críticas sobre o método que são resumidas por Gil (2010) como a ―falta de rigor metodológico‖, ―dificuldade de generalização‖ e o ―tempo destinado a pesquisa‖.

Contudo, observa-se que a utilização do método do estudo de caso na literatura, corrobora com a observação de Pye e Pettigrew (2006, p. 583) ao apontar que as ―pesquisas acadêmicas tem recentemente enfatizado mais os processos e práticas orientados a teorização‖.

Esta visão é também compartilhada por Pettigrew (1997) e Cesar (2011), apontando que muito das críticas são provenientes do entendimento do estudo de caso como relatos históricos.

Dentre algumas de suas características, Yin (2005) observa que neste tipo de investigação, o estudo de caso:

enfrenta uma situação tecnicamente única em que haverá muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados [...]. [...] baseia-se em diversas fontes de evidências [...] beneficiando-se do desenvolvimento prévio de proposições teóricas [...]. (YIN, 2005, p. 33).

Desta forma, decorrente das características apresentadas pela literatura e a proposição desta pesquisa, define-se o método do estudo de caso como meio de verificação do modelo proposto.

5.1.1 Etapas do método

A aplicação do método de estudo de caso segue as etapas propostas por Yin (2005, p.72) apresentadas como; ―Definição e planejamento‖, ―Preparação, coleta e análise‖ e ―Análise e conclusão‖, adaptados para o contexto da pesquisa, conforme a figura 20.

Figura 20: Método do estudo de caso.

O modelo teórico é referenciado pela proposta do modelo de empreendedorismo inovador baseado em conhecimento, desenvolvido no capítulo 4 em atendimento ao objetivo (c), resultante do processo de pesquisa desta dissertação.

A utilização do modelo teórico na fase inicial é considerada por Yin (2001) uma das estratégias para análise de dados a partir de modelos previamente elaborados, justificando-se este posicionamento em contraposição a perspectiva da generalização em busca de uma nova teoria.

A etapa seguinte descreve a seleção do caso ou unidade caso a ser estudada, indicando a modalidade de uso tipo ―instrumental‖ que segundo Stake (2000, apud YIN, 2005) caracteriza-se pelo interesse do pesquisador em utilizar o caso como suporte para atingir objetivos estabelecidos, sem interesse profundo no caso em si.

Nesta visão, a definição do número de casos é o próximo passo para avaliar se o estudo é feito em caso único ou múltiplo, definido conforme a área de aplicação (YIN, 2005).

Observa-se segundo as recomendações de Yin (2005), que os casos múltiplos são mais frequentes na área da pesquisa social decorrentes da busca por generalizações das teorias. Assim, em função das características que o estudo de caso propõe nesta dissertação e o propósito de verificação do modelo, selecionou-se a modalidade de caso único para fins desta pesquisa.

Desta forma, o estudo de caso do Programa Sinapse da Inovação atende as características propostas por Yin (2005, p.62-63) ao ser realizado como caso único, considerando-se que o ―caso em estudo é raro‖, com ―poucas situações semelhantes‖, representando o ―caso decisivo ao se testar uma teoria‖ (modelo), apresentar um ―caráter revelador‖ e finalmente, possibilitar o ―pesquisador observar o fenômeno antes inacessível para a investigação científica‖.

A etapa seguinte do método envolve a elaboração de um protocolo de coleta de dados, que descreve o procedimento, instrumentos e regras, aumentando a confiança na investigação do estudo de caso (YIN, 1994).

Nesta dissertação, considera-se o protocolo de coleta de dados, o procedimento e o instrumento já utilizado no Programa Sinapse da Inovação, apresentado em detalhes no Relatório de Suporte a Consolidação de Empresas Nascentes – Operação: SC2009 (SCHNEIDER; SOUZA, 2010).

O procedimento utilizado no âmbito da avaliação do programa, apresentado aqui de forma simplificada é baseado na visita da equipe

técnica do programa em todos os 61 empreendimentos contemplados, utilizando-se de um instrumento de coletas de dados, apresentado no Anexo IX - Questionário de Suporte ao desenvolvimento de produto, p.159–162 do referido relatório.

A interação posterior via ―web ou presenciais‖ permitiu a tabulação e a consolidação dos dados coletados de cada empresa contemplada no programa (SCHNEIDER; SOUZA, 2010). Assim, esta pesquisa utiliza esta base como referência para a análise dos dados no estudo de caso.

O relatório aponta no procedimento de coleta de dados, a utilização de fontes internas (empreendedores) e externas (dados do programa) para avaliar as empresas, respeitando o primeiro princípio da coleta de dados: múltiplas fontes de evidência (YIN, 2001). Este princípio é baseado em ―fontes de múltiplas provas, isto é, provas de duas ou mais fontes convergindo sobre o mesmo conjunto de factos e descobertas‖. (YIN, 1994, p. 96).

Outro aspecto apresentado no relatório é a metodologia utilizada que permite coletar os dados segundo um padrão que pode ser tratado por sistemas computacionais. Assim, o procedimento respeita o segundo princípio da coleta de dados: formação de uma base de dados no decorrer do estudo (YIN, 2001). Este princípio refere-se a ―uma base de dados do estudo de caso, isto é, uma assembleia formal de provas distintas do relatório final do estudo de caso‖. (YIN, 1994, p. 96).

O aspecto final da coleta referido no documento refere-se ao conjunto de evidências descritas em cada resultado de avaliação das empresas, respeitando-se o terceiro princípio da coleta de dados: elaboração de uma cadeia de evidências (YIN, 2001)

Este princípio refere-se à formação de ―uma cadeia de provas, isto é, elos explícitos entre as questões perguntadas, dados recolhidos, e conclusões tiradas‖. (YIN, 1994, p. 97).

O estudo de caso é conduzido na etapa seguinte, utilizando este conjunto de dados previamente coletados pelo Programa Sinapse da Inovação, para identificar as evidências que conduzem a verificação do modelo.

Por fim, é realizada a análise das evidências e as discussões sobre os resultados obtidos neste estudo de caso.