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Ticaret Alanında Hizmet Sağlayacağı Firmaların Sayısının Artırılması

ÜRÜNLERİN DAĞILIMI

E- Ticaret Alanında Hizmet Sağlayacağı Firmaların Sayısının Artırılması

O objetivo desta segunda etapa da segunda fase foi verificar a qualidade da redação e a compreensão dos itens, avaliando os seguintes aspectos: correção gramatical, clareza e adequação à população. Em outras palavras, verificar se estavam bem escritos e suficientemente compreensíveis, tanto para pessoas de menor escolaridade quanto de maior escolaridade. Esta análise foi baseada nas regras para a elaboração de itens apresentada por Pasquali (2010).

Participaram 12 juízes, não especialistas em transtornos por uso de substâncias, sendo um doutor, cinco doutorandos, quatro mestres e dois bacharéis. Foi solicitado a cada um que avaliasse se o item estava bem redigido, organizado, se havia palavras de difícil compreensão, sentido dúbio ou incompleto ou qualquer outra imperfeição e dificuldade. Ressaltava-se que pessoas de baixa escolaridade deveriam ser capazes de responder as questões do instrumento. Se algo fosse detectado, a orientação era para que apontassem o problema, sugerindo as alterações a serem realizadas ou mesmo reescrevendo o item de modo a torná-lo mais compreensível. Uma última tarefa solicitada era observar atentamente se havia dois ou mais itens muito semelhantes, que poderiam ser transformados em apenas um.

Diversas sugestões foram oferecidas pelos juízes para melhorar a redação das frases. As principais envolviam maneiras de deixar as questões mais compreensíveis a pessoas de pouca escolaridade. Por isso, os itens foram redigidos da maneira mais simples possível, algumas vezes adequando-se mais à língua falada que escrita, motivo pelo qual alguns podem conter erros na língua culta, como por exemplo, na colocação de pronomes. A avaliação feita pelos juízes nessa etapa e acatada pelos pesquisadores, é que a compreensão dos itens pelos respondentes é mais importante que a correção formal da frase.

O resultado da outra tarefa solicitada está apontado na Tabela 1.4. Os juízes indicaram que três pares de itens estavam avaliando comportamentos muito semelhantes e poderiam ser fundidos, obtendo-se o mesmo resultado. Todas as sugestões foram acatadas pelos pesquisadores e o instrumento passou a conter 68 itens.

Tabela 1.4.

Itens apontados como semelhantes pelos juízes e a forma final adotada após fusão

Primeiro item Segundo item Item fundido

Quando recebo elogios sobre as mudanças positivas de estar sem beber, digo para a outra pessoa que fiquei feliz por ela ter percebido as mudanças.

Agradeço quando me fazem elogios sobre as mudanças positivas de ficar sem beber.

Quando alguém me diz que mudei para melhor depois que parei de beber, eu agradeço por ela ter percebido.

Quando vou receber algum dinheiro, peço para que entreguem diretamente para uma pessoa da minha confiança.

Quando recebo algum dinheiro, peço para alguém de minha confiança cuidar dele para mim.

Quando recebo algum dinheiro, peço para alguém da minha confiança cuidar dele para mim. Quando vejo uma propaganda de

bebida, eu avalio se aquilo é verdade mesmo.

Quando vejo uma propaganda de bebida, digo para mim mesmo que aquilo é exagerado, não pode ser real.

Quando vejo uma propaganda de bebida, digo para mim mesmo que aquilo é mentira.

Esta fase trouxe importantes modificações na estrutura do instrumento, pois com os critérios adotados, foram excluídos 24 dos itens inicialmente construídos. Analisando os resultados, foi possível perceber um padrão dos juízes ao julgar a adequação do item ao construto medido e sua importância para o enfrentamento de determinadas situações na dependência de álcool e outras drogas. Para o primeiro caso, os juízes avaliaram que diversos comportamentos de evitação, como sair de perto, isolar-se ou dar desculpas, não poderiam ser considerados como habilidades de enfrentamento e deveriam ser eliminados. De forma coerente, os mesmos juízes também julgaram como pouco importantes outros comportamentos de evitação, principalmente de aceitação passiva de situações difíceis e de comportamentos rotineiros de civilidade. Pelos critérios adotados, esses também foram excluídos da versão final do instrumento.

Interessante notar que a avaliação dos juízes, excluindo itens relacionados a habilidades de evitação, faz parte de uma discussão ainda em aberto na literatura. Embora Litt et al. (2003) tenham encontrado que enfrentamento de evitação foi efetivo na prevenção e redução do beber, Armeli, Dehart, Tennen, Todd e Affleck (2007) pouca evidência de que estilo de enfrentamento de evitação estava associado a problemas relacionados ao consumo de álcool e Farabee (2013) que estratégias de evitação possuem forte associação com a manutenção da abstinência, outros resultados sugerem o contrário.

Wunschel, Rohsenow, Norcross e Monti (1993) relatam que participantes que recaíram apresentaram maior probabilidade de utilizar comportamentos de evitação. Moser e Annis (1996) encontraram que abstinência após uma recaída está relacionada ao uso de enfrentamento ativo, em vez de passivo. Monti et al. (2005) afirmam que os estudos em dependentes de álcool sugerem que existe uma vantagem no uso de habilidades ativas em vez de evitativas. Forys et al. (2007) descrevem que maior confiança na abstinência de substâncias esteve relacionada a menor uso de enfrentamento por evitação e que pacientes com maiores níveis de educação confiaram menos em habilidades de evitação, possivelmente porque aprenderam que elas são menos eficazes para lidar com estressores.

Não há como saber se os juízes deste estudo tinham conhecimento dessas pesquisas citadas, se seguiam alguma tendência teórica específica sobre o tema ou se esta posição é intuitivamente defensável. Intencionalmente ou não, corroboraram a ideia do segundo grupo de estudos apresentado. A tese aqui apresentada também apóia este segundo grupo de estudos. O argumento é que estratégias evitativas são eficazes apenas a curto prazo, em momentos específicos como o de início de um tratamento e se

utilizadas em conjunto com estratégias ativas, estas sim representantes reais do enfrentamento das situações.

De qualquer forma, independente da posição teórica sobre o tema, um possível futuro fator, composto por habilidades de enfrentamento por evitação, foi praticamente descartado com a eliminação da maior parte dos itens construídos para avaliar tal característica. Ainda que alguns tenham passado pela avaliação dos juízes, devido ao pequeno número restante, parece improvável que, após verificação de estrutura interna por análise fatorial exploratória, o instrumento contenha um agrupamento nesse sentido. A decisão por eliminar tais itens foi mantida, seguindo critérios adotados previamente. Contudo, por avaliarem comportamentos comumente apresentados por pessoas em tratamento para dependência química, fica a dúvida se a ausência desse possível fator poderia interferir negativamente na variância total explicada do instrumento. Portanto, após esta etapa, a nova versão do IDHEA-AD ficou composta por 68 itens de habilidades de enfrentamento antecipatório, predominantemente ativas.

Benzer Belgeler