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A Coleção Descobrindo a História, de Sônia Maria Mozer e Vera Lúcia Pereira Telles Nunes41, tem os dois primeiros volumes, 5ª e 6ª série, dedicados à História do Brasil, e os dois últimos, 7ª e 8ª série, à História Geral. O primeiro volume, referente à 5ª série, possui dois capítulos específicos sobra a temática indígena: o capítulo um, intitulado “As populações nativas na época da conquista”, com sete páginas, e o capítulo dois, “Os índios do Brasil hoje”, com seis páginas. Os demais capítulos do volume mencionam os indígenas em alguns tópicos, sempre fazendo referência ao contato. Já no segundo volume, referente à 6ª série, não há capítulos específicos sobre a temática indígena, apenas algumas poucas menções a respeito. Esta coleção apresenta um cuidado maior no tratamento da temática indígena, com uma boa variedade de informações e atenção, na maioria das referências, à grafia dos nomes indígenas.

A Coleção Historiar: fazendo, contando e narrando a História, de Dora Schmidt42, tem seus volumes divididos em “eixos temáticos”, e apenas os volumes três e quatro, referentes a

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SILVEIRA, Edeval. Coleção História das Transformações Sociais. São Paulo: IBEP, 1999.

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DUARTE, Gleuso Damasceno. Coleção Jornada para o Nosso Tempo. Belo Horizonte: Editora Lê, 1997.

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Cabe lembrar que, no PNLD/2005, as coleções didáticas passaram a ser categorizadas apenas como Aprovada ou Excluída. Todas as coleções analisadas aqui foram aprovadas.

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MOZER, Sônia Maria e NUNES, Vera Lúcia Pereira Telles. Coleção Descobrindo a História. São Paulo: Ática,

7ª e 8ª séries, apresentam referências à temática indígena. Um detalhe a ser destacado é o fato de a coleção ser composta por fragmentos de textos de outros autores (principalmente, historiadores), fragmentos de documentos, letras de músicas, poemas e fotografias, e não apresentar textos da própria autora. No terceiro volume, da 7ª série, que traz temas relacionados aos Direitos Humanos e à cidadania no mundo contemporâneo, não há capítulos específicos sobre a temática indígena. O quarto e último volume, referente à 8ª série, que tem como tema central o direito à liberdade e à autodeterminação dos povos, também não possui nenhum capítulo específico sobre a temática indígena, apenas algumas poucas menções. Apesar de propor um tema relevante para o mundo contemporâneo – a autodeterminação dos povos –, não há qualquer explicação sobre o significado de autodeterminação. Os dois volumes que completam a coleção, 5ª e 6ª séries, têm como eixo temático “os jovens” e não foram analisados aqui. Essa coleção apresenta uma perspectiva bastante evolucionista dos fatos históricos, as referencias às culturas não-européias são feitas sempre em relação ou em comparação às culturas européias, dando a essas ultimas uma valoração positiva, em detrimento das outras.

A Coleção Uma História em Construção, de José Rivair Macedo e Mariley W. Oliveira43, trata da História do Brasil nos dois primeiros volumes, referentes a 5ª e 6ª séries; os dois últimos volumes tratam de História Geral. No primeiro volume, da 5ª série, há um capítulo específico sobre a temática indígena, o capítulo três, “Todo dia era dia de índio”, com oito páginas, e mais dois capítulos que tratam da temática indígena, mas com ênfase na chegada dos portugueses e no contato, são eles: capítulo quatro, “De repente, o ‘homem branco’ chegou”, com dez páginas, e o capítulo cinco, “Índios e brancos: em busca do tempo perdido”, igualmente com dez páginas. Os demais capítulos também mencionam os indígenas, mas o conteúdo principal refere-se ao “branco colonizador”. Já no segundo volume, da 6ª série, que trata do Brasil como nação, da atualidade, não há capítulos específicos sobre a temática indígena, apenas algumas raríssimas menções aos índios. Aqui, as informações também são mal fundamentadas e o tratamento das mesmas apresenta, na maioria das vezes, uma perspectiva evolucionista e etnocêntrica.

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SCHMIDT, Dora. Coleção Historiar: fazendo, contando e narrando a História. São Paulo: Scipione, 2002.

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MACEDO, José Rivair e Oliveira, Mariley W. Coleção Uma História em Construção. São Paulo: Editora do Brasil, 2002.

A Coleção História por Eixos Temáticos, de Lizânias de Souza Lima e Antônio Pedro Tota44, é dividida por eixos temáticos e foge à abordagem tradicional dos conteúdos. Como pontos positivos, podemos destacar os seguintes: a abordagem dos autores não é evolucionista; demonstram uma preocupação com os conceitos; não trabalham com noções como raça, evolução, aculturação; a abordagem não é etnocêntrica, há a valorização de outras culturas, não- ocidentais; o conceito de cultura é bem trabalhado, a diversidade cultural é valorizada. Para esta pesquisa, foram analisados os volumes três, referente à 7ª série, e quatro, referente à 8ª série. No volume três, há um capítulo específico sobre a temática indígena, intitulado “A guerra em uma sociedade indígena: os Tupinambá”, com dez páginas; outros dois capítulos mencionam a temática indígena. No volume quatro, são apresentados dois capítulos específicos sobre a temática indígena: o capitulo oito, com onze páginas, intitulado “A religiosidade de uma comunidade indígena”, e o capítulo doze, com oito páginas, intitulado “A organização familiar numa comunidade indígena: os Apinajé”; a temática é mencionada em mais um capítulo. Essa coleção merece destaque pela forma cuidadosa com que trabalhou não só a temática indígena – objeto de nossa análise – mas todos os conceitos apresentados.

A Coleção História e Vida Integrada, de Nelson Piletti e Claudino Piletti45, também foi recomendada no PNLD/2002 e analisada aqui46. De uma edição para a outra, o tratamento dado à temática indígena não se altera. Nesta, o primeiro volume, referente à 5ª série, não apresenta capítulos específicos sobre a temática indígena. No segundo volume, referente à 6ª série, dois capítulos tratam dos portugueses no Brasil e dos indígenas em relação ao contato; há alguns tópicos específicos sobre a temática indígena, mas nenhum capítulo dedicado a ela. No terceiro volume, da 7ª série, são apresentados alguns tópicos específicos sobre a temática indígena, mas nenhum capítulo que trate especificamente da questão. No quarto volume, da 8ª série, há uma única menção à temática indígena.

A Coleção Diálogos com a História, de Kátia Alves e Regina Belisário47, trata de História Geral e do Brasil em todos os volumes. São feitas poucas menções à temática indígena,

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LIMA, Lizânias de Souza e TOTA, Antônio Pedro. Coleção História por Eixos Temáticos. São Paulo: FTD, 2002. (Mais adiante, esta coleção será tratada em destaque, devido ao tratamento diferenciado que dá aos conteúdos abordados).

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PILETTI, Nelson e PILETTI, Claudino. Coleção História e Vida Integrada. São Paulo: Ed. Ática, 2002.

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As coleções recomendadas pelo PNLD/2002 e 2005 possuem datas de edição diferentes.

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ALVES, Kátia e BELISÁRIO, Regina de Moura Gomide. Coleção Diálogos com a História. Belo Horizonte: Ed. Dimensão, 2002.

não há capítulos específicos sobre a temática e as poucas referências aos indígenas são em relação ao contato.

Na Coleção Jornada para o Nosso Tempo, de Gleuso Damasceno Duarte48, todos os volumes tratam de História Geral e do Brasil. Não há capítulos específicos sobre a temática indígena, há inúmeras imprecisões conceituais e apresenta uma perspectiva evolucionista no tratamento da História. O quarto volume, da 8ª série, é o único onde não há referências à temática indígena.

A Coleção Tempo e Espaço, de Flávio Berutti49, trata de História Geral e do Brasil em todos os volumes. O segundo volume, da 6ª série, é o que traz maior quantidade de informações sobre a temática indígena. Tais informações são um tanto contraditórias, confusas: ora afirma-se que as culturas indígenas foram destruídas, que seu processo histórico foi interrompido, dando a impressão de que os povos indígenas teriam sido completamente extintos, ora afirma-se que estes ainda resistem, vivem no tempo presente. Na unidade IV, há algumas mensagens interessantes a respeito dos direitos indígenas. No primeiro capítulo – “Os índios e a Terra Brasilis” – da unidade mencionada, nove páginas são dedicadas à temática, sem que o colonizador português esteja em primeiro plano. Há algumas noções que sugerem uma perspectiva evolucionista, como “estágio cultural”, “cultura original”, etc. No primeiro e no terceiro volume, referentes à 5ª e 7ª série, respectivamente, há apenas uma referência à temática indígena. No quarto volume, da 8ª série, que trata do Brasil atual, nenhuma referência.

3.4. Análise sobre a representatividade do material coletado e as condições deste no

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