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31. Bu testte 20 soru vardır

Belgede 3 2. 4. 1. 3. (sayfa 31-36)

Nesta parte de nosso trabalho procuramos estabelecer os limites entre os conceitos de nome e verbo no que se refere ao processo de derivação regressiva, em diferentes situações contextuais.

Por serem formas não marcadas, os deverbais são reconhecidos por uma função sintática específica, exercida dentro de um determinado contexto que eles

próprios criam para serem distinguidos e caracterizados como nomes-substantivos. Correspondem às chamadas formas nominalizadas, resultantes de uma roupagem que as destaca pela presença de determinantes.

A formação dos deverbais através de suas possíveis desinências -a/ -e/ -o corresponde a um quase inatingível emaranhado de variáveis morfológicas, bem próximo ao que encontramos em universos paralelos e de mesma natureza: as flexões das conjugações verbais. Com vistas a essas disponibilidades reunimos as ocorrências, conforme:

F1 I "eu queria uma descansa não, mas uma coisa deferente [...]" L2 "eu não queria (dar) uma descansada não (uma parada, uma

relaxada, um descanso), mas (sim) uma coisa diferente [...]" F2 I "Aqui no USP todos os estudantes têm interessa na matéria"

L2 "Aqui na USP todos os estudantes têm interesse pela matéria (em

estudo, disciplina)" F3 I "Transportação"

L2 "Transporte"

F4 I "e a pronunciación" L2 "E na pronúncia"

F5 I "Segunda coisa sobre as pessoas aqui são as conversações" L2 "A segunda coisa sobre as pessoas daqui são as conversas (os

bate-papos)."

F6 I "Processo de ajustamento" L2 "processo de ajuste (acordo)"

F7 I "o estudamento" L2 "o estudo (análise)"

permissão do rei trocar o nome [...]"

L2 "Como as cruzadas foram para a direção do rio Jordão, na travessia

eles tinham a permissão de trocar (mudar) o nome (de família) [...]" F9 I "Não é critico"

L2 "não é uma crítica"

Em 1, dada a dificuldade na caracterização do gênero do deverbal descanso encontra-se a desinência -a em vez de -o. O feminino decorreu, provavelmente, por associação a uma relaxada correspondente a uma descansada em que a terminação -da é marca de feminino das palavras no particípio.

Na ocorrência 2, observa-se um problema de ordem morfológica estabelecido pela escolha indevida da desinência -a em interessa por interesse. Origina-se uma confusão entre as vogais temáticas -a, -e, -o, características das conjugações verbais.

A palavra transportação, em 3, resulta de uma derivação sufixal em lugar da regressiva transporte. Em vez desse deverbal, aportuguesou-se transportation o que leva a inferir uma influência inglesa, reflexo da língua materna.

Temos em 4 e 5 dois casos de influência dupla: misturam-se as formas da língua materna e da língua espanhola anteriormente adquirida, respectivamente,

pronunciation, pronunciación e convesation, conversación, ignorando-se o deverbal pronúncia e conversas do português, resultante do processo de derivação

regressiva. Consideramos que a palavra conversação seria mais adequada para designar a pratica oral nos cursos de línguas.

As ocorrências 6 e 7 apresentam a mesma inadequação: uma derivação sufixal através de -mento em ajustamento e estudamento em substituição aos respectivos deverbais correspondentes: ajuste e estudo. Nessas nominalizações improcedentes nota-se uma única diferença no que se refere aos morfemas -e e -o dos respectivos deverbais substituídos por palavras derivadas às quais se atrelou o sufixo -mento.

Em 8, contrariamente ao que se verificou anteriormente, a atualização por

travesia, semanticamente improcedente, se origina no mecanismo encontrado nos

associação com palavras como promessa, pressa ou com a própria palavra travessa (utensílio doméstico) ou ainda por desconhecimento do sufixo -ia.

Nota-se em 9, uma derivação regressiva anômala, o uso inadequado da primeira pessoa do singular do verbo criticar em substituição ao deverbal crítica em que a desinência -o substitui o morfema -a, tendo sido eliminado o determinante. Queremos crer ter havido uma associação com ganhar/ganho, abraçar/abraço, entre outras.

Com base nessas ocorrências evidencia-se a dificuldade dos estrangeiros na distinção de transformações como as dos deverbais em -a, a exemplo de falar/ a

fala, comprar/a compra; em -o, do tipo estudar/o estudo, descansar/o descanso e em -e, como enfeitar/o enfeite, desgastar/o desgaste, transportar/o transporte. Daí a

necessidade do condicionamento das nominalizações mais freqüentes e necessárias a uma satisfatória comunicação em português.

Ainda merecem destaque as criações especiais relativas aos deverbais:

F1 I "[...] eu vou fazer, eu deve fazer uma procuração muitos detalhes com professor porque [...]"

L2 "[...] eu preciso fazer uma busca (uma procura) bem detalhada de

professor porque [...]"

F2 I "Você precisa um esperança mui grande os coisas da alfândega. Eu sinto nervioso."

L2 A gente precisa (nós precisamos) de uma longa espera (esperar muito)

para obter nossos pertences (bens pessoais ainda não liberados). Eu fiquei irritada.

F3 I "Como eu tengo dentro mia cabeça tanta preocupas porque eu salto (nas práticas da equitação)."

L2 "Como eu tenho (trago) na minha mente tantas preocupações [tanta

(muita) preocupação] porque eu salto (nas práticas da equitação)." F4 I "Fuê uma coisa difícil [...] um cobra todos lados se eu conseguio um

bolsa."

L2 "Foi uma coisa difícil. Era uma cobrança de todos os lados para (eu

F5 I "Existe uma precisa do mudar os coisas" L2 "Existe uma necessidade de mudas as coisas."

F6 I "Quando uma pessoa de [...] é possível ter uma concorda verbal [...]" L2 "Quando uma pessoa é de (tem) responsabilidade é possível ter com

ela um acordo verbal [...]"

F7 I "Gastam muito dinheiro a administração deste tipo de arranja."

L2 "Gasta muito dinheiro a administração deste tipo de organização

(sistema de governo)." F8 I "o trocô lais de Ferdinão [...]"

L2 "a troca (mudança) de leis do Fernando (Henrique) [...]"

F9 I "Beleza natural [...], aqui em Brasil, que você tem [...] agradesco lhes deram [...]"

L2 "Beleza natural [...] aqui no Brasil, que vocês têm [...] um

agradecimento (graça) que lhes deram"

F10 I "[...] mas a maioria dos estrangeiros uma dividio que cinqüenta por cento inglês, cinqüenta por cento português – uma conversa pouco estranha '[...]"

L2 "[...] pois a maioria dos estrangeiros apresenta uma mistura (uma

divisão na fala): cinqüenta por cento inglês, cinqüenta por cento

português [...]"

Nas duas primeiras ocorrências criam-se palavras pela derivação sufixal,

procuração e esperança que exibem desvios morfossemânticos em total

desencontro com os deverbais apropriados, respectivamente busca e espera disponíveis em português. Acrescentaram-se sufixos aleatórios -ção e -ança gerando palavras com sentidos totalmente diferentes daqueles exigidos pelo contexto.

Em 3, 4, 5, 6 e 7, encontram-se formações inadvertidas de deverbais, verdadeiras inovações, que desrespeitam as referências ora morfológicas, como em

preocupas, precisa, concorda e arranja; ora semânticas, como em cobra,

nitidamente perceptíveis nas correspondência com L2: preocupações, necessidade, acordo, organização e cobrança.

Registra-se em 8 um caso merecedor de comentário dada a originalidade da forma escolhida pelo falante, o trocô que reflete uma tentativa agramatical de gerar uma mudança de classe da forma verbal trocou para substantivo mediante a presença do determinante o. Acreditamos que essa substantivação do pretérito perfeito do indicativo do verbo trocar para substituir a troca se justifica por uma eventual mistura com a sonoridade (seqüência fonética) da forma verbal de 3ª pessoa do singular, trocou ou uma menos provável analogia com a palavra troco (devolução, moeda). Uma possibilidade bem mais convincente é a de se ter recorrido à nominalização da forma verbal trocou para significar troca no passado.

Em 9, observa-se a presença de agradesco correspondente a agradeço em L2, por influência da língua anteriormente adquirida, o espanhol. Tem-se uma generalização automática e improcedente voltada ao mecanismo adotado em outras derivações regressivas a exemplo de cantar/canto em lugar do substantivo

agradecimento, resultante de uma apropriada derivação sufixal.

A fala 10, diferentemente dos errors anteriormente considerados, exibe um

mistake, dividio, ocasionado por um descuido que sugere um condicionamento

motivado, possivelmente, pela existência de palavras como: exílio e convívio, entre outras comuns no uso cotidiano, em vez da adequada derivação sufixal, divisão.

Ainda a respeito da criação de nomes-substantivos observem-se as relações evidenciadas no quadro34:

VERBO DEVERBAL SUBSTANTIVO

(derivação sufixal)

Estudar o estudo *estudamento

Preocupar *preocupas preocupação

Conversar a conversa *conversações

Pronunciar a pronúncia *pronunciamento

Cobrar *um cobra cobrança

Agradecer *o agradeço (a graça) agradecimento

Procurar a procura *procuração

Arranjar *arranja (o arranjo) Organização

Esperar a espera *esperança

Concordar *a concorda (o acordo) ―

Dividir *uma dividio (uma mistura) Divisão

Trocar *o trocou (a troca) —

Precisar * uma precisa precisão (necessidade)

mudar * o muda Mudança

Criticar o crítico (concreto)

a crítica (abstrato)

Quadro 4 – Relações verbo (infinitivo) e deverbais

Nesse quadro concentram-se as dificuldades – de acordo com o registro encontrado nas falas ― que comprometem a comunicação; ele expõe com mais evidência as relações entre as formas verbais originais e as nominalizadas na criação dos nomes-substantivos.

Esses mecanismos de nominalização improcedentes decorrem de automatismos de criações lexicais inaceitáveis, geradas entre a forma verbal e a nominal latente.

Belgede 3 2. 4. 1. 3. (sayfa 31-36)

Benzer Belgeler