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Testin Gücü

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6.2. Hipotez Kontrolünün Adımları

6.2.5. Testin Gücü

Em sua grande maioria, as pesquisas qualitativas permitem que se reúna o pensamento de grupos sociais quando são colhidos depoimentos ou quando é analisado material documental.

As mudanças dos paradigmas de formas de viver, por sua vez, são alcançadas com uma investigação, em profundidade, dos pensamentos que permeiam os grupos sociais. Portanto, ao optarmos por utilizar a abordagem qualitativa de pesquisa, a qual trabalha com o universo de significados, aspirações, crenças, atitudes e com o saber do senso comum, nos propomos a compreender a formação do pensamento social.

Para MOSCOVICI (in GUARESCHI, JOVCHELOVITCH e col., 1995), além de um sistema econômico e político, a sociedade é um sistema de pensamento.

Nos universos consensuais estão as práticas iterativas do dia-a-dia, produtoras das representações sociais; isto é, conhecimentos formados espontaneamente dentro de grupos, fundados na tradição e no consenso, dentro de uma lógica e metodologia diferentes.

Segundo JODELET (in GUARESCHI, JOVCHELOVITCH e col., 1995, p. 202), Representação Social é "uma forma de conhecimento, socialmente elaborado e partilhado, tendo uma visão prática e concorrendo para a construção de uma realidade comum a um grupo social".

Como ressalta MINAYO (2000), as categorias de pensamentos, de ações e de sentimentos que expressam a realidade explicam-na, justificando-a ou questionando-a. Com isso, a identificação dessas representações pode proporcionar um ganho qualitativo na atenção a grupos populacionais e possibilitar a visualização de uma faceta da realidade que, habitualmente, não é considerada nos modelos de planejamento ou de educação em saúde.

É oportuno destacarmos que as representações colhidas traduzem os contextos nos quais emergem as comunicações que circulam em um grupo, em uma época e sociedade particulares. Portanto, suas opiniões retratam, muitas vezes, problemas surgidos em núcleos que, apoiados no senso comum, encaminham à sua maneira as formas de fazer as coisas.

A tentativa de captar o pensamento do grupo de professores desta pesquisa com depoimentos a questões abertas, embora não seja fácil, tem a intenção de reduzir as deformações que poderiam estar presentes nas respostas a questionários quantitativos fechados.

Segundo LEFÈVRE (2003), na qualidade de expressão de subjetividade humana, os pensamentos precisam passar previamente pela consciência. Sendo assim, uma forma de permitir essa expressão da consciência pressupõe que o entrevistado elabore suas respostas fundamentando-se em questões que respeitem suas divagações de forma espontânea.

Para SIMIONI (1996), as abordagens de corte qualitativo permitem a compreensão dos campos na medida em que remetem a uma teia de significados de difícil recuperação através de estudos de corte quantitativo.

POSSATO e col. (2007), por exemplo, analisando os discursos construídos a partir das falas das gestantes tabagistas que mantiveram o hábito de fumar durante toda a gestação, observaram que a vontade de deixar de fumar é predominante. Nessa abordagem qualitativa, através do Discurso do Sujeito Coletivo (LEFÈVRE, 2000), essas mulheres mostraram dificuldades na cessação, mesmo considerando os efeitos do tabagismo. No entanto, os discursos forneceram clara representação negativa do cigarro na gestação, tornando essencial o trabalho no período pré-natal com vistas à interrupção desse hábito.

Para esses pesquisadores, caberá ao profissional de saúde, portanto, apoiar as grávidas para que alcancem êxito no processo de cessação, devendo-se levar em conta a perspectiva das próprias gestantes, com o intuito de romper com as representações cristalizadas e limitantes, em que o problema é posto de forma intransponível.

Outro trabalho, decorrente da nossa dissertação de mestrado, a partir de depoimentos de mães que tornam seus filhos fumantes passivos (ELMÔR, 2005), trouxe a reflexão sobre a importância de projetos educativos e permanentes nas escolas, não obstante todas as ações políticas e sociais voltadas ao combate e prevenção do fumo nos mais diferentes níveis de comunicação da sociedade.

Os depoimentos colhidos de 15 mães fumantes com filhos na faixa etária de 11 a 14 anos permitiram identificar suas idéias centrais quanto ao ato de fumar. Os resultados nos mostraram que a dependência ao vício as impede, mesmo diante do conhecimento dos prejuízos ou da preocupação com os filhos, de parar de fumar.

Ao mesmo tempo em que algumas delas destacaram a angústia do mau exemplo frente ao filho e a preocupação com a possibilidade do tabagismo ser “a porta de entrada para as drogas” o conceito de fumante passivo, destacado por apenas uma das 15 mães entrevistadas, e os agravos à saúde a que está sujeito por ser fumante, sob o ponto de vista epidemiológico, apresentou-se como uma visão superficial e distante

A troca de saberes com a população e a adequação às suas estruturas sociais e culturais, que podem ser, portanto, investigadas com esses discursos, apóiam a promoção da saúde, principalmente voltada às ações educativas. Assim, os benefícios da abordagem educativa podem se estender não apenas ao indivíduo/criança como também ao grupo familiar.

Para apoiar essas ações educativas, aparecem em destaque a escola e o professor, reforçando a possibilidade investigativa de coleta de dados que poderão nortear um trabalho sólido de prevenção e promoção de saúde.

Também porque, segundo AQUINO (in SAYÃO e AQUINO, 2004, p. 109)

... existem três tipos de seres humanos: os que inventam o conhecimento, os que usufruem do conhecimento, e uma categoria muito especial: aqueles que recriam com os mais novos o que foi legado por todos. Esses últimos são os professores. Aqueles que cuidam dos que vão ficar.

Uma característica importante também dessa abordagem é o reconhecimento do "entorno", ou seja, o ambiente social próximo da criança, como elemento que se aproxima do paradigma de promoção da saúde.

A atenção e foco da luta antitabagismo, voltada ao ambiente escolar e ao papel do professor, reforça a iniciativa de fortalecer as escolas promotoras da saúde como aliadas na busca de comunidades e municípios saudáveis. Pensando numa real contribuição para o estabelecimento dessa aliança é que pretendemos direcionar esta investigação.

2. OBJETIVOS

“Não há entrada já aberta para a ciência e só aqueles que não temem fadiga de galgar suas escarpas abruptas é que têm a chance de chegar a seus cimos luminosos”.

Belgede BÖLÜM 5,6 (sayfa 35-38)

Benzer Belgeler