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Şekil 2.3. Manyetik alan çizgileri ve etkileşimi

4. MATERYAL VE YÖNTEMLER

4.5. Test Atışları

Umas das lições aprendidas no estudo exploratório é que o MFV, na sua versão original, carece de certos elementos que dentro da construção civil se tornam importantes para realizar um processo de diagnóstico diferenciado. Esta afirmação se evidenciou também em cada uma das pesquisas referenciadas no capítulo 3, onde foram adicionadas certas informações para melhorar as funções do MFV.

Com base nisto, na sequência são apresentadas as informações que serão utilizadas nesta técnica para potencializar seu uso. Tais informações visam fornecer um retrato mais detalhado do

produto e, consequentemente, evidenciam melhores condições para a identificação de desperdícios e aprimoramento dos processos sob a ótica da agregação de valor e da qualidade. Cabe salientar que estas propostas são o resultado do estudo exploratório e das pesquisas estudadas sob o uso do MFV.

4.1.1 VARIÁVEL DE QUALIDADE

A primeira etapa do MFV consiste em diagnosticar a produção do produto escolhido. Para isto, é importante fornecer a maior quantidade de informações e, assim, obter um panorama mais completo do processo. A partir disto, nota-se que não é suficiente somente coletar as informações relacionadas com a produtividade do processo, pois estas não trazem informações sobre a qualidade do serviço, o que resulta, muitas vezes, em atividades realizadas com alta produtividade, porém com baixa qualidade. Seguindo este raciocínio, se propõe inserir uma variável de qualidade na representação do MFV que indique, de forma simples, a conformidade ou inconformidade da qualidade de uma atividade. Desta forma, se espera fomentar ações gerenciais que melhorem a qualidade e evidenciar o incremento desnecessário no lead time, consequência das atividades de retrabalho. Portanto, se propõe classificar a qualidade do produto executado em quatro (4) níveis, segundo a seguinte definição: “um serviço bem executado prescinde de ser refeito” (SANTANA et al., 1994) (Quadro 7).

Quadro 7 - Níveis de qualidade propostos para inserção no MFV

Qualidade Sigla

Serviços que não requerem retrabalhos e não afetaram outros processos Q1 Serviços que foram executados satisfatoriamente, porém afetaram de alguma forma, outros

serviços, precisando de atividades de retrabalho. Q2

Serviços que apresentaram alguma não-conformidade e, por isto, requerem retrabalhos no

próprio serviço, porém sem afetar outros. Q3

Serviços que requerem retrabalhos e, além disso, afetaram outros processos, gerando retrabalhos

nestes. Q4

O objetivo principal desta variável não é analisar a qualidade do serviço nem realizar uma revisão detalhada do mesmo. A ideia, basicamente consiste em fornecer ao leitor uma variável que lhe indique que dentro do processo existem atividades que estão requerendo retrabalhos e, por isto, se verá afetado o tempo total de produção (ORTIZ et al., 2012).

4.1.2 VARIÁVEL DE CLASSIFICAÇÃO DE AGREGAÇÃO DE VALOR

Na visão de Koskela (1992), o modelo de produção na construção civil é composto por atividades de conversão e atividades de fluxo (transporte, espera e inspeção). Estas últimas são consideradas desperdício e podem ser eliminadas, ou não, dependendo da sua importância dentro da produção. No entanto, se tem observado que existem atividades importantes que, mesmo não convertendo a matéria num outro produto, consomem tempo e são essenciais no processo de produção.

Na visão de Shingo (2010) a produção se compõe de dois eixos que se interseccionam: fluxo de processos e fluxo de operações (Figura 35).

Figura 35 - Estrutura de produção

Fonte: Shingo (2010). Transporte. trabalhadores e mecanismos Processamento. (fabricação) trabalhadores e máquinas Inspeção. Trabalhadores e instrumentos Transporte Processamento Inspeção Buxas Eixos Estocagem de materiais Espera dos lotes Lotes esperando pelo processo Estocagem do produto PRODUTOS OPERAÇÃO

O primeiro (processos) refere-se ao fluxo que a matéria-prima atravessa até se tornar um produto final. Este contém atividades de processamento, inspeção, transporte e espera. O segundo foca o trabalhador e sua relação com o espaço e o tempo. Este fluxo envolve operações principais, concessão de tempos adicionais (necessidades físicas, incidentes, fadiga), além de preparação e limpeza.

É evidente que a construção civil também apresenta tais atividades, porém a parcela dos fluxos de operações dentro do tempo total gasto na produção pode ser muito maior ao apresentado na indústria seriada, o que justifica a importância de se realizar uma análise diferenciada para os fluxos do processo e os fluxos de operações. Com base no exposto por Shingo (2010), se propõe utilizar esta abordagem para classificar as atividades que compõem o fluxo dentro da construção (Quadro 8).

Quadro 8 - Classificação das atividades e representação no MFV Classificação das atividades

Sigla Representação na linha de tempo Koskela (1992) Shingo (2010) Atividades de conversão Fluxo de processos Atividades de processamento AP Atividades de fluxo Espera Espera AF Transporte Transporte Inspeção Inspeção Fluxo de operações

Operações principais, tempos

adicionais etc. FO

Fonte: elaboração do autor

As atividades de processamento se referem a toda ação que transforma a matéria em algo requerido pelo cliente e, portanto não podem ser eliminadas, mas sim susceptíveis de melhorias. As atividades de fluxo, chamadas também de desperdício, envolvem qualquer atividade de transporte, espera ou inspeção e são o maior alvo de eliminação e melhoria da eficiência. O fluxo de operações se refere a todas as atividades complementares que, embora não gerem transformação nos produtos, são necessárias, porém podem ser susceptíveis de melhoria e até mesmo sua eliminação (SHINGO, 2010). Portanto pode se considerar que estas agregam

X min X min X min

X min X min

valor, mas não no cliente final e sim num cliente interno. A partir da abordagem de Shingo (2010) podem ser criados gráficos que mostrem a composição porcentual dos tipos de atividades e, assim, fornecer subsídios para a proposição de soluções hierarquizadas e focalizadas.

4.1.3 PORCENTAGEM DE ATIVIDADES FINALIZADAS CONFORME CRONOGRAMA

Um dos grandes problemas que apresentam as obras é a dificuldade de executar as atividades conforme o programado no planejamento, no sentido que as datas programadas de finalização de cada atividade dificilmente são cumpridas. Neste sentido, cada atividade pode concluir sua execução com antecedência, posteriormente ou na data programada. Com base nisto, Rosembaun et al. (2012) propuseram incluir uma variável que indica a porcentagem de atividades que finalizam antes, depois ou conforme o cronograma. Assim, o gráfico mostraria a porcentagem de atividades finalizadas após o prazo programado (após a data programada),antes do prazo programado (antes da data programada) e no prazo programado (conforme a data programada) (Figura 36).

Figura 36 - Cumprimento do cronograma.

Fonte: adaptado de Rosembaun; Toledo e Gonzalez (2012).

Esta variável se torna importante para obter outro tipo de conclusões na análise do MFV, uma vez que fornece informação sobre o cumprimento do cronograma e, consequentemente, mostra o desempenho do processo de planejar e de executar.

32% 51% 16% Adiantado Atrasado No tempo

Benzer Belgeler