YEREL AĞIN PAYLAŞIMA AÇILMASI VEYA VERİ AKIŞ ERİŞİMİ HİZMETLERİ İÇİN ORTAK
MADDE 3 - Türk Telekom Tesislerinde Arabağlantı Veya Yerel Ağın Paylaşıma Açılması Veya Veri Akış Erişimi Hizmetleri için Ortak Yerleşim Sağlanmasına İlişkin Usul
O objetivo do presente estudo foi levantar estimativas robustas que permitiram inferir que, independente do tipo de secretaria de governo e da modalidade adotada, o desconto obtido em disputas licitatórias é afetado: diretamente pelo número de participantes; e de forma inversa pelo valor licitado.
Em conjunto, estes resultados sugerem que o processo licitatório praticado em cada secretaria do Estado do Ceará é homogêneo e que a redução do poder de barganha dos participantes é a estratégia a ser considerada pelos gestores públicos do Estado.
A Administração Pública deve considerar a importância de estímulos à participação de interessados, assim como evitar a restrição indevida de licitantes, situação que pode configurar um prejuízo ao erário pela redução do potencial desconto auferido.
Pelo lado do Controle, os modelos apresentados podem referenciar um indicador de risco de auditoria. À medida que uma licitação se distancia do valor encontrado pelas equações propostas neste estudo, cria-se um indicador de risco da presença de algum comportamento atípico do referido certame.
Como proposta para futuro avanço deste tema, cita-se avaliar os impactos: i) dos prazos de execução; ii) da localização da obra, se na capital ou interior; iii) dos regimes de execução adotados; iv) das tipologias de obras; e v) de um aumento no número de observações.
A longo prazo, quando esta base de dados se apresentar madura, uma nova estimação poderá ser discutida, que seria uma relação entre desconto obtido e aditivos financeiros nos contratos.
Acredita-se que os resultados aqui apresentados oferecem argumentos e números que possam enriquecer essa importante política pública de contratação.
REFERÊNCIAS
ALTOUNIAN, Cláudio Sarian. Obras Públicas: licitação, contratação, fiscalização e utilização. 2. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2009.
BAETA, André Pachioni. Regime Diferenciado de Contratações Públicas:
Aplicado às Licitações e Contratos de Obras Públicas. 1. ed. São Paulo: PINI, 2013. BRASIL. Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. Especial sobre a Medida Provisória 630/2013, que amplia as possibilidades de uso do Regime Diferenciado de Contratação. Brasília, 2014.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988.
BRASIL. Lei Federal Nº 12.462, de 4 de agosto de 2011 e alterações. Institui o Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC. Brasília, 2011.
BRASIL. Lei Federal Nº 8.666, de 21 de junho de 1993 e alterações. Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Brasília, 1993. BRASIL. Tribunal de Contas da União. Acórdão nº 2622/2013-P. Relator: COSTA, Marcos Bemquerer. Brasília, 2013.
BRASIL. Tribunal de Contas da União. Obras Públicas: Recomendações Básicas para a Contratação e Fiscalização de Obras de Edificações Públicas. 3. ed. Brasília: Tribunal de Contas da União, 2013.
BRASIL. Tribunal de Contas da União. Licitações ε Contratos: Orientações e Jurisprudência do TCU. 4. ed. Brasília: Tribunal de Contas da União, 2010.
CAMPELO, Valmir; CAVALCANTE, Rafael Jardim. Obras Públicas: Comentários a Jurisprudência do TCU. 2. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2013.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2012.
CEARÁ. Lei Complementar Estadual Nº 58, de 31 de março de 2006 e alterações. Dispõe sobre o sistema de licitação do estado do Ceará. Ceará, 2006.
CEARÁ. Tribunal de Contas do Estado. Relatório Anual das Contas do Governo do Estado do Ceará – Exercício de 2013. Ceará, 2014
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Diário Oficial do Estado - D.O.E. Disponível em: <http://pesquisa.doe.seplag.ce.gov.br/doepesquisa/>. Acesso no primeiro
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Procuradoria Geral do Estado. Disponível em: <http://www.pge.ce.gov.br/site/atas>. Acesso no primeiro semestre de 2014. GUJARATI, Damodar N.; PORTER, Dawn C. Econometria Básica. 5. ed. Porto Alegre: AMGH, 2011.
JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. 14. ed. São Paulo: Dialética, 2010.
LIMA, Marcos Cavalcante. Comparação de custos referenciais do DNIT e licitações bem sucedidas. Revista do Tribunal de Contas da União, Brasília, v. 42, n. 118, p. 59-64, mai./ago. 2010.
MADDALA, G.S. Introdução à Econometria. 3. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A, 2003.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 28. ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2011.
MENDES, André. Aspectos Polêmicos de Licitações e Contratos de Obras Públicas. 1. ed. São Paulo: PINI, 2013.
PEREIRA, G. P. C. O mercado da construção civil para obras públicas como instrumento de auditoria: uma abordagem probabilística. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2002.
PORTAL DA TRANSPARÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Consulta a licitações em andamento ou concluídas. Disponível em:
<http://licitarsite.pge.ce.gov.br/LicitarSite/Site/pgConsultaSite.aspx>. Acesso no primeiro semestre de 2014.
WOOLDRIDGE, Jeffrey M. Introdução à Econometria: Uma Abordagem Moderna. 4. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
ANEXO
Seguem alguns dispositivos que tratam diretamente do tema:
LEI Nº 8.666, DE 21 DE JUNHO DE 1993 E ALTERAÇÕES
Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.
Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Art. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. (Redação dada pela Lei nº 12.349, de 2010)
Art. 22. São modalidades de licitação: I - concorrência;
II - tomada de preços; III - convite;
IV - concurso; V - leilão.
Art. 23. As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em função dos seguintes limites, tendo em vista o valor estimado da contratação:
I - para obras e serviços de engenharia: (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais);
b) tomada de preços - até R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais);
c) concorrência: acima de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais)
LEI Nº 12.462, DE 4 DE AGOSTO DE 2011 E ALTERAÇÕES
Institui o Regime Diferenciado de Contratações Públicas - RDC.
Art. 1o É instituído o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), aplicável exclusivamente às licitações e contratos necessários à realização:
I. dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, constantes da Carteira de Projetos Olímpicos a ser definida pela Autoridade Pública Olímpica (APO); e
II. da Copa das Confederações da Federação Internacional de Futebol Associação - Fifa 2013 e da Copa do Mundo Fifa 2014, definidos pelo Grupo Executivo - Gecopa 2014 do Comitê Gestor instituído para definir, aprovar e supervisionar as ações previstas no Plano Estratégico das Ações do Governo Brasileiro para a realização da Copa do Mundo Fifa 2014 - CGCOPA 2014, restringindo-se, no caso de obras públicas, às constantes da matriz de responsabilidades celebrada entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios;
III. de obras de infraestrutura e de contratação de serviços para os aeroportos das capitais dos Estados da Federação distantes até 350 km (trezentos e cinquenta quilômetros) das cidades sedes dos mundiais referidos nos incisos I e II.
IV. das ações integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) (Incluído pela Lei nº 12.688, de 2012)
V. das obras e serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. (Incluído pela Lei nº 12.745, de 2012)
VI. das obras e serviços de engenharia para construção, ampliação e reforma de estabelecimentos penais e unidades de atendimento socioeducativo. (Incluído pela Lei nº 12.688, de 2012)
§ 1o O RDC tem por objetivos:
I. ampliar a eficiência nas contratações públicas e a competitividade entre os licitantes;
II. promover a troca de experiências e tecnologias em busca da melhor relação entre custos e benefícios para o setor público;
III. incentivar a inovação tecnológica; e
IV. assegurar tratamento isonômico entre os licitantes e a seleção da proposta mais vantajosa para a administração pública.
§ 2o A opção pelo RDC deverá constar de forma expressa do instrumento convocatório e resultará no afastamento das normas contidas na Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, exceto nos casos expressamente previstos nesta Lei.
§ 3o Além das hipóteses previstas no caput, o RDC também é aplicável às licitações e contratos necessários à realização de obras e serviços de engenharia no âmbito dos sistemas públicos de ensino.
LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 58, DE 31 DE MARÇO DE 2006 E ALTERAÇÕES
Dispõe sobre a Lei Orgânica da Procuradoria-Geral do Estado, estabelecendo a estrutura e a organização e disciplinando suas competências e o funcionamento dos órgãos que a integram, regionalizando sua atuação e dispondo sobre o regime jurídico dos procuradores do Estado e dá outras providências.
Art.48. Compete à Comissão Central de Concorrências processar e julgar as licitações realizadas na modalidade de Concorrência e as licitações do Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC, instituído pela Lei Federal nº12.462, de 4 de agosto de 2011, pela Administração Direta, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista, exceto licitações de publicidade dos órgãos e entidades da Administração Estadual.” (Redação dada pela Lei Complementar nº121, de 2013)