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Ters Ozmos ile Su Arıtımına Örnek 2

Buscando identificar suas principais deficiências, foi calculado o Índice de Tecnologia de Gerenciamento (ITG), que usou como indicadores as práticas de gestão mais recomendadas pelos especialistas, quais sejam: acesso a assistência técnica, capacitação profissional, utilização de mecanismos de gerenciamento, realização de controle de qualidade, formalização comercial, organização contábil-financeira e acesso a financiamento para a atividade.

Assim, a Tabela 14 apresenta o padrão de gerenciamento da atividade leiteira nas unidades pesquisadas.

Tabela 14 - Frequência Relativa dos produtores de leite, segundo o emprego de tecnologias de gerenciamento recomendadas para a atividade no município de Quixeramobim, Ceará, 2011.

Indicador Frequência Relativa

Acesso à Assist. Técnica Recebe Não recebe 37,50 62,50 Acesso à Capacitação Recebe Não recebe 30,00 70,00 Mecanismos de Gerenciamento Não utiliza Caderno Computador 45,00 47,50 7,50 Controle de Qualidade Utiliza Não Utiliza 32,50 67,50 Registrou a Empresa Sim Não 2,50 97,5

Tabela 14 - Frequência Relativa dos produtores de leite, segundo o emprego de tecnologias de gerenciamento recomendadas para a atividade no município de Quixeramobim, Ceará, 2011.

Indicador Frequência Relativa

Conta bancária individualizada Sim

Conjunta para a propriedade Não

5,00 7,50 87,50 Realiza a separação das despesas

Sim

Não 12,50 87,50

Faz anotações para tomada de decisão Sim Não 75,00 25,00 Organização Contábil Utiliza Não utiliza 27,50 72,50 Informações de Financiamento Sim Não 40,00 60,00 Fonte: Dados da pesquisa, 2012.

Nota-se que a maior parte das técnicas recomendadas por especialistas para o gerenciamento da atividade são adotadas com baixa frequência, com destaque para o seguinte:  Apenas 37,5% dos entrevistados responderam receber algum tipo de assistência técnica durante o ano de 2011. Ressalte-se que essa assistência, em sua maioria, não foi voltada ao gerenciamento e sim ao manejo, sendo realizada por técnicos da EMATERCE (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará);

 Do total de entrevistados, 70% afirmaram que nunca tiveram curso de capacitação profissional para realizar o gerenciamento da propriedade, o que se configura numa situação preocupante. Isto demonstra o baixo nível de informação e conhecimento da maioria dos respondentes o quanto é rudimentar a forma de administração da atividade;

 Quanto à utilização de algum mecanismo para realizar o gerenciamento, 47,5% disseram utilizar o caderno para fazer anotações e registrar informações com relação à administração e manejo do rebanho; 45% não utilizam qualquer mecanismo; e apenas 5% afirmaram utilizar o computador como meio de gerenciamento da atividade;  Outro dado que chama atenção refere-se à realização de controle da qualidade do leite

produzido, realizado por 32,5% dos respondentes. Tal controle, quando ocorre, direciona-se mais especificamente às condições higiênico-sanitárias do sistema de

produção, ao balanceamento de ração, à escolha da raça do gado, frequência e maneira da ordenha;

 Ficou comprovada a informalidade da atividade, visto que 97,5% dos produtores entrevistados disseram não ter realizado o registro formal do empreendimento;

 Também ficou caracterizada a falta de organização financeiro-contábil das propriedades em estudo. Isso pode ser demonstrado com a constatação de que 87,5% não possuem uma conta bancária específica para a atividade, não fazem a separação das despesas pessoais das despesas da atividade; sendo que 25% do total dos entrevistados não costumam fazer anotações contábeis para a tomada de decisão;  E, por fim, destaca-se a falta de conhecimento e acesso às linhas de financiamento

para a atividade leiteira, este apontado por 60% dos entrevistados.

Na Tabela 15 faz-se a classificação (definida por meio da análise de clusters) dos produtores estudados, segundo Índice de Tecnologia de Gerenciamento (ITG) o que mostra o nível de adoção de tecnologias de gerenciamento da propriedade.

Tabela 15 - Distribuição absoluta e relativa dos criadores de gado de leiteiro, segundo o Índice de Tecnologia de Gerenciamento (ITG) no município de Quixeramobim - CE, 2011.

ITG Classe Frequência Absoluta Frequência Relativa (%)

Nível I 0,00 --- 0,10 18 45,00 Nível II 0,11 --- 0,35 12 30,00 Nível III 0,36 --- 0,45 7 17,50 Nível IV 0,46 --- 0,85 3 7,50 Total 40 100,00 Fonte:Dados da pesquisa, 2012.

Pode-se notar que 45% dos produtores entrevistados utilizam até 10% das técnicas de tecnologia de gerenciamento recomendadas pelos especialistas. Em seguida aparece o grupo daqueles que utilizam de 11% a 35% das técnicas recomendadas, num total de 30% dos pesquisados, seguindo-se de 17,5% que praticam entre 36% e 45% do gerenciamento ideal e finalizando com apenas 7,5% que adotam entre 46% e 85% das técnicas. Não foi identificado, pela pesquisa, nenhum produtor desenvolvendo 100% das boas práticas de gerenciamento da propriedade.

A Tabela 16, abaixo, apresenta um panorama de quais técnicas influenciaram em maior ou menor grau o desempenho dos produtores no que se refere ao gerenciamento de suas propriedades.

Tabela 16 - Contribuição dos indicadores de gerenciamento da propriedade em cada um dos padrões adotados, na composição o ITG dos criadores de gado leiteiro do município de Quixeramobim - CE, 2011.

Tecnologia de Gerenciamento

ITG por Nível de Gerenciamento

Contribuição ao ITG (%)

I II III IV

0,053 0,246 0,407 0,833

Contribuição ao ITG por nível (%)

Acesso à Assist. Técnica 21,05 20,34 11,27 12,00 15,15

Acesso à Capacitação 10,53 13,56 11,27 12,00 12,12 Utilização de Mecanismos de Gerenciamento 21,05 16,95 9,86 10,00 12,63 Realização de Controle de Qualidade 0,00 13,56 16,90 8,00 13,13 Registro da Empresa 0,00 0,00 0,00 4,00 1,01 Conta bancária individualizada 5,26 1,69 0,00 10,00 3,54

Realiza separação das

despesas 10,53 0,00 5,63 12,00 5,05

Faz anotações para

tomada de decisão 0,00 6,78 14,08 12,00 10,10

Organização Contábil 10,53 10,17 11,27 12,00 11,11

Informações de

Financiamento 21,05 16,95 19,72 8,00 16,16

Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

Fonte: Dados da pesquisa 2012.

Vale ressaltar que a maioria dos produtores foram classificados nos níveis I e II de tecnologia de gerenciamento, que mostram os piores desempenhos; isto é, a maioria dos produtores não têm a cultura de realizar um gerenciamento adequado da atividade leiteira. Este resultado traduz-se em entraves para melhorar o desempenho da atividade leiteira.

Analisando-se a contribuição individual de cada prática na composição dos níveis tecnológicos, pode-se afirmar que, para os produtores classificados no Nível I, as variáveis que mais contribuíram na composição do nível foram: recebimento de assistência técnica, utilização de mecanismos de gerenciamento e conhecimento de financiamento para a atividade, ambos com 21,05% de contribuição; em seguida com 10,53% de contribuição para o valor do ITG está o recebimento de treinamento/capacitação, a separação das despesas da pecuária leiteira de outras atividades e a organização contábil-administrativa.

Em relação ao Nível II, as variáveis com maiores contribuições para o ITG médio foram assistência técnica (20,34%), seguida de mecanismos de gerenciamento, com 16,95% de contribuição.

As práticas informações de financiamento para a atividade (19,72%), controle de qualidade (16,9%) e existência de anotações para a tomada de decisões (14,08%) foram as que mais contribuíram na composição do índice do Nível III. Ao passo que, as variáveis de maior peso na composição do Nível IV foram assistência técnica, capacitação, separação das despesas da pecuária, organização contábil e existência de anotações, todas essas com 12% de contribuição.

Para a tecnologia de gerenciamento da propriedade, o ITG médio foi de 0,246 para a população amostral. Observou-se que 45% dos entrevistados encontram-se num baixo nível tecnológico de adoção de técnicas de gerenciamento.

Finalmente, pode-se concluir como sendo muito baixa a utilização de práticas de gerenciamento da pecuária leiteira, pelos produtores cooperados na QUILEITE, sendo necessário desenvolver esforços no sentido de favorecer uma verdadeira mudança para melhorar o desenvolvimento de práticas administrativas, principalmente no que se refere à organização contábil, na utilização de mecanismos de gerenciamento e anotações contábeis, no controle de qualidade do leite, na participação de treinamentos e conhecimento sobre linhas de financiamento para a atividade.

Um índice tão baixo, como no caso de 0,246, representa a maneira rudimentar e improvisada como é feita a administração das propriedades, além de ser um indício de que os envolvidos na atividade talvez não compreendas as vantagens de se fazer um gerenciamento mais sistemático e moderno. Verificou-se, também, que a atividade é praticada da mesma maneira que era realizada há muito tempo atrás, sendo repassada de geração para geração.

Como se observa, os produtores cooperados do município de Quixeramobim, ainda não administram a atividade leiteira como empresa rural, o que pode comprometer a competitividade, a conquista de novos mercados e o sucesso da atividade, pois a maioria dos produtores adota poucas técnicas de gerenciamento, não tem controle de custos, receitas e lucros, resultando, provavelmente, no maior entrave à expansão desta atividade.