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TERAKKİPERVER CUMHURİYET FIRKASI’NIN KAPATILMASI Şark vilayetlerinde Şeyh Sait’in liderliğinde başlayan ayaklanama, Türkiye Şark vilayetlerinde Şeyh Sait’in liderliğinde başlayan ayaklanama, Türkiye

AYAKLANMANIN BASTIRILMASI VE İSTİKLÂL MAHKEMELERİ

4.5. TERAKKİPERVER CUMHURİYET FIRKASI’NIN KAPATILMASI Şark vilayetlerinde Şeyh Sait’in liderliğinde başlayan ayaklanama, Türkiye Şark vilayetlerinde Şeyh Sait’in liderliğinde başlayan ayaklanama, Türkiye

Numa campanha eleitoral, um candidato se cerca de um conjunto de estratégias para projetar sua imagem e divulgar seus projetos e propostas para um maior número de eleitores possível. A comunicação, nesse caso, é uma ferramenta poderosa para transmitir as

81 informações de um postulante a cargos públicos. A confecção de santinhos, bottons, jingles, vídeos, entrevistas, banners, folhetos, jornais, revistas, juntamente com o material produzido para veiculação em rádios e TV´s mobiliza profissionais de todas as habilitações da comunicação. As mídias sociais, recurso mais recente se comparado aos outros meios, exigem dos candidatos a contratação de profissionais especializados e capacitados para lidar com estratégias de campanha específicas para o meio ambiente digital.

Nas eleições 2012 para prefeito do Natal, os candidatos Carlos Eduardo (PDT), Fernando Mineiro (PT), Hermano Morais (PMDB) e Rogério Marinho (PSDB) formaram uma equipe de assessores de diversas áreas do conhecimento da comunicação para viabilizar suas ações de propaganda eleitoral. Esse assessoramento indicou o caminho para a profissionalização, moldando os dizeres, a postura política, o comportamento diante do público, a indicação dos assuntos de maior interesse social, o acompanhamento da reação do público em debates e outros eventos de campanha, o monitoramento de pesquisas de opinião para o remanejamento das estratégias eleitorais.

Em entrevistas realizadas em meados de setembro de 2012 (ver apêndices), quatro dos cinco candidatos de Natal confirmaram a contratação de equipes capacitadas para o trabalho de campanha e propaganda eleitoral. Nas mídias sociais, essa prática também foi adotada. Desse modo, profissionais de comunicação ficaram responsáveis pelas publicações nesses meios e, portanto, monitoraram as conversas, os compartilhamentos feitos pelos eleitores; ou seja, eles mediaram e intermediaram, em algum momento, os assuntos nessas redes e os transmitiram aos candidatos. De certa maneira, esses canais são vistos como uma forma de se aproximar de um político, principalmente no instante em que um cidadão inicia uma conversa, ou quando procura interagir por meio de um elogio, de uma pergunta ou por uma insatisfação. Apesar de disporem de equipe especializada, todos os candidatos disseram que já publicaram pessoalmente conteúdo nas mídias Facebook e Twitter. Alguns diariamente, como os candidatos do PT e o do PSOL, outros com menos intensidade ou raras vezes. Carlos Eduardo (PDT), que afirmou ser muito ocupado e por isso justificou a necessidade de ter um grupo organizado para respaldá-lo na campanha, disse que já publicou material na rede.

“Quando eu não posto, pelo menos discuto com uma pessoa que vai postar. Nunca sai nada

que não tenha a participação e a orientação do candidato, se não é ele que está fazendo”. Durante a campanha eleitoral, em meio a uma agenda concorrida de compromissos, o petista Fernando Mineiro publicou conteúdo no Twitter por considerá-lo uma mídia mais ágil e rápida para comunicação e interação com os cidadãos. As mensagens publicadas eram

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remetidas automaticamente para o Facebook. “Não tem ninguém que faz as postagens no Twitter além de mim. O Facebook já é partilhado com a assessoria de comunicação”, afirma o

político.

Hermano Morais (PMDB) também confirmou sua participação nas mídias sociais.

“Eventualmente eu faço. Há uma procura muito grande, uma interatividade constante e exige

realmente um grupo de apoio, de colaboradores para nos auxiliar nesse trabalho para que a

gente não perca essa linha de comunicação tão importante”.

Robério Paulino (PSOL), que não pode ser considerado político profissional - o único que não contratou um grupo de profissionais - contou com a colaboração de jovens na publicação de conteúdo no Facebook. Mas ele também disponibilizou notícias nessa mídia:

Estou sempre postando mensagens sobre cada fato. Na manifestação dos jovens que conseguiram a revogação do aumento da passagem e depois com a volta da integração dos ônibus eu fui postando a cada dia, divulgando a mobilização deles e, ao mesmo tempo, divulgando a minha posição sobre isso, de apoio, solidariedade sobre cada fato político que vai acontecendo em Natal.

O tucano Rogério Marinho frisou que é “uma pessoa muito ativa nas mídias sociais”.

Apesar disso, mesmo dispondo de um aparelho de telefonia móvel para ter acesso às mensagens pessoalmente, ressaltou que o ritmo de campanha exigiu a contratação de uma

equipe para cuidar do monitoramento nesses meios. “Pelo volume da campanha nós não

temos condições de responder a todas as informações e demandas existentes. Todas as mensagens do Facebook vêm diretamente para meu blackberry. Eu acesso, pelo menos tomo

conhecimento”.

O trabalho da assessoria, pelo que se nota nos depoimentos dos candidatos, foi relevante para impulsionar as campanhas. Entretanto, segundo as entrevistas, o ritmo acelerado, principalmente nos momentos finais de propaganda política, inviabilizou a participação direta de alguns deles nas mídias sociais. Coube aos profissionais de comunicação a tarefa de disponibilizar conteúdo sugerido pelos candidatos e apresentar um panorama das atividades comunicativas que emergiam da participação dos eleitores nessas redes. Os profissionais da mídia são uma ponte relevante e até uma porta de entrada para a interação entre um político e os cidadãos. Contudo, por outro ângulo, eles também representam, de certo modo, um obstáculo a essa interação, pois controlam os níveis de aproximação entre esses atores e, consequentemente, a participação deles na rede.

83 Nas eleições 2012, o conteúdo de campanha foi publicado nos sites de redes sociais, o que mantinha os eleitores informados sobre a agenda dos candidatos e a possibilidade deles se comunicarem e levarem suas demandas, dúvidas e insatisfações.

Todavia, para três dos cinco candidatos essa comunicação foi, em algum instante, mediada pelos profissionais da mídia. No que tange à estrutura das mensagens nos perfis do

Facebook e do Twitter, a colocação do “(A)” antecedendo às publicações, para sinalizar o

trabalho da assessoria, deixou claro para o eleitor quem estava produzindo o conteúdo. Nos perfis dessas duas mídias, o trabalho da assessoria do pedetista Carlos Eduardo se fez presente em praticamente todas as mensagens. Nos perfis do peemedebista Hermano Morais isso só ocorreu no Twitter, mas não atingiu a totalidade das mensagens. O mesmo foi constatado com o candidato tucano Rogério Marinho. No caso do petista Fernando Mineiro, esse código indicando assessoria não apareceu em nenhuma das publicações do Facebook e do Twitter, já que na segunda entrevista ele confirmou que produziu os próprios conteúdos. Já no Facebook, a assessoria também participou, mas não apareceu a indicação desse trabalho nas mensagens.