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Karapara aklayıcıları, yukarıda belirtilen avantajları denetim dışı kalmak, yasal merciler tarafından yapılan soruşturmaları

IV. TERÖRİZMİN FİNANSMANININ ENGELLENMESİ

A noção de serviço público na França, na acepção das Public Utilities anglo-saxãs, surge por volta de 1805, quando Napoleão institui um fundo para financiar o serviço de entrega de mensagens e correspondências realizado por empresas privadas, e evolui ao longo das próximas décadas por meio dos entendimentos firmados pelos tribunais franceses. Em 1833, a legislação francesa reconhece as estradas de ferro, como chose publique30 e define a concessão como a forma de gestão de um bem reconhecido como público, embora operado por particulares. Em 1873, um acórdão do Tribunal dos Conflitos reconhece a responsabilidade do Estado em relação a prejuízos causados às pessoas pelos prestadores dos serviços públicos, e a competência do órgão jurisdicional administrativo para julgar tais casos. Por este acórdão a noção de serviço público surge no direito francês. Em 1889, os serviços de telefonia são nacionalizados e integrados ao serviço postal e de telégrafos. Em 1921, em um novo entendimento, o Tribunal dos Conflitos admite a existência de serviços públicos que funcionam nas mesmas condições de uma empresa privada, e dá origem à noção de serviço público industrial e comercial. Em 1937, o serviço ferroviário é nacionalizado, o mesmo acontecendo em 1946 com o setor de gás e energia elétrica.

No pós-guerra, a França, em um movimento idêntico aos dos outros países europeus, opta por uma política de intensificação da presença do Estado na economia. Todavia, recentemente por conta das diretrizes emanadas da União Européia, o movimento é inverso, no sentido de estimular o setor privado, e garantir a competição nos mercados. Assim, em 1985, a União Européia reconhece que se um operador público não tem condições de atender a todo o mercado, os seus direitos exclusivos de operação, ou seja, o monopólio, não se justifica mais. Em 1987, a Comissão Européia propõe certa liberalização no setor de telecomunicações. Em 1988 é elaborada norma31 no âmbito da União

30 Coisa pública.

Européia, que impõe a separação entre operador e regulador, e em 1990, nova norma32, desta feita que decide abrir o mercado à concorrência, em alguns serviços de telecomunicações. Em 1993 a Comissão Européia decide pela liberalização total desses serviços, a contar a partir de 1998.

Essa tendência de liberalização e abertura de mercado33 que ocorreu no setor de telecomunicações repetiu-se com maior ou menor intensidade nos setores de energia elétrica, transportes ferroviários e distribuição de gás. Nesse contexto, surgem as autoridades reguladoras nacionais francesas, atuando na área de telecomunicações, serviços postais, energia elétrica e gás natural. A ART

– Autorité de Régulation dês Télécommunications, foi criada em 1996, tendo

assumido também a função de regulação dos serviços postais em 2005, e mudado sua denominação para ARCEP – Autorité de Régulation dês Communications

Électroniques et des Postes. No setor de Energia o órgão regulador é a CRE – Commision de Régulation de L´energie, criado no ano de 2000, e expandido em

2003 para compreender também a regulação da produção e distribuição de gás natural.

O modelo regulatório adotado pela França é um importante paradigma para economias com forte tradição em intervenção estatal. A competência para nomear os dirigentes dos órgãos reguladores franceses é dividida, em proporções idênticas, entre as três mais importantes autoridades políticas do Estado: o Presidente da República, o Presidente da Assembléia Nacional, e o Presidente do Senado. O Primeiro-Ministro, responsável pela condução da administração, não tem poder para nomear os dirigentes desses órgãos, cabendo a atribuição ao Chefe de Estado e aos presidentes das Casas Legislativas. Esse fato simboliza a natureza de órgão de Estado e não de Governo, assumido pelas autoridades regulatórias francesas. A direção dessas instituições é composta por um colegiado

32 Diretiva 90/388/CEE, de 28 de junho de 1990.

33 Vale ressaltar que, a despeito da onda de liberalização da economia capitaneada pelas diretrizes da União

Européia, o Estado Francês ainda mantém quotas majoritárias em empresas dos setores ferroviário, energia elétrica, telecomunicações e aviação, embora essa seja uma tendência declinante.

de diretores, que detém mandato, não podendo ser reconduzidos, nem exonerados, a não ser por descumprimento da lei e dos regulamentos.

Todavia vale fazer uma consideração acerca das instituições qualificadas na França como autoridades independentes. Na verdade essa definição extrapola o conjunto dos órgãos reguladores, que na verdade constituem-se em uma espécie do gênero “autoridades independentes”. Essas instituições tencionam assegurar, em certos domínios sensíveis da vida sócio-econômica francesa, uma arbitragem imparcial e uma abordagem pluralista, que se traduzem nas condições de designação do seu corpo diretor. Essas instituições se dividem em dois grupos: aqueles que tratam dos direitos do cidadão, e aquelas que tratam da regulação da economia. Nesse segundo grupo encontram-se os órgãos reguladores franceses. Em 2006, existiam na França 39 instituições34 qualificadas como autoridades independentes.

A experiência com a regulação de setores de infra-estrutura da economia na França é fortemente marcada por dois fatores. Em primeiro lugar, pela visão francesa de serviço público, o que pressupõe a essencialidade desses serviços para a integração da nação. Esse raciocínio leva à necessidade da presença do controle do Estado sobre esses setores de infra-estrutura, numa escala maior do aquele praticado no Reino Unido35. Em segundo lugar, como nos demais países, a reforma regulatória francesa segue a reboque das transformações econômicas de caráter liberalizantes, ditadas pela União Européia como diretrizes aos seus países membros.

34 O formato dessas instituições varia de acordo com a lei que as instituiu. Como exemplo podemos citar :

HAS – Haute Autorité de Santé, CSA – Conseil supérieur de l´audiovisuel, Conseil de la Concurrence, Commission pour la Transparence Financière de la Vie Politique, CSC - Commision de la Securité des consommateurs, Commission das infractions fiscales, Commision Bancaire, CADA – Commission d´accès aux documents administratifs, Agence d´évaluation de la recherche et de l´enseignement supérieur.

35 No Reino Unido, principalmente na Era Thatcher, a regulação, ao menos teoricamente, só deveria ser

aplicada com mais intensidade àqueles setores onde a competição ainda não fosse efetiva. À medida que houvesse incremento nos níveis de competição, a necessidade de regulação diminuiria, ou talvez não fosse necessária. Essa linha não condiz com o modelo francês, onde embora levem-se em consideração a dinâmica dos mercados, existe uma premissa da importância da presença do Estado ao menos controlando por meio da regulação setores que se constituem em serviços públicos essenciais para a integração da nação.

Por fim, e seguindo uma dinâmica que parece ser comum na evolução da experiência com órgãos reguladores nos demais países, o tema avançou na França, em maior ou menor intensidade, encontrou apoio ou críticas mais intensas no meio político, em função da alternância de poder. Assim a alternância entre socialistas e conservadores na presidência da República36, e na obtenção de maioria no parlamento, tem pautado também a intensidade e a forma como se desenvolve na França a regulação dos setores de infra-estrutura, caracterizados como serviços públicos. Apesar dessa variação, convém observar, que no contexto de integração entre os países-membros da União Européia, há cada vez mais uma convergência nas macro-políticas adotadas para esses setores de infra- estrutura, o que leva a crer, que a despeito da multiplicidade de padrões institucionais vigentes em cada país, as reformas regulatórias continuarão avançando nesses países. A recente vitória de Nicolas Sarkozy37, de linha conservadora, e que manifestou várias vezes durante a campanha o seu ponto- de-vista por uma economia de mercado mais dinâmica, reforça essa idéia.

36 Em alguns períodos da história francesa recente, o cargo de presidente foi ocupado por um partido, e o de

primeiro-ministro por outro, o que ficou conhecido como coabitação, uma vez que o peculiar sistema francês confere também à presidência atribuições importantes, e não somente a função de chefe de estado. Foi o caso de François Mitterrand , como presidente, e Jacques Chirac como primeiro-ministro, e mais recentemente Jacques Chirac, desta vez como Presidente, e Lionel Jospin como primeiro-ministro.

37 Nicolas Sarkozy venceu a eleição para a Presidência da República em maio de 2007, e em junho do mesmo

Benzer Belgeler