3. TEMSİLDE ADALET NEDEN ÖNEMLİDİR VE NASIL SAĞLANIR?
3.1.4. Temsilde Adaletin Toplum Üzerindeki Etkisi
A partir da crítica frankfurtiana aos pressupostos positivistas e seus esforços por uma concepção que considerasse o movimento e desfizesse a visão rígida e determinista da teoria tradicional, surgiu nosso problema de pesquisa, com os seguintes questionamentos: a crítica à teoria tradicional (pressupostos positivistas) tem sido abordada no debate acadêmico da Educação brasileira? Se sim, a discussão está sendo feita com base em quais referenciais? Em sua maioria, são referenciais respaldados na
Teoria Crítica? A saída apontada pelos pesquisadores segue de maneira análoga à proposta da concepção dialética? Quais as divergências e as quais as similaridades?
Por esses questionamentos é que definimos nosso objeto de estudo: a crítica aos pressupostos da teoria tradicional a partir do debate acadêmico da Educação no Brasil. Nossa metodologia consistiu na análise da presença da problemática da oposição entre positivismo e dialética presente em artigos acadêmicos de Educação e Filosofia, que tratem da problemática da cientificidade do conhecimento em Educação.
Nossa hipótese de trabalho, é que a oposição entre positivismo e dialética, tal como caracterizada pelos teóricos frankfurtianos, permanece atual, sendo resgatada sob diferentes perfis teóricos pelos pesquisadores brasileiros, nos últimos anos.
Nosso recorte temporal foi de 1998 a 2008, em periódicos publicados em revistas qualificadas, disponíveis na Biblioteca Eletrônica Científica Online – SCIELO. A SCIELO é uma biblioteca eletrônica, considerada um importante veículo de publicação e divulgação de pesquisas científicas, no Brasil. A SCIELO é o resultado de um projeto da FAPESP/BIREME/CNPq2, e tem por objetivo o armazenamento, disseminação e avaliação da produção científica em formato eletrônico3.
Sendo assim, efetivamos um estudo bibliográfico, cumprindo os seguintes objetivos:
1) mapear as pesquisas publicadas nos principais periódicos de Educação e Filosofia disponibilizados pela biblioteca eletrônica científica online – SCIELO –, publicados entre os anos de 1998 e 2008, que abordem a problemática da oposição entre positivismo e dialética;
2) analisar os artigos e avaliar a pertinência da oposição entre positivismo e dialética, tal como foi proposta por Adorno, Horkheimer e Marcuse, para a Filosofia da Educação contemporânea.
Dos periódicos publicados no SCIELO, dezesseis são destinados para a área de Educação e Filosofia, ilustrados na tabela 1:
2 FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo; BIREME - Centro Latino-
Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde; CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Tabela 1 - Lista dos periódicos de Educação e Filosofia disponibilizados na biblioteca eletrônica científica online – Scielo
TÍTULO DOS PERIÓDICOS
1 Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas) 2 Cadernos CEDES
3 Cadernos de Pesquisa 4 Ciência & Educação (Bauru) 5 Dados - Revista de Ciências Sociais 6 Educar em Revista
7 Educação & Sociedade 8 Educação e Pesquisa 9 Educação em Revista
10 Kriterion: Revista de Filosofia 11 Paidéia (Ribeirão Preto) 12 Pro-Posições
13 Revista Brasileira de Ciências Sociais 14 Revista Brasileira de Educação 15 Sociologias
16 Trans/Form/Ação - Revista de Filosofia
FONTE: Biblioteca Eletrônica Científica Online - SCIELO, disponível em: www.scielo.org.br Organização: Renata Peres Barbosa
Para a busca dos artigos nos periódicos, foram selecionadas cinco palavras-chave pertinentes ao tema principal desta dissertação, a saber: Ciência, Epistemologia, Conhecimento, Dialética, Positivismo4. A partir desse primeiro levantamento, realizamos a leitura dos resumos dos artigos, para uma segunda seleção. Pela leitura dos resumos, foram selecionados 26 artigos publicados em 8 periódicos, dos quais, 4 qualificados pela Capes no estrato A1, 2 qualificados no estrato A2 e 2 periódicos com o qualis B1. Dentre os periódicos, encontramos: Educação & Sociedade, qualis A1, com 8 artigos publicados; Cadernos de Pesquisa, qualis A1, com 4 artigos publicados; Educação e Pesquisa, qualis A1, com 4 artigos publicados; Educar em Revista, qualis A2, com 4 publicações; Ciência e Educação, qualis A1, com 3 publicações; e 1 artigo do periódico Educação em Revista, qualis A2,
4 Não colocamos como palavra-chave “Teoria Crítica” porque a intenção foi trazer a discussão, a partir ou não dos referenciais críticos, para ampliarmos nossa visão acerca da problemática estudada. Também julgamos não ser necessário o emprego da palavra-chave “Educação”, devido os periódicos já serem oriundos dessa área.
Trans/form/ação, qualis B1 e Paidéia qualis B1. A Tabela 2 ilustra os artigos selecionados pela busca realizada:
Tabela 2 - Artigos selecionados para a revisão bibliográfica, instituições acadêmicas de origem dos autores e palavras-chave.
PERIÓDICO/
QUALIS ANO TÍTULO DO ARTIGO AUTORES INSTITUIÇÃO DE ORIGEM PALAVRAS-CHAVE
EDUCAÇÃO E SOCIEDADE 1998 A Crise e o Ensino de Ciências OLIVEIRA, Marcos Barbosa de
USP Ciência; tecnologia; valores; conhecimento puro; conhecimento instrumental.
(Qualis A1) 2000 Teoria Crítica e teorias educacionais: uma análise do discurso sobre Educação
BATISTA, Sueli Soares dos Santos
USP Teoria Crítica;
Educação; Sociologia da Educação; democratização do ensino; crítica ao positivismo. 2000 Procurando outros paradigmas para a Educação. BARROS, Maria Elizabeth Barros de UFES – Universidade Federal do Espírito Santo Subjetividade; micropolítica; práticas educacionais. 2001 Saberes docentes: diferentes tipologias e classificações de um campo de pesquisa BORGES,
Cecília UFPel Universidade – Federal de Pelotas Saberes docentes; conhecimento; ensino; formação de professores. 2003 Conhecimento tácito e conhecimento escolar na formação do professor (por que Donald Schön não entendeu Luria)
DUARTE,
Newton UNESP Campus – Araraquara Formação de professores; Epistemologia da prática; Professor reflexivo; Conhecimento tácito; Conhecimento escolar. 2003 Adorno, arte e Educação:
negócio da arte como negação FABIANO, Luiz Hermenegildo UEM – Universidade Estadual de Maringá Arte; Estética; Mediação; Negação; Razão instrumental. 2006 Produção de
conhecimento BERGAMO, Geraldo Antonio; BERNARDES, Marisa Rezende
UNESP - Campus
Bauru Método marxista; Conhecimento; Produção de conhecimento;
Produção de conhecimento escolar.
2006 O cuidado como conceito articulador de uma nova relação entre Filosofia e Pedagogia
DALBOSCO,
Cláudio Almir UPF/RS Universidade de – Passo Fundo Pedagogia; Filosofia; Ciência; Ação pedagógica; Ser-aí e cuidado. CADERNOS
DE PESQUISA 2001 Pesquisa em Educação: buscando rigor e qualidade
ANDRE, Marli USP e PUC/SP Métodos de pesquisa; pesquisador; Educação. (Qualis A1) 2002 A abordagem sócio-
histórica como orientadora da pesquisa qualitativa FREITAS, Maria Teresa de Assunção Universidade Federal de Juiz de Fora Pesquisa qualitativa; ciências humanas.
pós-modernidade:
confrontos e dilemas. Bernardete pós-modernidade; valores; currículo. 2008 Desafios metodológicos na perspectiva da rede de significações ROSSETTI- FERREIRA, Maria Clotilde et al.
USP Métodos de pesquisa; paradigmas de pesquisa; desenvolvimento humano. EDUCAÇÃO E PESQUISA 2004 Metodologia qualitativa de pesquisa MARTINS, Heloisa Helena T. de Souza. USP Sociologia; Metodologia qualitativa; Pesquisa sociológica.
(Qualis A1) 2005 Crise da consciência contemporânea e expansão do saber não cumulativo
HAROCHE,
Claudine. Centre d’Études Transdisciplinaire s - Sociologie, Anthropologie, Histoire - Paris Universidade; Contemporaneidade; Conhecimento; Consciência 2008 Por uma pedagogia do
equilíbrio GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias; TESCAROLO, Ricardo. Universidade de Brasília e PUC/PR Pedagogia; Experiência; Ética; Equilíbrio. 2008 A pedagogia científica de Bachelard: uma reflexão a favor da qualidade da prática e da pesquisa docente. FONSECA, Dirce Mendes da. Centro Universitário de Brasília Epistemologia; Metodologia; Pedagogia científica; Pesquisa, ensino e prática científica. EDUCAR EM
REVISTA 2006 O vôo da águia: reflexões sobre método, interdisciplinaridade e meio ambiente.
BRUGGER,
Paula. UFSC Meio Ambiente; interdisciplinaridade; método; epistemologia; cientificidade;
linguagem. (Qualis A2) 2006 Crítica ao fetichismo da
individualidade e aos dualismos na educação ambiental. LOUREIRO, Carlos Frederico B.
UFRJ Educação Ambiental; fetichismo; dualismo; crítica; dialética emancipatória. 2008 A Educação e o conhecimento: uma abordagem complexa. RAMOS,
Roberto. PUC/RS Educação; conhecimento; complexidade. 2008 Paradigma da ciência, do saber e do conhecimento e a educação para a complexidade: pressupostos e possibilidades para a formação docente. RODRIGUES,
Zita Ana Lago. FPA-PR/ UNICENP-EaD Paradigmas; ciência e conhecimento; Educação;
complexidade; formação docente.
CIÊNCIA E
EDUCAÇÃO 2004 Da educação em ciência às orientações para o ensino das ciências: um repensar epistemológico. CACHAPUZ, António; PRAIA, João; JORGE, Manuela. Universidade de Aveiro; Universidade do Porto; Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Educação em Ciência; Ensino das Ciências; Epistemologia
(Qualis A1) 2004 A "crítica forte" da ciência e implicações para a Educação em ciências. GRECA, Ileana María; FREIRE JÚNIOR, Olival. UFRGS- Porto Alegre UFBA – Salvador Pós-modernismo; crítica à ciência; Sociologia da ciência; Educação em ciências. 2004 A epistemologia de
Maturana MOREIRA, Marco Antonio. UFRGS- Porto Alegre Ciência; explicações científicas; Biologia do conhecer;
epistemologia. EDUCAÇÃO EM REVISTA 2007 Críticas e possibilidades da Educação e da escola na contemporaneidade: lições de Theodor Adorno para o currículo.
VILELA, Rita Amelia
Teixeira.
PUC/Minas Theodor Adorno; Educação na Contemporaneidade; Currículo. TRANS/ FORM/AÇÃO (Qualis B1) 2003 Considerações sobre a
neutralidade da ciência. OLIVEIRA, Marcos Barbosa de.
USP Ciência; tecnologia; neutralidade;
relativismo;
imparcialidade; Lacey.
PAIDÉIA
(Qualis B1) 2002 Uma revisão/discussão sobre a Filosofia da ciência.
FURLAN,
Reinaldo. USP Filosofia da ciência; metodologia científica.
FONTE: Biblioteca Eletrônica Científica Online - SCIELO, disponível em: www.scielo.org.br Organização: Renata Peres Barbosa
Dentre as origens acadêmicas dos autores, deparamo-nos com uma grande diversidade de instituições: no total, são 23 Universidades distintas, federais, estaduais e privadas, de diferentes regiões do Brasil. Esses dados estão dispostos na Tabela 3:
Tabela 3 - Instituições acadêmicas de origem dos autores
INSTITUIÇÕES ACADÊMICAS DE ORIGEM DOS AUTORES NÚMERO DE AUTORES
1 USP 7
2 UNESP 2
3 PUC/SP 2
4 UFRGS- Porto Alegre 2
5 UEM 1
6 UPF/RS – Universidade de Passo Fundo 1
7 UFES – Universidade Federal do Espírito Santo 1
8 Universidade Federal de Juiz de Fora 1
9 FGV 1
10 Centre d’Études Transdisciplinaires - Sociologie, Anthropologie,
Histoire - Paris
1
11 Universidade de Brasília 1
12 PUC/PR 1
13 Centro Universitário de Brasília 1
14 UFSC 1
15 UFRJ 1
17 FPA-PR/UNICENP 1
18 Universidade de Aveiro 1
19 Universidade do Porto 1
20 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro 1
21 UFPel – Universidade Federal de Pelotas 1
22 UFBA – Salvador 1
23 PUC/Minas 1
FONTE: Biblioteca Eletrônica Científica Online - SCIELO, disponível em: www.scielo.org.br Organização: Renata Peres Barbosa
Frente à diversidade de referências com a qual nos deparamos e o anseio de cumprir com o objetivo aqui proposto, após a realização da leitura e fichamento dos artigos, optamos por classificá-los por temáticas, e sublocá-los em grupos, para aproximar suas discussões e, assim, possibilitar nossa análise.
Reconhecemos a insuficiência metodológica e a artificialidade da classificação. Aproveitamos o momento para destacarmos a importância de se reconhecer a insuficiência do rigor científico, que na intenção de estabelecer uma classificação rígida, invariável, o objeto de estudo acaba se tornando refém do método – crítica que vai ao encontro de nossas discussões apresentadas nessa Dissertação à visão positivista de ciência. Cumpre lembrar, portanto, que utilizamos da classificação dos artigos como recurso didático, provisório, e não como critério absoluto, cientes de suas limitações, sabendo dos perigos de dispor diversas perspectivas num diálogo comum, correndo o risco de simplificá-los ou até mesmo de distorcê-los, pois cada um possui suas peculiaridades. Buscamos, dessa forma, escapar do fetiche do método, na não redução ao sempre igual e à fórmula. Por sua vez, entendemos que a validade de um texto se dá pelo seu teor crítico, o que nos deu liberdade extrapolar nossa própria classificação.
Dando continuidade a nossa proposta, classificamos quatro principais grupos de temáticas, a saber: grupo I - Pós-Modernidade; grupo II – Filosofia da Ciência; grupo III – Metodologias de Pesquisa – a dialética em questão; grupo IV – Teoria Crítica, conforme ilustrados na Tabela 4. Além disso, houve três artigos que entendemos que não dialogavam com nenhuma das temáticas dos grupos, devido à limitação de nosso próprio instrumento metodológico. Sendo assim, analisamos esses
artigos no próprio corpo do texto, utilizando-os como referenciais críticos. São eles: o artigo de Newton Duarte, o de Cláudio Almir Dalbosco e o de Claudine Haroche.
Tabela 4 – Grupos de análise
GRUPO DE
ANÁLISE TÍTULO AUTOR ANO PERIÓDICO
Procurando outros paradigmas para
a educação. BARROS, Maria Elizabeth Barros de 2000 Educação e Pesquisa
GRUPO I Por uma pedagogia do equilíbrio GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias; TESCAROLO, Ricardo. 2008 Educação e Sociedade PÓS- MODERNI DADE
Paradigma da ciência, do saber e do conhecimento e a educação para a complexidade: pressupostos e possibilidades para a formação docente.
RODRIGUES, Zita Ana Lago. 2008 Educar em Revista
O vôo da águia: reflexões sobre método, interdisciplinaridade e meio ambiente.
BRUGGER, Paula. 2006 Educar em Revista A educação e o conhecimento: uma
abordagem complexa. RAMOS, Roberto. 2008 Educar em Revista Da educação em ciência às
orientações para o ensino das ciências: um repensar epistemológico.
CACHAPUZ, António; PRAIA, João; JORGE, Manuela.
2004 Ciência e Educação
Desafios metodológicos na
perspectiva da rede de significações ROSSETTI-FERREIRA, Maria Clotilde et al . 2008 Cadernos de Pesquisa A epistemologia de Maturana MOREIRA, Marco Antonio. 2004 Ciência e
Educação A Crise e o Ensino de Ciências OLIVEIRA, Marcos Barbosa
de 1998 Educação e Sociedade
GRUPO II Considerações sobre a neutralidade
da ciência. OLIVEIRA, Marcos Barbosa de. 2003 Transformação FILOSOFIA
DA CIÊNCIA A "crítica forte" da ciência e implicações para a educação em ciências.
GRECA, Ileana María;
FREIRE JR., Olival. 2004 Ciência e Educação Uma revisão/discussão sobre a
filosofia da ciência.
FURLAN, Reinaldo. 2002 Paideia Produção de conhecimento BERGAMO, Geraldo
Antonio; BERNARDES, Marisa Rezende
2006 Educação e Sociedade A abordagem sócio-histórica como
orientadora da pesquisa qualitativa FREITAS, Maria Teresa de Assunção 2002 Cadernos de Pesquisa
GRUPO III Metodologia qualitativa de
pesquisa
MARTINS, Heloisa Helena T. de Souza. 2004 Educação e Pesquisa METODO- LOGIAS DE PESQUISA - A pedagogia científica de Bachelard: uma reflexão a favor da qualidade da prática e da pesquisa docente.
FONSECA, Dirce Mendes da. 2008 Educação e Pesquisa
A
DIALÉTICA Pesquisa, educação e pós-modernidade: confrontos e dilemas. GATTI, Bernardete 2005 Cadernos de Pesquisa EM
QUESTÃO
Crítica ao fetichismo da individualidade e aos dualismos na
LOUREIRO, Carlos Frederico B.
2006 Educar em Revista
educação ambiental.
Pesquisa em educação: buscando
rigor e qualidade ANDRE, Marli 2001 Cadernos de Pesquisa
GRUPO IV
Adorno, arte e educação: negócio da arte como negação
FABIANO, Luiz Hermenegildo 2003 Educação e Sociedade TEORIA CRÍTICA
Teoria Crítica e teorias educacionais: uma análise do discurso sobre educação
BATISTA, Sueli Soares dos
Santos 2000 Educação e Sociedade Críticas e possibilidades da
educação e da escola na contemporaneidade: lições de Theodor Adorno para o currículo.
VILELA, Rita Amelia
Teixeira. 2007 Educação em Revista
FONTE: Biblioteca Eletrônica Científica Online - SCIELO, disponível em: www.scielo.org.br Organização: Renata Peres Barbosa
O material foi analisado sob a perspectiva da confluência entre os referenciais teóricos mobilizados para a análise da cientificidade no campo educativo e a oposição entre positivismo e dialética, tal como proposta pelos teóricos críticos. Algumas questões nortearam nossa análise:
1- O artigo trabalha com a crítica aos pressupostos da teoria tradicional, no âmbito da Educação? De que forma critica? Como a discussão é colocada?
2- Como aparecem as questões colocadas pelos frankfurtianos, no que se refere à oposição positivismo e dialética?
3- Quais os caminhos sugeridos?
4- Em que a discussão contribui para a nossa pesquisa?
No grupo I – Pós-Modernidade –, foram selecionados oito artigos. Nesse grupo identificamos, claramente, a crítica aos pressupostos do positivismo e de sua limitação no campo da Educação. No entanto, os caminhos sugeridos pelos autores seguem por trajetos distintos do que os apresentados pela Teoria Crítica. No grupo II – Filosofia da Ciência –, foram selecionados quatro artigos. Nesse grupo, a partir da discussão epistemológica, foram elucidados os paradoxos que contornam a atividade científica, salientando a importância de se refletir acerca do papel da ciência. No grupo III – Metodologias de Pesquisa – a dialética em questão –, foram reunidos sete artigos, e, com a crítica metodológica, os artigos abordaram a oposição teoria tradicional e teoria crítica, em sua maioria, apresentando como contraponto o método dialético. No grupo IV – Teoria Crítica –, foram selecionados três artigos, que trabalham
explicitamente com a temática da oposição positivismo e dialética à luz dos referenciais críticos. Dos artigos que não classificamos em grupos, o artigo de Newton Duarte serviu como base teórica para análise do grupo I. Já os artigos de Dalbosco (2006) e Haroche (2005) foram debatidos ao final deste capítulo, e trouxeram um olhar crítico no que concerne a crise da cultura e da Educação e problematizações acerca da natureza e da especificidade da Pedagogia.