2. TEZİN PARADİGMASINI OLUŞTURAN KAVRAMLARIN TANIMI
2.2 Temsil Edilemeyenlerin Bir aradalığı Olarak “Süre”
Este segundo relato é sobre a principal mulher militante pela legitimação do ministério pastoral feminino batista. A pastora Zenilda Cintra, que vem registrando todos os grandes acontecimentos no que diz respeito a mulheres dentro da denominação e principalmente com relação ao ministério pastoral feminino. O desenvolvimento deste item está baseado no texto: “Uma Pastora Batista!” disponibilizado em seu blog, chamado Blog da Pastora Zenilda, onde há diversos textos e relatos que destacam a caminhada das pastoras batistas no Brasil. Mas, primeiramente, gostaria de destacar que sua militância não favorece o desenvolvimento de seu ministério, mas antes, traz desvantagens para o avanço de sua vocação, como segue em seu relato:
“Nós somos identificadas como essa liderança, mais eu mesma, eu tenho consciência disso e isso me traz muito mais desvantagens do que vantagens[...] Eu tenho praticamente todas as portas fechadas hoje, institucionalmente falando, todas[...] Eu sou uma pessoa, que eles sabem, se eu vir eu vou falar, eu tenho blog eu tenho as coisas, então eles escondem informações, escondem tudo[...] Eu acho que eu cheguei onde cheguei, pode ser que eu esteja completamente errada, mas é a minha percepção, por que eu não bati de frente com pessoas, eu evitei[...] Eu dificilmente coloquei nomes[...] Porque eu não queria levantar inimigos, mesmo assim eu levante, é impossível não levantar[...] Ao longo dos anos eu consegui conservar amizade com a maioria[...] O pessoal respeita a luta, eles podem não concordar mas eles respeitam a trajetória, a seriedade da trajetória, que você tem um preço alto pra pagar.”
Pastora desde 04 de abril de 2004, foi ordenada pela IBAC - Igreja Batista Curuçá, em Santo André, São Paulo, e desde então caminha como pastora ao lado de
seu marido, Pr. Fernando Cintra. Nasceu em lar evangélico e batista. Seu pai, Oswaldo, era evangelista e dirigia a Igreja Batista Monte das Oliveiras, em Santo André, onde também participavam sua mãe e seus quatro irmãos. Zenilda Reggiani
CINTRA, destaca que viveu “todas as fases e sequências de organizações, coros e
conjuntos tão peculiares à igreja batista.”
Sua conversão aconteceu aos sete anos, em uma série de conferências evangelísticas, foi batizada alguns meses depois. Se sentiu chamada pela primeira vez ouvindo a história da missionária Noemi Campelo, na organização Mensageiras do Rei. Aos 16 anos, Deus renovou seu chamado quando ouviu uma mensagem do Pr. Mário Pereira da Silva, da Igreja Batista em Vila Gerte, São Caetano do Sul, São Paulo.
Quando se sentiu chamada por Deus, achou que seria missionária, pois sempre teve envolvimento missionário. Lembra que na década de 1970, quando estava no seminário, ninguém falava sobre ministério pastoral feminino no contexto batista. Zenilda Reggiani CINTRA (2008) relata que:
“Já naquele peŕodo, comecei a ler muitas coisas sobre mulheres, tanto na literatura secular como evangélica. No final do curso, fui designada pela minha turma para ser a oradora. Meu tema foi “Deus, Mulher e Vocação”. Nesse discurso, falei como Deus chamava segundo o seu propósito, sua multiforme sabedoria e por causa das necessidades do Reino, sem acepção de pessoas. Tive as mais diversas reaç̃es, mas a maioria delas com um silêncio.”
Entre os anos de 1981 e 1988, não entendia porque as missionárias “plantavam a semente do evangelho, regavam e quando essas sementes cresciam
precisavam de um pastor para batizar, celebrar a ceia, fazer casamentos e etc.”
Dúvidas que não compartilhava, porém em rodas de amigos sempre favorecia o ministério pastoral feminino. Mas, ao ser questionada se desejava ser pastora, afirmava categoricamente que não.
Zenilda Reggiani CINTRA, lia, ouvia, debatia e escrevia a respeito de mulheres no pastorado, porém não pensava ser um ministério para ela. Foi a partir daí que Deus começou a falar com ela:
“O Esṕrito começou a incomodar-me com a pergunta: se dali a algum tempo o Senhor me chamasse à sua presença, o que eu falaria dos meus últimos anos no que se referia ao ministério? Foi então que fui amadurecendo a decisão de trabalhar integralmente com a igreja. E assim fiz a partir de 1999.Para a igreja também foi algo novo. Quando meu marido assumiu o pastorado, a igreja tinha completado 40 anos e durante toda a sua trajetória tinha se acostumado com esposas de pastores dedicadas, fiéis, mas que somente acompanhavam seus maridos. Para muitas pessoas era difícil conviver com alguém preparada, com área de ministério, opiniões e decisões. Nesses anos, a convicção que Deus tinha me chamado para ser pastora foi crescendo. Cheguei a ouvir alguns dizerem que nunca me chamariam de pastora, jamais fariam qualquer coisa que eu pedisse e que para elas só existia o meu marido como pastor. Um dia, em casa, após ouvir mais uma vez algo semelhante, orando ao Senhor em lágrimas, ele me falou no texto em 2 Coríntios 3.4-6: “E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós, pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do esṕrito, porque a letra mata, mas o esṕrito vivifica”. A partir desse momento, nunca mais tive qualquer indecisão a respeito do meu chamado para ser pastora.” (2008)
Sua militância resultou em um blog que reúne mais de 205 nome de pastoras que atuam em todo o país, se sente primeiramente pastora do Reino, e em segundo lugar, de uma igreja batista da Convenção Batista Brasileira. Acredita que se Deus a chamasse à eternidade e perguntasse o que ela fez nesses últimos anos, ela diria:
“enfim, amado Senhor, exerci a vocação para a qual o Senhor me chamou desde o ventre de minha mãe: pastora do teu rebanho!” Além de cumprir sua vocação, a
militante é a principal figura de (r)existência das pastoras batistas, doando sua vida para que a gênese do ministério pastoral batista seja construída, divulgada e legitime o trabalho das demais pastoras batistas no Brasil.