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TEMPERİT PROSESİNİN İÇERDİĞİ TEMEL METALURJİK

Na seara jurídica, não há distinção entre risco e perigo. O senso comum, contudo, induz a diferenciação a certa gradação entre um e outro. O risco seria a potencialidade de ocorrência do dano, enquanto que, no perigo, tal dano seria iminente. Mais precisas parecem as definições de Wharton:25

“Perigo são os tipos de acontecimento que causam ou tem o potencial de causar algum tipo de dificuldade, lesão ou acidente”. “Risco é a probabilidade de um perigo causar dano”.

Exemplificando, um raio pode significar um perigo para determinado monumento, como uma escultura ao ar livre; mas a gradação da possibilidade de ocorrência do dano – ou seja, o risco –, é significativamente menor que em virtude de outros fatores (acontecimentos ou tipos de perigo) que podem causar a degradação do material, como a deposição de poeira, a proliferação de fungos ou mesmo o vandalismo. Gerenciar os riscos, diante da estimabilidade e incerteza de seus fatores, parece ser um desafio.

Será utilizada como definição de gerenciamento de riscos, na linha apontada por Hollós e Pedersoli (2009),26 aquela da norma técnica australiana e zeo-

holandesa sobre o tema, a qual define tal locução como “a cultura, processos e estruturas voltados para a concretização de oportunidades potenciais e para o manejo de efeitos adversos”. Os cientistas em tela abordaram, também, a interdisciplinaridade do tema e as suas especificidades em relação à preservação do

25

Disponível em: <http://www.ecobrasil.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=365&sid= 63>. Acesso em 10.01.2013.

26 Gerenciamento de Riscos, uma abordagem interdisciplinar. Hollos e Pedersoli, PontodeAcesso,

patrimônio cultural, estruturando a identificação de riscos considerando a ocorrência de dez agentes de degradação (forças físicas, criminosos, fogo, água, pestes, poluentes, luz/UV, temperatura incorreta, umidade relativa incorreta, dissociação), devendo ser considerado, ainda, o contexto físico em que se situam. Engenheiros, químicos, físicos, biólogos etc. estão envolvidos na avaliação desses riscos.

Essa “estimabilidade” dos efeitos colaterais de uma determinada conduta ou de um determinado perigo poderia, também, ser definida como risco. Não há, frise- se, certezas absolutas, e todo o processo causador da mácula é dinâmico.

Mais uma vez, ensina Beck (2011, p. 241):

Não é possível continuar a aceitar o mito da imprevisibilidade dos efeitos. Não é a cegonha que traz os efeitos – eles são feitos. E, de fato, em meio a e apesar de toda a incalculabilidade, também e justamente nas próprias ciências. Isto se torna visível quando se diferencia sistematicamente calculabilidade dos efeitos e sua imanente previsibilidade. [...] A possibilidade de estimabilidade dos efeitos colaterais saltam à vista somente quando se leva em conta que, com a passagem para a modernidade reflexiva, o próprio conceito de “calculával-incalculável” se altera; calculabilidade já não quer dizer apenas controlabilidade racionalmente funcional e incontrolabilidade tampouco significa a impossibilidade de um controle racionalmente funcional. [...] Se ao contrário, a calculabilidade for compreendida como “estimabilidade, isso corresponderá então à situação objetiva que surge sob as condições da modernização reflexiva: praticamente, os efeitos reais continuam mais imprevisíveis do que nunca. Ao mesmo tempo, os efeitos colaterais são privados de seu caráter latente e, como consequência, tornam-se “estimáveis” em triplo sentido: o conhecimento sobre eles está (por definição) disponível; não é possível sustentar por muito tempo a escusa da incontrolabilidade; nesse sentido, por conta do conhecimento sobre possíveis efeitos, somos forçados a reconfigurá-los. Uma calculabilidade decrescente é assim acompanhada por uma crescente “estimabilidade” dos efeitos colaterais; e mais: uma condiciona a outra.

Elucidativas as palavras de Barboza (2011, p. 25) para melhor entender o gerenciamento:

O gerenciamento de riscos baseia-se na identificação dos perigos existentes e de suas causas, cálculo dos riscos que estes perigos representam, elabo- ração e aplicação de medidas de redução destes riscos, quando necessá- rias, com a posterior verificação da eficiência das medidas adotadas.

Aprofundando o conceito de riscos para além das ciências exatas, assevera Brokerhof: “Risco é a possibilidade da perda de valores ínsitos ao objeto protegido”, podendo ser classificado em raro, ocasional ou contínuo.27

Em tal definição, deve ser frisado que a perda se dá nos valores ínsitos ao bem – e não necessariamente do bem em si –, como suporte material do valor. Exemplificando: determinada edificação, cujo valor arquitetônico se mantém preservado, mas o esvaziamento da localidade extermina o seu valor de uso, impossibilitando sua funcionalidade. Noutro giro, pode-se pensar no perigo de um ato de descaracterização de um monumento: uma restauração do nariz do busto de Aleijadinho, no Chafariz de Ouro Preto, poderia ser uma intervenção perigosa para este? Haveria desvalorização pela comunidade, que veria no monumento uma inserção de terceiros, maculando o bem protegido?

Nesse ponto, parece residir a peculiaridade mais importante do gerenciamento de riscos na seara da preservação do patrimônio cultural: na observância dos diversos valores que não se subsumem apenas à preservação do suporte material que viabiliza ou mesmo que simboliza a proteção. Ele vai além, devendo considerar todos aqueles apontados no item 7.6 deste estudo.

Há necessidade, portanto, de inserir na proteção interdisciplinar do patrimônio cultural, as ciências humanas. Afinal, valores (significância cultural) vêm do homem, e nosso arcabouço jurídico de proteção da sociedade ainda é antropocêntrico.

Assim, como indicou o Getty Conservation Institute, em documento de 2000,28

há três perspectivas distintas e interdependentes para a análise da preservação do patrimônio: 1) a conservação física; 2) o contexto de gestão, que implicaria na disponibilização de recursos, públicos ou privados, na capacitação de corpo técnico, na intervenção no direito de propriedade etc.; e, finamente, 3) significância cultural.

A primeira vertente – conservação física – traz à lembrança o necessário uso da melhor tecnologia e o papel do cientista da conservação.

Deve-se, primeiramente, entender o conceito em tela para se trabalhar com ele, dentro da visão estabelecida pela política nacional de meio ambiente.

27In: Collection Risk Management – The Next Frontier – Brokerhof, Agnes W. Disponível em:

<http://www.rijksdienstvoorhetcultureelerfgoed.nl/sites/default/files/documenten/downloads/2006_CMA _Next%20frontier.pdf >. Acesso em 08.01.2013.

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Ainda que o desenvolvimento seja um direito humano fundamental reconhecido internacionalmente, a utilização dos recursos ambientais de forma regrada é um imperativo para que tal desenvolvimento ocorra de forma sustentável. Note-se, como ressaltou Beck (2011, p. 73), tendo como pano de fundo a análise do risco: “A primeira prioridade da curiosidade científico-tecnológica remete à utilidade produtiva, e só então, num segundo passo, e às vezes nem isto, é que se consideram também as ameaças implicadas.”

Os perigos ou ameaças externas trazidas pelos novos empreendimentos, ínsitos ao desenvolvimento, são uma preocupação. Noutra ponta, ainda que eventuais degradações advenham de processos naturais ou do uso, merecem ser avaliadas sob as três vertentes apontadas. As políticas públicas ligadas à conservação do patrimônio cultural, em ambas as hipóteses, justamente por terem como objeto um direito humano fundamental de matriz não renovável, devem ser concretizadas com excelência.

Na Pré-Conferência temática “Ciência e Patrimônio Cultural” para a IV Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada em 09 de abril de 2010, afirmaram os experts que:

O patrimônio cultural demanda, igualmente, conhecimento científico para participar do desenvolvimento tecnológico nacional e afirmar domínio em campo especializado de conhecimento. Impõe-se a necessidade de superar a dependência tecnológica, buscando, inclusive, a adaptação às necessidades e peculiaridades do nosso meio físico. É preciso evitar, por exemplo, a subordinação de protocolos de preservação de bens culturais próprios para as condições ambientais do hemisfério norte, assim como a dependência de monopólios de assistência técnica e da importação de equipamentos (Disponível em: <http://www.icom.org.br/INFORME%20para %20pré>. Acesso em: 04.07.2012).

Mas o que é, então, “tecnologia”? O termo vem do grego techne, que significa artefato, saber fazer, e logos, pensamento ou razão. Técnica e tecnologia, portanto, são coisas distintas. A técnica é o próprio modus faciendi, sendo a preocupação de seu executor, em primeiro plano, o objeto que se pretende produzir. Ao revés, a

tecnologia é o estudo das várias técnicas utilizadas para produção, descobrindo-se a razão pelas quais as mesmas são utilizadas.

Segundo Longo,29 “tecnologia é o conjunto de conhecimentos científicos ou

empíricos empregados na produção e comercialização de bens e serviços”. Verazsto, Silva, Miranda e Simon30 afirmam que:

Na técnica, a questão principal é do como transformar, como modificar. O significado original do termo techné tem sua origem a partir de uma das variáveis de um verbo que significa fabricar, produzir, construir, dar à luz, o verbo teuchô ou tictein, cujo sentido vem de Homero; e teuchos significa ferramenta, instrumento (TOLMASQUIM, 1989; LION, 1997). A palavra tecnologia provém de uma junção do termo tecno, do grego techné, que é saber fazer, e logia, do grego logus, razão. Portanto, tecnologia significa a razão do saber fazer (RODRIGUES, 2001). Em outras palavras o estudo da técnica. O estudo da própria atividade do modificar, do transformar, do agir (VERASZTO, 2004; SIMON et al, 2004a)

Uma concepção meramente utilitarista e diminutiva da tecnologia deve ser afastada. A ferramenta ou o mero produto gerado com seu uso não são tecnologia. Noutra ponta, uma visão universalista, que assevera da possibilidade de um mesmo produto (artefato tecnológico) ou de uma mesma técnica surgirem em qualquer lugar do mundo, também parece ser uma falácia. A tecnologia encontra-se imbricada com aspectos sociais; é pela cultura permeada.

Ainda, mais uma vez se trazem as afirmações de Verazsto et al:

Assim, colocadas as diferentes ideias e concepções que se tem acerca da tecnologia, neste trabalho assumimos a ideia de que tecnologia é um conjunto de saberes inerentes ao desenvolvimento e concepção dos instrumentos (artefatos, sistemas, processos e ambientes) criados pelo homem através da história para satisfazer suas necessidades e requerimentos pessoais e coletivos.

O conhecimento tecnológico é o conhecimento de como fazer, saber fazer e improvisar soluções, e não apenas um conhecimento generalizado embasado cientificamente. Para a tecnologia é preciso conhecer aquilo que é necessário para solucionar problemas práticos (saber fazer para quê), e assim, desenvolver artefatos que serão usados, mas sem deixar de lado todo o aspecto sociocultural em que o problema está inserido.31

Depreende-se de tudo quanto afirmado que a melhor tecnologia, então, destina-se a evitar, mitigar ou até mesmo compensar máculas ao patrimônio cultural

29

“Tecnologia Militar: conceituação, importância e cerceamento. Wladimir Pirró e Longo. Disponível em: < www.waldimir.longo.nom.br/artigos/112%20A.doc>. Acesso em 05.02.2013.

30 Disponível em: <http://prisma.cetac.up.pt/60_Tecnologia_Buscando_uma_definicao_para_o

_conceito_Estefano_Veraszto_et_al.pdf>. Acesso em 27.07.2012.

31

Disponível em: <http://prisma.cetac.up.pt/60_Tecnologia_Buscando_uma_definicao_para_o _conceito_Estefano_Veraszto_et_al.pdf>. Acesso em 27.07.2012.

geradas por empreendimentos a serem licenciados – tradutores do desenvolvimento econômico e que trazem perigos específicos – ou mesmo por outros fatores (vandalismo, raios, chuvas, desastres naturais, ação predatória do homem, desgaste natural do material etc.), não vinculado diretamente àqueles. A locução, então, encontra-se imbricada ao gerenciamento de riscos.

A investigação do comportamento de materiais, as intervenções apropriadas e sua eficácia em longo prazo devem ser objeto, portanto, da ciência da conservação, cuja definição se encontra na Carta de Olinda, documento publicado durante o I Simpósio de Técnicas Avançadas em Conservação de Bens Culturais:

[...] A área de ciência e tecnologia voltada para a conservação de bens culturais que estuda a natureza material destes bens, desenvolvendo métodos de análise, datação e de avaliação de técnicas e processos de intervenção, possibilitando, portanto, materiais e métodos para o entendimento e o tratamento das degradações e suas manifestações, contribuindo ainda para estratégias de conservação preventiva de bens culturais.

Ainda, ao se avaliar um acervo documental ou uma edificação, por exemplo, há necessidade de envolvimento de diferentes profissionais das mais diversas áreas técnicas, como apontou a complexidade e a quantificação indicada por Waller (1995)32 Todavia, conforme já delineado anteriormente – e, com mais razão, na proteção do patrimônio cultural – apenas o conhecimento técnico, não permeado pelas ciências humanas e sociais, parece ser insuficiente.

A terceira vertente então apontada pelo Instituto Getty mostra-se de extrema importância: analisar a “significância cultural” do bem. Aqui se descobre o porquê e para quem o objeto de proteção é conservado e a percepção sobre o impacto das intervenções. Observa Castriota (2009) que a ausência de marco teórico mais sólido, que envolvesse a avaliação principalmente do terceiro ponto, dificulta a participação das Ciências Humanas e Sociais. Para além do rigor da melhor tecnologia, ínsita à

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Waller traduz sua intensa preocupação com a preservação do patrimônio cultural, identificando a necessidade do gerenciamento de riscos, através de acompanhamento detalhado e quantificado do comportamento de materiais e condições dos envoltórios dos objetos. Não parece, contudo, considerar o aporte que poderia ser trazido à conservação através das ciências humanas e sociais, mantendo a ciência da conservação estanque em relação às demais. Há dois interessantes artigos de sua lavra, indicados para aprofundamento do tema: “Gerenciamento de Riscos aplicado à Conservação Preventiva”, disponível em <http://www.museum-sos.org/docs/WallerSPNHC1995pdf. (Acesso em 10.01.2013), e “Efetiva Preservação: da reação ao prognóstico”, disponível em <http://www.getty.edu/ conservation/publications_resources/newsletters/pdf/v19n1.pdf>.

primeira vertente, há que se pensar também na interdisciplinaridade necessária, em virtude dos valores reconhecidos socialmente, envolvendo antropólogos, sociólogos, historiadores etc. nas avaliações necessárias ao gerenciamento em questão.

Brokerhof (2006), em artigo publicado sobre o tema, expôs estudo de caso sobre o Museum Amstelkring, em Amsterdã. A edificação, datada do século XVII, é extremamente importante, não somente pelo acervo móvel e documental que lhe são acessórios, mas, também, porque detém uma particularidade extremamente interessante, considerada por Brokerhof (2006) o seu “objeto” mais significativo: uma igreja católica totalmente preservada, construída em época de banimento do catolicismo e ainda utilizada em cerimônias. No estudo de riscos, chegou-se a mencionar a possibilidade da retirada de parte do acervo do Museu ou restrição drástica do acesso a tal igreja, mercê de vários fatores.33 Esta, contudo, não foi uma opção levada a cabo. É interessante notar que isso, mui provavelmente, feriria os valores ínsitos à própria edificação e descaracterizaria o local como um local de memória. Além disso, seu “valor de uso” também seria maculado.

Ao final de seu estudo, a cientista holandesa elenca, de forma bastante interessante, o que a humanidade deve fazer para a preservação do patrimônio cultural: produzir dados que nos capacitem a quantificar os riscos; 2) procurar métodos que reduzam as perdas; 3) estar preparado para reagir diante de eventuais desastres; 4) tomar decisões bem fundamentadas para alocar recursos, a fim de evitar os riscos mais relevantes; e 5) cruzar a fronteira da conservação preventiva para o gerenciamento de risco (Brokerhof, 2006).

A necessidade de atrelamento entre avanços tecnológicos e aspectos sociais também foi pontuada por Beck (2010, p. 251), que brilhantemente afirmou:

No envolvimento com riscos do avanço científico-tecnológico, a pesquisa é atada a interesses e conflitos sociais. Na mesma medida, ganha uma importância central e ao mesmo tempo geradora de hipóteses o contexto de utilização dos resultados científicos, imperdoavelmente negligenciado até hoje pela filosófica da ciência. Com isso, porém, a fronteira entre validade e gênese, constitutiva para a prática de pesquisa, é superada ou suspensa. Em seu fulcro, a pesquisa amarra-se a uma reflexividade social. Isto pode proporcionar a categorias de assimilação social e ambiental uma importância decisiva, capaz de fomentar a pesquisa, mas em todo caso entregado a decisão sobre hipóteses aos critérios implícitos da aceitação social.

33

Para aprofundamento, leia Collection Risk Management – the Next Frontier, de Agnes W.

Brokerhof, disponível em <http://www.rijksdienstvoorhetcultureelerfgoed.nl/sites/default/files/docu menten/downloads/2006_CMA_Net%20frontier.pdf >. Acesso em 08.01.2013.

Por último, mas não menos importante, a segunda vertente: o contexto de gestão. Especificamente quanto à gestão de riscos, traduz-se em uma forma de intervenção do Estado ou mesmo de atuação do particular, avaliando-se os riscos e delimitando-se as medidas de conservação cabíveis à espécie. E na conservação encontra-se o eterno dilema da ausência de recursos suficientes, limite fático que precisa ser transposto ou mitigado. O estabelecimento de prioridades para sua utilização, seja público ou privado, dependerá dessa análise minudente, científica (melhor tecnologia), mas também interdisciplinar com as Ciências Humanas e Sociais.

Evitar e mitigar riscos, portanto, é um objetivo a ser alcançado na seara do patrimônio cultural, principalmente, frise-se, por sua não renovabilidade. Essa forma de atuação envolve não somente o Estado, mas também o particular. Prevenção e precaução parecem ser, então, as palavras de ordem. Mas, somente a aplicação desses dois princípios não basta, razão pela qual se faz necessária a análise de alguns outros que auxiliam, e muito, na proteção do patrimônio cultural.

Benzer Belgeler