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5. MATERYAL, METOD VE TEMATİK HARİTALARIN ELDE EDİLMESİ

5.1 Tematik Haritaların Elde Edilmesi Ve Değerlendirilmesi

O termo mal-estar é utilizado para “descrever os efeitos permanentes de caráter negativo que afetam a personalidade do professor como resultado das condições psicológicas e sociais em que se exerce a docência devido à mudança social acelerada”. (ESTEVE, 1994, p. 24)

Segundo o autor citado, esse fenômeno vem gerando sentimentos de desmoralização e desmotivação, devido às vicissitudes do processo de reconstrução identitária em que o contexto da complexidade instaurou na profissão docente. Provavelmente o impacto negativo que isso produz na educação, traduzem a preocupação que pode gerar na qualidade da educação.

Mosquera e Stobäus (2001, p. 25) definiram o mal-estar docente, dizendo que “é uma doença social que provoca a pessoal e é causado pela falta de apoio da sociedade aos professores, tanto no terreno dos objetivos de ensino, como nas compensações materiais e no reconhecimento do status que lhes atribui”.

Ao aprofundar o tema, Esteve (1999) descreve os fatores ou indicadores da presença do mal-estar do professor, classificando-os em dois tipos: primários (ou principais) e secundários (ou contextuais).

Os fatores primários são aqueles que incidem diretamente sobre a ação do professor em sala de aula, gerando tensões associadas a sentimentos e emoções negativas. Os fatores secundários se referem às condições ambientais, ao contexto em que se exerce a docência.

Estes fatores incidem, especialmente, na transferência de atividades sociais da comunidade e da família para os professores, na crise no sistema de valores (que valores transmitir ou questionar), nos múltiplos papéis exigidos dos professores, na falta de reconhecimento social, na modificação no status do professor, no avanço do conhecimento e na necessidade de pensar uma nova estrutura de formação continuada.

Os fatores contextuais provocam: modificação no papel do professor (as novas funções decorrentes da burocratização da profissão) e imposição dos agentes tradicionais da sociedade (a transferência dos papéis educativos da família para a escola); modificação do contexto social (a multiculturalidde e a exigência da inclusao); redefinição dos objetivos do sistema de ensino e o avanço do

conhecimento (a massificação do ensino e as constantes alterações das metodologias pedagógicas); a fragilização social da imagem do professor.

Seus estudos também apontam que nos fatores principais há a debilidade dos recursos materiais e condições de trabalho face às necessidades educativas; violência nas instituições escolares; esgotamento docente e a acumulação de exigências sobre o professor.

Jesus (2002, p. 15) também disserta,:

O mal-estar docente é um fenômeno dos nossos dias, quer pelo aumento brusco da percentagem de professores com sintomas de mal-estar nos últimos anos quer pelo facto de no passado os professores não apresentarem índices mais elevados de insatisfação, stress ou exaustão do que outros profissionais. Assim, mal-estar docente é um fenômeno da sociedade atual, estando interligado com as mudanças sociais que ocorreram nas últimas décadas, com implicações no comportamento dos alunos na escola [...].

Para Travers e Cooper (1997, p. 25),:

Os motivos principais para pôr uma maior ênfase sobre os problemas próprios da profissão docente e sobre o stress que esta provoca se devem às mudanças no papel dos professores e as formas de trabalho [...]. São novas e não tão claramente definidas as exigências. Pede-se que repense seu papel, cobra-se que eduquem para tempos que não se sabe ao certo dizer como são, que preparem mesmo que não saibam ao certo para quem, em que e para que mundo.

Diante das exigências que lhe são colocadas pela profissão, o conceito de mal-estar traduz a falta de capacidade que o professor tem de transgredir face a essa realidade. Segundo Jesus (2000, p. 235) distinguem-se três etapas no desenvolvimento do mal-estar:

[...] primeiro, as exigências profissionais excedem os recursos do professor, provocando stress; segundo, o professor tenta corresponder a essas exigências aumentando o seu esforço; por fim, aparecem os sintomas que caracterizam o mal-estar propriamente dito.

Essas constatações revelam o quanto esse profissional está vulnerável a todas essas situações no contexto educativo, até porque, percebe-se que o aumento das responsabilidades dos professores não foi acompanhado de uma melhoria efetiva das condições de trabalho para o exercício da docência.

A acelerada mudança no contexto social, em que exercemos o ensino, apresenta, a cada dia, novas exigências. Portanto, os professores se encontram ante o desconcerto e as dificuldades de demandas mutantes e a contínua crítica social por não chegar a atender essas novas exigências. Às vezes o desconcerto surge do paradoxo de que essa mesma sociedade, que exige novas responsabilidades dos professores, não lhes fornece os meios que eles reivindicam para cumpri-las. Outras vezes, da demanda de exigências opostas e contraditórias. (ESTEVE, 1995, p.13)

Esse novo cenário impõe a profissão docente uma ambivalência em sua raiz profissional. Ao mesmo tempo em que lhe conferem a tarefa de mestre do saber, carregada de um sentido „salvador‟ da transformação humana, lhe é cobrado uma série de exigências e atribuições sociais que não consegue considerar e transformar no seu ofício.

Assim, a crise da docência, que se desdobra em mal-estar, desmotivação, desvalorização da profissão e busca de novas formas de representação social, vem atrelada à crise da solidez no paradigma da complexidade.

Essa complexidade de contextos, exigências e atributos desafia o profissional da educação. Cabe-nos, então pensar, que contexto complexo é esse.

Morin (2000b, p. 330) o define,:

Chamo paradigma de complexidade ao conjunto dos princípios de inteligibilidade que, ligados uns aos outros, poderiam determinar as condições de uma visão complexa do universo (físico, biológico, antropossocial).

É nessa complexidade que devemos pensar algumas contribuições que podem ajudar na minimização do mal-estar e na promoção de um bem-estar. Uma das estratégias seria o uso de coping, definido como “os esforços comportamentais constantes e mudanças cognitivas para lidar com exigências internas ou externas que excedem os recursos adaptativos dos sujeitos" (Jesus, 2000, p. 249, apud Lazarus & Folkman, 1984; Latack, 1989; Pestonjee, 1992).

No entanto, essa tarefa não é só do professor, cabe também ao Estado e à gestão pedagógica da escola prover melhorias e ambiente favorável, para que a profissão docente seja valorizada e reconhecida pela sociedade, e os professores possam atuar de forma competente.

Benzer Belgeler