3. BÖLÜM: FĠLM FESTĠVALLERĠ
3.1. Türkiye'deki Film Festivalleri Ve Kadın Filmler
3.1.4. Tematik Film Analizi
O BSC mostra ser a técnica mais abrangente que as demais, pois contempla aspectos que outras técnicas não tratam. Por ser uma técnica mais formal e estruturada (ferramentas bem definidas para organização dos objetivos, com referências disponíveis que detalham a maioria dos passos para aplicar a técnica), ela se mostra mais versátil para contemplar uma estratégia e divulgá-la de maneira homogênea, especialmente em empresas maiores, onde a complexidade organizacional e a quantidade de pessoas contribuem para dificultar a comunicação e a disseminação da estratégia.
Nesta pesquisa, foi possível comprovar alguns aspectos da ferramenta que é difundida por Kaplan e Norton como a contribuição para a comunicação, a divulgação da estratégia para toda a organização e a representação de uma maior abrangência nos temas dos objetivos, especificamente por usar mais os objetivos de Responsabilidade Social Corporativa.
Entre as cinco técnicas analisadas, o BSC se destacou em termos de contribuição para a comunicação da estratégia, para a organização como um todo, mostrando que, na prática, as premissas de Kaplan e Norton, no que diz respeito à comunicação e ao alinhamento da estratégia, mostram-se adequadas.
Embora seja possível encontrar o uso do BSC em empresas de todos os tamanhos, notadamente, entre todas as técnicas, o BSC é a mais usada por empresas de grande faturamento (acima de R$1 bilhão), com 61,10% das respostas, cujos participantes indicaram usar essa técnica.
Também, foi constatado que o BSC é a técnica em que seus respondentes mais contribuem para partes do processo estratégico, em vez de contribuir para o processo estratégico como um todo. Como a técnica do BSC também é a mais usada pelas grandes empresas, isso pode
sugerir que as grandes estruturas organizacionais, com vários colaboradores e áreas, fazem com que seja mais fácil participar apenas de partes do processo estratégico e contribuir de maneira fragmentada. Outra possível razão pode ser a facilidade de identificar e dividir as perspectivas do BSC por áreas da empresa.
Deve-se destacar, também, que o BSC é a técnica que estabeleceu o maior número médio de objetivos, assim como pelo segundo maior número de objetivos implementados com sucesso. Por um lado, essa característica demonstra que o grande número de objetivos pode aumentar as chances de a empresa alcançar todas as áreas da empresa; por outro lado, deve-se ressalvar que um número muito grande de objetivos pode dificultar sua gestão.
Neste ponto, talvez seja possível identificar um possível tema de pesquisa, visando ao ajuste na implementação, buscando a otimização no número de objetivos a ser implementado e acompanhado. Isso abordaria uma das críticas a esta técnica, que é a de, em alguns casos, levar ao uso de objetivos e indicadores em número demasiadamente elevado.
Por fim, o BSC é a técnica que mais usa os objetivos agrupados no fator “Responsabilidade Social Corporativa”, destacando a característica abrangente dessa técnica, que permite envolver todas as áreas da administração, inclusive a de Responsabilidade Social, e não apenas aspectos puramente financeiros, mercadológicos e processuais.
A APO apesar de ser um conceito estabelecido na década de 1950, ainda é usada por 15,2% das organizações da amostra pesquisada. Os conceitos de Drucker contribuíram para inspirar várias outras técnicas que são mais recentes que a APO, mas, seguem características essenciais da técnica original, como os objetivos SMART e a distribuição de objetivos por áreas da organização.
Na amostra pesquisada, a APO foi uma das técnicas que se destacou em relação aos objetivos implementados com sucesso. Apesar de uma pequena diferença, essa técnica obteve em média, relativamente, o maior número de objetivos implementados com sucesso. Apesar de não haver mais destaques para esta técnica, obtidos na pesquisa, esse aspecto, juntamente com os pontos positivos já destacados, podem ser as justificativas da continuidade da adoção desta ferramenta mesmo com outras técnicas disponíveis atualmente.
A técnica de Objetivos Financeiros também obteve alta participação na amostra, sendo a segunda mais indicada pelos participantes da pesquisa, apesar de existirem técnicas alternativas para acompanhar a empresa como um todo, além dos aspectos essencialmente financeiros. As preocupações com o curto prazo, fluxo de caixa, endividamento e financiamentos podem ser questões que direcionam as empresas a usar apenas os objetivos financeiros.
Na pesquisa realizada, essa é a segunda técnica mais utilizada por grandes empresas (faturamento acima de R$ 1 bilhão), e a segunda técnica em que a maior parte dos respondentes indicou participar, de maneira fragmentada, no processo estratégico, em vez de contribuir para a estratégia como um todo. Esses dois resultados sugerem que se usa intensamente a técnica de Objetivos Financeiros em empresas maiores, onde é usual que se faça a divisão dos objetivos e dos indicadores para áreas ou equipes responsáveis pela apuração e acompanhamento. Desta forma, os colaboradores das organizações que trabalham dessa maneira acabam contribuindo, apenas, para os fragmentos da estratégia com o qual possuem contato.
Considerando o uso de categorias de objetivos, essa técnica trata, predominantemente, dos objetivos de Geração de Valor — de todas as técnicas pesquisadas é a que mais usa esta categoria de objetivos, corroborando sua característica essencialmente financeira. Este aspecto é reforçado, quando se analisa outro agrupamento de objetivos estratégicos, já que essa técnica é das que menos trata os objetivos de Responsabilidade Social Corporativa, confirmando seu foco em aspectos financeiros.
Em termos de comunicação, a técnica de Objetivos Financeiros destacou-se, negativamente, pois é a que menos contribui para a comunicação da estratégia empresarial para a organização como um todo, segundo os resultados da pesquisa.
A técnica Participativa se destaca pela inclusão dos colaboradores da empresa na definição da estratégia e por sua divulgação ampla na organização. Na amostra analisada, é a técnica em que a maioria dos respondentes indicou que a divulgação da estratégia é feita para todos na corporação.
decidem ou participam do processo estratégico, como um todo, reforçando a característica primordial desta técnica.
A técnica participativa é a terceira técnica entre as que possuem o maior número de objetivos estratégicos implementados com sucesso. Desta afirmação, pode-se sugerir uma relação entre a participação dos colaboradores com a construção, comunicação da estratégia, o engajamento das pessoas e resultados positivos em termos de implementação de objetivos com sucesso.
A técnica Intuitiva-Criativa é usada predominantemente em empresas com faturamento inferior a R$ 1 bilhão, o que sugere que seja a técnica mais utilizada em organizações menores, devido à proximidade com os níveis decisórios, geralmente os proprietários e decisões da estratégia, o que a deixa menos formal.
Em termos de divulgação, essa é a técnica que se caracteriza por divulgar a estratégia apenas para determinados níveis da organização. O que, de certa forma, faz sentido com as características da técnica que centraliza a estratégia nos proprietários, ou em poucos executivos das empresas.
A técnica Intuitiva apresentou na pesquisa números de objetivos estabelecidos e de objetivos implementados com sucesso menores do que as demais técnicas. Isso sugere que a definição da estratégia concentrada em poucas pessoas pode gerar uma lista de objetivos mais enxuta, porém, com menor taxa de sucesso, conforme os resultados apresentaram. Uma questão em aberto é se a taxa de sucesso na implementação de objetivos estratégicos é uma função do tratamento da empresa ou do número de objetivos.
Por outro lado, a técnica Intuitiva caracterizou-se por ser uma das duas técnicas que menos utilizam os objetivos de Geração de Valor e Responsabilidade Social Corporativa, não deixando claro qual seria sua linha de objetivos prioritários a ser conduzida pela técnica. Cabe analisar se esse método realmente é o mais adequado, mesmo para empresas menores, que encontram agilidade e precisam de flexibilidade em suas ações, mas, por outro lado, precisam comunicar melhor seus objetivos e fazer desenvolver sua estratégia.