2. TEL DİKİŞ DÜZENİ AYARLARI VE HATALARIN GİDERİLMESİ
2.3. Dikiş Hataları ve Giderilme Yöntemleri
2.3.8. Tel Mekiğe Geçmiyor
Apesar de todo o conhecimento científico sobre a história natural da doença; diagnóstico e tratamento hanseníase, ela permanece como um problema de saúde pública devido ao seu alto poder incapacitante, deformante, bem como ao estigma associado à esta enfermidade. Baseado no princípio de que a doença não ocorre ao acaso e que sua distribuição se dá de maneira desigual no espaço sendo estes os princípios mais importantes da epidemiologia, estudar o comportamento da hanseníase no espaço e tempo tendo como unidades de análise os municípios do Brasil se faz necessário. Isto poderá levar a identificação de áreas de maior risco bem como seu comportamento ao longo do tempo, buscando uma melhor compreenção da endemicidade da doença.
Informações epidemiológicas sobre a hanseníase, em particular sua distribuição geográfica tem se mostrado de grande valia para operacionalizar ações de controle direcionadas. No Brasil, os estudos abordam geralmente por macrorregiões e estados, não havendo um conhecimento sistematizado de sua distribuição espacial por municípios. Através de ferramentas disponíveis nos Sistemas de Informação à Saúde, representado pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS) e de uma das suas plataformas de dados, o SINAN e, em conjunto com as Secretarias de Vigilância em Saúde, é possível desenvolver uma análise mais detalhada até o nível municipal. E com os dados locais ainda pode ser possível identificar agregados de maior risco dentro dos próprios municípios.
A redução da prevalência da doença a partir do ano de 1991 não coincide com a diminuição da detecção de casos novos. Sabe-se que a distribuição espacial da hanseníase está associada a fatores socioeconômicos, reafirmam-se a pobreza, a desnutrição e movimentos migratórios.
Desta forma, existe uma necessidade de caracterizar áreas com coeficiente de detecção elevado, com transmissão ativa da doença, bem como com diagnóstico tardio, tendo como referências casos detectados com incapacidades físicas visíveis (GI2). No Brasil, ainda há a necessidade de pesquisas que possam explicar de forma adequada como se distribui a dinâmica espacial e temporal da hanseníase. Devido à metodologia empregada, este estudo poderá identificar áreas de maior risco de transmissão ativa e diagnóstico tardio, verificando se há a presença de agregados significativos de municípios. A distribuição espacial e temporal da doença também poderá ser conhecida, e assim o controle poderá ser realizado de forma mais efetiva e direcionada às áreas de maior risco, ou ainda a vigilância ativa poderá ser realizada em áreas de baixa detecção de casos novos.
2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral
Analisar os padrões espaciais, temporais e clínico-epidemiológicos da hanseníase no Brasil, 2001 a 2015.
2.2 Objetivos Específicos
1) Descrever os indicadores epidemiológicos e clínico-operacionais da hanseníase no Brasil de 2001 a 2015;
2) Analisar a tendência temporal da magnitude, transmissão recente e diagnóstico tardio da hanseníase no período de estudo;
3) Analisar a distribuição espacial de indicadores epidemiológicos e clínico- operacionais da hanseníase por município brasileiro.
4) Identificar aglomerados espaço-temporais de alto risco para detecção e transmissão da hanseníase.
3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 Tipo de estudo
Foi realizado um estudo ecológico sobre tendências espaciais e temporais com três cortes temporais da transmissão da hanseníase, com a identificação de áreas de alto risco. Foi analisada a distribuição espacial e quantificada a dependência espacial de diversos indicadores epidemiológicos e operacionais da hanseníase e sua relação com fatores socioeconômicos.
3.2 Local do estudo
O estudo foi conduzido através de informações coletadas a partir das informações obtidas das fichas de notificação compulsória para hanseníase (ANEXO 2) depositadas no SINAN. As secretarias municipais repassam as fichas para as estaduais que posteriormente alimentam o banco de informações do SINAN.
O Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial com 8.515.759,090 km 2 (BRASIL, 2017a). Está localizado na América Latina possuindo fronteiras com todos os
países, exceto Equador e Chile. Outro aspecto relevante é sua posição geográfica quanto às coordenadas geográficas, o território brasileiro estende-se desde aproximadamente 5º Norte até cerca de 33º Sul. Em termos longitudinais, a extensão vai desde os 35º Oeste até um pouco menos que os 75º Oeste. Segundo a Divisão Político Administrativa Brasileira, o país é dividido em 5.570 municípios, em 27 unidades administrativas, sendo 26 estados e um Distrito Federal (IBGE, 2016).
3.3 Fonte de dados
Os dados foram coletados a partir do SINAN, plataforma de dados contidas dentro do DATASUS. Foram incluídos casos novos de hanseníase notificados no período de 1o de
janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2015, residentes no Brasil no momento do diagnóstico. O SINAN existe desde 1993 e, a partir de 1998 tornou-se obrigatória a alimentação desta plataforma com os dados provenientes dos municípios. O SINAN coleta, transmite e dissemina dados gerados pelo sistema de vigilância epidemiológica das três esferas do governo (municipal, estadual e nacional). É muito útil pois indica riscos aos quais as pessoas
estão sujeitas e contribui para a caracterização da realidade epidemiológica de determinada área geográfica. O SINAN fornece, portanto, informação para a análise do perfil de morbidade permitindo o alerta de qualquer evento de caráter inusitado como surto ou epidemia. Como funções realiza o acompanhamento do perfil da morbidade e necessidade de intervenção (redução da carga de doenças imunopreviníveis e a cobertura vacinal) ou determina o comportamento sazonal para definir caráter endêmico e epidêmico. E ainda, permite identificar a desigualdade no padrão de morbidade entre diferentes áreas e avalia programas e serviços.
Os dados populacionais foram obtidos a partir do IBGE, baseados no censo populacional nacional de 2000, 2010 e nas estimativas oficiais das Pesquisas Nacionais das Amostras por Domicílio (PNAD).