4. ŞARTNAME
4.3. Teknik Şartname Hazırlamada Uyulması Gereken Hususlar
Conforme estabelecido quando da seleção dos casos avaliados, os locais de pesquisa (Zona da Mata e Cerrado) apresentam representatividade e quantitativo de produção
5 Evento promovido pela SAE BRASIL, Seção Porto Alegre, ocorrido no dia 1º de setembro de 2016, no Centro
de Convenções da FIERGS (POA/ RS). Apresenta inovações tecnológicas e perspectivas econômicas do agronegócio, voltado a profissionais que desenvolvem tecnologias de máquinas agrícolas.
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semelhantes, e diversidade nas formas de produção e composição do perfil de produtores. Sendo assim, a princípio, por entregarem a mesma produção, estas regiões poderiam fornecer informações relevantes sobre a forma com a qual lidam com seus parceiros e fornecedores.
Foi recorrente o melhor posicionamento nos rankings avaliados para as empresas localizadas na região do Cerrado. Apesar de essas também serem do ramo de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas (ramo A), não se percebeu o mesmo desempenho na empresa desse ramo pertencente à região da Zona da Mata (ZM1_Maq). Pelo contrário, houve uma inversão entre o posicionamento das empresas ZM1_Maq e C4_Ins no ranking de desempenho na oferta de serviços. Essas empresas foram, por isso, consideradas pontos de transição entre as mais servitizadas e as menos servitizadas. No entanto, cabe tecer algumas considerações acerca do ambiente produtivo e de empresas estabelecidas nas regiões pesquisadas.
Dados da Caracterização da Cafeicultura de Montanha de Minas Gerais (FAEMG, 2010) evidenciam que a região da Zona da Mata é predominantemente montanhosa e de topografia irregular. Segundo o documento, essas características impactam diretamente no desempenho das lavouras da região, que são limitadas na utilização de certos recursos, tais como máquinas e equipamentos necessários à produção. Os custos, portanto, serão mais elevados e haverá uma dependência maior com relação ao uso de mão de obra, que será superior, mesmo que, se em algum grau, máquinas e equipamentos em decorrência do relevo mais acidentado. Predomina-se, com isso, a utilização de um sistema de meeiros para manejo da lavoura, independentemente do porte, um sistema que não é muito utilizado na região do Cerrado.
Outra questão relevante acerca dos custos de produção envolvendo a mão de obra foi mencionada pelos especialistas técnicos consultados. Para eles, os produtores da Zona da Mata são dependentes da mão de obra que, muitas das vezes, não é especializada, mas cobra um valor elevado para o trabalho, dada a escassez de trabalhadores na região em determinadas épocas. Essa, segundo os entrevistados, é uma vantagem dos produtores do Cerrado que, pela viabilidade da mecanização, não enfrentam problemas dessa natureza e substituem gastos trabalhistas com investimentos na propriedade. Isto, no médio e longo prazo, vem fazendo com que a região se destaque na produção de café entre as demais em Minas Gerais.
O perfil do produtor rural da Zona da Mata também se difere daquele percebido no Cerrado. Conforme aponta o relatório da FAEMG (2010), a maioria dos gestores de
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propriedade da região são famílias, predominantemente com grau de instrução de ensino médio incompleto. Essa informação foi verificada em todos os portes de propriedades sendo, portanto, um aspecto importante do perfil regional. Essa questão impacta diretamente no aproveitamento do uso de tecnologias e inovações disponíveis no mercado. Além disso, dada a reduzida possibilidade de uso de maquinário para manejo da lavoura, dadas as limitações citadas, as empresas de insumos agropecuários (ramo B) são as que existem com maior diversidade na região.
No Cerrado, percebeu-se uma aglomeração de empresas voltadas para o ramo A, enquanto que na região da Zona da Mata predominam aquelas voltadas para o ramo B. Isso remete à importância relativa das cooperativas para a aquisição de bens em cada uma das regiões. Na Zona da Mata, essa necessidade de intermediação é maior, sendo a cooperativa utilizada para a maioria das aquisições de máquinas e equipamentos, quando ocorrem. No Cerrado, por sua vez, a cooperativa é procurada para esse fim, apenas em casos específicos. Não por acaso, a cooperativa ZM4_Coop foi considerada com perfil mais favorável à servitização, inclusive em possibilidades de oferta de PSS exploradas, na quantidade de serviços e no relacionamento com o cliente.
O fato de se perceber maior dependência dos produtores rurais dessa região para a aquisição de bens via cooperativa parece favorecer esse desempenho. Ressalta-se, entretanto, que tal avaliação é válida apenas para a assistência e serviços que as cooperativas fornecem e que estão vinculadas à oferta de bens aos produtores. Quanto à oferta de serviços avulsos e vantagens para o cliente, a Cooperativa do Cerrado (C5_Coop) possui um portfólio mais abrangente para o produtor do que a cooperativa da Zona da Mata. A principal diferenciação remete à necessidade do cliente, uma vez que, no Cerrado, o produtor busca a cooperativa em maior proporção por motivos não relacionados à intermediação para aquisição de bens. Na Zona da Mata, essa necessidade é maior, fazendo com que a cooperativa se adapte a esse modelo de intermediação com serviços para assistir melhor ao produtor.
O Cerrado conta, ainda, com uma cooperativa especializada em comercialização de cafés de qualidade, interna e externamente ao Brasil, a EXPOCACCER, utilizada para atender especialmente os interesses de grandes produtores. Para os entrevistados dessa entidade, o futuro da cafeicultura na região é a mecanização da lavoura por meio da utilização de tecnologia inovadora, que permitiria maior controle da qualidade do café, de sua rastreabilidade, entre outros fatores que contribuiriam para um aumento do preço e valor do
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grão no mercado. Assim, a alta performance, tanto em termos produtivos, quanto em termos de certificação, garantiria o retorno necessário ao investimento em novas tecnologias feito pelos produtores.
Um ponto interessante foi relatado pelo entrevistado da cooperativa C5_Coop a respeito da composição de produtores da região. Segundo ele, os pequenos produtores beneficiam-se de sua estrutura enxuta e das vantagens provenientes da gestão de uma lavoura reduzida, que carece de menos mão de obra, máquinas e dificuldades de armazenamento. Por outro lado, os grandes produtores e grupos de empresas produtoras conseguem uma alta produtividade, absorvendo melhor os custos fixos e de investimento e, com isso, tirar vantagens no mercado, quando da comercialização. Entre esses dois extremos, estaria o médio produtor que, precisando investir mais que o pequeno para a produção, tem custos mais elevados e ainda não consegue obter a produtividade dos produtores de porte superior.
Sendo assim, para o entrevistado, essa categoria de produtores é a que encontra maiores dificuldades para se manter com rentabilidade no mercado e acaba sendo absorvido pelo grande, que compra a propriedade. Segundo o entrevistado, essa tem sido uma constante na região. Portanto, na sua visão, o futuro na região pertenceria aos grandes, aos micro e pequenos produtores, cada qual atuando dentro de suas possibilidades. Essas informações são corroboradas pelos especialistas técnicos consultados e pelo entrevistado na Associação de Cafeicultores da Região de Patrocínio (ACARPA).
Na Zona da Mata, a organização do produtor rural ainda não alcançou os patamares de comercialização existentes no Cerrado que, apesar de ter menos tempo na cultura, vem aprimorando e mostrando melhores resultados em produtividade e gestão da lavoura. De modo geral, pode-se perceber que as diferenças existentes entre as duas regiões pesquisadas impactam, de certo modo, as possiblidades de avanço na oferta de serviços ao produtor rural.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta seção parte da retomada dos objetivos que guiaram a condução da pesquisa, apresentando, a partir desse parâmetro, a conclusão dos achados. A partir desse quadro, são evidenciadas as principais contribuições da tese, tanto na perspectiva teórica quanto para a prática da servitização. Finalmente são apontadas as limitações do estudo e as propostas de futuras pesquisadas para o aprofundamento da temática abordada.