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9.1 Teknik özellikler

Ensino Médio

População Matrícula Tx de Esc.

(15 a 17)

Tx de Esc. (15 a 19) Ano

15 a 17 15 a 19 Total 15 a 17 15 a 19 Bruta Líquida Bruta Líquida

1998 479.657 764.390 165.059 79.132 143.504 34,4 16,5 21,6 18,8 1999 485.940 774.507 261.815 93.024 167.982 53,9 19,1 33,8 21,7 2000 499.795 368.821 264.431 100.404 179.450 52,9 20,1 32,2 21,8 2001 507.612 834.276 294.292 125.517 216.245 58,0 24,7 35,3 25,9 2002 514.740 846.080 337.843 148.727 251.911 65,6 28,9 39,9 29,8 2003 521.681 857.573 377.813 165.779 282.537 72,4 31,8 44,1 32,9 2004 528.582 868.999 398.348 184.496 303.714 75,4 34,9 45,8 34,9 2005 544.295 894.980 422.913 200.692 320.995 77,7 36,9 47,3 35,9 2006 552.296 908.231 424.917 206.332 327.155 76,9 37,4 46,8 36,0

* Fonte: CEARÁ, SEDUC, 2006.

Somando-se o percentual de jovens de 15 a 17 anos no ano de 2006 (que estão na escola) aos que estão fora de faixa, mas continuam na escola, independentemente do nível / modalidade, temos uma taxa de atendimento42 de 75,3%. Sendo assim, podemos inferir que 24,7% dos jovens, na faixa etária de 15 a 17 anos, não estão mais na escola. Das 424.917 matriculas no ensino médio cearense em 2006, mais de 50%, ou seja, 218.585 são de estudantes fora da faixa etária regular, estando distribuídas da seguinte forma: 7.051 estudantes com até 14 anos, 206.332 de 15 a 17 anos, 120.823 de 18 e 19 anos, 69.274 de 20 a 24 anos, 11.341 de 25 a 29 anos e 10.096 com mais de 29 anos. Em 2006, a rede estadual continua a responder pela oferta de 85,2% das vagas no ensino médio e 54,5% dos estudantes são mulheres.

Outro indicador relevante é o índice de analfabetismo na faixa etária de 15 anos ou mais, que equivalia em 1994 a 32% e em 2001 reduziu, mas ainda é bastante expressivo, em torno de 24,8% no Ceará.

No que concerne à evolução da matrícula no ensino fundamental e médio em diferentes dependências administrativas, podemos inferir que há uma tendência real de migração dos estudantes da educação básica particular para a rede pública e, entre os fatores, se pode registrar os aspectos econômicos, a credibilidade social e bons indicadores de aprendizagem em algumas escolas públicas43. Há também um reordenamento dos estudantes do ensino

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A taxa de atendimento expressa o percentual da população que se encontra matriculada na escola (independentemente do nível/modalidade de ensino) na faixa etária de 15 a 17 anos em relação à população na faixa etária de 15 a 17 anos.

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Na rede estadual, há escolas onde a média do SPAECE (2004) está acima da média estadual. São elas, por exemplo: as escolas conveniadas da Polícia Militar e dos Bombeiros, a Escola de Ensino Fundamental e Médio Antonio Leite Tavares, na cidade de Barro, o Liceu de Messejana, o Liceu de Maracanaú, entre outras. O ENEM de 2007 revela que nas regiões Sul e Sudeste as notas dos melhores estudantes da escola pública são melhores do

fundamental da rede estadual para as redes municipais (ver apêndice 6, Tabela 18). Este processo de municipalização do ensino fundamental44 foi possível por meio do FUNDEF.

A matrícula do ensino médio na Capital cearense, passou de 93.947 em 1997 para 143.743 em 2006, o que representa um acréscimo de 53% no acesso a esta etapa da educação básica. A rede estadual é a única que manteve aumento contínuo, embora ainda muito baixo, na relação com a demanda (população em potencial de 15 a 19 anos – 266.133). Se compararmos a evolução da matrícula no ensino fundamental e médio na cidade de Fortaleza (1997-2005) e, particularmente, na rede estadual de ensino, observamos que o Estado deixou de atender 63.345 mil estudantes do ensino fundamental e ampliou 58.386 matriculas no ensino médio. Decerto, esta estratégia de reordenamento da matricula reflete as diretrizes da política educacional de ensino médio (CEARÁ, 1997, 15-16). São elas:

• Remanejamento progressivo da matricula de 1ª. a 4ª. série do Ensino Fundamental para o Município, fato que irá gerar aumento de vagas para a absorção da demanda do Ensino Médio. Este processo inicia-se em 1998. • Transformação da escola de ensino fundamental já existente em escola de ensino fundamental (5ª. a 8ª. série) e ensino médio

Referido documento cita ainda estratégias quanto ao processo de matricula, a citar por semestralidade e por disciplina, como mecanismos para combater a evasão e ampliar as possibilidades de permanência escolar. Mesmo com o remanejamento da matricula da rede estadual cearense, no entanto, taxa de escolarização líquida da Capital é 43,2%, enquanto na região metropolitana, na cidade de Maracanaú, é de 50,6%.

TABELA 06 - POPULAÇÃO, MATRÍCULA E TAXA DE ESCOLARIZAÇÃO NO ENSINO MÉDIO (MARACANAÚ, 1998 – 2006)*

Ensino Médio

População Matrícula Tx de Esc.

(15 a 17)

Tx de Esc. (15 a 19) Ano

15 a 17 15 a 19 Total 15 a 17 15 a 19 Bruta Líquida Bruta Líquida

1998 11.197 17.773 5.194 2.127 4.377 46,4 19,0 29,2 24,6 1999 11.239 17.839 8.888 2.451 5.050 79,1 21,8 49,8 28,3 2000 11.961 19.939 9.688 2.759 5.705 81,0 23,1 48,6 28,6 2001 11.762 19.607 10.361 3.519 6.753 88,1 29,9 52,8 34,4 2002 12.277 20.466 11.159 4.302 7.716 90,9 35,0 54,5 37,7 2003 12.424 20.711 12.424 5.152 9.021 100,0 41,5 60,0 43,6 2004 12.569 20.953 13.550 5.854 9.823 107,8 46,6 64,7 46,9 que na escola particular (ver http://br.noticias.yahoo.com/s/27122007/25/manchetes-enem-elite-da-rede-publica- supera-alunos-da-particular.html Acessado em 03.01.2008).

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Para ilustrar, Fortaleza foi objeto de pequena variação decrescente de, aproximadamente, 10% na matricula do ensino fundamental entre 1997 e 2005. Isto significa que o impacto do FUNDEF não se apresenta, na Capital, com a ampliação da matrícula, mas efetivamente com a redistribuição das responsabilidades. O Estado decresceu a oferta da matrícula nesta etapa em 38,73%; a rede particular em 29,17%. Defendemos a tese de que a rede estadual não ampliou o número de matriculas na educação básica, mas redimensionou o seu atendimento, focalizando o ensino médio.

2005 12.902 21.508 13.555 6.339 10.400 105,1 49,1 63,0 48,4 2006 13.071 21.790 13.659 6.611 10.539 104,5 50,6 62,7 48,4

* Fonte: Dados da SEDUC, 2007.

Nesse município, o incremento da matrícula foi maior do que o dobro no período. O número de vagas ofertadas é maior do que a população em idade regular (15 a 17 anos). O elevado índice de distorção idade-série no entanto, de quase 50% do número de estudantes matriculados, reflete a seletividade do sistema e a escolarização excludente.

Quanto à obrigatoriedade45 do ensino médio no Brasil, há controvérsias. Segundo Marchand (2007), apesar de a CF/88 não explicitá-la, há o consenso de que vários segmentos da sociedade consideram o ensino médio como obrigatório, pelo menos para os jovens de até 18 anos, pois a formação humana não se fará em oito ou nove anos (Lei nº 11.274/2006).

Marchand (2007, 97) adverte para a noção de que [...] a obrigatoriedade levaria

incondicionalmente à universalização, porém, a universalização não leva à obrigatoriedade. [...] Mais ainda: a universalização supõe a oferta para todos, mas todos os que ‘quiserem’ apenas. No Rio Grande do Sul, porém, a autora cita que órgãos ligados aos direitos de

crianças e adolescentes estão interpretando tanto a universalidade como a obrigatoriedade, não como incompatibilidade e sim complementaridade, portanto, como um direito afirmado.

O Ministério Público no Rio Grande do Sul entende que, como estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA no artigo 54º, a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio já decorreu, uma vez que esta lei já tem mais de 15 anos de vigência. Além disso, o ECA estabelece que a criança desde nascituro até completar 18 anos está sob a proteção do Estado, pois ela não está completamente amadurecida para discernir se quer ou não estudar46.

Considerando então direito do estudante concluir a educação básica e a obrigação do Estado para a promoção da universalização do ensino médio o INEP (2006) aponta desafios,

45

Vale ressaltar que a Emenda Constitucional no. 14/1996 que instituiu o FUNDEF alterou o dispositivo constitucional da garantia de progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade para a progressiva extensão da universalização (MARCHAND, 2007).

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A Reunião Internacional sobre o ensino médio (UNESCO, 2001, 35) sugere critérios que justifiquem a seletividade, para além dos indicadores sociais, que já impõem a maior parte da população limites concretos a escolarização. Uma vez que não se atinge, em muitos países, um ideal de 100% no processo de transição do

ensino fundamental para o médio e/ou do primeiro para o segundo ciclo do ensino médio, impõe-se realizar esforços no sentido de atender a todos aqueles que para isso preencham os requisitos necessários, quer mediante dispositivos alternativos, quer mediante outras medidas, tais como as aulas em turnos e o ensino a distância. Quando tal não for possível, as vagas disponíveis devem ser distribuídas de modo eqüitativo (por sexo, classe social, etc.) e ‘num exame seletivo’. Em outras casos, as vagas disponíveis são repartidas na base de chegada, enquanto que em outros casos essas vagas são conquistadas com base numa avaliação contínua e/ou resultados de exames anuais.

problemas de solução difícil em curto prazo e que não podem estar dissociados da qualidade, ou seja, do sucesso escolar, e sugere seis dimensões imprescindíveis: a) situação socioeconômica e cultural dos entes envolvidos; b) políticas, programas e legislação essenciais e suplementares; c) as condições de oferta do ensino e os impactos sobre a aprendizagem; d) gestão e organização do trabalho escolar; e) profissionalização, valorização e ação pedagógica – trata do papel do professor; e g) tem como foco o aluno, o acesso, a permanência e o sucesso. Estas ações devem ser integradas haja vista que uma média de80% da matricula nesta etapa final da educação básica está nas redes estaduais, portanto, em 28 unidades da Federação e que compete à União estabelecer as diretrizes e elaborar um pacto federativo envolvendo estados, Distrito Federal e municípios.

Ao analisar os indicadores de aprovação, reprovação e evasão (ver apêndice 07, Tabela 19), percebemos que a soma de reprovação e evasão no ensino médio equivale a quase 40% da matricula. No Brasil e no Ceará a variação é muito pequena. Este indicador é alarmante e constitui um dos indicadores que provoca o efeito-cascata da distorção idade- série.

Este efeito se inicia no ensino fundamental, pois muitos estudantes têm entrado regularmente na escola, mas, no decorrer do processo educativo, há incidência e reincidência na reprovação e abandono.

GRÁFICO 02 - CRESCIMENTO DA DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE NO ENSINO

Benzer Belgeler