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1. BÖLÜM

2.2. ÖZEL YETENEK SINAVI KONTENJANLARI ADAY BAŞVURU VE KABUL KOŞULLARI

2.2.1. Özel Yetenek Sınavı (ÖYS) Başvuru Koşullarına İlişkin Önemli Bilgiler

2.2.1.5. Yabancı Uyruklu Kontenjanına Başvuru Koşulları;

Os sofistas eram professores viajantes que por determinado preço vendiam ensinamentos práticos do conhecimento. Levando em consideração os interesses dos alunos, davam aulas de eloquência e sagacidade mental. Ensinavam conhecimentos úteis para o sucesso dos negócios públicos e privados.

Os sofistas se preocuparam com o homem e com o seu modo de viver no mundo. Intentavam entender um ser que sente, deseja e pensa, e cuja existência oferta questões de inteligência e de moralidade e, por essa razão, estudaram a subjetividade. E, se, como a maioria dos historiadores da filosofia pensa, filosofaram para justificar sua arte oratória – os sofistas possibilitaram, ainda, o desenvolvimento a toda filosofia platônica em seu intento de fundamentar o saber para desalojar a relativização sofística. A transição do estudo do cosmo e do homem em seu interior para o homem como objeto de estudo significa a contribuição mais efetiva desses filósofos de transição.46

44Idem, ibidem, p. 69.

45Idem, ibidem, p. 68: “Ele (Pitágoras) teria dito que aos jogos olímpicos comparecem três tipos de

homens: os que vão para comerciar e ganhar a expensas de outros; os atletas, que vão para competir e exibir suas qualidades ao público; e os que vão para contemplar os torneios e avaliá-los. Assim também existem três tipos de almas: as cúpidas, presas às paixões; as mundanas, presas às vaidades da fama e da glória; e as sábias, voltadas para a contemplação”.

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PUGLIESI, Marcio. Filosofia geral e do direito – Uma abordagem contemporânea. Tese de Doutoramento em Filosofia pela PUCSP, 2009, p. 37.

As lições sofísticas tinham por objetivo o desenvolvimento do poder de argumentação retórica, e do conhecimento de outras doutrinas. Eles transmitiam um conjunto de raciocínios e concepções, que seriam utilizados na arte de convencer as pessoas.

Segundo essas concepções, não haveria uma verdade absoluta. Tudo seria relativo ao homem, ao momento e a um conjunto de fatores e circunstâncias. Os sofistas não tinham como objetivo a verdade, pois estas, segundo eles, podem ser instáveis e relativas. Daí se justifica a visão sofista de que a justiça não poderia ser plena, pois ao sustentarem que o ser humano não estava apto a alcançar a verdade, fizeram inferir que as instituições político-jurídicas da pólis grega também não o poderiam fazer, o que reflete a impossibilidade de se praticar plenamente a justiça. Essa relativização da justiça ocasionaria certo desprezo às leis.

A ideia de podermos relativizar as verdades poderia abalar a filosofia de Sócrates e de Platão, e por conta disso, eles consideravam os sofistas como seus inimigos, alcunhando-os de “demagogos que usavam falsos argumentos”. Em contrapartida os sofistas muito estudavam e buscavam acumular o máximo de conhecimento, em especial sobre a linguagem.47

Com isso, devemos observar que os sofistas podem ser estudados sob uma ótica positiva. Podem ser classificados em duas gerações.

A primeira geração de sofistas é formada por aqueles conhecidos como negativos no que tange ao conhecimento e à crença nos deuses, mas são positivos no que se refere à moral e ao Estado. Destacamos Protágoras e Górgias como os sofistas dessa geração; e, também, Hípias como pensador da transição dessa geração.

Protágoras de Abdera (480-410 a.C.), filho de Neandrios, o qual afirmava como tese principal que o “homem é a medida de todas as coisas”,48 ou seja, defendia a ideia de que as coisas são relativas para cada um, volvendo, assim, os olhares do cosmo para o homem. Para Protágoras, não podemos nos prender a

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CHAUÍ, Marilena. Op. cit., p. 161: “Embora não tivesse o sentido pejorativo que veio a adquirir posteriormente, a palavra sofista tinha um sentido ambíguo, conotando aquela pessoa cuja habilidade extrema provocava uma mescla de admiração, temor e desconfiança. Exatamente por isso os inimigos, aproveitando-se dessa ambiguidade, chamarão os sofistas de charlatães e mentirosos”.

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Ideia contraposta pelo ateniense nas Leis em 716c-d ao afirmar que a divindade é a medida de todas as coisas.

verdades absolutas, pois elas não existem. Além disso, escreveu sobre o uso adequado das palavras e fez progredir a gramática; atribuiu à arte de falar o poder de tornar vitoriosas as causas.49

Já Górgias de Leontini (485-375 a.C.) foi um grande estudioso e teórico, por assim dizer, da linguagem e da retórica. Ensinou a arte da retórica na Sicilia e em Atenas. É possível encontrar Górgias no diálogo socrático que leva sua alcunha; nesta obra ao discutir sobre o que é ou não é natureza extrai as seguintes conclusões: i) nada existe; ii) se existisse, não seria conhecido; iii) se fosse conhecido, não poderia ser comunicado.

Hípias de Élide (527 e 510 a.C) era filho de Diopites e pode ser considerado um sofista de transição da primeira para a segunda geração. Coloca a questão da distinção do direito natural das leis positivas, tal questão é bem debatida na Antígona de Sófocles.

A segunda geração dos sofistas destaca-se pelas mudanças circunstanciais na Grécia, sendo que a moral, o direito e o Estado emanam do jogo dos egoísmos individuais, da mesma maneira que a ordem do cosmo se deduz do jogo dos átomos na escola atomista. Eurípedes é o poeta que representa essa época. Direito Natural, política e retórica também são pontos de toque desta geração. Destacamos Cálicles, Trasímaco e Crítias.

Cálicles é um personagem encontrado na obra Górgias que tem até sua existência questionada. Defende o direito natural do homem de se libertar das leis escritas e de se impor como senhor, segundo o direito da natureza. Trasímaco da Calcedônia é encontrado no Livro I da República Platônica.50 Apresenta para Sócrates um sistema ético-político que será apresentado no desenvolvimento sobre o que é justo. Crítias foi um dos trinta tiranos e tio de Platão; dá explicação para a crença nos deuses como invenção de um político sagaz.

Com isso não podemos descartar ou banalizar o pensamento sofista, uma vez que há nele uma grande importância para a própria construção do pensamento filosófico, na medida em que são os sofistas que contribuem para que os diálogos de

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Desenvolveremos no capítulo IV o diálogo entre Sócrates e Protágoras escrito por Platão.

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Sócrates, escritos por Platão, prosperem, além do que a democracia ateniense é desenhada por muitos argumentos trazidos pelos sofistas.

Benzer Belgeler