1.11. Düz Çözüm Örnekleri
1.11.1. Tekdüze yeraltı modeli
Após 48 horas de incubação a 37oC, as semeaduras das placas de Petri referentes aos corpos-de-prova dos grupos G III, G IV e G V (3, 4 e 5 minutos de irradiação, respectivamente) não apresentaram colônias viáveis para os quatro microrganismos avaliados (Figura 11). Além disso, os tubos de TSB para as amostras dos grupos G V, G IV e GIII demonstraram ausência de crescimento microbiológico, após 7 dias de incubação a 37oC (Figura 12). Dessa forma, os resultados evidenciaram que as amostras dos grupos G III, G IV e G V demonstraram uma efetiva esterilização, após irradiação a 650 W.
Considerando que os valores de ufc/mL foram nulos para todas as amostras dos grupos G III, G IV e G V, uma vez que não houve crescimento de microrganismos, não foi aplicada a análise estatística para os resultados desses grupos.
P. aeruginosa S. aureus
C. albicans B. subtilis
FIGURA 11: Placas de Petri com as semeaduras dos microrganismos referentes aos grupos G III, G IV e G V
Os valores de ufc/mL referentes aos corpos-de-prova do grupo G II (2 minutos de irradiação), contaminados com S. aureus (Sa), P.
aeruginosa (Pa) e B. subtilis (Bs), apresentaram uma redução de colônias
viáveis. Devido à presença de zeros, foi acrescentada uma unidade a cada valor de contagem possibilitando o cálculo de logaritmo. As contagens foram transformadas para logaritmo e os resultados estão apresentados na Tabela 1. Além disso, os resultados demonstraram crescimento microbiológico em alguns tubos de TSB com os corpos-de-prova do grupo G II contaminados com S. aureus, P. aeruginosa e B. subtilis, durante 7 dias de incubação a 37ºC (Tabela 2).
Neste mesmo grupo (G II), foi observado que, para os corpos- de-prova contaminados com C. albicans (Ca), as placas de Petri não
FIGURA 12: Corpos-de-prova referentes aos grupos G III, G IV e G V para os microrganismos
microbiológico nos tubos de TSB, após 7 dias de incubação a 37ºC (Tabela 1 e Tabela 2).
Tabela 1: Valores originais em ufc/mL e valores originais transformados para logaritmo na base dez para as amostras da resina Tokuso Rebase Fast do grupo G II, referentes aos microrganismos Pa, Sa, Ca e Bs.
Corpos- Valores originais em ufc/mL Logaritmo dos valores originais de-prova Pa Sa Ca Bs Pa Sa Ca Bs 1 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 2 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 3 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 4 0 4,0E+04 0 0 0,00 4,60 0,00 0,00 5 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 6 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 7 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 8 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 9 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 10 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 Tabela 2: Efetividade da desinfecção em longo prazo dos corpos-de-prova do grupo G II.
Pa Sa Ca Bs
+ 1 2 0 4
- 9 8 10 6
+: turvação nos tubos de TSB
crescimento microbiológico verificado no grupo G II diferiu de acordo com o tipo de microrganismo estudado, exceto C. albicans. Os corpos-de-prova contaminados com B. subtilis, após irradiação, não apresentaram colônias viáveis nas placas de Petri, porém, 4 corpos-de-prova dos 10 avaliados apresentaram crescimento microbiológico nos tubos de TSB, após a incubação por 7 dias a 37ºC (Tabela 2). Os corpos-de-prova contaminados com P. aeruginosa (n = 10) não demonstraram colônias viáveis nas placas, mas verificou-se crescimento nos tubos de TSB em 1 das amostras avaliadas (Tabela 2). Observou-se também que os corpos-de-prova contaminados com
S. aureus apresentaram, nas placas, ausência de colônias para 9 corpos-de-
prova e pequeno número de colônias viáveis para 1 corpo-de-prova. Além disso, foi observado crescimento nos tubos de TSB em 2 corpos-de-prova avaliados após a incubação por 7 dias a 37ºC (Tabela 2). Dessa forma, os resultados evidenciaram que, para B. subtilis, P. aeruginosa e S. aureus, as amostras avaliadas dos grupos G II (exceto C. albicans) apresentaram desinfecção, após irradiação a 650 W por 2 minutos. Neste mesmo grupo (G II), as amostras contaminadas com C. albicans, após irradiação em microondas a 650 W por 2 minutos, não apresentaram colônias viáveis nas placas de Petri nem crescimento microbiológico nos tubos de TSB após incubação por 7 dias a 37ºC.
Os valores de ufc/mL referentes aos corpos-de-prova do grupo G I (1 minuto de irradiação), contaminados com P. aeruginosa, S.
aureus, C. albicans e B. subtilis, bem como o crescimento microbiológico nos
tubos de TSB, após 7 dias de incubação a 37ºC para todos os corpos-de- prova estudados, estão descritos na Tabela 3 e 4, respectivamente. As placas de Petri referentes às amostras do grupo G I estão ilustradas na Figura 13. Os tubos de TSB com as amostras irradiadas desse mesmo grupo podem ser visualizados na Figura 14.
logaritmo na base dez para as amostras da resina Tokuso Rebase Fast do grupo G I, referentes aos microrganismos Pa, Sa, Ca e Bs.
Corpos- Valores originais em ufc/mL Log dos valores originais de-prova Pa Sa Ca Bs Pa Sa Ca Bs
1 1,0E+05 4,5E+06 8,0E+03 0,0E+00 5,00 6,65 3,90 0,00 2 1,0E+05 3,9E+06 8,0E+03 2,0E+02 5,00 6,59 3,90 2,30 3 0,0E+00 0,0E+00 6,0E+03 2,4E+03 0,00 0,00 3,78 3,38 4 8,0E+04 5,5E+06 0,0E+00 2,0E+02 4,90 6,74 0,00 2,30 5 1,2E+06 1,2E+06 1,6E+04 0,0E+00 6,08 6,08 4,20 0,00 6 1,4E+05 1,9E+04 1,4E+04 1,2E+03 5,15 4,28 4,15 3,08 7 1,0E+03 8,8E+05 8,0E+03 0,0E+00 3,00 5,94 3,90 0,00 8 9,0E+03 8,5E+07 4,0E+03 0,0E+00 3,95 7,93 3,60 0,00 9 1,2E+03 2,3E+06 3,4E+04 0,0E+00 3,08 6,36 4,53 0,00 10 6,0E+03 5,0E+06 1,0E+04 0,0E+00 3,78 6,70 4,00 0,00 Tabela 4: Efetividade da desinfecção em longo prazo dos corpos de prova do grupo G I.
Pa Sa Ca Bs
+ 10 10 10 10 -
0 0 0 0
+: turvação nos tubos de TSB
FIGURA 13: Placas de Petri com as semeaduras dos microrganismos referentes ao grupo GI
P. aeruginosa S. aureus
Analisando a Tabela 3, pôde-se observar que os corpos-de- prova correspondentes ao grupo G I apresentaram crescimento microbiológico nas placas de Petri, após 48 horas de incubação à 37ºC. Além disso, foi verificado crescimento microbiológico nos tubos de TSB, após 7 dias de incubação a 37ºC, para todos os corpos-de-prova estudados (Tabela 4).
O crescimento microbiológico nos tubos de TSB dos grupos G II e G I foi constatado por meio da turvação nos tubos, já no primeiro dia de incubação. Em seguida, novo plaqueamento dessas amostras foi realizado com o objetivo de confirmar se o crescimento microbiológico correspondia ao microrganismo inoculado. Assim, a hipótese de contaminação das amostras por algum microrganismo que não o inoculado experimentalmente foi descartada para todas amostras, por meio da análise da morfologia das
FIGURA 14: Corpos-de-prova referentes ao grupo G I para os microrganismos avaliados,
para os quatro microrganismos estudados, as amostras analisadas do grupo G I demonstraram desinfecção, após irradiação a 650 W.