A) Germe Egzersizler
3. BİREYLER VE YÖNTEM
3.2.2. Tedavi Protokolü
A presente seção apresenta os instrumentos de pesquisa utilizados neste estudo. Na seções seguintes (de 5.3.1 a 5.3.4), são descritos os métodos e os formulários utilizados para coleta de dados, bem como o protótipo e os questionários concebidos para validação do modelo.
5.3.1) Métodos para coleta de dados
A seleção dos métodos para coleta de dados se baseou nas propostas de aquisição de conhecimento citadas na revisão de literatura. Os métodos e técnicas para aquisição de conhecimento citados na seção 4.1.2.2 são:
Brainstorming;
Entrevistas, estruturadas e não estruturadas, Análise de documentos, formal e informal; Análise Estruturada;
Análise Orientada a Objetos; JAD-Joint Application Design; Projeto e Análise de Cenários; Análise de Assunto.
Dentre essas, avaliaram-se as mais adequadas ao contexto da pesquisa de campo. Por exemplo, verificou-se que a empresa objeto da pesquisa utilizava sistemas integrados de gestão, nos quais grande parte dos documentos de trabalho são telas do sistema. Nesse caso, a análise de cenários seria um método adequado, por possibilitar que o usuário descrevesse suas atividades no sistema, através de narrativas. Os métodos selecionados para realização da pesquisa e os respectivos critérios foram:
JAD, por sua abordagem de privilegiar o consenso e a interatividade, aspectos
relevantes para construção do modelo baseado em ontologias;
Projeto e Análise de Cenários, pela facilidade na obtenção de dados sobre as
necessidades e atividades dos funcionários na empresa, através das narrativas; por certas particularidades da empresa (presença de sistemas integrados de gestão);
Análise de Assunto, por ser um método reconhecidamente válido e amplamente
5.3.2) Formulários para coleta de dados
De forma a estruturar a coleta de dados, e fundamentando-se na pesquisa sobre métodos de aquisição do conhecimento apresentados na revisão de literatura, foram adotados formulários para registro dos dados. Esses formulários, concebidos em julho de 2005, foram utilizados na coleta de dados para o modelo, e, em seguida, na construção da ontologia.
Em geral, empresas maiores e mais organizadas possuem instrumentos de controle administrativo mais eficientes, o que poderia dispensar o uso de alguns formulários propostos. Os formulários foram selecionados em função de particularidades da empresa, como, por exemplo, o grau de organização dos documentos, a existência de formulários de controle, o nível de detalhamento dos processos, dentre outros. Os formulários utilizados para a construção do modelo para a MO, são (esboços são apresentados no Anexo Um):
Para a coleta de dados: Tabela de Conceitos Raiz em Cenários, Relatórios de
Cenários, Escopo da Ontologia, Roteiros de Entrevistas Semi-Estruturadas com membros da organização, Síntese de Entrevista, Análise de Documentos In- Loco;
Para a construção da ontologia: Modelo Preliminar, Escopo da Ontologia,
Tabela de Terminologia Semi-Informal, Tabela Individual de Intensões, Tabela Consensual de Intensões, Tabela Individual de Extensões, Tabela Consensual de Extensões, Lista de Sinônimos, Tabela Semi-formal de Conceitos, Relações e Instâncias, e opcionalmente, Tabela Semi-Formal de Conceitos, Tabela Semi- Formal de Relações, Tabela Semi-Formal de Atributos.
Os formulários foram utilizados de acordo com necessidades detectadas durante a pesquisa. Observações sobre o uso (ou não) de formulários foram registradas ao longo da coleta de dados e são apresentadas no capítulo seis.
5.3.3) Protótipo para validação do modelo
O protótipo foi desenvolvido no período de janeiro a março de 2006, a partir da implementação de páginas XSLT-Extended StyleSheet Language Transformation134. Seu
objetivo era possibilitar buscas de termos representativos de conceitos sobre o SG. Tais conceitos foram armazenados em um arquivo RDFS, gerado através de exportação pela
134
ferramenta utilizada para construção da ontologia (ver seção 5.5.1). As funcionalidades de busca implementadas no protótipo foram:
Tela de navegação e pesquisa, a qual possibilitava a busca por conceitos e por
relações ligadas a um conceito. Outras funcionalidades foram implementadas, como, por exemplo, relações disponíveis para um conceito e conceitos disponíveis para uma relação. Os resultados de busca eram gerados a partir da exploração da marcação label do código RDFS;
Hierarquia de conceitos, que permitia acesso a conceitos, relações e atributos
através de hiperlinks dispostos em uma estrutura taxonômica;
Visão hiperbólica dos conceitos, que facilitava ao usuário visualizar a estrutura
como um todo e entender o contexto de um conceito durante as buscas.
O protótipo não foi concebido como uma ferramenta para uso por membros da organização, ou seja, por usuários finais. Foi concebido como um aplicativo auxiliar para a validação do modelo, a qual foi complementada pelos questionários descritos na seção seguinte (seção 5.3.4). As funcionalidades do protótipo, na verdade, apresentaram o conhecimento formalizado na ontologia. Entretanto, a ontologia consistia no que se denominou processo tecnológico do modelo, o qual foi concebido a partir do conjunto de termos obtidos pelo processo humano do modelo. Dessa forma, ao validar o resultado da construção da ontologia, na verdade, foram validados os dois processos citados, humano e tecnológico, componentes do modelo proposto.
5.3.4) Questionários para validação do modelo
Após o uso do protótipo, os integrantes da empresa responderam a questionários, com o objetivo de comprovar se o modelo representava o conhecimento organizacional a ser preservado na MO. Os questionários foram preparados a partir de três diferentes orientações, citadas na seção 4.1.2.4. São eles (os questionários são apresentados no Anexo Dois):
Questionário 1: fundamentado em questões de competência;
Questionário 2: fundamentado em critérios de qualidade de informação;
Questionário 3: fundamentado na taxonomia de objetivos educacionais.
As Questões de Competência, que fundamentaram o questionário 1, são normalmente utilizadas em metodologias para desenvolvimento de ontologias, para apreender o escopo da ontologia nas fases iniciais de sua construção. Essas questões
delimitam a abrangência da ontologia, de forma que a recuperação da informação ocorra dentro das expectativas e que a estrutura cumpra a função a que se propõe. O questionário 1 apresentou aos funcionários questões de competência que a ontologia concebida era capaz de responder e solicitou que os mesmos avaliassem se tais questões atenderiam as suas expectativas. Os resultados positivos indicariam que a estrutura teria sido capaz de preservar conhecimento relevante para a organização.
Os critérios de Qualidade da Informação, que fundamentaram o questionário 2, são normalmente utilizados para avaliar a usabilidade de sistemas, aplicativos e sites. Essa avaliação, na maioria dos casos, enfatiza a adequação das funcionalidades de um sistema ao usuário, mas, também, propõe critérios relacionados apenas a conteúdo. Aproveitou-se da literatura sobre qualidade da informação, especificamente, os critérios para avaliação de conteúdo.
A Taxonomia de Objetivos Educacionais estabelece uma hierarquia de objetivos de aprendizado. Tal hierarquia identifica o que uma pessoa foi capaz de aprender sobre um assunto, através de um espectro que identifica como a pessoa consegue usar o que aprendeu. Esse espectro consiste de seis categorias, que representam desde o nível considerado mais baixo de apreensão do conhecimento, de simples recuperação, denominado conhecimento; a níveis intermediários, denominados compreensão,
aplicação, análise; e até o nível mais alto, denominado avaliação.
Dessa forma, a Taxonomia de Objetivos Educacionais, utilizada na área da educação para verificar se determinado conteúdo foi apreendido com o ensino, foi adaptada para a confecção do questionário 3. Com essa abordagem, avaliou-se se o modelo concebido realmente apreendeu o conhecimento da organização.