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3.3 TEDAVĠ PROTOKOLÜ

5. Tedavi öncesi hastaların femoral kıkırdak kalınlıklarının USG ile yapılan

A atuação pública protestante é razoavelmente recente no Brasil. As primeiras tentativas de instalação de grupos protestantes aconteceram no início do século XVI com franceses no Rio de Janeiro e, posteriormente, em 1630, na Colônia Holandesa de Pernambuco.

Os protestantes eram uma ameaça ao poder comercial da Coroa Portuguesa. Ao mesmo tempo, o Calvinismo se tornava o principal opositor da Igreja Católica. Combater a fé protestante era também impedir a entrada de novos mercados. As restrições comerciais de Portugal e a imposição da religião católica como oficial foram decisivas em adiar a presença protestante no país, que não aconteceu sem o custo de muitas vidas164.

Os movimentos revolucionários republicanos, tanto nas Américas quanto na Europa, foram formando um ambiente propício para que novos grupos fossem se instalando no Brasil. O tratado comercial de 1810 com a Inglaterra foi o elemento de abertura para a liberdade religiosa que garantia que os cidadãos ingleses pudessem construir seus templos, desde que não se assemelhassem aos templos católicos e não se fizesse proselitismo. A liberdade religiosa, na Constituição de 1824, enfatiza, ainda, a autoridade por excelência da Igreja Apostólica Romana como religião mantida pelo Estado.

A abertura comercial permitiu gradualmente a entrada de grupos alemães luteranos, irlandeses e ingleses anglicanos, comerciantes e profissionais liberais que estabeleceram comunidades prósperas, mas que, temendo o poder da Igreja Católica, restringiam suas atividades dentro de suas comunidades. Até o final do século XIX, já se encontravam no país representação das principais denominações protestantes históricas 165 .

Em 1835, acontece a chegada de missionários metodistas ao Brasil. As ideias protestantes tinham uma forte conotação iluminista, o que favoreceu que a tolerância religiosa se tornasse um modismo. O ensino bíblico era o grande diferencial, e as ações de assistência tinham um cunho diaconal, ou seja, de serviço. O ensino bíblico e a ação social eram as duas ferramentas de transformação social utilizada na instalação desses grupos166.

A doação era uma prática nas igrejas protestantes, que mantinham o costume judaico do dízimo e da entrega de ofertas. Os fundos para as ações de assistência surgiam dessas formas, já que as igrejas não contavam com nenhum apoio financeiro do governo. Muitos hospitais, escolas e cemitérios foram fundados também devido às dificuldades criadas pelos religiosos católicos da época em aceitar o atendimento de protestantes.

O médico presbiteriano Robert Reid Kalley, segundo FORSYTH 167 (1988), foi um dos que chegaram nesse período de tolerância religiosa acompanhado de um grupo de seguidores. Com o apoio desses e de outros estrangeiros, passou a ensinar os filhos dos estrangeiros e os escravos,

numa prática inusitada para aquela época. A amizade entre Kalley e o Imperador Pedro II foi um elemento importante para o fortalecimento da liberdade religiosa que se instalava 164.

Identificados com sua cultura de origem e embasados nos princípios de liberdade da Reforma, os missionários protestantes pregavam a liberdade religiosa, a supremacia econômica do mercado, a educação como processo de formação da cidadania e o progresso pelo uso da ciência.

A perseguição religiosa e as imposições e restrições da Igreja Católica influenciaram a atuação protestante nos anos subsequentes, que aconteceu bastante restrita aos domésticos da fé, desarticulada do ponto de vista político, recebendo pouca visibilidade na sociedade ou mesmo sendo construída sob o estigma do esquisito.

Mais tarde, movimentos evangélicos mundiais, como o Evangelho Social de Rauschenbusch165, que criava centros sociais voltados às pessoas de seus bairros com atendimento de serviço social, bibliotecas, orfanatos, creches e hospitais, foram barrados no Brasil pelas próprias lideranças protestantes por representar um liberalismo extremo, o que restringiu ainda mais o papel social protestante, com reflexos na atuação voluntária.

Somente na metade do século XX é que o individualismo das igrejas protestantes e evangélicas em geral começa a ser questionado frente às profundas transformações por que passava o país, como se vê no texto de João Del Nero na Revista Presbiteriana Fé e Vida de 1941: “O objetivo do

cristianismo não é apenas preparar o homem para a outra vida. A mensagem de Cristo não é uma negação da vida – é vida abundante” in SOUZA 166 (2011).

A Associação Cristã de Moços, o Centro Ecumênico de Informação, a Coordenadoria Ecumênica de Serviços, a Diaconia, a Rede Evangélica Nacional de Ação Social – RENAS são exemplos de iniciativas voluntárias e ação social surgidas do contexto protestante fundamentadas no conceito de Evangelho Integral166.

Os espíritas, sob o estigma de “fábrica de loucos”, ou mesmo de charlatões e curandeiros, encontraram na constituição de obras filantrópicas “um importante instrumento de afirmação de sua identidade religiosa e de legitimação”168,169.

Atuando principalmente em duas vertentes, nos orfanatos, chamados de asilos para “órfãos ou crianças abandonadas”, e na formação de profissionais para atuarem nas escolas maternais, creches ou nos chamados jardins de infância, os espíritas acreditavam que estimulavam o bem e erguiam um “monumento do valor moral do Espiritismo”168.

São encontradas na literatura referências a orfanatos espíritas desde 1919. Como os católicos, os espíritas se destacaram nesses serviços e também na criação de albergues para adultos. Esses serviços eram sustentados pelos adeptos, mas também por católicos simpatizantes das

obras. Isso não ocorreu sem o rechaço da Igreja Católica, que considerava as obras uma mera “propaganda da doutrina espírita”168.

Posteriormente, as obras espíritas conseguiram parcerias com o poder público, mas ainda contando, a maior parte de seus recursos, com doações de simpatizantes o que também é verdadeiro em relação às instituições protestantes.

Benzer Belgeler