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Tedarik Zinciri Yönetiminin Rekabet Gücüne Katkısı

2. TEDARİK ZİNCİRİ VE TEDARİK ZİNCİRİ YÖNETİMİ NEDİR?

2.4. Tedarik Zinciri Yönetiminin Rekabet Gücüne Katkısı

Definidas as questões que marcam o processo de expansão e permitem o exame histórico da eletrificação no Estado de São Paulo e seus efeitos sobre o crescimento urbano e industrial, colocou-se a questão de como trabalhar espacialmente o tema, no estudo do período 1880-1940. Ou seja, como utilizar uma proposta de regionalização que permita o exame espacial e histórico das variáveis e, também, a identificação de perfis diferenciados de urbanização e de crescimento industrial e, portanto, de organização do espaço. Considerando-se a forte dimensão espacial presente no estudo da eletrificação impunha-se a utilização de uma proposta de regionalização que, em razão dos seus critérios, atendesse à historicidade e à espacialidade próprias do tema.

Todavia se, por um lado, a regionalização impunha-se tendo em vista a necessidade de agregação das informações, por outro lado, as diferentes propostas de regionalização conhecidas traziam diversas dificuldades para a montagem das séries históricas em decorrência de, em geral, retratarem situações históricas determinadas.

Assim, muito embora não caiba discutir as diferentes propostas de regionalização, o problema foi colocado, uma vez que se tornava necessário o uso de informações e dados que, muitas vezes, aparecem diferentemente agregados21.

A opção inicial indicava a significância do uso dos critérios de regionalização presentes nos autores que estudaram o desenvolvimento do Estado de São Paulo no per¡odo 1880-1940. Neste sentido, as divisões regionais presentes nos estudos de Sérgio Miliet (1939), de José Francisco de Camargo (1952), e de Monbeig (1983) apresentavam, desde o início, algumas vantagens, por utilizar para o estudo do período séries de dados estatísticos homogêneos e comparáveis, sobre população e desenvolvimento de atividades econômicas incorporando, também,

20 O estudo da expansão da eletricidade e seus efeitos sobre os processos de crescimento urbano e industrial segundo as

fases indicadas ser objeto dos capítulos 3 e 4.

21 Enfrenta-se esse problema quando se trabalha com séries históricas. A própria distribuição da atividade industrial por

setores implica adaptações tendo em vista a construção de séries. Problema análogo já foi enfrentado na elaboração da nossa dissertação de mestrado "Origem e Crescimento da Indústria na região Araraquara-São Carlos, 1900-1970". Naquela ocasião, a necessidade de delimitar um espaço regional para o estudo da atividade industrial levou à utilização, como unidade municipal, dos contornos apresentados no censo de 1920 (o qual englobava diversos distritos que, posteriormente, foram desmembrados). A partir dessa definição tomou-se a micro-região homogênea como critério de regionalização. No entanto, na presente situação, a questão da regionalização torna-se mais complexa por tratar-se do exame de um maior número de variáveis e as mesmas serem de natureza mais heterogênea.

a expansão das ferrovias como elemento conformador do perfil regional. Aspecto relevante do estudo de Milliet foi a apreensão da dimensão demográfica e econômica da expansão cafeeira e a elaboração de critérios para a sua avaliação. Com este objetivo e problematizando, ainda, a questão dos desmembramentos de municípios, Milliet elabora um estudo sobre a regionalização do Estado de São Paulo, a partir do mapa do Estado em 1929, considerando limites geográficos naturais e as vias de penetração criadas pelo homem. Estabelece, assim, as seguintes regiões ou zonas: Norte, Central, Mogiana, Paulista, Araraquarense, Noroeste, e Alta Sorocabana.

O estudo José Francisco de Camargo, tomando como ponto de partida a divisão regional proposta por Milliet, estabeleceu um detalhamento maior desses grupos de povoamento, com base na expansão do café, população e ferrovia. Identifica, assim, dez zonas demográfico-econômicas de São Paulo. A 1ª zona da Capital, formada, além da capital, pelos municípios de Guarulhos, Cotia,

Itapecirica, Juquerí, Santo André, Santo Amaro e São Bernardo. A 2ª zona: Vale do Paraíba e Litoral Norte, está formada pelos municípios servidos pela Central do Brasil, a maioria deles no

Vale do Paraíba, e os municípios do litoral norte. A 3ª zona: Central, é formada por municípios

das Estradas de Ferro Paulista, Sorocabana (compreendendo a antiga Ituana) e Bragantina. A 4ª

zona: Mogiana, constituída por todos os municípios da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro

no Estado de São Paulo e municípios que se formaram como prolongamento da região de Campinas, a primeira "boca de sertão" do Estado. A 5ª zona: Baixa Paulista, está constituída de

municípios servidos pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro e pela São Paulo-Goiás. A 6ª

zona: Araraquarense, Douradense e Paulista ‚ formada por municípios das três estradas de ferro:

Paulista, Douradense e Araraquarense. A 7ª zona: Noroeste e Alta Paulista, formada pelos

municípios da Noroeste e Alta Paulista pode ser caracterizada como pioneira por excelência. A 8ª

zona: Alta Sorocabana é formada por municípios servidos pela Estrada de Ferro Sorocabana. A 9ª zona: Baixa Sorocabana constitui-se por municípios localizados mais a oeste do Estado, servidos,

alguns pela Estrada de Ferro Sorocabana, mas, em sua maioria, ligados entre si apenas por estradas de rodagens. A 10ª zona: Santos e Litoral Sul compreende os municípios do litoral sul, sendo

alguns servidos pela Estrada de Ferro Sorocabana no seu ramal Santos-Juqui (Transparência nº 1, em anexo).

O estudo de Monbeig (1983), embora fundamental para a compreensão do padrão espacial do movimento de ocupação do Estado de São Paulo, no período 1880-1940, não apresenta informações organizadas segundo corte espacial, o que descartava seu uso, dessa perspectiva.

Uma outra proposta de regionalização para o estudo do Estado de São Paulo foi o critério de Regiões Administrativas22 utilizado por Cano (1987), na pesquisa A interiorização do

desenvolvimento econômico no Estado de São Paulo, 1920-198023. Este critério, como se sabe, é de origem recente e sua utilização na referida pesquisa se justificou, sobretudo, porque o per¡odo analisado atingiu a década de 1970, quando esta regionalização passou a existir. Dessa forma, ao se reorganizarem as informações referentes a períodos anteriores à criação das Regiões Administrativas estabeleciam-se as bases para comparações entre os diferentes temas pesquisados.

No caso do presente trabalho, no entanto, o uso desse critério não se adequaria ao estudo do período 1880-1940. Dessa forma, muito embora a sua utilização tivesse permitido a comparação dos dados referentes à energia elétrica com dados e informações mais específicas sobre a indústria ou agricultura regionais por exemplo, avaliou-se pela impropriedade na utilização do mesmo, em virtude de sua extemporaneidade24.

Considerando-se as necessidades impostas pelo estudo do tema, a delimitação que mais se mostrou adequada às necessidades de organização e exame das informações foi a proposta por Camargo (1952), qual seja: o critério de 10 zonas demográfico-econômicas. Neste estudo a lógica da ocupação do espaço, expressa através das características mais marcantes do povoamento e de seus aspectos econômicos e da possibilidade de comparação das séries sobre energia elétrica com o desenvolvimento da população, foi fator decisivo na escolha. Por outro lado, por se tratar de uma regionalização fundamentada também em critérios econômicos e não puramente geográficos ou, mesmo, apoiados em apenas uma variável, o uso do referido critério admite a possibilidade de incorporação de outras informações contidas em outros trabalhos sobre o período. Na transparência n°. 1 pode ser observada a conformação espacial assumida como base para o presente estudo.

22 As Regiões Administrativas do Estado de São Paulo foram estabelecidas em 1970, durante o Governo Laudo Natel,

com o objetivo de constituírem-se em instrumentos para política de interiorização do desenvolvimento. São as seguintes: Grande São Paulo; Litoral; Vale do Paraíba; Sorocaba; Campinas; ribeirão Preto; Bauru; São José‚ do Rio Preto; Araçatuba; Presidente Prudente; Marília (ver transparência n°. 2, em anexo).

23

Compõem este trabalho um conjunto de Relatórios da Pesquisa A interiorizarão do desenvolvimento econômico no Estado de São Paulo, 1920-1980, realizados sob a coordenação do Professor Wilson Cano, referentes ao estudo dos temas: agricultura, indústria, serviços, finanças públicas, transporte e energia (este último elaborado por esta pesquisadora). As informações analisadas foram organizadas pelo critério de Regiões Administrativas.

24O uso do critério de Regiões Administrativas pode ser bastante proveitoso quando se trata da construção de séries

históricas que atingiram até o presente, em virtude do grande volume de informações que se encontram agregadas por esse critério. Ressalte-se, todavia, que o critério em questão delimita um espaço para a reorganização administrativa do Estado, consistindo, dessa forma, em critério de natureza essencialmente político-administrativa.

Benzer Belgeler