• Sonuç bulunamadı

Tedarikçilerin Pazarlık Gücü

4. GÖREV ÇEVRESĠ REKABET ANALĠZĠ: PORTER’IN BEġ KUVVET

4.3 Tedarikçilerin Pazarlık Gücü

A atividade física sempre existiu na história da humanidade. Estudos antropológicos e evidências históricas relatam a existência dessa prática desde a cultura pré-histórica, como um componente integral da expressão religiosa, social e cultural (US Department of Health and Human Services, 1996). Por sua vez, a atividade física pode ser definida como todo movimento do corpo realizado pela musculatura esquelética, resultando em gasto energético acima dos níveis de repouso (Nahas, 1996).

Há muitos estudos mostrando que o exercício físico beneficia positivamente a função cerebral, como melhora da cognição, retardo da perda de memória relacionada à idade (Cotman et al., 2007; Hillman et al.; 2008), proteção contra danos causados por acidente vascular cerebral (Guo et al.,

9

2008), recuperação após lesão (Griesbach et al., 2008) e melhora da depressão (Lawlor & Hopker, 2001).

Alterações estruturais induzidas pelo exercício físico também são observadas. De fato, o exercício físico aplicado de forma adequada aumenta a plasticidade sináptica, afetando positivamente a estrutura e a função sinápticas, o metabolismo e a função vascular. Esse efeito fisiológico pode ativar circuitos neuronais específicos e modificar o caminho da informação através das células pela ação de moléculas específicas (Vaynman & Gomez-Pinilla, 2005), sendo mediado, em parte, pela ação de fatores neurotróficos (Cotman & Engesser- Cesar, 2002; Vaynman et al., 2004). Paralelamente, após um programa de exercício físico regular têm sido observado mudanças de bem-estar emocional com apenas poucas sessões de exercício físico (North et al., 1990; Petruzzello, et al., 1991; Gleniester, 1996; Yeung, 1996), além de redução da depressão e da ansiedade (Farmer, et al. 1988; Gleniester, 1996).

Ainda com relação ao aspecto emocional, dados epidemiológicos sugerem que pessoas moderadamente ativas apresentam menor risco de serem acometidas por distúrbios mentais do que pessoas sedentárias, mostrando que a participação em programas de exercício físico exerce benefícios nas esferas física e psicológica (Elsayed et al., 1980; Van Boxtel et al., 1996) e que indivíduos fisicamente ativos provavelmente possuem um processamento cognitivo mais rápido (Chodzko-Zajko et al., 1991; Chodzko- Zajko et al., 1994).

10 1.2.1 Exercício Físico durante o Desenvolvimento Cerebral

Evidências sugerem que o exercício físico durante a infância e adolescência pode favorecer o desenvolvimento cerebral (Sibley & Etnier, 2003; Hillman et al., 2005; Buck et al., 2008; Aberg et al., 2009; Hillman et al., 2009). Uma relação positiva entre atividade física e desempenho cognitivo foi verificada em uma recente meta-análise em crianças com idade escolar (entre 4 e 18 anos) em 8 categorias de avaliação da cognição (habilidades perceptuais, quociente de inteligência, testes verbais, testes de matemática, memória, nível de desenvolvimento/ aptidão acadêmica, entre outros). De fato, a atividade física e diversas categorias avaliadas se correlacionaram positivamente, bem como houve correlação positiva entre a atividade física e todas as faixas etárias (embora a correlação tenha sido mais forte em crianças nas faixas etárias de 4 a 7 e 11 a 13 anos, em comparação às faixas etárias de 8 a 10 e 14 a 18 anos) (Sibley & Etnier, 2003).

Ainda nesse contexto, Dik e colaboradores (2003) avaliaram a associação entre atividade física no início da vida e cognição em 1.241 indivíduos com idade entre 62 e 85 anos. Os resultados também indicaram uma correlação positiva entre a prática de atividade física durante os 15 e 25 anos e a velocidade de processamento de informações na idade avançada.

Em conjunto, esses resultados sugerem que, embora a atividade física possa ser benéfica em todas as fases da vida, a intervenção precoce poderia ser importante para a melhoria e/ou manutenção da saúde e da função cognitiva ao longo da vida adulta (Etnier et al., 1997; Sibley & Etnier, 2003).

11 1.2.2 Exercício Físico durante o Envelhecimento

As funções cognitivas, tais como a aprendizagem e a memória, e a habilidade de aprender novas tarefas declinam à medida que ocorre o processo de envelhecimento (Gage et al., 1984; Jarrard, 1995; Smith et al., 2000; Mattson & Magnus, 2006). De fato o envelhecimento leva a alterações funcionais do hipocampo, o qual desempenha um papel fundamental no aprendizado e na memória, resultando em distúrbio das funções cognitivas. (Jarrard, 1995; Mattson & Magnus, 2006).

Nesse aspecto, o exercício físico parece melhorar o desempenho cognitivo de animais idosos. De fato, a atividade física em esteira rolante melhora as memórias de curto prazo e espacial em ratos idosos (Kim et al., 2010). Esse efeito benéfico do exercício físico tem sido relatado em vários estudos. Nesse sentido, Rovio e colaboradores (2005) sugeriram que o exercício físico melhora as funções cognitivas e retarda o início da doença de Alzheimer. Van Praag e colaboradores (2005) relataram que a corrida melhora o aprendizado de uma memória hipocampo-dependente e a neurogênese hipocampal em camundongos idosos.

Estudos com humanos confirmam tais achados. Heyn e colaboradores (2004), em recente meta-análise, também encontraram significativo aumento dos desempenhos físico e cognitivo, bem como uma melhora no comportamento de pessoas idosas com déficit cognitivo e demência, demonstrando que a prática de exercício físico pode exercer uma função protetora contra o declínio cognitivo em indivíduos idosos (Laurin et al., 2001). Van Boxtel e colaboradores (1997) sugeriram que tarefas cognitivas poderiam

12

ser sensíveis à capacidade aeróbia. Assim, 132 indivíduos com idade entre 24 e 76 anos foram submetidos a uma sessão aguda de exercício submáximo em cicloergômetro seguido por uma extensa bateria neuropsicológica, incluindo testes de inteligência, memória verbal e velocidade no processamento de informações. Tal estudo evidenciou a existência de uma interação entre os testes de velocidade de processamento cognitivo, idade e capacidade aeróbia. Ainda, Hill e colaboradores (1993) também relacionaram o desempenho cognitivo com a capacidade aeróbia, submetendo 87 idosos sedentários a um programa de treinamento aeróbio. Os autores observaram efeitos benéficos do treinamento sobre a memória lógica e na memória avaliada pela Escala Wechsler. Outro estudo também observou melhora nas funções cognitivas em um grupo de 94 idosos que participaram de um programa de treinamento aeróbio com duração de 12 meses (Williams & Lord, 1997).

Benzer Belgeler