İŞİN İYİ VE KÖTÜ TARAFLARI :
2. Teşebbüsün çıkarı, toplumun çıkarı :
3.5.2.1 Agregados miúdo e graúdo
Pela NBR 9935 (ABNT, 2005), agregado é definido como material sem forma ou volume definido, geralmente inerte, de dimensões e propriedades adequadas para produção de argamassas e concreto.
Desempenhando uma função econômica da máxima importância – pois geralmente é o elemento de custo mais baixo por unidade, de volume no concreto e no concreto betuminoso – o agregado atua de forma decisiva no incremento de certas propriedades, tais como: a redução da retração (bastante grande na pasta de cimento), aumento da resistência ao desgastes, além de outras. Podem-se classificar os agregados quanto à origem, às dimensões e à massa unitária.
Segundo Rodrigues (1995), os agregados possuem a seguinte finalidade no concreto:
• Transmitir as tensões aplicadas ao concreto através de seus grãos. Geralmente, a resistência à compressão dos agregados é superior a do concreto;
• Reduzir o efeito das variações volumétricas ocasionadas pela retração (redução de volume). Nessa lógica, quanto maior o teor de agregados em relação à pasta de cimento, menor será a retração;
• Reduzir o custo do concreto.
No concreto, utilizamos dois tipos de agregados: o miúdo e o graúdo. Segundo a NBR 7211 (ABNT, 2005), agregado miúdo é a areia de origem natural ou resultante do britamento de rochas estáveis, ou a mistura de ambas, cujos grãos passam pela peneira com abertura de malha de 4,75mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 150µm. Os agregados miúdos têm influência preponderante sobre a plasticidade do concreto, devido a sua característica de possuir uma elevada área específica. Plasticidade é a propriedade física de um corpo mudar de forma de modo irreversível, ao ser submetido a uma tensão.
Uma areia adequada não deve conter grãos de um único tamanho, ou seja, deve-se procurar adquirir agregados com boa distribuição granulométrica. A quantidade de água no concreto é um fator importante que condiciona inclusive a resistência e durabilidade da estrutura. Dessa forma, é importante considerar a quantidade de água presente na areia (umidade) na dosagem do concreto. Qualquer alteração do seu teor na mistura irá provocar alterações significativas no consumo de água e, conseqüentemente, no de cimento. Alterações no consumo de areia refletem diretamente no custo final do concreto produzido, haja vista ser o cimento o insumo mais caro.
Ainda conforme a NBR 7211, agregado graúdo é o pedregullho (cascalho ou seixo rolado) ou a brita proveniente de rochas estáveis, ou a mistura de ambos, cujos grãos passam por uma peneira de malha com abertura nominal de 75mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 4,75mm.
3.5.2.2 Séries Normal e Intermediária
As peneiras das séries Normal e Intermediária são utilizadas nos ensaios de determinação granulométrica de agregados para dosagem de concreto. A TABELA 3.3 a seguir mostra a abertura nominal em milímetros das malhas metálicas quadradas dessas peneiras:
TABELA 3.3 – Conjunto de peneiras das séries Normal e Intermediária (abertura nominal)
Série Normal Série Intermediária
75,0mm - - 63,0mm - 50,0mm 37,5mm - - 31,5mm - 25,0mm 19,0mm - - 12,5mm 9,5mm - - 6,3mm 4,75mm - 2,36mm - 1,18mm - 600µm - 300µm - 150µm -
Fonte: NBR 7211 – Agregados para concreto – Especificação, ABNT, 2005.
3.5.2.3 Dimensão Máxima Característica (DMC)
Segundo a NM 248 (ABNT, 2003), é a grandeza associada à distribuição granulométrica do agregado, correspondente à abertura nominal, em milímetros, da malha da peneira da série normal ou intermediária, na qual o agregado apresenta uma porcentagem retida acumulada igual o imediatamente superior a 5% em massa.
3.5.2.4 Módulo de Finura (MF)
Segundo a NM 248, é a soma das percentagens retidas acumuladas em massa de um agregado, nas peneiras da série normal, dividida por 100. Quanto maior for o MF, mais grosso será o agregado.
3.5.2.5 Massa específica (ρ)
A massa específica de uma substância é a razão entre a massa de uma quantidade dessa substância e o seu volume correspondente, excluindo-se o volume de vazios entre as partículas componentes da substância.
3.5.2.6 Massa unitária
A massa unitária de uma substância é a razão entre a massa de uma quantidade dessa substância e o seu volume correspondente, considerando-se o volume de vazios. A massa unitária pode ser medida no estado solto ou compactado da substância.
3.5.2.7 Tempo de pega do cimento
Segundo Silva (1991), define-se tempo de pega do cimento como o momento em que a pasta de cimento adquire certa consistência que a torna imprópria a um trabalho. Compreende a evolução das propriedades mecânicas da pasta no início do processo de endurecimento, propriedades essencialmente físicas, entretanto, de um processo químico de hidratação. Segundo Yazigi (2004), caracteriza-se pela perda de plasticidade das pastas, caldas, argamassas e concretos de cimento.
3.5.2.8 Cura do concreto
É o conjunto de medidas que devem ser tomadas para evitar a evaporação prematura da água de amassamento utilizada no concreto. Esta água é essencial para a hidratação do cimento. A cura adequada é fundamental para o concreto alcançar um melhor desempenho. A cura inadequada causará redução da resistência (até cerca de 30%) e da durabilidade do concreto, provocando fissuração (trincamento) e deixando a camada superficial fraca, porosa e permeável, vulnerável à entrada de substâncias agressivas provenientes do ambiente.
O tempo de duração da cura depende das condições ambientais locais (temperatura, umidade, ventos etc), da composição do concreto e da agressividade do meio durante o uso (esgoto, contato com água do mar etc). A duração da cura deve ser de pelo menos 07 dias, no caso de cimento Portland comum (pois nesse período o cimento irá desenvolver aproximadamente 60% da sua resistência final) e de 14 dias, no caso de cimento Portland de alto-forno e pozolânico. No entanto, quanto mais tempo durar a cura (até 04 semanas), melhor será para o concreto.