3. Duruşmaya intikal edenlerden:
3.2.2. TBMM’de Yapılan Zarar Tespit ve Tazmin Çalışmaları
É significativo relembrar que, além das duas entrevistas aplicadas aos três professores pesquisados, foi também aplicado às alunas um questionário e uma entrevista semi- estruturada para toda a turma. Dessa forma, a primeira entrevista semi-estruturada buscou conhecer um pouco das experiências educacionais dos professores e como ocorreu sua formação acadêmica e pedagógica. No que se refere às alunas, o questionário aplicado teve o intuito conhecer sobre sua educação formal, o que as levou a fazer um curso de pedagogia, mais ou menos um diagnóstico breve. Já a entrevista semi-estruturada trouxe como finalidade buscar das alunas se as mesmas identificavam algum professor e professora com práticas pedagógicas inovadoras, o que elas entendiam por inovação pedagógica, quais as metodologias que facilitavam a aprendizagem, quais os métodos que eram utilizados pelos seus professores que achavam que eram inovadores, se a Faculdade dava condições para um bom desenvolvimento do trabalho dos professores, quais os recursos mais utilizados pelos professores, quais os obstáculos que elas consideravam obstáculos à inovação pedagógica na prática dos professores e se teriam sugestões para enriquecer as práticas dos professores, para tornar as aulas mais atraentes.
Fazendo uma análise sobre o questionário aplicado às alunas, a maioria respondeu que inovação pedagógica é:
A utilização de recursos.
Participação integral das alunas nas aulas.
Troca de conhecimento, novas modalidades de ensino, deixando de lado algumas modalidades que já não surtem efeitos nos dias atuais.
São tendências que surgem e tenta-se colocar em prática como se fosse inovação.
Todo um processo de reformulação de certas práticas pedagógicas, visando uma melhoria no processo educacional. (ALUNAS, 2007)
Quando questionadas sobre quais as metodologias que são utilizadas pelos professores que facilitam a aprendizagem, as respostas foram diversificadas, mas uma em especial chamou a atenção:
“-.. questionário (grife nosso) e explicação das transparências”. “Logo após esta resposta, a aluna foi indagada sobre o porquê da escolha e ela respondeu: -” é de melhor identificação para o meu conhecimento”. Nesta resposta, nota-se a visão simplista da aluna em relação à metodologia utilizada pelo professor e professora, o que ratifica a tendência tradicional de reforço e repetição por falta de experiências diversificadas de outras técnicas de ensino. Já as colegas registraram que as metodologias como:
“Atividade em grupo, análise de filme, discussão aberta, apostila para leitura e discussão,
apresentação de seminários e oficinas e o diálogo em sala de aula”. Após essas respostas dadas pelas alunas, algumas foram interrogadas sobre o porquê dessas metodologias? Vale registrar as réplicas:
Porque além de dinamizar as aulas, aprendemos uns com os outros, a partir da exposição de idéias e opiniões, após ter lido alguns textos.
Por que é muito importante levar em conta o meio cultural em que o aluno está inserido, levando em conta suas dificuldades e habilidades. Os estudantes também precisam assumir novas posturas, sair da passividade como meros receptores.
Porque nem sempre só ouvir o professor falar você aprende, é preciso misturar para ter certeza que aprendeu. Porque não é só fazendo avaliação escrita que se mede o que se aprendeu. (ALUNAS, 2007)
A partir dessas afirmações fica evidenciado mais uma vez o que defende Vigotsky (1998) em relação à ZDP. Nessa perspectiva, confirma-se, mais uma vez, que o autor defende a compreensão do saber a partir da troca, da reflexão e do apoio de seus pares, na motivação da aprendizagem.
Em seguida, foi perguntado às alunas se elas elegeriam algum professor e professora que trabalhasse na sala de aula de forma diferente. A maioria citou o nome de três professores, de entre os quais um que foi pesquisado.
Ainda, foram questionadas sobre o quê não utilizariam ou não fariam em uma aula se tivessem a missão de fazê-la de forma inovadora:
Perguntas e respostas com questionário escrito, atividades repetitivas, seminários, quadro negro ou branco, avaliação com prova, cópia, excesso de conteúdos, aula expositiva, memorização, tudo isso são aulas dignas de museus. (ALUNAS, 2007)
E após estas respostas, ainda foi perguntado o porquê de não utilizar ou fazer? Dentre as respostas dadas, três valem registrar:
A educação hoje quer alunos críticos, participativos, como novas idéias no mundo social, educacional e no mercado de trabalho.
Porque a verdadeira liberdade de aprender reside em ter um pensamento próprio, cada indivíduo é unido na sua forma de ser e se expressar. O educador tem que tornar as aulas interessantes e prender a atenção do aluno, não basta aos aprendentes conteúdos sem lhes dar a oportunidade de entender e pesquisar.
Porque os alunos dispensam, sentem sono e outros preferem fingir que estão aprendendo para a professora terminar logo o assunto. Outros perguntam até que horas são? Querendo que acabe logo a aula.(ALUNAS, op. cit.,)
Mais uma vez, esta pesquisa confirma as expectativas da sociedade contemporânea que vem desafiando, criticando e clamando por inovação no processo educacional em seus diversos setores. Neste contexto, os professores precisam repensar o seu fazer pedagógico, e encontrar estratégias que valorizem e operacionalizem uma educação atraente.
Por fim, foram sugeridas às alunas opiniões que enriquecessem as práticas dos professores que formam professores e elas registraram:
Que os professores participem de cursos.
Que trabalhem com a música popular, pois é uma prática comunicativa e dignifica a relação educador e educando. Até pouco tempo atrás, a melhor coisa que havia na escola era o recreio, pois a sala de aula não era lugar para alegria e descontração, era coisa séria. Por isso não se concebiam brincadeiras ou jogos como se o estímulo da criatividade e do lado afetivo dos jovens não fosse algo sério. Entre tantas ferramentas que podem e
devem ser utilizadas em sala de aula queremos destacar: o uso do desenho, o drama, a música e o diálogo.
As aulas poderiam ser mais dinâmicas e dentro de uma realidade mais próxima, ou seja, poderia haver visitas monitoradas a escolas públicas e particulares e dentro desse contexto ser ministradas as aulas.
Procurar filmes relacionados com o assunto e discutir em sala de aula. E tentar rever como nós mudaríamos o assunto abordado pelo filme.
Ainda não, no futuro quem sabe.
Na verdade eu gosto dos métodos utilizados aqui, só discordo de alguns professores que fica muito tempo voltado só para a apostila e retro projetor, deveria também ter mais dinâmicas e entrosamento com eles para que houvesse um melhor relacionamento entre professor e aluno.
Sim, que o professor se aperfeiçoasse cada vez mais, seguindo o novo. Que nos mostre a realidade e como trabalhar com ela.
Aulas práticas, estágios (remunerados), etc.
Sim, fazer diferente cada dia de sua aula. (ALUNAS, 2007)
Essas contribuições dadas pelas próprias alunas alertam os professores sobre o seu fazer pedagógico no seu dia-a-dia, e têm um sentido de reflexão e análise da sua prática, alertando para a importância de novos rumos fundamentais para uma intervenção real na nossa sociedade pós-moderna, atendendo às expectativas relacionadas com desempenho tanto dos professores como das alunas. Por outro lado, ainda vale assinalar que as metodologias utilizadas têm um papel fundamental neste procedimento, visto que as alunas demonstraram que precisam fazer parte do processo de construção de conhecimento de forma autônoma, fortalecendo os laços entre educandos e educadores.
Contudo, de uma forma geral, foi sinalizado que a maioria das aulas dos professores não são inovadoras, sempre sendo as mesmas aulas sem criatividade: “mas os professores
exigem de nós alunos criatividade”. Os métodos utilizados na maioria das vezes incentivam aulas teóricas e na grande maioria das vezes os professores utilizam trabalho em grupo com apresentação de seminário. Com referência aos métodos utilizados, os professores não fizeram muitas aulas com debates, discussões, dinâmicas e utilização de filmes e, sendo assim, essas técnicas acabam por impedir a oportunidade das alunas se expressarem.
Quanto à questão que se referia à práxis pedagógica dos seus professores, elas responderam que alguns são inovadores e criativos, mas que a maioria ainda insiste em ministrar aulas monótonas, inoportunas e sem motivação nenhuma, com o emprego de metodologias que não são inovadoras, nem atraentes. As alunas também, não deixaram de registrar que apesar de terem “professores ruins” tinham três que serviam de exemplo para que elas fossem professoras diferentes, inovadoras e que não estavam ali para serem apenas
mais uma e sim para serem professores educadores de fato. Vale registrar que dos três professores citados um deles fez parte da investigação.