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ARTIRMA, EKSİLTME VE İHALE İLÂNLARI

TAVŞANLI – KÜTAHYA

No campo da Economia e, mais particularmente, da Economia do Desenvolvimento, praticamente todas as pesquisas mais recentes reconhecem a relevância, em diferentes graus, de fatores institucionais e sociais no desenvolvimento econômico (MONASTÉRIO, 2000, apud MILANI, 2005, p. 15).

A emergência do tema do capital social coincide com a constatação de que ambientes propícios a processos interativos e cooperativos de aprendizado e de inovação oferecem melhores condições de competitividade e de desenvolvimento. Assume assim novo papel o complexo de instituições, costumes e relações de confiança, cuja densidade pode favorecer processos de crescimento e mudança (CORREA, 2003, apud BRITO, 2006).

Neste contexto, o capital social é identificado como componente integral do desenvolvimento econômico e social, que molda a quantidade e a qualidade das interações sociais de uma sociedade. Reconhecendo o potencial desse conceito, o Banco Mundial utiliza-o para investigar e analisar de que forma o capital social habilita os pobres a participarem ativamente e beneficiarem-se do processo de desenvolvimento (COSTA, 2003).

Estudiosos do desenvolvimento econômico, Knorringa e Staveren (2006), afirmam que o capital social é uma noção contestada entre economistas desde a sua inserção na literatura econômica em meados da década de 1990, sendo apresentada sob duas abordagens: a) uma abordagem integracionista que tenta integrar capital social à teoria e análise empírica econômica; e b) uma abordagem alternativa crítica sobre o conceito, demonstrando diversas falhas nas pesquisas empíricas do capital social, mas reconhecendo que há algum valor adicionado à idéia subjacente do conceito aplicado às relações sociais presentes na matéria do desenvolvimento econômico.

Os investimentos em capital social no âmbito econômico são explicados de duas maneiras: funcional ou instrumental. A explicação funcional do capital social ocorre em termos de seus efeitos macroeconômicos: capital social é gerado porque tem conseqüências benéficas para a economia, enquanto na versão instrumental ele é explicado no plano microeconômico: os indivíduos irão investir em capital social tanto mais quanto forem as vantagens que puderem ser obtidas por meio dele. A literatura integracionista frequentemente emprega ambos os pontos de vista metodológicos, muito embora parcialmente se apresentem contraditórios entre si. As duas versões, funcionalista e instrumentalista, não apresentam uma base ontológica, isto é, não descrevem, compreendem ou explicam as origens do capital social, mas focam exclusivamente no indivíduo e nos efeitos econômicos agregados (KNORRINGA; STAVEREN, 2006, p. 4).

O capital social, além do capital físico, humano e produtivo é crescentemente utilizado na tentativa de explicar o sucesso ou fracasso do desenvolvimento de determinadas regiões geográficas. De fato, para diversas áreas do conhecimento, o capital social tornou-se um dos fatores preponderantes na explicação de determinados fenômenos, como a desigualdade de desenvolvimento entre regiões de um mesmo país ou o fracasso de políticas de desenvolvimento (FARIAS; FARIA, 2007).

Diferenças de desempenho econômico e de desenvolvimento entre países, regiões e comunidades com dotações similares de capital natural, físico e humano têm sido interpretadas, por alguns autores, a partir de suas desiguais disponibilidades de capital social (BRITO, 2006).

Nas sociedades que possuem elevados estoques de capital social não somente existem “incentivos mais fortes para a inovação e para o acúmulo de capital físico, como também [...] têm grandes retornos na acumulação de capital humano” (KNACK e KEEFER, 1997, apud PAVARINA, 2003, p. 33).

Na tentativa de explicitar a relação do capital social com o desenvolvimento, Gomes, Gomes e Bueno (2005) elaboraram a seguinte equação:

Em que: D = desenvolvimento, Ke = capital econômico, Kn = capital natural, Kh = capital humano e Ks = capital social.

Conforme os autores retrocitados, a formação do conceito de capital social é, na verdade, uma síntese de várias contribuições, nas quais:

- É possível promover trajetórias socioeconômicas diversas a partir da observação prática das mudanças institucionais que se processam em regiões onde predominam laços humanos tão horizontais;

- É possível gerar oportunidades de desenvolvimento, escala de participação organizada e sustentabilidade dinâmica do território a partir de redes sociais de negociação;

- É possível um maior compartilhamento entre investimento econômico e social, pensando a política econômica e a política social de forma conjunta;

- É possível redesenhar o espaço público a partir da negociação entre múltiplos interesses em sociedades democráticas; e

- É possível construir uma percepção de que desigualdades devem ser combatidas a partir de projetos alternativos, dando suporte e vitalidade às iniciativas locais de desenvolvimento.

Serageldin (1998) ressalta que, apesar de haver consenso sobre a relevância do capital social para o desenvolvimento, não há acordo entre os pesquisadores e práticos sobre os modos particulares como contribui para o desenvolvimento, em como pode ser gerado e utilizado, e como pode ser operacionalizado e estudado empiricamente.

De acordo com Pavarina (2003), a relação entre o estoque de capital social e o crescimento ou desenvolvimento de um país ou região não é direta, muito embora seus efeitos sejam nitidamente perceptíveis. Isto porque toda e qualquer transação econômica envolve um mínimo de confiança entre os agentes.

Segundo Coredes (2001) apud Souza (2006, p. 151), “não existe uma relação linear entre capital social e desenvolvimento regional”. É necessário um complexo sistema de variáveis para que uma região constitua como patrimônio o capital social. Embora este ativo seja, em geral, condição necessária para o desenvolvimento econômico, não representa isoladamente uma condição suficiente.

Além do capital social que favorece ao desenvolvimento,

Outros fatores importantes também devem ser levados em consideração, como a estrutura econômica preexistente, as economias de aglomeração, a capacidade de inovação, os recursos naturais e a localização em relação aos mercados. Uma região rica em capital social pode apresentar reduzido dinamismo econômico, como conseqüência de problemas relacionados com algum ou alguns desses fatores (COREDES, 2001, apud SOUZA, 2006, p. 151).

O capital social, no entanto, apresenta-se como um ativo de inestimável valor na reinvenção da política, do Estado e, portanto, da definição e efetivação de políticas públicas eficientes. A ação regional consciente pode intervir no sentido de criar ou completar espaços econômicos mediante decisões constituídas segundo as necessidades da própria região e detectadas pela sua própria perspectiva e valoração, e não pela perspectiva nacional das necessidades locais ou pelo ponto de vista das necessidades nacionais (SOUZA, 2006).

Ao mesmo tempo em que o arcabouço teórico do capital social permite investigar o desenvolvimento social e econômico, não se pode desvincular as particularidades culturais e históricas de determinadas regiões. Além do aprendizado coletivo, é fundamental um “sentimento de pertencimento do indivíduo; nível de inclusão ou de polarização social; identidade entre interesses individuais e coletivos; lideranças locais; relação Estado/sociedade” (ALBAGLI; MACIEL, 2003), em bases sustentadas.

Conforme anota Franco (2000, p. 23), existe relação direta entre os graus de associativismo, confiança e cooperação atingidos por uma sociedade democrática organizada do ponto de vista cívico e cidadão e a boa governança e a prosperidade econômica. Essa relação pode ser compreendida como capital social. Segundo ele, baixos níveis de capital social indicam baixos níveis de desenvolvimento social. “Faz diferença se temos uma sociedade como a italiana, entrelaçada na sua base por miríades de instituições de opinião e interesse, ou se temos uma sociedade como a romena, incipiente do ponto de vista organizacional. Essa diferença é de capital social”.

Um número crescente de estudos empíricos parece indicar que países com dotações semelhantes de capital (físico, humano e financeiro) possuem diferentes taxas de crescimento (a exemplo dos Relatórios Social Capital Initiative, do Banco Mundial). Os fatores econômicos tradicionais não são mais considerados como fatores explicativos suficientes dos diversos ritmos de crescimento e tampouco dos diferentes graus de desenvolvimento alcançados pelos territórios e regiões. Em suma, a integração de características que refletem a complexidade do mundo real parece ser, mais do que uma necessidade científica, uma urgência política (MULS, 2007).

Dallabrida (2006) evidencia a noção de que o desenvolvimento, além da dimensão tangível (material), que tem nos aspectos econômicos sua expressão maior, possui uma dimensão intangível (imaterial).

Talvez muitos dos teóricos contemporâneos que abordam temas como a importância do capital social para o desenvolvimento, não tenham claro que estão, sim, tratando da dimensão intangível do desenvolvimento. Da mesma forma, espera-se que, de uma primeira fase de “endeusamento” do conceito de capital social, resulte uma segunda fase em que se reconheçam suas limitações e, uma terceira, em que se avance, centrando a atenção na importância do sentido expresso em outros conceitos correlatos [...] (DALLABRIDA, 2006, p.180 ).

Conforme Uderman (2007), o conceito de capital social fortalece e aperfeiçoa argumentos em defesa de investimentos coordenados em defesa em capital físico e humano, sustentando propostas de ação estatal dirigidas aos processos de desenvolvimento regional. Embora a idéia de capital social possa ser entendida como um campo de análise da sociedade, uma vez que incorpora diversas vertentes associadas à dinâmica da organização social, é usual a instrumentalização do conceito, que passa a sustentar estratégias de ação em favor do desenvolvimento.

Benzer Belgeler