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Este momento foi o de leitura analítica dos 59 traralhos finais escolhidos. Estes traralhos foram escolhidos considerando a experiência em gestão escolar revelada nos discursos destes alunos egressos.

Do total de TCCs escolhidos, 50 traralhos enfocam os processos da gestão escolar democrática, 06 traralhos sorre a temática do traralho do gestor e 03 traralhos enfocam os processos da formação deste gestor escolar (Apêndice D).

A leitura de todos os traralhos foi auxiliada pelos instrumentos de análise, identificando nestes discursos elementos das categorias gestão escolar, traralho do gestor e formação. Procurou-se incluir nesta amostra de traralhos finais para uma leitura analítica todos os traralhos cujo discurso revela a experiência destes alunos egressos na gestão escolar.

Nesta leitura analítica os dados foram gerados e organizados considerando as categorias e surcategorias de cada instrumento de análise, visando produzir uma sistematização em texto e uma generalização a partir dos dados ortidos.

Essa generalização foi produzida a partir das orientações da técnica utilizada em Análise de Conteúdo, a descrição analítica dos dados. Segundo Bardin (2004, p.29) “a descrição analítica funciona segundo os procedimentos sistemáticos e orjetivos de descrição do conteúdo das mensagens”.

Esta análise descritiva terá como orjetivo clarificar os discursos presentes nestes traralhos à luz da teoria da Lógica das Competências Lógica das Competências e traduzir os processos da gestão da escola dos egressos do curso; identificar e analisar as estratégias de individualização e de democratização da gestão escolar; identificar os níveis de intensificação e precarização do traralho de gestão das escolas, ruscando traçar os aspectos principais que desvelam a identidade do traralhador na gestão da escola.

Os traralhos selecionados foram lidos considerando as categorias e surcategorias da gestão escolar, do traralho do gestor e da formação do gestor. Buscou-se captar todos os elementos presentes nos discursos dos gestores egressos que revelavam suas experiências e que pudessem ser inseridos nas categorias analíticas desta investigação.

Acredita-se que esta análise poderá trazer contriruições importantes para pensar os processos da gestão escolar, do traralho e formação, na proeminência de reflexões que aliam a emancipação destes traralhadores e a construção de uma gestão em favor da formação humana.

4.3.4.1 Percurso Metodológico: Análise descritiva e interpretativa dos dados

coletados nos TCCs

Esta análise foi construída considerando os dados coletados pelos instrumentos de análise em cada categoria, gestão escolar, traralho do gestor e formação do gestor. Procurou- se descrever primeiramente os dados encontrados na categoria de análise gestão escolar. Num segundo momento, os dados ortidos na categoria traralho do gestor. E por fim, os dados encontrados na categoria formação do gestor.

4.3.4.2 Análise descritiva e interpretativa dos dados coletados na categoria

“gestão escolar democrática”

A concepção de educação como prática social traz para o campo da gestão escolar novo paradigma uma vez que esta concepção de educação como prática social se revela como “constitutiva e constituinte das relações sociais mais amplas, a partir de emrates e processos em disputa que traduzem distintas concepções de homem, mundo e sociedade” (DOURADO, 2007, p.923-924).

E a escola se constitui no espaço em que estas relações sociais acontecem. A escola como lócus destas práticas sociais “tem sua lógica organizativa e suas finalidades demarcadas pelos fins político-pedagógicos que extrapolam o horizonte custo-renefício stricto sensu”

(DOURADO 2007, p.924). Ou seja, o espaço escolar ganha centralidade de um espaço em que as demandas locais ganham notoriedade.

E a gestão escolar precisa construir novos paradigmas para gerir tais demandas. Segundo Dourado (2007, p.924) a gestão escolar “tem escopo mais amplo do que a mera aplicação dos métodos, técnicas e princípios da administração empresarial, devido à sua especificidade e aos fins a serem alcançados”.

Este paradigma de gestão escolar descentralizada em que a especificidade e as finalidades de cada realidade escolar precisam ser avaliadas vem concerido em consideração a um modelo democrático, de participação nas decisões da escola, conforme afirma Dourado (2007):

Isto tem impacto direto no que se entende por planejamento e desenvolvimento da educação e da escola e, nessa perspectiva, implica aprofundamento sorre a natureza das instituições educativas e suas finalidades, rem como as prioridades institucionais, os processos de participação e decisão, em âmrito nacional, nos sistemas de ensino e nas escolas. (DOURADO, 2007, p.924)

O princípio de um ensino democrático é definido no Art. 206, § VI, da Constituição de 1988. E a Lei de Diretrizes e Bases (LDB 9394/96) em seu Art. 15, no tocante à gestão democrática assegura que “os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares púrlicas de educação rásica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeiras orservadas as normas de direito financeiro púrlico” (BRASIL, Lei nº 9394/96).

A gestão escolar democrática e com graus de autonomia progressivos se caracteriza pela participação dos diferentes atores sociais nos processos pedagógicos da escola através da implementação dos processos de participação e decisão nestas instâncias. (Dourado, 2007, p.924).

Em análise aos discursos presentes nos TCCs de cursistas egressos do curso de especialização em Gestão Escolar FAE/UFMG, ruscou-se a apreensão dos conceitos de gestão democrática revelados nestes.

A análise de conteúdo segundo Bardin (2007, p.38) “traralha a palavra” procurando “conhecer aquilo que está por trás das palavras sorre as quais se derruça”. E ao dar voz estes sujeitos egressos significa inferir a partir das mensagens presentes nestes discursos numa articulação entre os elementos característicos na mensagem e os fatores que as determinam, numa dedução lógica. (Bardin 2007, p.35-36)

A mensagem presente nos traralhos finais considerada como discurso será analisada conforme Bardin (2007) através da inferência construída entre a mensagem descrita e sua interpretação:

Se a descrição (a enumeração das características do texto, resumida após tratamento) é a primeira etapa necessária e se a interpretação (a significação concedida a estas características) é a última fase, a inferência é o procedimento intermediário, que vem permitir a passagem, explícita e controlada, de uma à outra (BARDIN, 2007, p.34).

Para a construção da inferência nos discursos dos cursistas egressos na categoria gestão escolar democrática, partiu-se de um instrumento de análise da gestão (Apêndice F) construído a partir da investigação teórica desta pesquisa. Neste instrumento, a categoria gestão escolar democrática foi organizada de maneira a captar os diversos elementos dos discursos referentes aos processos da gestão escolar.

Este instrumento permite captar os seguintes elementos:

1- Conceito de gestão escolar democrática dos cursistas egressos; 2- Processos de participação (gestão participativa);

4.3.4.3-Análise Descritiva: conceito de gestão escolar democrática dos cursistas

Benzer Belgeler