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A tabela 7.11 apresenta as comparações finais entre os modelos adotados para cálculo das solicitações de vento.

Indiferente ao modelo de cálculo de vento, foi possível verificar que a estrutura analisada foi mais sensível aos deslocamentos resultantes do que as tensões e esforços nos estais.

Modelos de cálculo das

solicitações de vento (graus) Vento Esforços nos estais (kN) Tensões

* (MPa) Deslocamentos (m) Discreto 45 20,706 186 0,179003 Contínuo simplificado (ANSYS) 45 16,063 142 0,119844 Contínuo simplificado (NBR 6123) 45 15,942 141 0,117942 Estático 45 17,789 135 0,080276 Estático (S2, ANEXO A da NBR 6123) 45 18,094 140 0,101661 Estático 90 15,343 123 0,095556

*Tensões máximas de Von Mises.

Ao se comparar os modelos contínuo simplificado (freqüência fundamental obtida com o ANSYS) e o estático com vento atuando a 45º, observou-se que tanto as tensões de Von Mises quanto os deslocamentos resultantes apresentaram maiores intensidades quando da utilização do modelo contínuo. No entanto, os esforços nos estais apresentaram um comportamento diferente, sendo maior para o modelo estático.

O modelo que apresentou maiores esforços nos estais, tensões e deslocamentos foi o Discreto. Este, dentre os analisados, é o que demanda maiores detalhes para a obtenção dos esforços de vento, pois necessita de informações como: modos e freqüências naturais da estrutura em análise, coeficientes de amortecimento e amplificação dinâmica para cada modo de vibrar e discretizações de massa e área.

Pelas recomendações do PADRÃO TELEBRÁS 240-410-600, para torres estaiadas como suporte de antenas e pelas análises realizadas sugere-se que o deslocamento nessas estruturas é um fator preponderante no funcionamento em serviço. O método que gerou os menores deslocamentos foi o estático, contudo esse não leva em conta os efeitos de turbulência atmosférica.

Portanto, sugere-se que o modelo discreto, pois este fornece resultados mais conservativos, já que a estrutura analisada é utilizada para transmissão de informações o que é essencial nos dias atuais.

CAPÍTULO VIII

CAPÍTULO 8

CONCLUSÃO

Foram realizadas análises qualitativa e quantitativa do comportamento de torres estaiadas, de 56 m, 105 m e 210 m, para obtenção de um modelo estrutural economicamente viável, em termos de quantidade e posicionamento de estais e terreno ocupado. Este conhecimento é de fundamental importância para o desenvolvimento de técnicas eficazes para predição e manutenção corretiva destas estruturas.

A análise da disposição e quantidade de estais, possibilitou verificar que:

• para o mastro estaiado de 56 m, não é recomendada a utilização de dois dispositivos anti-torção;

• existe uma relação em termos de deslocamentos resultantes e tensão quando se aumenta o comprimento do mastro. Duplicando a altura do mastro obteve-se um aumento de 10% nas tensões máximas e 61% dos deslocamentos;

• encontrou-se uma relação para o número de pontos de ancoragem situados entre os dois dispositivos anti-torção e os localizados entre a base e o dispositivo situado imediatamente acima (NUMESB = NUMEST – 1);

• o comprimento entre pontos de ancoragem sucessivos nas configurações que apresentaram melhores resultados esteve entre 10 e 18 metros.

Quando se avaliou o comportamento dessas estruturas com a variação do ângulo mínimo entre os estais e o mastro, notou-se que:

• quanto menor a rigidez do mastro maior será a sensibilidade da estrutura a deslocamentos resultantes, tensões de Von Mises e esforços nos estais;

sensibilidade em relação as variáveis de projeto do que o com dois, quando se variou o ângulo entre os estais e o mastro;

• a redução do ângulo de inclinação dos estais, reduziu também a influência da quantidade e disposição dos estais no mastro e nos pontos de fundação;

• dependendo do uso para o qual a estrutura será projetada, o ângulo de inclinação dos estais poderá ser reduzido consideravelmente.

Tanto na análise de quantidade, disposição e inclinação dos estais a variação nos esforços dos estais não se mostrou um fator primordial na análise do comportamento dessas estruturas, já que a carga de ruptura desses é muito maior que as solicitações encontradas. Em todos os estudos as torres estaiadas se mostraram mais sensíveis a deslocamentos do que às tensões.

Posteriormente foram realizadas análises de sensibilidade em termos de tensões de Von Mises, esforços nos estais e deslocamentos resultantes, para torres estaiadas de 105 metros, uma com base engastada e outra com base rotulada. Verificou-se que a modificação na base do mastro gerou alterações significativas no comportamento dinâmico destas estruturas, reduzindo a intensidade da primeira freqüência natural do sistema, e alterando os modos de vibrar desta estrutura. Este fato pode acarretar variações no carregamento de vento, já que este é sensível a modificações nestas variáveis. No entanto, estas alterações não ocasionaram modificações expressivas em termos de tensão, esforços nos estais e principalmente em relação aos deslocamentos. Todavia, os esforços, principalmente no ponto de fundação do mastro, apresentaram um aumento significativo na configuração cúbica, o que sugere a utilização de base rotulada para estas estruturas.

Verificou-se também a sensibilidade de um mastro estaiado de 105 metros de base rotulada, a variações no modelo de obtenção dos esforços de vento, em termos de tensão e deslocamentos resultantes no mastro e esforços resultantes nos estais. Independente do modelo de cálculo utilizado para a determinação dos esforços de vento, foi possível verificar que estas estruturas possuem maior sensibilidade aos deslocamentos do que a tensões e esforços nos estais. No entanto, o método que gerou as maiores intensidades nas variáveis aqui estudadas foi o método discreto, e o que ocasionou as menores foi o método estático, já que este não leva em conta os efeitos de turbulência atmosférica. Portanto, sugere-se a utilização do modelo discreto no cálculo

149 dos esforços de vento para torres estaiadas, já que estes fornecem resultados mais favoráveis a segurança da estrutura.

A relevância do trabalho esteve na identificação das principais variáveis que influenciam o comportamento de torres estaiadas em serviço, além de fornecer parâmetros que auxiliam no dimensionamento e concepção dessas estruturas.

O estudo possibilitou a obtenção de esforços de vento segundo vários métodos de determinação, de maneira ágil usando o programa MATLAB. E ainda forneceu de forma parametrizada (APDL) a modelagem em elementos finitos da estrutura analisada, facilitando modificações nas variáveis de projeto, reduzindo o tempo de criação e analises dos modelos.

Enfim, este trabalho fornece subsídios para a realização de estudos futuros, já que a metodologia empregada pode ser aplicada em outras configurações e tipos de estruturas.

CAPÍTULO IX

CAPÍTULO 9

Benzer Belgeler