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O foco da pesquisa está em instituições de educação superior particulares de Belo Horizonte e suas bibliotecas, bem como nos avaliadores que participam do processo de avaliação externa. Fazem parte do universo da pesquisa instituições de ensino superior

54 HAGUETTE, T. M. F. Metodologias qualitativas na sociologia. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 1995. 55

mantidas por organizações que obedecem à classificação descrita no Decreto nº 3.860, de 09 de julho de 2001, nos artigos 1º, inciso II56, 3º57, 7º58, 8º59, 1160 e 1261.

De acordo com a sinopse da educação brasileira62 apresentada pelo Inep / MEC, em

Minas Gerais há 283 instituições de ensino superior privado, sendo que em Belo Horizonte estão concentradas 46 instituições e no interior há 237 escolas.

Desse universo de instituições no Estado de Minas Gerais decidiu-se por limitar a pesquisa àquelas localizadas no município de Belo Horizonte, certamente por facilidade logística.

Foram visitadas cinco instituições, correspondendo esse quantitativo a 10,87% do total de instituições presentes no município de Belo Horizonte, sendo esta amostra considerada satisfatória estatisticamente do ponto de vista metodológico.

Nessas instituições foram entrevistados o responsável pela biblioteca, que somente em uma das instituições não era o bibliotecário, mas uma profissional com formação em administração; e o supervisor do trabalho do responsável pela biblioteca, variando entre o diretor da instituição e o diretor da rede de bibliotecas da instituição. Na instituição em que se encontrou o administrador como responsável pela biblioteca, optou-se por manter a entrevista com esse profissional pelo fato de ser ele o responsável por receber a comissão de avaliadores. Os bibliotecários dessa biblioteca não desenvolvem serviços administrativos, executam somente os serviços técnicos de organização do acervo.

Foram realizadas, dentre os supervisores das bibliotecas e os bibliotecários, 8 entrevistas, pois em duas instituições os supervisores dos responsáveis pelas bibliotecas foram colocados como única fonte de informação sobre o processo de avaliação das bibliotecas. 56 Art. 1º [...]

I – [...]

II – privadas, quando mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado.

57 Art. 3º As pessoas jurídicas de direito privado mantenedoras de instituições de ensino superior poderão

assumir qualquer das formas admitidas em direito de natureza civil ou comercial, e, quando constituídas como fundação, serão regidas pelo disposto no art. 24 do Código Civil Brasileiro.

58 Art. 7º Quanto à sua organização acadêmica, as instituições de ensino superior do Sistema Federal de Ensino

classificam-se em: I – universidades;

II – centros universitários; e

III – faculdades integradas, faculdades, institutos ou escolas superiores.

59

Art. 8º As universidades caracterizam-se pela oferta regular de atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, atendendo ao que dispõem os artigos 52, 53 e 54 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

60 Art. 11 Os centros universitários são instituições de ensino superior pluricurriculares, que se caracterizam pela

excelência do ensino oferecido, comprovada pelo desempenho de seus cursos nas avaliações coordenadas pelo Ministério da Educação, pela qualificação do seu corpo docente e pelas condições de trabalho acadêmico oferecidas à comunidade escolar.

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Art. 12 faculdades integradas são instituições com propostas curriculares em mais de uma área de conhecimento, organizadas para atuar com regimento comum e comando unificado.

62 Disponível em: <http://www.inep.gov.br/superior/censosuperior/sinopse/default.asp>. Acesso em: 27 ago.

Alegaram que somente atendem às solicitações feitas pelos bibliotecários, sem atribuir outros critérios avaliativos, além da disponibilidade financeira.

Há que se ressaltar dificuldades no contato com as instituições de ensino superior privadas, uma vez que o foco da pesquisa estava em um seguimento de mercado. Como qualquer outro, o acesso à estrutura funcional das instituições particulares de ensino superior possui certas restrições, ainda que esteja se tratando de um elemento constituinte do planejamento educacional do país.

Foram entrevistados, também, avaliadores, devidamente credenciados pelo Ministério da Educação, que se dispuseram a contribuir com suas experiências para a execução da pesquisa. Quanto ao número de entrevistas realizadas, seguiu-se o mesmo número de instituições entrevistadas, ou seja, foram entrevistados cinco avaliadores. Esse critério foi adotado visando, principalmente, a manter o equilíbrio entre as opiniões encontradas nas instituições visitadas e entre os avaliadores. Ressalta-se que houve bastante dificuldade em localizar e contatar os avaliadores, pois o MEC não mantém uma listagem de avaliadores credenciados para consulta do público externo. O contato com os avaliadores foi propiciado pela rede de contatos pessoais da orientadora da dissertação, da pesquisadora e demais colegas de profissão.

Não se adotou o critério de especificidade de curso avaliado, como havia sido planejado no projeto da dissertação, pois na análise do formulário avaliativo, disponibilizado pelo MEC, aplicado às bibliotecas universitárias, observou-se que a diferença encontrada entre os parâmetros avaliativos está relacionada à quantidade de exemplares exigidos para bibliografia básica e complementar dos cursos. Nos outros quesitos, não foram encontradas variações relevantes.

Todos os entrevistados foram contatados por telefone e foi agendado horário específico para as entrevistas, que duraram, de um modo geral, entre 40 e 50 minutos, e ocorreram no ambiente de trabalho dos entrevistados. As entrevistas foram realizadas no mês de outubro e final do mês de novembro de 2009.

Buscou-se, na entrevista, perceber o entendimento que esses atores têm do processo de avaliação externa nas bibliotecas universitárias, bem como o que se espera desta unidade de informação como contribuição para as atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas na instituição.

Benzer Belgeler